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16 Liberdade?
Notas iniciais
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CHEGAMOS A MAIS DE QUATROCENTOS REVIEWS E ONZE RECOMENDAÇÕES, OBRIGADAAAAAAAAAAA!
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As palavras em sublinhado significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar.
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Continuando...
“Existem duas tragédias na vida. Uma é perder o que o seu coração deseja... A outra é conseguir.” – George Bernard Shaw
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– Música sugerida (The unforgiven – Gregorian) –
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– Uhm... Soltava Isabella sem conseguir coordenar suas ideias com coerência, tudo o que sentia e entendia era que naquele momento sua vida se tornava uma extensão daquele homem, a partir daquele momento caminhar seria uma tarefa feita a dois e não mais sozinha...
– Eu venço o mundo com... Uma mão só... Meu amor... Se você segurar... Na outra... Disse com dificuldade elevando as mãos dela junto com as suas acima de suas cabeças... Os movimentos de vai e vem tornando-se frenéticos, o sorriso escancarado no rosto feminino... As bochechas rosadas... O suor se misturando... Os cabelos de ambos desgrenhados...
– Edward...
– Bella...
Os nomes sussurrados, a ânsia de mais e mais juntos estar, a necessidade premente de aquele momento fazer o marco, a união total e insolúvel de um amor intenso, puro e verdadeiro... Edward deslizou sua mão por entre os corpos suados e alcançando o broto endurecido e extremamente excitado pressionou o polegar trazendo um choque excruciante de prazer em Isabella que na hora gritou derramando-se em torno do membro rijo que ainda a penetrava... Ele veio logo depois, intenso, em jatos potentes de sua semente no interior da moça... Os tremores incontroláveis e violentos pontuaram o momento fechando a cena com chave de ouro... Testa com testa, olhos nos olhos... A respiração completamente irregular... O sorriso dos dois misturados às lagrima dela...
– Minha vida. Disse ainda dentro dela.
– Meu amor. Soltou baixinho, enfraquecida, mole, completamente entregue, as pernas já não estavam mais em volta do corpo dele, pousavam flácidas na cama... Edward quebrando o contato saiu de cima dela... Um suspiro audível pronunciado pelos lábios femininos declarou a insatisfação pela perda... O cheiro de sexo incendiava a sala... Edward deitando de barriga pra cima ao lado dela tentava regular sua respiração... Isabella inevitavelmente lembrou-se de como eram para ela aqueles momentos... Depois de seu marido chegar ao final, retirando-se dela fingia que ali ao seu lado nada havia, fingia que sua esposa era apenas mais um objeto de decoração... Isabella fitava o teto, as lagrimas ainda escorrendo pelo delicado rosto... Virou-se devagar para o lado oposto ao de Edward e formando uma bola com seu corpo ficou ali quietinha... Sua mente ainda abalada pelos anos que sofrera lhe dizia que o melhor era permanecer quieta, sem incomodar o parceiro, talvez a classe masculina gostasse de desfrutar daquele momento em solidão, pensava... Mas foram mãos grandes e fortes enlaçando a cintura fina que lhe despertaram... O Cullen trazendo o frágil corpo para próximo do seu descansou seu queixo no ombro da moça depositando logo abaixo de sua orelha um beijo cálido...
– Tudo bem princesa? Perguntou enquanto sua mão fazia delicados círculos no abdômen liso dela...
– Sim. Devolveu baixinho e ele virando seu corpo vagarosamente pode ver os olhos ainda lagrimejando, a face ruborizada e o olhar inseguro...
– Por que eu acho que não parece estar tudo bem? Questionou inspecionando cada parte do pequeno corpo... – Eu machuquei você? Perguntou inseguro e ela levando as mãos ao rosto masculino puxou o mesmo para um beijo... Era seu amor ali, seu único amor, constatava aliviada voltando a sorrir...
