Save Me
2 Nada é o que parece...
Notas iniciais
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As palavras em sublinhado significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar.
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Continuando...
“A coragem da vida é uma magnifica mistura de triunfo e tragédia, o homem faz o que deve fazer apesar das consequências pessoais, apesar dos obstáculos, dos perigos e das pressões, esse é o fundamento de toda moralidade”. – John F. Kennedy
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– Música sugerida (You Make Me Feel So Young — Michael Bublé) –
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Um ano antes...
O grande salão da mansão Volturi estava como seu dono gostava... Repleto de convidados, todos alinhados em trajes de gala... A orquestra acomodada no canto norte do salão se apresentava... Sim seu aniversário deveria ser comemorado e em grande estilo...
– Onde ela está? Soltou mantendo a pose e o sorriso cínico, contudo seu tom de voz era cortante e Irina, sua governanta, conhecedora do temperamento do patrão sabia que seu interior fervia de raiva...
– Ainda não desceu senhor... Parece-me que Kimberly não está bem...
– A burrice de Isabella me assusta... Declarou para si e de súbito saiu do recinto deixando transparecer para quem estava próximo o seu desagrado... Subiu os imponentes degraus que levavam ao andar superior... Coincidentemente Isabella nesse instante saia do quarto da filha de cabeça baixa preocupada com o estado da menina que desde o inicio da tarde apresentava picos de febre, mas por ordem do marido não pode chamar um médico ou até mesmo realizar o simples ato de levar a filha a um pronto atendimento... Aro com duas passadas largas alcançou a esposa, assustando a mesma que parou tendo seu braço agarrado...
– Já deveria estar vestida... Disse ameaçador...
– Aro... Kim está com febre e...
– Ela tem a babá... Desça em cinco minutos ou mostrarei minha insatisfação mais tarde... Afirmou baixo, porém duro e Isabella segurou o choro... – Cinco minutos e seja a mulher de Aro Volturi com sorrisos nos lábios ou já sabe... Soltou dando meia volta e retornando a escada...
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Entediado... Essa era a palavra perfeita para definir Edward naquele momento... Estava ali apenas para marcar presença na festa de um de seus clientes mais lucrativos... Mas sua vontade era estar em casa apenas na companhia de um bom vinho e música ou então na companhia de sua família... Mas na disputa do par ou impar entre ele e seu cunhado e sócio saiu perdendo pelo seu ponto de vista... A taça de espumante em sua mão esquentava... Intrigante sua reação todos pensariam... Estava em uma festa, diga-se de passagem, uma grande festa repleta de mulheres exuberantes e solteiras a procura... E essa procura ia do par perfeito para um casamento a uma simples e tórrida noite de sexo... Era só escolher, mas Edward não estava interessado... Precisava apenas ter um minuto com o anfitrião e lhe questionar a verdade por trás de seu pedido ao telefone...
– Gosta de dançar? Perguntou a jovem loira ao aproximar-se dele... Céus era tão bom quando as mulheres eram menos atiradas à espera da iniciativa masculina concluiu mentalmente soltando o ar com calma e estampando um discreto sorriso no rosto.
– Gosto muito, mas seria um crime dançar com tão linda dama e priva-la da oportunidade de compartilhar deste momento tão único com o rapaz de terno grafite que lhe admira há bastante tempo... Soltou deixando a moça sem reação a não ser acompanhar seus olhos que indicavam o jovem que, sorrindo, se ateve a moça que agora o encarava... Edward saindo pela tangente se distanciou da garota... A moça ao voltar-se para o Cullen não o viu mais ali... Edward rapidamente depositou a taça que segurava em uma pilastra ao passar pela mesma e foi nesse instante, misero e insignificante instante, que sua mente foi tomada pela presença dela... Cabelos em um coque frouxo, vestido preto tomara que caia assinado por ninguém menos que Yves Saint Laurent... Os olhos de um verde claro e cristalino hipnotizante, a maquiagem angelical deixando claro que a mesma não necessitava dela... Ela descia a escada e seus movimentos pareciam uma coreografia delicada... O rapaz respirou fundo sentindo o impacto daquela visão... E a partir dali não conseguiu tirar os olhos dela... Seguindo-a como águia sem é claro perder a postura quase militar que possuía e da qual se utilizava para não transparecer se quer uma emoção... O rebolar discreto, os passos suaves, as mãos delicadas ao longo do corpo... Quem é essa mulher? Pensou maravilhado... Ela encaminhou-se para o movimento e Edward que ia em direção contraria refez sua rota retornando para o salão...
