Save Me
6 Hamptons
Notas iniciais
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Capítulo dedicado a Eclipse She pela arte feita e postada no Facebook em homenagem a Fic, obrigadaaaaaaaaaaaaaaa flor!
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As palavras em sublinhado significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar.
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Continuando...
“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”. -William Shakespeare
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– Música sugerida (A Thousand Years — “Christina Perri “ Boyce Avenue acoustic cover) –
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A distancia foi mantida, nada foi dito... Edward não tentou aproximar-se e Isabella voltou a vestir a mascara da normalidade... A moça aproveitou para passar um tempo com o pai e o Swan até animou-se um pouco mais por ter filha e neta ao seu lado... Isabella achou melhor não contrariar Aro e despedindo-se do pai seguiu dois dias depois para Hamptons... Quando disse ao pai que esse seria seu próximo destino viu os olhos amendoados dele se tornarem mais distantes... Hamptons lembrava Renée, Fazia-o recordar dos tempos em que tudo era felicidade e a vivacidade e alegria de sua esposa o cercavam... Sua morte levara toda a jovialidade de sua alma e de forma drástica o Swan resolveu abolir toda e qualquer coisa que refrescasse sua memoria, despertasse suas lembranças e a casa de Hamptons era uma dessas coisas, nunca mais estivera lá e quando decidira se ausentar de tudo comprou a casa em New Rochelle isolando-se por completo... O percurso até a parte leste da Baía Peconic em Hamptons durou pouco mais de uma hora e meia, a construção tão ou mais imponente do que a casa de New Rochelle estava bem cuidada com os jardins impecáveis, piscina limpa... Irina ligara avisando os caseiros que Isabella e Kimberly passariam alguns dias lá, então a casa fora preparada para recebe-las... Já era tarde da noite e depois de uma rápida refeição preparada por Helen, uma senhora de mais de sessenta anos que desses já vinte cuidava daquela propriedade ficara feliz em receber Isabella a quem vira crescer... Logo mãe e filha se recolheram e Edward fez o mesmo...
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O sol exuberante trazia mais alegria aquele dia... A pequenina Kimberly que trajava nada além da fralda própria para agua e um maio minúsculo todo colorido estava em pé apoiada a espreguiçadeira tendo a mamãe ao seu lado... A garotinha há tempos se equilibrava nas coisas, mas insegura ainda não ensaiara nenhum passinho... Isabella notou a presença do ex-agente vestido a caráter e achou absurdo o traje tendo em vista que o calor realmente era grande.
– Você não precisa usar essas roupas, não vou sair de casa, sem contar que está muito quente... Vamos Edward troque de roupas... Pode ficar a vontade. Disse firme.
– Bem... Eu agradeço a consideração, mas talvez... Os empregados não entendam e...
– Estou dizendo que tudo bem... E aqui não existem olheiros de Aro, são todos empregados a anos da minha família, me respeitam. Declarou e o Cullen convencido se retirou para trocar-se... Antes a moça não tivesse o feito, a visão de Edward de bermuda e camiseta deixava ainda mais evidente seu porte físico... Coisa que chamava e chamou a atenção de Isabella e a incomodou admitia a moça...
– Cun Cun... Disse Kimberly com o cachorrinho na mão mostrando a agua.
– Não meu amor, se o jogarmos na agua ele ficará molhado e aí não vai poder brincar com ele. Explicou a mãe e Kim fez um biquinho de contrariada. – Podemos entrar na agua com esse... Disse pegando a girafa emborrachada e a bebê fez sinal de negativo.- Kim...
– Cun Cun...
– Não pode. Declarou imperativa e a pequena cruzou os bracinhos mostrando-se realmente chateada. – Ok... Então vamos ficar sem entrar na agua. Provocou Isabella e Edward apenas assistia maravilhado com a interação de mãe e filha... Kim virou-se para Edward e voltou a pegar o cachorrinho de pelúcia nas mãos.
– Cun Cun... Disse levantando-o em direção ao guarda costas.