– Não, você não me machucou... É claro que não... Você me amou e eu... Eu... Obrigada Edward! Disse sincera ainda baixinho e ele franziu a testa pelas palavras.
– Princesa, eu pretendo te amar muito mais, varias vezes... Incansáveis vezes eu diria então... Vamos deixar os agradecimentos para o momento em que eu estiver dentro de você novamente e... Bem... Você sabe... Declarava sorrindo torno e ela ruborizando um pouco mais devolveu o sorriso... O rapaz ainda não estava saciado, talvez nunca estivesse, pensava... Nunca estaria, concluiu na sequencia... Voltando a beijar aqueles lábios que agora se encontravam inchados reiniciou a atividade sendo recebido mais uma vez nos braços frágeis, contudo ansiosos para tê-lo mais uma vez...
Edward vestido cueca e calça, pegou nos braços o corpo ainda tremulo, seguindo em direção as escadas alcançou o quarto, depositou na cama sua amada e sonolenta Isabella... Observou sua pequenina num sono gostoso sugando vez ou outra a chupeta em sua boca...
– Edward... Vem... Disse manhosa chamando-o e ele prontamente lhe atendeu...
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– Você tem permissão pra falar cachorrinho... Me diga, sua esposa não tem dado conta do recado? Questionou Vitória tendo Aro ajoelhado ao seu pés preso a coleira acoplada a guia...
– Isabella é uma mosca morta que não sabe dar prazer de forma nenhuma, tê-la por perto é sempre um peso! Afirmou e as palavras causaram em Vitória nojo fazendo sua bili vir à garganta, a vontade de desferir um tapa na cara barbada foi controlada e armazenada para o momento certo...
– Você é um cão vira lada e deve ser tratado como tal, infelizmente sua esposa não percebeu isso ainda, mas não se preocupe eu vou colocar você no devido lugar. Disse puxando a coleira e o homem soltou um suspiro de satisfação... Ela não se contendo desferiu-lhe o primeiro tapa da noite e aquilo era apenas o começo...
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Deitado de bruços com um braço em cima do abdômen dela Edward dormia profundamente... Isabella acordou ouvindo o balbuciar de sua bebê e virando o rosto percebeu que a mesma com o dedão do pé na boca estava totalmente desperta... Notou seu amor relaxado em seu justo sono e antes que sua Kim o acordasse resolveu pegar a pequenina, levantou-se devagar retirando o pesado braço de cima de si e saiu da cama... Trocou a fralda molhada de sua bebê ouvindo a conversa incoerente da mesma... Desceu para o café deixando seu amor descansar...
– Bom dia Helen! Disse ao ver a idosa senhora na pia... – Bom dia Jacob! Declarou notando o rapaz tomando café.
– Bom dia querida... Oi meu amorzinho! Disse a senhora.
– Bom dia senho... Isabella! Falou Jacob sem graça. limpando a boca, saindo da baqueta pediu licença e encaminhou-se para a parte de trás da casa... Todos ali já haviam percebido que ela e Edward compartilhavam muito mais do que uma amizade, mas nenhum deles se incomodava ou achava errado, embora o fosse sejamos sinceros, mas ao mesmo tempo em que era errado era também completamente certo... A vida de fato é incoerente! Kim acordara animada dando trabalho para a mamãe lhe dar seu café da manhã...
– Dudi... Disse alto ao ver o homem ainda sonolento, coçando a cabeça aparecer na entrada da cozinha apenas de calças...
– Bom dia docinho! Disse aproximando-se e depositando um beijo na cabecinha de sua pequenina e sem cerimonia alguma aproximou-se de Isabella e depositou um selinho em seus lábios. – Bom dia amor! Soltou sentando-se ao lado delas em seguida. – Bom dia Helen! Declarou arrancando um sorriso da idosa senhora.
– Bom dia filho. Devolveu. – Ovos mexidos com bacon? Perguntou e Edward sorriu.
– Seria perfeito! Afirmou servindo-se de suco.
– Dudi...