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Aro ao ver a esposa ordenou apenas com o olhar que ela se aproximasse, Volturi se encontrava conversando com o senador Eleazar Denali sorriu vitorioso ao sentir Isabella chegar-se a eles...
– Isabella... Disse Eleazar e a moça sorriu condescendente. – Aro sua esposa está cada dia mais radiante. Disse o velho babão.
– Meu tesouro Eleazar, meu tesouro... Soltou colocando a mão na cintura de Isabella...
– Boa noite senador. Disse concentrada ainda trazendo um sorriso nos lábios... Respirar... Deixar o ar entrar e sair, esse era um exercício que lhe acalmava, permitindo que seguisse com a encenação habitual... A conversa se enfriando deu a Aro a oportunidade de se desvencilhar do Denali...
– Circule... Deixem que a vejam, admirem... Desfile querida... Disse Aro no ouvido da esposa lhe causando quase repulsa... O piscar de olhos deu a Aro a resposta positiva... Enfim é para isso que sirvo nesses momentos mesmo pensou Isabella com o coração quebrado por não poder ficar com sua Kimberly no andar de cima... Sua garotinha de apenas dez meses estava mais manhosa que o habitual querendo o colo da mamãe o tempo todo... Circular... Vamos... Sua mente ordenou... As conversas superficiais de sempre, as frases de efeito mais do que decoradas... O ar de superioridade graciosa lhe envolvendo... Os hábitos europeus, adquiridos com os anos estudando fora, sendo ali empregados...
– Linda festa querida... Como sempre de parabéns... Disse Elisabeth King, uma velha insuportável da sociedade nova-iorquina e mãe de Royce amigo do Volturi... Isabella sorriu para a mulher.
– Fico feliz que goste Elisabeth... É sempre um prazer recebe-la... Declarou... Os olhos em cima da moça eram muitos, principalmente os masculinos, e o velho Denali se apossando da oportunidade aproximou-se de Isabella mais uma vez...
– Querida Isabella... Venha dançar com esse velho aqui... Disse tocando no cotovelo da moça e Isabella com o estomago se revirando em desconforto sorriu seguindo ao lado do homem em direção à pista de dança...
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Edward permanecia ali... Agora intrigado e desconfiado... Seria aquela mulher, encantadora mulher, a esposa de Aro? Ela dançava com o senador... Seu treinamento a muito apurado dava-lhe a certificação de que a moça estava desconfortável... Sua linguagem corporal pedia socorro e ele é claro iria socorrê-la... Audaciosamente aproximou-se... Eleazar percebeu a presença do rapaz, conhecia-o pela família e por seu trabalho...
– Edward... Soltou o velho.
– Como vai senador? Disse mantendo o sorriso sem importar-se em estar praticamente no meio da pista entre casais e mais casais que dançavam... – Seria inoportuno pedir-lhe que me permita dançar uma musica com a dama? Questionou e seu tom extremamente educado impedia o Denali de dar-lhe uma negativa... Afastando-se permitiu que Edward passasse a conduzir Isabella. – Desculpe-me a intromissão. Declarou baixo tentando conter-se ao sentir o contado de seu corpo com o da moça... Mesmo estando ambos vestidos àquela aproximação era semelhante a uma tempestade avassaladora em seus interiores... Isabella apenas maneou a cabeça mantendo ali o sorriso petrificado. – Edward Cullen. Soltou se apresentando... O perfume invadiu seu sistema, algo adocicado e sexy, com tons florais... Respirar estava sendo um exercício de disciplina para assim não lhe afetar todo o controle corporal e dar vexame como um adolescente com hormônios descontrolados...