– A mamãe disse que não pode docinho... Vai molhar e ele... Vai ficar dodói. Devolveu e Isabella sorriu agradecida... Kim olhou de Edward para a pelúcia e pareceu pensar... Devolveu devagar o cachorrinho a espreguiçadeira e pegou a girafa que a mãe havia lhe oferecido.
– Obrigada Edward. Soltou Isabella. – Podemos agora entrar na agua? Perguntou para a filha pegando-a no colo e em seguida ambas entraram na piscina... O Cullen permaneceu ali sentado em uma espreguiçadeira observando mãe e filha na agua, mas sua mente sempre o levava ao beijo e as sensações que aquilo lhe causou... Os sorrisos de ambas traziam-lhe uma alegria quente, confortável e não se importaria em passar o dia ali apenas admirando-as... Fato curioso, Edward nunca se sentira entediado ao lado delas, pelo contrario cada gesto vindo de uma ou de outra lhe atraia, encantava e isso era realmente algo novo em sua vida... O ex-agente normalmente contava no relógio os momentos em que ainda no FBI era obrigado a fazer escolta a algum politico ou chefe de estado, via-se constantemente entediado de fato e ali observando a inteiração infantil, sem grandes atrativos, lhe causava um contentamento impar e ele percebia isso e sentia-se mesmo surpreso e feliz... Em contrapartida Isabella estava vivenciando uma sensação de liberdade como a muito não experimentava, na verdade tinha até desaprendido senti-la e mesmo tendo os olhos atentos de Edward em cima de si não se sentia incomodada ou invadida sentia-se na verdade protegida, cuidada e pra ela o beijo também pairava em sua mente... O gosto ainda era perceptivo e sim sua alma desejava senti-lo mais uma vez, mas sua consciência berrava alerta, cuidado, perigo... O horário do almoço aproximava-se e Isabella antecipando-se retirou a filha da agua também por conta do horário, aquele sol já não lhe era apropriado, teve problemas para fazê-lo, mas o fez com disciplina... Deu-lhe raspas de maçã e a garotinha satisfeita foi colocada em um tapete emborrachado na cozinha envolta por brinquedos... A mamãe depois de dispensar uma relutante Helen afirmando que cuidaria da refeição sem problemas preparava-se para aprontar o almoço... Fazer aquela atividade era algo que sentia falta, ela mesma preparar... Na mansão Volturi isso nunca fora possível e Isabella que por anos cuidou de sua própria alimentação, principalmente no período em que morou em Paris hoje se via realizada em poder faze-lo e foi vendo essa vontade no olhar da moça que dona Helen aceitou o pedido... Edward parado no batente da porta que dava acesso ao jardim via a moça entretida com as panelas...
– Se não se importar eu posso ajudar? Disse chamando atenção da moça, ela fitou-o insegura.
– Bem...
– Desculpe, não quero invadir... É que de verdade me sinto inútil sem fazer nada e...
– Ok...
– Certo... Disse satisfeito aproximando-se sem dar a ela uma segundo para pensar melhor e recusar a ajuda. — Eu fico com a faca... Você pode se cortar e aí seria um trabalho ainda maior...
– Eu sei usar uma faca sabia, corto tomates como ninguém! Afirmou brincalhona e aquela reação tão natural, relaxada foi notada por ambos... Ali estava mais uma vez a sensação de tranquilidade, conforto, naturalidade entre eles instalada há tão pouco tempo e nascida tão naturalmente, Isabella sentiu o rosto ruborizar depois de reagir às palavras dele... Sorriu diante do olhar de desafio que ele lhe lançava... Quando sentira-se assim? Há quanto tempo não era espontânea, não calculava uma atitude, uma palavra a ser pronunciada? Há quanto tempo não agia por simplesmente agir, e estar com vontade de fazê-lo? O Cullen via-se maravilhado por aquele sorriso bem humorado e até um pouco debochado... Sim ela tinha humor e, diga-se de passagem, era um humor inteligente, conversas ou brincadeiras com ela nunca seriam monótonas... Céus o que fizeram a você, Isabella? O que? Pensava o ex-agente...