– Kim... Chamou Isabella tentando atrair a boquinha de sua pequena para a colher de maçã raspada que tinha na mão.
– O Dudi não vai fugir gatinha, termine o café e nós vamos brincar... Disse dando uma garfada em seus ovos...
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– Obrigado pela ajuda Jake. Disse Edward ao despedir-se do amigo.
– O que é isso chefe, estamos sempre a postos para o que precisar... Mas me diz correu tudo bem? Questionou referindo-se a saída do Cullen com Sam Uley.
– Tudo perfeito... Ter amigos como os que eu tenho me garantem sucesso sempre! Afirmou orgulhoso de fato.
– Sabe que sempre pode contar não é? Soltou sorrindo e as mãos tocaram-se em um cumprimento forte.
– Sim eu sei e agradeço! Agora é melhor você ir do contrario Jasper e Sam vão querer meu pescoço, já não basta eu logo da empresa agora tiro você de lá... Dizia bem humorado e logo o moreno se foi... Com Kim em seus braços Edward caminhou pela areia branquinha e fofa... Colocou-a no chão em alguns momentos fazendo-a andar com sua ajuda... E mesmo dando atenção ao seu docinho o rapaz não deixou de pensar nas próximas horas, no que teria que enfrentar e no quanto sua Isabella estava receosa...
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– Isso está parecendo comercial de margarina... A família feliz! Dizia Aro fitando as fotos a sua frente...
– Eles não estão preocupados em se esconder senhor Volturi, foi muito fácil tirar essas fotos. Declarou James e Aro sorriu.
– Perfeito! Afirmou.
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– Acho melhor não leva-la conosco, pode deixar com meus pais... Vão adorar paparicar esse coisinha rechonchuda... Não é docinho? Dizia referindo-se a ida até a mansão Volturi e a conversa que deveriam ter com ele, mas Isabella durante todo o dia desconversou, fingindo não ser algo importante e necessário...
– Dudi... Da... Du... Pedia Kim e Edward entendendo que ela pedia por seu Cun Cun...
– Bella... Disse o rapaz entregando a sua pequena seu brinquedo ao passo que a colocava no chão... A moça seguiu para a cozinha e o Cullen foi atrás... – Você não vai fugir. Disse firme e a moça apoiada no balcão respirou fundo.
– Você não entende... Ele...
– Quem não entende é você... Afirmou cortando-a e dando um passo a frente. – Bella, eu já falei... Irei estar lá com você e...
– É isso que me preocupa... Soltou e ele franziu a testa indignado.
– Não confia em mim? Perguntou contendo-se.
– Droga Edward! Exclamou exasperada. – É claro que confio, mas nem tudo se baseia em confiança e... Aro é astuto e não, eu não vou me deixar ser inocente mais uma vez... Mas também não posso deixar de temer esse confronto... Por que, por deus, não podemos simplesmente fazer as coisas através de um advogado... Você... Você falou que iria conversar com papai, pois então... Converse com ele, eu... Eu vou junto, com você por perto eu me sinto forte e... E aí depois de conversar com ele, acionamos um advogado e ele... Ele comunica a Aro da minha decisão e mostra as provas se... Se você achar importante. Disse cruzando os braços protetoramente ao se virar para o rapaz.
– Acabou? Perguntou colocando as mãos nos bolsos da bermuda e ela abaixando a cabeça desviou o olhar. – Ir até Aro e confronta-lo é necessário, ele precisa ver que você não está sozinha e que melhor está armada contra ele e que não, ele não tem mais nenhum poder sobre a sua vida...
– Céus Edward! Disse colocando as mãos no rosto com medo, Isabella tinha medo... Apesar de hoje, agora entender que Aro não tinha mais o domínio sobre ela, que a partir daquele momento tudo o que ele fizesse seria apenas somado ao montante de trapaças e crimes que já cometera, ainda assim ela temia, ainda assim sentia-se ameaçada e o horror da possibilidade de enfrentar uma ação judicial pela guarda de sua filha a atemorizava, paralisava... – Eu não posso perder a minha filha, Kim é tudo pra mim...