– Prazer senhor Cullen. Disse e sua voz era semelhante a uma sinfonia suave e clássica aos ouvidos do Cullen...
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O calor do seu corpo era confortável, lhe trazia uma segurança nunca antes experimentada... Vestido em um smoking Gucci o rapaz possuidor de olhos verdes azulados e um cabelo em desalinho lhe despertava sensações intrigantes, os ombros largos, braços fortes... Em sua visão periférica percebeu Aro lhe vigiando... Algo natural acostumara-se a isso e quando não eram os seus olhos eram olhos comprados por ele... No fim sempre era vigiada...
– Me desculpe pela indelicadeza... Acho que não nos conhecemos... Eu já me apresentei, mas... Dizia Edward e Isabella sorriu sincera, algo atípico, fora do natural... Natural esse que só existia ao lado de Kimberly e seus sorrisos desdentados...
– Isabella Volturi... Seja bem vindo! Disse altiva e Edward sentiu sua mente se turvar ao ouvir a frase... Seja bem vindo! Ecoava... Isabella... Isabella... Os últimos acordes soavam... Isabella afastou-se discretamente acenando com a cabeça, uma despedida e na mente do rapaz aquilo era torturante, indesejável... Isabella caminhou em direção ao marido que conversava com Royce e Giana Lancaster...
– Belo espetáculo Isabella. Disse Gianna debochada... A voz era-lhe intragável, contudo Isabella sempre seria agradecida de uma forma torta, mas seria agradecida pela presença quase constante de Gianna... Quando a moça estava presente Aro lhe dava segundos de paz... Sim a mulher loira platinada possuidora de um corpo invejável tinha com o Volturi uma estranha ligação e ambos compartilhavam de momentos intimamente interessantes... Isabella ainda notava de longe o Cullen lhe fitando vez ou outra e aquilo lhe atingia intimamente coisa com a qual ela não estava acostumada... Mantendo a pose retornou a atividade entediante de transitar entre os convidados, mas sua vontade era subir e ficar com sua bebê, ver como estava, observar se o antipirético fizera efeito dessa vez...
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– Edward Cullen... Como vai o homem que melhor entende de segurança privada nos EUA? Soltou Aro vindo ao seu encontro... Edward nunca fora muito fã do homem, achava-o mascarado demais, contudo via assim como a maioria das pessoas a altives condescendente do Volturi se dobrar a obras de caridade e sorrisos expressivos e simpáticos a todos a sua volta.
– Como vai Aro? Devolveu. – Parabéns por seu aniversário. Disse com educação britânica.
– Notei que conheceu minha esposa... Disse ainda trazendo um sorriso, mas para Edward aquilo deveria ser uma provocação ou recriminação ao ato ousado de tirar sua esposa para dançar e Edward precisava confessar a si mesmo que estar com a moça havia sido o ponto alto de tudo aquilo, tão alto que o assustara e fizera quase despertar partes do seu corpo e se não fosse a perda rápida de contato a própria senhora Volturi teria notado sua animação... Edward, Edward... Perdeu a noção?
– Sim conheci... Devolveu sem saber o que dizer, contudo mantendo a frieza habitual.
– Ótimo... Pensaram no que pedi? Questionou direto... Há uma semana o Volturi havia solicitado a integração de mais um homem em seu corpo de seguranças e pedira que o mesmo possuísse grande experiência, a palavra o melhor de seu grupo fora mencionada.
– Sim... Jasper e eu discutimos o caso e confesso estamos intrigados... Principalmente eu, na verdade...
– Intrigados? Questionou.
– Sim, me desculpe... Mas as palavras ditas por você me chamaram a atenção... Pediu-nos o nosso melhor e mais experiente homem e isso para mim pode significar duas coisas... Ou nossos homens não estão sendo competentes ou você está com um problema...
– Seus homens são competentes Edward... Não tenho do que me queixar, fique tranquilo...