– Bem eu acho que você não sabe cozinhar coisa nenhuma e estou aqui pensando em como conseguir o telefone de uma pizzaria para que assim eu e Kim não passemos fome nesses próximos dias... Desafiou com um sorriso torto encantador.
– Ora seu... Abusado... Disse recebendo a provocação e se aproximando dele deu um cutucão em seu peito levando o rapaz a teatralmente da um passo atrás. – Você vai engolir o que está dizendo Cullen, e vai engolir junto com o ravióli que irei preparar. Afirmou altiva sorrindo no final e o Cullen gargalhou com o comentário... Sim a mente de ambos corria, via-se em choque em alguns momentos, mas a proximidade agora inevitável e diga-se de passagem a cada instante mais e mais confortável trazia a tona o bom humor, alegria, paz acolhedora e conforto seguro... Segurança... Isabella sentia-se realmente segura e em paz... Trabalharam em conjunto, não muito próximos e isso fora decisão dela, manter a distancia e ela sabia que Edward jamais ultrapassaria a linha imaginaria que ela estava impondo, era nítido nele o quanto a respeitava sem deixar de fora o fato de transparecer ser um cavalheiro. – Por que ser agente, por que escolher esse caminho? Questionou depois de criar coragem, queria saber mais dele, de sua vida... O que pensava...
– Bem... Sempre achei fantástico essas pessoas que se doam para proteger outras... Aí na faculdade, tive uma palestra sobre segurança nacional aliada a direitos humanos e não sei... Aquilo mexeu comigo... Conversei com meu pai a respeito... De inicio, ele concordou com meus argumentos... Concordava ser altruísta se doar a outra pessoa na intenção de protege-la com a própria vida se fosse preciso... Mas quando contei que eu estava interessado em faze-lo... Que pensava em terminar a faculdade e ingressar para a academia do FBI... Bom, a conversa mudou um pouco...
– Seu pai ficou assustado...
– Na verdade se viu indignado, é claro que não radicalizou, mas demonstrou sua insatisfação... Minha mãe sim viu-se revoltada e quase brigamos... Mas para meu pai acho que... O decepcionei um pouco... O juiz Cullen achava que seguiria seus passos... Todos os filhos estavam seguindo... Escolher Direito foi algo natural não minto, mas nunca me vi atuando na área de fato... Já Emmett e Alice escolheram seguir e tenho que concordar possuem talento e muito... Dizia orgulhoso.
– Se gostava tanto por que saiu do FBI? Questionou. – Kim aí não! Repreendeu a filha que engatinhando se encaminhava para a porta, a pequenina olhou séria para a mãe quase em desafiou e desistindo retornou para o tapete e seus brinquedos, Edward sorriu vendo a cena... Mas a pergunta de Isabella ainda precisava ser respondida...
– Aprendi muito dentro no Bureau, tenho amigos até hoje por lá... Meu ultimo trabalho durou três anos... Eu cuidava da segurança do filho do presidente e o rapaz, um jovem inconsequente me dava nos nervos... Aí comecei a repensar, minha motivação em estar ali... Servindo de babá para um playboizinho mimado... Resolvi sair... Meu chefe não gostou, me inquiriu e eu soltei tudo o que pensava... Ele quis me realocar, mas eu realmente estava saturado... Vendo de perto tanta corrupção... Quando saí pensei em advogar, o diploma estava guardado na gaveta e tinha certeza que teria apoio da minha família para isso, mas em uma tarde conversando com meu cunhado e hoje sócio... A ideia de montar a empresa de segurança privada surgiu... Jasper é um administrador nato, e estava cansado do cargo que ocupava em uma empresa de software... Então aceitou minha proposta... Montamos uma equipe e eu passei a treinar os homens e ele a cuidar da administração... Com os contatos que minha família tinha aliados aos meus dentro do FBI foi fácil criar uma carteira de clientes... É um negócio lucrativo, não posso negar, hoje em dia segurança é algo com o qual não se pode brincar, principalmente as pessoas que possuem algum tipo de destaque, seja financeiro ou de imagem, como artistas...
– Que famoso já recebeu sua proteção? Digo de você como guarda costas? Perguntou descontraída.