– Você não vai perder... Kimberly vai permanecer com você, conosco... Isabella tão certo como o sol nasce todos os dias eu digo... Minha filha... Afirmou enérgico e Isabella despertando-se o fitou, Edward agora externava o que realmente sentia por aquela pequenina bebê. – Sim, ela é minha e não daquele desgraçado e não é a porra de um DNA que vai mudar isso... Soltou letal aproximando-se mais dela e enlaçando sua cintura levantou seu queixo com carinho, Isabella surpreendeu-se com as palavras... – Kim fica com a gente, confie nisso princesa... Pode confiar! Afirmou e a moça escondeu-se no largo tórax.
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Isabella aceitou deixar a filha aos cuidados de Esme e Carlisle e seguiu viagem com Edward... O caminho em silencio até a metade do percurso...
– Já decidiu... Hamptons ou meu apartamento em Manhattan? Ou... Quer comprar algo novo, em outro lugar... Mudar de ares por completo... Disse animado e ela sorriu sentindo-se contagiada pela confiança de seu guarda costas...
– Acho que Jasper não vai ficar muito satisfeito em permanecer sem o sócio nos negócios amor. Disse se animando.
– Bem... Para tudo se dá um jeito, se você quiser posso vender minha parte na empresa... Podemos ir para onde quiser princesa... Qualquer lugar...
– Eu tenho uma família agora, uma grande família e... Não quero ficar longe dela... Kim merece essa convivência com pessoas que a amam além de mim e... De você, papai. Declarou feliz em dizer isso a ele... A constatação dos sentimentos de Edward por sua filha a fez mais forte e decidida... Edward beijou-lhe a mão que repousava em sua coxa.
– Bem não precisamos resolver isso agora, só pense e... Seja como for, a distancia é pequena e poderia muito bem continuar na empresa e no final do dia ir para Hamptons... Dizia prestando atenção na estrada... Ao chegarem em Manhattan Edward ligou para Vitória na frente de Isabella marcando um encontro com a mesma no flat que havia alugado, o mesmo em que a ruiva encontrava-se com o Volturi...
– Não precisa entrar se não quiser, serei rápido. Declarou estacionando o carro na garagem.
– Eu desço com você! Disse firme abrindo a porta do carro e o Cullen sorriu notando uma ponta de ciúmes ali.
– Algum problema? Questionou enlaçando a cintura da moça enquanto esperavam o elevador.
– Não. Declarou e logo virou-se pra ele. – Por que, eu deveria estar com algum problema ou incomodo? Soltou altiva e o rapaz segurou o riso.
– Você fica linda com esse biquinho de brava sabia? Devolveu puxando-a mais pra si.
– Pode ir parando com a graça, pois eu não estou vendo nenhuma por aqui. Afirmou empurrando o tórax a sua frente... Ao chegarem no flat Vitória ainda não estava... Isabella andou pelo espaço em silencio e Edward apenas a fitava.
– Gostou? Perguntou.
– Tudo grita a vulgaridade. Afirmou com escarnio, os ciúmes berravam na moça e vamos combinar não eram assim tão infundados, era claro para quem quisesse ver que se Edward um dia dessa oportunidade Vitória Holand estaria aos seu pés e não seria apenas por agradecimento.
– Então acho que conseguimos criar o ambiente necessário. Disse o rapaz satisfeito sentando-se no sofá... Isabella engoliu em seco ao vislumbrar o quarto e ver em cima da cama um chicote negro, retornou a sala e sentou-se ao lado de seu guarda costas quieta... O Cullen tentou se aproximar...
– Para Edward, eu não quero associar a gente com um ambiente desses, então... Fica longe, por favor. Pediu com a cabeça baixa, para Isabella lidar com tudo aquilo não era fácil... Saber que estivera casada com um homem como Aro, uma mente tão diabólica e obscura lhe dava calafrios... E era inevitável não lembrar do que já passara.