– Sendo assim a segunda opção seria a viável...
– Minha família é minha prioridade. Devolveu Aro sério, diminuindo o sorriso.
– Entendo... Disse Edward e em seu ângulo de visão a imagem de Isabella Volturi fez-se surgir... — Estou aqui justamente para verificar a sua real necessidade... Afirmava sem conseguir concentrar-se em outra coisa a não ser em Isabella em sua lateral esquerda.
– Não gostaria de tratar de negócios aqui... Mas me antecipando... Disse a ultima parte baixo e Edward no mesmo instante se colocou em alerta... Estaria algum familiar seu sofrendo ameaças, sua esposa? – Precisamos sempre estar de olhos atentos Cullen, vigiar é a máxima para aquilo que nos é caro. Afirmou e Edward sentiu ali um que de tudo menos amoroso cuidado e aquela sensação lhe deixou curioso... – Conheceu Isabella... Estou... Dizia aproximando-se mais... – Preocupado com a segurança de meu bem precioso se é que me entende? Declarou e Edward de imediato percebeu que o homem queria um vigia para sua esposa e aquilo despertou no Cullen sentimentos controversos... Vigiar, seguir os passos... Esse era o tipo de coisa que o Volturi parecia necessitar, mas por que vigiar sua esposa? Que marido mandaria vigiar a esposa? Que motivo o levaria a isso? Uma possível traição? Ou ela estaria mesmo sendo ameaçada? Fosse o que fosse Edward se via impelido em aproximar-se de qualquer coisa que levasse ao nome de Isabella... Aquele ultimo sentimento com total certeza espantava o rapaz... – Desculpe não dar-lhe maior atenção, mas preciso circular, seria incomodo nos vermos aqui, em minha casa amanhã? Questionou.
– De forma nenhuma... Dez horas estaria bom para você? Disse firme.
– Perfeito meu caro, perfeito... Nos vemos amanhã então... Por favor, desfrute um pouco mais da festa. Pediu distanciando-se e Edward mesmo com a mente em um turbilhão de pensamentos retornou seu olhar para Isabella que conversava com um casal... Notou que a moça mesmo aos sorrisos às vezes olhava em direção à escada... Caminhou discretamente em direção a mesma se atendo ao notar um de seus homens em uma das portas de acesso a piscina.
– Embry... Soltou sorrindo.
– Senhor Cullen... Boa noite. Disse o moreno que de terno negro mantinha sua escuta impecavelmente camuflada com a postura rigida.
– Noite agitada. Disse divertido.
– Tudo tranquilo senhor. Afirmou... Dizia sem perder a movimentação atrás de seu patrão, os olhos moviam-se discretamente de um lado a outro e aquilo orgulhava Edward, ver que para seus homens conseguira passar as técnicas indispensáveis a um bom guarda costas...
– Me responda uma única pergunta... Pediu Edward e o rapaz assentiu. – Estamos passando por algum momento critico por aqui? Talvez alguma ameaça de sequestro de algum familiar ou algo do gênero... Chantagem... A abordagem de Edward era direta e seus homens estavam acostumados a isso.
– Não senhor... Nada nesse sentido. Declarou firme.
– E em outro sentido? Soltou ainda mais direto e Embry com seus já cinco anos de experiência percebeu que o tom era sério.
– Senhor...
– Acalme-se Embry... Estou apenas averiguando tendo em vista que recebi o pedido de engordar a segurança por aqui... Falou tranquilo.