– Ninguém... Nunca atuei como guarda costas depois que saí do FBI. Declarou sem dar importância e a moça parou o que estava fazendo no segundo seguinte fitando o rapaz que cortava tomates... Edward notou os olhos em cima de si e virou-se em direção a moça que o olhava confusa.
– Como... Por que? Soltou.
– Bem... Nunca vi necessidade... Tenho uma boa equipe... Acabei me acostumando a apenas cuidar do treinamento deles, prepara-los da melhor forma possível e...
– Mas você está aqui e... Por que? Questionou quase fechando os olhos em direção ao homem que agora se virava totalmente para ela, a atmosfera ali mudara radicalmente. – Qual é o jogo entre você e... Aro? Perguntou tremendo... Deus ela ingênua se enganara, pensava ficando em alerta...
– Você é muito desconfiada e eu me pergunto o que já passou para ser assim? Porque o que pude ver por seu pai... A vida que levou não lhe traria essa bagagem e... Dizia confuso com tamanha mudança de comportamento...
– Responde. Disse firme.
– Eu já falei o porque... Disse quando conversamos pela primeira vez sobre o assunto ainda em sua biblioteca e...
– Nada lá... É meu! Devolveu cortante. – Biblioteca, quarto, sala, cozinha... Nada... Ali não é meu lugar. Afirmou dura.
– Então por que permanece lá? Soltou o Cullen.
– Não foge... Responde. Disse ainda firme, uma firmeza que há tempos não apresentava, mas com ele... Com Edward, Isabella não sentia medo de se mostrar ou expressar o que sentia... Não sentia que sofreria alguma retaliação se apenas fala-se... O rapaz limpou as mãos no pano que tinha ao seu lado sem deixar de olhar para ela...
– Eu vou repetir o que já disse, porque me parece que você não prestou atenção... Declarou tranquilo. — Eu não ia me colocar no cargo, ia na verdade delegar a tarefa a um dos meus homens, mas... Mas quando fiquei sabendo que a escolta era para você... Que era para estar com você... Eu aceitei sem pensar... Porque senti que era o que deveria fazer... E... Dizia e ao final soltou o ar conformado em se expor, virou-se olhando para Kimberly entretida com seus brinquedos e voltou a fitar uma Isabella impaciente, lindamente impaciente... – Eu me ofereci para faze-lo e acho que fiz o certo, não me arrependo... Não existe outro lugar onde eu queira estar... Eu... Sinto que preciso estar aqui e quero estar aqui e agora entendo isso... Querer estar... Ao seu lado, perto de vocês duas... Soltou sem medo de escandaliza-la, era como se sentia, não adiantava fugir e mesmo sabendo que aquilo iria contra a naturalidade das coisas, contra costumes e até mesmo ética ele estava ali seguindo seus instintos e agora sentimentos ainda conturbados... Olhou para o teto e fechando os olhos... — O seu marido é um desgraçado, filho da puta que merece meu total desprezo e eu não sei como vou fazer para lidar com ele... Sim, lidar com ele... Declarou voltando a olhar uma Isabella confusa, mas ainda temerosa e revoltada. — Porque se para permanecer ao lado de vocês eu tenho que lidar com ele, então... Eu vou continuar usando de todo o meu controle para faze-lo sem mata-lo com minhas próprias mãos... Soltava seguro de cada palavra, sentindo-se liberto, aquela constatação assustava... Ia contra tudo em que ele acreditava, estar ao lado de uma mulher casada, querer estar ao lado de uma mulher comprometida... Sim era como se sentia, era o que mente e coração imploravam... Ficar ao lado dela e mesmo que para isso fizesse o errado, fosse contra bons costumes e tudo o mais... Ele já não sabia mais o que pensar, ponderar, seu intimo o impulsionava, suplicava para estar perto de mãe e filha, e embora ele realmente não entendesse não conseguia lutar contra... E Isabella mostrava-se não mais revoltada, contudo ainda surpresa com o que ouvia... Edward respirava pesadamente, demonstrando sua busca por controle, sim pensar em Aro lhe causava isso e ele ainda não sabia o porque, mas sentia-se assim e a moça acabara de perceber. – Eu ainda não sei... Definir o que sinto... Mas juro a você que quando descobrir vou verbalizar... Mas não... Não tenho nada com o Volturi, nunca tive além de negócios e estou repensando isso, mas me afastar, não dispor mais minha empresa para ele me obrigará a ficar longe de vocês e isso... Não... Eu não posso fazer, não sou louco Isabella, garanto que não sou e nem tenho atitudes psicóticas pode ficar tranquila... Eu...