– Era melhor eu ter te deixado no apartamento e depois eu... Dizia e os dois ouviram o barulho das chaves sendo colocadas na porta... Vitória adentrou ao flat com seu andar habitual um sorriso estampado no rosto... Ao notar que Edward estava acompanhado manteve-se firme, mas por dentro sentiu-se intimidada pela moça miúda ao lado do bonitão.
– Boa tarde... Edward... Senhora...
– Boa tarde Vitória. Disse Edward cortando a amiga antes que ela pronunciasse o que ele não queria ouvir. – Desculpe incomoda-la, na verdade eu quero é libera-la de tudo isso.
– Acha que o material que conseguimos já é suficiente? Perguntou colocando a bolsa em cima do sofá e Isabella levantou o semblante minimamente.
– Da ultima vez as imagens ficaram boas? Perguntou o Cullen e a moça assentiu...
– Perfeitas como as anteriores! Declarou satisfeita... Edward levantou-se e buscando no compartimento secreto atrás de um quadro acessou as câmeras ali instaladas, de posse do pendrive fez uma cópia enquanto assistia... O som do notebook fez-se ouvir e logo a voz de Vitória e Aro surgiram, Isabella tremeu ao ouvir.
– É estão realmente boas. Dizia Edward analisando e Isabella levantou o olhar em direção ao seu homem que tinha Vitória ao lado também vendo as imagens na tela.
– E agora? O que... O que vai acontecer com a senhorita Holand? Perguntou Isabella chamando a atenção dos dois e fazendo Edward pausar o vídeo...
– Bem, Vitória meu agente de viagens já está com tudo pronto pra você... Três meses na Europa com tudo pago e...
– O que? Perguntou a moça e Isabella também surpresa fitava-o.
– Sim, você vai viajar e pode levar um acompanhante é claro, desde que esse não seja o Volturi... Soltou sorrindo torto e a ruiva revirou os olhos...
– Edward... Chamou Isabella tensa.
– Veja boni... Bem Edward... A confusão de palavras fez Isabella estreitar o olhar para a ruiva. – Eu não acho que seja necessário tudo isso e...
– É totalmente necessário, ele vai procura-la disso não tenho duvidas e...
– E deixando-a longe por três meses acha que tudo estará resolvido? Questionou Isabella. – Aro é vingativo e não vai medir esforços...
– Pelo que vejo aqui a ânsia de encontra-la vai estar mais relacionada com o que perdeu do que com o que isso lhe causou. Soltou Edward sorrindo torto e foi a vez de Isabella revirar os olhos.
– Bem não se pode recusar uma viagem a Europa. Devolveu Vitória. – Mas, tem certeza que o que tem é suficiente, se quiser posso marcar mais um encontro.
– Edward... Disse mais uma vez a temorosa Isabella e a ruiva notou a preocupação.
– Entendo seu medo senhora Vo...
– Não pronuncia esse nome! Soltou Edward surpreendendo a ambas.
– Pode me chamar de Isabella. Disse meio a contra gosto.
– Aro é inofensivo, tenho tudo sob controle...
– Custo a acreditar...
– Isabella quero que saiba que cada tapa que dei nele, cada chicotada... Dizia e percebeu que a moça no sofá a olhava um tanto assustada. – Desculpe, eu sei que você não concorda com a vida que ele leva e as ultimas vezes que nos encontramos ele deixou bem claro que o relacionamento de vocês era a base de violência, vinda dele é claro... E como eu dizia cada tapa que eu desferi... Que sirva de alguma forma como alivio pelo que ele lhe fez passar... Eu sei, sei que não chega nem perto de seu sofrimento e angustia, mas a minha raiva foi direcionada em cada uma das minhas atitudes com ele, revolta-me saber o que ele lhe fez e...
– O que aquele bastardo lhe contou? Vociferou Edward, Isabella surpresa virou-se para ele...