– Bem senhor... Nos revezamos entre a mansão e a segurança pessoal do senhor Volturi... Quando falo mansão digo o espaço físico e também a família... Mas... Bem o senhor Volturi outro dia se irritou com Seth... Explicava Embry referindo-se a outro guarda costas. – Por que a senhora Volturi o dispensou dizendo que sairia sozinha... E... É que o homem não gosta de receber desacatos... Afirmava e o “homem” era com certeza Aro. — As ordens são para ficar no pé, cuidar da segurança sem falhas ou pausas... As palavras de Embry traziam a certeza a Edward, Aro estava preocupado com a segurança da esposa... Era o que parecia... Também quem não estaria tendo uma esposa como aquela... O Cullen despediu-se de Embry e voltou a observar Isabella que agora conversava justamente com a moça que no inicio da festa havia se aproximado dele... O que não lhe passava despercebido é que a Volturi não saíra daquele perímetro, próximo à escada e ainda mantinha vez ou outra os olhos nos degraus, na ala superior... Voltando-se para a movimentação a sua volta percebeu que Aro estava rodeado de homens e uma mulher, muito concentrado no que falava... Aproximou-se de Isabella e a moça que antes lhe abordara sorriu...
– O seu bom gosto para obras de arte me fascina senhora Volturi... Soltou suave, aquela voz aveludadamente sexy faria a calcinha de qualquer mulher tornar-se um trapo pensou a moça que lhe era só sorrisos e Isabella não era insensível ao som... A Volturi voltou os olhos para o Renoir fixado ao lado da escada...
– O quadro é de Aro... Disse esquivando-se da responsabilidade de tê-lo colocado ali, aliás, sempre achara o quadro inapropriado para aquele ambiente...
– Obrigada por me falar sobre Henry querer dançar comigo... Soltou a moça ainda sorrindo e Isabella sorriu para ela sem importar-se com Edward ao seu lado, na verdade tudo que ela queria era não importar-se com ele ao seu lado, estava confusa com as respostas que seu corpo dava ao ter o dele próximo...
– Fico feliz de ter podido ajudar...
– Sim... Estava me despedindo de Isabella para... Bem... Boa noite! Afirmou e o tal Henry aproximou-se cumprimentando também Isabella e logo ambos se retiraram.
– Tem o habito de bancar o cupido senhor Cullen? Questionou divertida, mas Edward a percebeu mais uma vez voltar discretamente seu olhar para a escada.
– Sua ansiedade em subir me deixa preocupado... Talvez minha presença lhe incomode... Disse e a moça se retesou com as palavras.
– De modo algum, está enganado se acha que... Que quero subir... Devolveu colocando um sorriso nos lábios e aquele Edward tinha a certeza não era verdadeiro...
– Me desculpe pela indiscrição mais uma vez, contudo chega a ser apelativa a sua ânsia em subir... Declarou e Isabella incomodou-se... A moça respirou fundo, buscou o marido no salão e o viu sorrindo satisfeito com a bajulação que recebia. – Se eu puder ajudar em algo... Ouviu e voltou os olhos para o lindo rapaz agora a sua frente... O sorriso ainda ali agora não conseguia esconder a angustia.
– Tem filhos? Soltou corajosa.
– Não... Devolveu ainda suave. – Senhora Volturi... O que a aflige? Questionou mantendo a ousadia habitual e Isabella ligeiramente movimentou-se no lugar.
– Minha filha não está bem, passou o dia com febre... Disse baixo. – Mas logo passa, não é mesmo? Soltou sorrindo, um medroso sorriso e aquilo fez o coração do Cullen revirar... Ela tinha uma filha, era mãe...
– Ela está sozinha? Perguntou.
– Não... Está com a babá...
– Mas você queria estar lá no lugar dela. Afirmou... Isabella voltou seu olhar para o marido. – Qual o nome da babá? Perguntou e a moça franziu a testa, ele em contra partida não entendia o motivo de tal impulsividade em suas ações, por que estaria tão interessado em ajuda-la? Ou por que se arriscar tanto? Intrigava-o... – Me diga o nome e me permita subir... Pediu e Isabella mesmo com medo, voltou-se para o marido que ainda não a tinha notado ali.