– É estranho. Disse baixo desfazendo o ar altivo.
– Eu sei... Mas é como me sinto, e não consigo controlar isso... O que é um problema... A forma, por exemplo, como agi quando voltamos da exposição no Metropolitan... Aquilo me fugiu ao controle e quando vi tinha feito merda... Me desculpe se te assusto ou... Dizia fechando os olhos com força dessa vez. — Garanto sou inofensivo, em relação a vocês duas... Falou sincero abrindo os olhos novamente. - Sou completamente inofensivo, um pateta talvez, mas apenas por vocês duas... E por vocês, posso também me tornar uma maquina de destruição em massa se for preciso! Afirmou soltando todo o ar e colocando-se em posição de sentido. – Acho melhor eu me retirar... Estarei lá fora... É só chamar. Declarou chegando à conclusão de que havia ultrapassado todos os limites, abaixou a cabeça virando-se...
– Não... Soltou Isabella dando um passo a frente, colocando-se próxima a ele que levantando o olhar viu ali aqueles olhos verdes que tanto o hipnotizavam... – Edward...
– Não sou o inimigo Isabella! Afirmou.
– Eu não quis ser grosseira...
– Tudo bem. Declarou movendo-se e saindo da cozinha.
– Edward... Fica. Pediu quase chorosa e ele sem graça...
– Estou invadindo demais seu espaço e eu não quero...
– Não, não está... Está indo até onde eu deixo ir... Fica. Pediu ao final e o rapaz voltou-se para a pia em silencio... Isabella desconcertada retornou a panela e o chato silêncio voltou a se instalar... Mentes correndo, pensando a respeito, surpreendendo-se ao juntar sentimentos e reciprocas...
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A areia branca em frente a grande casa era um convite à atividade física e o Cullen percebendo que tudo estava tranquilo, seguro, resolveu correr por ali tentando refrescar a mente... Isabella com uma Kim sonolenta em seus braços viu da janela do quarto a figura máscula exercitando-se... Ela voltou-se para a filha que fechava os olhinhos em seu sono da tarde e em sua mente a frase ecoava... – Não sou o inimigo Isabella! Aquelas palavras traziam a ela uma carga a mais de segurança, colocou Kim no berço e como de costume sentou-se ao lado observando seu sono... Edward, um tempo depois, retornou a casa em direção ao banheiro do quarto que estava ocupando na ala de baixo em busca de uma ducha para recompor-se... Isabella desceu as escadas indo em direção à cozinha com a babá eletrônica na mão e flagrou o ex-agente tomando agua... Colocou a babá eletrônica em cima do balcão e cruzou os braços ainda envergonhada pela cena antes do almoço... O Cullen a fitou sereno...
– Eu ainda permaneço lá porque sei que Aro cumpre as ameaças que faz! Declarou e aquelas palavras despertaram no rapaz ainda mais raiva do Volturi... A afirmação evidenciava o que ele desconfiava... Isabella era mantida prisioneira ao seu lado...
– Não existem correntes inquebráveis. Soltou seguro e Isabella abaixando o olhar sentiu-se a pessoa mais fraca da face da terra.
– O fraco quando acorrentado torna-se presa fácil. Devolveu mostrando-se realmente derrotada.
– Você não é fraca... Só não tinha apoio, alguém para dar força... As frases no passado foram sentidas apenas por ele, para a moça aquelas palavras ainda estavam no presente e gritavam ao seu redor fazendo notório o quando era infeliz e completamente rendida a dor...
– Me sinto cansada... Vencida... Desabafou e agora aquelas palavras bateram tão duro no rapaz que não se contendo...