– Isso realmente tem importância? Questionou desarmando o Cullen. – Vitória, embora eu não concorde com nada disso, na verdade ache insano todo esse plano... Eu... Quero lhe agradecer por tudo e pedir desculpas pelo inconveniente. Declarou.
– Não é necessário...
– Vitória sabia o que estava fazendo e você não tem que pedir desculpas de nada, além do mais...
– Edward, será que podemos ir agora? Sinceramente não quero mais ficar aqui. Disse cortando o homem que incomodado mexeu seu pescoço.
– Bem, acredito que meu trabalho se encerra aqui...
– Sim, estamos quites agora, não me deve mais nada Vitória, muito obrigado pela ajuda... Aqui está o telefone de meu agente... Disse entregando a ela o cartão que tirara do bolso. – Não se demore a ir ok? Pediu e ela assentiu.
– É só o tempo de fazer as malas e deixar instruções as minhas meninas. Declarou sorrindo... A despedida, estranha, entre eles se deu e Edward e Isabella logo estavam de volta ao carro...
– Bella...
– Eu quero acabar logo com isso, por favor... Pediu fechando os olhos e o rapaz respirando fundo.
– Você não pertence a nada disso meu amor, tudo isso é sujo, nojento e você em nada tem parte e eu... Sinto muito tê-la feito passar por isso agora... Sinto muito por ter me atrasado tanto e só ter chegado agora em sua vida e por isso... Por isso você passou pelo que passou... E... Eu sinto muito pelos meu métodos, mas no final eu acho que os fins vão justificar os meios como se diz por aí e...
– Eu sei... Me desculpe a impaciência, mas é que... Dizia virando-se para ele... – É que eu quero paz, paz pra mim, pra nós, pra... Kim... Só quero paz Edward. Disse quase em suplica e ele a puxando para os seus braços apertou-a de encontro ao peito.
– Falta pouco agora, muito pouco. Soltou confiante e ela com os olhos fechados com força correspondeu ao abraço buscando acreditar com todas as forças que realmente faltava pouco...
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Edward passou em seu apartamento e no cofre colocou o pendrive com as imagens de Aro com Vitória e de lá tirou as cópias dos documentos que incriminavam o Volturi e Bears, logo ele e Isabella retornavam ao carro munidos do notebook que possuía as bombásticas imagens... Retornar aquela propriedade estava sendo uma tortura ainda maior para Isabella, pois a moça sabia que a partir daquele momento tudo mudaria... Os homens de Edward se aproximaram do carro, já haviam recebido uma ligação de Jasper avisando da chegada de Edward...
– Chefe... Disse Embry cumprimentando o Cullen.
– Boa tarde rapazes, por favor, chamem todos os homens, diga que venham aqui agora. Ordenou e Embry prontamente chamou a todos pelo radio no momento em que Edward retirava Isabella do carro... Os olhos mais uma vez se encontraram... Os dela temerosos e os dele confiante, ela carregava o notebook nas mãos junto com a pasta repleta de documentos... Os homens foram chegando um a um, eram dez no total incluindo os que sempre acompanhavam Aro em suas saídas, sim o Volturi estava em casa, Irina apareceu na porta da mansão notando a estranha movimentação... Isabella notou a presença da governante e Edward percebendo que a moça tremia segurou em sua mão. – Tudo bem! Disse firme ainda olhando diretamente para ele, virou-se para os homens que estavam ali. – A partir de hoje nenhum de vocês prestam mais serviços a Aro Volturi, minha empresa está quebrando o contrato com ele agora... Afirmava, no dia anterior Edward tivera uma conversa com Jasper por telefone e os dois chegaram a conclusão de que essa seria a melhor solução, pois deixar um homem dos seu ali seria um grande erro... – Eu vou entrar agora acompanhando Isabella e conosco vão Embry, Seth e Kebi... Os demais esperam do lado de fora... Sam está chegando com a Van para levar a todos para a empresa, rapazes quero esclarecer que o emprego de todos está garantido e que a partir de agora serão realocados em outros lugares, ok? Questionou e recebeu de volta um aceno positivo de todos... Os passos de Isabella com Edward a sua frente, suas mãos grudadas, foram dados com firmeza... O Cullen mantinha a cabeça erguida... – Hora do show! Afirmou ao passar por uma Irina confusa vendo todos entrarem...