– Charlotte. Respondeu e Edward sem mais tempo a perder subiu os degraus fazendo o que a própria Isabella tanto ansiava... O corredor largo e meticulosamente decorado era repleto de portas... O rapaz se pegou a pensar em qual porta estariam criança e babá... Tentou ouvir algo e nisso sentiu-se sortudo de ao longe distinguir o som de algo parecido com desenho animado... A porta entreaberta... O Cullen não se furtou em empurrar discretamente... A moça, de cabelos negros e curtos estava sentada em uma poltrona ao lado de um berço, mas era no chão que se encontrava o que ele procurava... A menininha de chupeta na boca, sentadinha em posição de índio assistia ao desenho atenta, Charlote percebeu de imediato a entrada de Edward...
– Me desculpe porta errada... Procuro um banheiro. Soltou sorrindo e a moça é claro devolveu o sorriso ao bonitão a sua frente, Edward sabia usar o que tinha a seu favor quando queria... A pequenina Kimberly de apenas dez meses olhou para o homem parado ali...
– É está realmente perdido, na verdade acho que não deveria estar aqui em cima senhor...
– Me desculpe, estou sendo realmente abusado... Mas que coisinha mais pequenininha... Disse agachando-se em frente à Kimberly que o fitava confusa... A bebê não tinha em sua rotina o habito de conhecer pessoas novas... Charlotte levantou-se da poltrona ajoelhando-se ao lado de menininha.
– O senhor... Edward sem importar-se colocou a mão na testa da pequena notando a leve quentura, sinal de febre, embora a mesma parecesse branda.
– Você é linda gatinha! Disse sincero vendo ali os olhos azuis do pai sendo envoltos pela delicadeza e beleza da mãe. – Me desculpe mais uma vez... Sinto importuna-las. Falou levantando-se e saindo sem dar a babá nenhuma palavra mais e deixando-a confusa...
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Isabella se via em cólicas de medo e ansiedade... O que Edward Cullen, um homem que conhecera há minutos atrás estaria fazendo lá em cima? Céus abrira a boca e isso poderia lhe custar caro muito caro... Entretanto o mesmo homem, sendo para ela um estranho ainda, lhe passava uma paz também estranha... Estava ali agora apenas ouvindo futilidades de duas moças que eram casadas com conhecidos de seu marido... Notou Edward descer os degraus rapidamente e ansiosa buscou seus olhos... Edward sorriu para ela e aquele sorriso lhe encheu o coração...
– Me deem licença um minuto sim? Pediu as mulheres e se afastou dando a entender que iria até a entrada da copa... Como se fosse solicitar alguma coisa... Edward entendendo seu movimento a seguiu a distancia... Para chegar até a copa passava-se pelo jardim de inverno e o Cullen notando o mesmo viu a moça passar por ele e entrou...
– Isabella... Soltou fazendo a mesma olhar para trás vendo o que ele fazia e discretamente retornou entrando no jardim... – Sua bebê é linda... Disse tranquilo. — Está ainda febril, mas acredito que seja leve... Bem não sou especialista no assunto, mas... Acho que uma criança que se senta atenta na frente de uma TV não deve estar tão ruim assim... Concluiu e a moça sorriu mais uma vez sincera e Edward estava começando a distinguir suas expressões.
– Kimberly... Declarou baixo com um brilho intenso no olhar. — O nome dela é Kimberly. Disse ainda mais baixinho... Aquele brilho e sorriso deveriam ser notas caracteristicamente comuns em Isabella, mas ao que tudo indicava eram na verdade raridade naquele rosto angelical pensava o rapaz...
– Ela é linda... Como a mãe! Soltou sentindo que a frase trouxera desconforto mesclado a uma estranha satisfação... Sentimentos e sensações incomuns... Era ao que tudo se resumiria aquela noite para ambos... – Devo ir agora, boa noite senhora Volturi. Disse saindo do jardim, Isabella ousando colocou a mão no braço do rapaz que se voltou para ela.
– Obrigada... Disse em um fio de voz... E a reposta aquilo foi tão inesperada que pegou a ambos de surpresa... Edward pegou a mão da moça que ainda se encontrava em seu braço e a levou ao encontro de seus lábios depositando ali nas costas da mesma um beijo quase imperceptível e em seguida saiu sorrindo...