– Não... Disse cortando-a e caminhando rapidamente em sua direção, o coração apertado, quase uma dor física se fazia sentir no largo peito do rapaz... Ele não pensou duas vezes e a abraçou. – Eu luto, luto no seu lugar... Ele não vai mais te atingir Isabella... Aro não vai mais te atingir. Afirmou ao sentir as mãos da moça agarrar com força a camisa que ele vestia... O abraço intensificou-se e um beijo foi depositado no topo da cabeça dela que tremia segurando o choro, mas esse foi mais forte e as lagrimas projetaram-se no delicado rosto. – O que fizeram com você, o que ele fez com você? Perguntava baixo, com medo da resposta.
– Eu... Eu tenho medo Edward. Disse também baixo...
– Por favor, confie em mim... Não tenha medo. Disse buscando de todas as formas passar-lhe segurança... Ela levantou o rosto ainda abraçada a ele, não queria perder o contato, aquele aquecido abraço estava fazendo um bem enorme ao coração que em suas batidas trazia um constante sofrimento... Os olhos conectaram-se mais uma vez... A proximidade instalando-se novamente, o quente sobrepujando o frio... A vontade de sentir os lábios unidos era grande, mas Edward conteve-se... As lagrimas ainda caiam e aquilo permanecia machucando o rapaz, era triste... – As ameaças dele... São sobre Kim não é? Sobre sua filha... Indagava com certeza em cada palavra, Isabella assentiu delicadamente e Edward tentou conter a raiva que intensificada em seu interior lhe causava tremores nos ossos.
– Ela é tudo que tenho... Meu pai... Você viu... Eu... Dizia e Edward de súbito afastou-se, minimamente puxando-a para a sala, ela foi sem medo, sentaram-se no sofá... – Não tenho com quem contar, estou presa a esse casamento e lutar é o mesmo que assinar uma sentença de sofrimento ainda maior... Ficar sem Kim seria a minha... Morte! Disse soluçando na ultima palavra e o braço forte do rapaz enlaçou seu ombro trazendo-a para perto dele.
– Eu... Estou aqui... Estou...
– Não sabe onde está se metendo Edward... Disse preocupada. – Aro é vingativo e não mede esforços para tirar quem se colocar no seu caminho... Eu... Eu já provei o bastante de seus castigos e...
– Castigos? Questionou com os olhos em fenda.
– Aro é cruel e eu temo por Kim, ela só tem a mim... Ela é minha vida... Eu
– Castigos? Soltou se impondo e a moça o fitou insegura. – Defina castigo, que tipo de castigo? Questionou respirando profundamente.
– O que importa saber é que ele não tem sentimento algum... Seja carinho ou amor... Por mim ou por Kim. Disse tentando finalizar aquela questão e o Cullen notou que ali tinha muito mais a ser revelado.
– Ela... É filha...
– Sim, Kimberly é filha de Aro... Eu engravidar foi uma exigência dele... Mas parece que uma menina tornou-se para ele vergonha ao invés de orgulho... Dizia com um quase sorriso de amargor. — Acredita que ele nunca a pegou no colo? Perguntou enxugando o rosto e o comentário causou espanto ao ex-agente que achava impossível alguém não se encantar ao ver a pequenina e banguela bebê.
– Eu conversei um pouco com seu pai... Pra ele Aro é um homem de extremo valor e que propôs casamento pensando em cuidar da filha do amigo querido...
– De inicio foi assim que pensei também. Devolveu esclarecendo as coisas... Um alivio surgir no interior de Edward ao constatar que a moça não era e pelo visto nunca fora apaixonada pelo marido.
– Seu altruísmo trouxe-lhe um arrependimento inimaginável eu calculo. Disse entendendo que Isabella fora enganada, achando que o Volturi fosse boa pessoa, aceitou casar-se para ajudar o pai.