– O que significa isso? Perguntou inconformada com a afronta.
– Cale a boca e chame meu marido! Disse Isabella adquirindo repentinamente uma coragem incomum e fazendo Edward sorrir orgulhoso... A mulher boquiaberta viu-se em choque pela ousadia. – Vamos Irina estou esperando! Declarou.
– Não é necessário me chamar, estou aqui. Disse Aro aparecendo na porta que dava para a biblioteca, a habitual altivez, o nariz empinado e o sorriso cínico enfeitavam sua face... – Qual a questão que minha esposa quer compartilhar comigo? Perguntou dando um passo a frente sem deixar de notar as mãos entrelaçadas a sua frente e o sorriso se agigantou em seus lábios... Edward apertou a frágil mão e os pequeninos dedos devolveram o aperto...
– Estou deixando essa casa hoje! Soltou a moça fraquejando ao final... Aro revirou os olhos como se achasse aquilo enfadonho... Mirou a face do Cullen, observou os homens logo atrás dele...
– O que estão fazendo aqui? Voltem as suas funções agora! Disse firme.
– A partir de hoje meus homens não trabalham mais pra você Volturi! Declarou Edward de igual para igual e Aro gostou daquilo, segurando o riso voltou a fitar Edward...
– Você vem a minha casa... Se dizendo meu amigo, aproveita-se da minha confiança em sua coerência profissional e rouba minha mulher Cullen? Questionou entre a altivez e o sarcasmo... Edward manteve a pose tendo Isabella grudada ao seu pulso quase colada em suas costas...
– Nós sabemos muito bem quem roubou o que aqui...
– Isabella, Isabella... Minha querida parece que não aprendeu nada... Anos juntos a ainda não entendeu...
– Tire o nome dela dessa sua boca imunda maldito... Vociferou e Aro riu retumbantemente, as gargalhadas eram maquiavélicas...
– Sabe... Disse tentando controlar as risadas... – Você é hilário Cullen, por todos os demônios você deveria ser humorista ou palhaço de circo... Declarou e Edward no ímpeto deu um passo à frente sendo contido pela pequena mão que o puxou de volta... – Quando disse que queria um segurança mais experiente confesso que não pensava que tudo isso iria acontecer... Declarava agora controlado e todos na sala atentos ouviam... — Mas você... Ah você Edward comeu minha mulher com os olhos de forma descarada e desmedida... No meu aniversário... E ela uma vagabunda aceitou ser assediada... Não poderia ter sido melhor...
– Volturi... Vociferou firme, ameaçador...
– Quando disse que ficaria no cargo... Você o dono da empresa, o playboy mais cobiçado de Manhattan servindo de segurança para a minha esposa... Ali eu tive a certeza e só foi dar espaço... E mais espaço para a teia se criar sozinha... Dois idiotas apaixonados... Declarava com escarnio e ali todos foram pegos de surpresa, até mesmo quem voz narra... – Me diga, como consegue gostar de alguém tão sem sal, tão desprovida de atributos... Francamente eu pensei que o garanhão de NYC preferisse mulheres mais fogosas, mas não... Lastimável que se contente com o sexo sem gosto dessa aí... Declarava sem vergonha alguma e Isabella encolheu-se no lado de Edward que tremia de raiva, ira... A mão da moça apertava a sua lembrando-o de sua presença e por isso ele tentava se controlar... – E pior, é inconcebível, mas você teve ainda a capacidade de afeiçoar-se por aquela remelentinha... As palavras ofensivas despertaram Isabella...