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Os convidados se retiravam, após o momento apoteótico com parabéns e até fogos de artificio... As pessoas despediam-se do Volturi e de Isabella... Para ela um alivio... Percebendo que a movimentação já era mais caseira do que outra coisa fez menção em subir...
– Aonde vai? Perguntou Aro.
– Os convidados já saíram... Eu...
– Vá para o quarto e me espere. Ordenou imperativo.
– Aro, me deixe ao menos...
– Agora! Soltou cortando e Isabella sabia que era melhor não ir contra... Subiu de cabeça baixa... Ao passar pelo quarto da filha conseguiu por segundos ver ao longe seu tesouro no berço adormecida... Continuou em seu caminho e entrou no quarto que compartilhava com o marido... Sentou-se na poltrona e aguardou, não sabia o que iria ouvir, qual seria a situação então permaneceu vestida como estava... Não demorou para que o Volturi aparecesse... Entrou imponente como sempre, olhar ameaçador, os olhos brilhando... – Gostou da festa? Divertiu-se? Perguntou quase irônico...
– Bem... O aniversariante era você então...
– Você não me deu parabéns querida. Disse aproximando-se dela mantendo a pose ameaçadora e colocando as mãos sobre os braços da poltrona, encurralou a esposa.
– Parabéns... Aro. Falou enquanto buscava seu autocontrole... O homem sorriu de forma maléfica.
– Você pode fazer melhor do que isso... Disse levantando-se. – Tire a minha roupa... Ordenou e Isabella respirando fundo levantou-se, as mãos tremulas começaram a despir Aro... – Foi desobediente Isabella... Esqueceu-se de que não gosto de esperar e muito menos ser trocado por uma criança. Soltou baixo expressando-se de forma descabida como sempre ao se referir a filha como uma qualquer... Ele sentou-se na poltrona que há minutos a esposa ocupava... Isabella ajoelhou-se a sua frente e desamarrou seus sapatos, retirou-os, retirou suas meias e ainda ajoelhada à frente dele abriu o zíper de sua calça... Retirou a peça de seu corpo depois que o marido levemente levantou os quadris, deixando-o apenas de boxer... – Ainda falta uma peça. Afirmou altivo... Engolindo em seco se pôs a fazer o que ele queria... O membro ereto... – Me chupe. Ordenou e com o olhar desfocado a moça não reagiu contrariamente, antes mecanicamente Isabella cumpriu com a ordem recebida... Aro agarrou com força os cabelos da moça, se impondo em sua boca de forma violenta... Isabella engasgou e recebeu um puxão severo de cabelo. – Faça... Direito... Esbravejou e ela tremula tentou cumprir a ordem. — Assim... Dizia demostrando estar sentindo prazer... O membro começou a inchar ainda mais na boca da esposa... – Minhas bolas... Declarou ofegante mantendo a ordem e Isabella passou a massagear as mesmas ainda chupando-o... Não demorou muito e ele ejaculou... O jato quente e amargo projetou-se na garganta dela e para não vomitar se concentrou ainda mais... Lento por conta da liberação Aro afrouxou a força com que mantinha os cabelos de Isabella presos e permitiu que ela se afastasse. – Tire a roupa. Disse baixo, de olhos fechados e completamente largado na poltrona...
Spoiler —
- Bom dia. Soltou formal...
- Senhora Volturi... Bom dia! Disse dando um passo em sua direção... Isabella cruzando os braços...
- Tentar ganhar minha confiança foi realmente uma boa estratégia... Mas sinto lhe informar que sua tática não deu certo. Declarou mantendo a altivez e Edward franziu a testa em confusão.
- Não estou entendendo. Devolveu sincero e a moça lançou-lhe um sorriso de desdém.
- Senhor Cullen... Sejamos sinceros ok? Você e meu marido já estavam combinados... Ser os olhos dele em cima de mim...
- Eu não sou os olhos de ninguém
Notas finais
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Obrigada mais uma vez por estarem aqui... Nos vemos na sexta com a continuação desse capítulo.
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Bjos e até...
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