– Não fale da minha filha seu maldito! Soltou feroz e agora era Edward que a segurava, o restante das pessoas na sala viam-se atônitos diante de cada palavra... Aro sorriu mais uma vez.
– Você enche a boca para falar dela, mas se esqueceu de uma coisa minha cara... Irina, por favor, pegue as fotos que se encontram em cima de minha mesa... Soltou despertando a curiosidade de todos, mantendo o ar altivo fitava o casal a sua frente. – Eu avisei Isabella... Iria tira-la de você se me desafiasse... Soltou e a moça se retesou... Irina retornou a imponente sala de estar com varias fotos nas mãos... – Veja só, eu estava pensando em mandar essas imagens para alguma agencia de publicidade... O retrato da família feliz... Disse mostrando para ambos, que mesmo distantes conseguiam ver, a foto retratava Edward com Isabella ao seu lado tendo a pequenina Kim no colo dele. – Ah, mas essa aqui é mais interessante... Disse mostrando uma foto de Edward e Isabella aos beijos... – Sabe querida, um adultério nos tira qualquer direito na luta pela guarda de uma criança... E eu... É claro, não iria permitir que minha filha querida permanecesse convivendo com a mãe adultera e seu amante, seria uma afronta aos bons costumes de nossa sociedade, não acha Edward? Perguntou seguro, quase vitorioso.
– Sim, com certeza! Soltou Fazendo a desesperada Isabella lhe fitar com os olhos marejados de medo... O Cullen pegou o notebook do braço dela, abrindo-o, ligou... — Adultério realmente é um agravante, mas um pai sadomasoquista é ainda pior e juntando a isso uma série de golpes contra o patrimônio alheio com certeza fará qualquer juiz repensar e dar a guarda a mãe que mesmo tendo adulterado o fez por já não ver nesse casamento um laço se quer seja afetivo ou legal... Afirmava ao virar a tela para o Volturi depois de dar play, logo as imagens dele nu andando como uma cachorro preso a coleira que Vitória puxava se fizeram ser vistas e Irina colocando as mãos na boca mostrou-se horrorizada... Aro estático apenas via as imagens... – Acho que essas e outras que tenho aqui armazenadas juntas com os balancetes falsos, as sonegações de impostos e a usurpação do patrimônio dos Swan poderiam com total certeza lhe tirar a guarda de Kim, como também a sua liberdade, não acha? Questionou completamente equilibrado, Isabella ainda tremia de nervoso e medo...
– Maldita vadia... Disse Aro voltando os olhos para Isabella. – Sua frigida imunda... Esbravejou e Edward sem mais conter-se jogou longe o notebook, pulou o sofá que os separava a impiedosamente partiu pra cima de Aro lhe esmurrando a face e tudo o que via pela frente...
– Edward... Gritou Isabella em desespero... Os homens ainda chocados com tudo que ouviram sentiam-se enojados ao ver as cenas mostradas no notebook, todos sem exceção sabiam que Isabella sofria nas mãos do marido... – Por favor, me ajudem! Suplicou voltando-se para os seguranças...
Spoiler —
Os pezinhos gordinhos andavam pela casa na linha do inseguro ao decidido... Mal aprendera a andar e já queria correr atrás de seu Dudi, ele divertia-se com as gargalhadas de sua pequena que feliz o seguia...
– Edward se ela cair e chorar você vai cuidar e bem longe de mim! Disse uma Isabella ameaçadoramente bem humorada aparecendo na porta da cozinha limpava as mãos com o pano de prato... O Cullen pegou a pequenina no pulo recebendo mais uma gostosa gargalhada.
– Meu docinho está segura comigo... Sempre! Disse fazendo uma careta engraçada para a mamãe que os fitava...
Notas finais
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Bjos e obrigada por mais uma vez aqui estarem, até sexta com mais Save Me!
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Spoiler's sobre o próximo capítulo no Facebook em breve!
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Fui...
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