– Meu pai ia perder tudo... E na depressão em que se encontrava só apressaria sua morte algo assim... Eu não vi um grande sacrifício me casar com Aro... Ele era bom, sempre educado, preocupado com papai e comigo assim que nos conhecemos... Eu tinha chegado a pouco mais de seis meses de Paris... O estado em que encontrei papai era preocupante e os relatos de Sue e de todos os empregados me deixaram com medo... Edward eu não tinha ninguém além dos empregados... Os poucos amigos que cultivei moravam em Paris e não podiam me ajudar... Eu nunca entendi nada de administração... Aro apareceu se mostrando disposto a ajudar... Eu... Eu aceitei... Disse e a ultima parte saiu baixinho, Edward inconformado alisava vagarosamente, com o polegar, o ombro da moça ao seu lado...
– Entendo que não queira contar a seu pai...
– Não posso. Declarou.
– Ele confia em mim... Aro acha que estou fazendo exatamente o que me pediu... Vigiando seus passos... Ele tem a certeza de que se eu constatar algo incomum correrei para contar... Disse olhando para frente, para o nada.
– Edward...
– Isso é bom... Podemos tirar vantagem disso... Os papeis que você assina...
– Edward...
– Seu pai deixou escapar que Aro está muito próximo de seus negócios... Acho que aí está algo que pode nos ajudar... A mente do homem trabalhava, os olhos em fenda... A pequena mão em seu joelho o fez olhar para o lado...
– Ele é perigoso. Disse por fim deixando transparecer seu medo, percebendo ter a atenção dele agora... O rapaz pegou a pequena mão apertando com carinho e beijando o dorso.
– Você não está mais sozinha... Não está... Esse guarda costas aqui vai dar a vida se for preciso pra te proteger. Afirmou olhando no fundo de seus olhos e era a segunda vez que ele dizia aquilo, a sensação fez reverberar no interior da moça um calafrio mórbido, ela não preocupava-se apenas com sua segurança ou a da filha... Ela via ali no homem ao seu lado, o homem que lhe despertava sensações tão bem vindas e aquecedoras e tais palavras a deixavam temerosa também por ele... Ela via que Edward também corria perigo e isso lhe preocupava ainda além do normal...
– Não diz isso. Soltou baixo... Edward aproximou-se um pouco mais, tocando com o indicador o rosto tão delicado...
– Deus como você é linda... Disse hipnotizado... Hipnotismo esse que foi quebrado pelo resmungo vindo da cozinha... O rapaz franziu a testa e Isabella respirou fundo distanciando-se no mesmo instante, a babá eletrônica deu seu aviso...
– Kim acordou. Disse levantando do sofá e saindo em seguida, o Cullen permaneceu ali pensativo... Para o rapaz Aro estava apropriando-se da confiança do sogro para se beneficiar, o que era incoerente tendo em vista que o Volturi era tão ou mais rico que os Swan...
– Doentiamente ambicioso! Soltou levantando-se e caminhando pela sala... O checklist se fazia em sua mente... O que procurar? O ponto fraco do Volturi... Qual a forma de neutraliza-lo? Questionamentos se colocavam como missões a serem cumpridas sem chance de erro. Castigo... A palavra perseguia seus pensamentos... – O que ela quis dizer? Perguntou-se olhando para a escada que dava acesso ao andar superior...
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– Você quer me dar? Perguntou o Cullen a pequenina Kim que engatinhando aproximou-se oferecendo a ele a girafa emborrachada toda babada. — Muito obrigado senhorita. Disse pegando da mãozinha dela. – Uhm toda babada é melhor ainda. Declarou e Isabella riu gostoso fazendo sua bebê mostrar seu lindo sorriso banguela. – O que acha de me dar esse aqui? Perguntou provocando ao esticar-se e pegar o cachorrinho de pelúcia sentando-se ao lado dela no chão...
– Cun Cun. Disse Kim.
– Eu sei que é o seu Cun Cun... Quer trocar pela atraente girafa babada? Perguntou piscando e Kim fez cara feia ao vê-lo com seu brinquedo favorito nas mãos e a mamãe ria ainda mais...
– Eu não sei o que ela tanto vê nesse cachorro de pelúcia... É tão feinho e já está surrado de tanto sujar e receber suas mordidas. Dizia Isabella.
– Mamãe diz que é feio. Soltou para a garotinha e a pequenina, embora muito novinha, havia entendido e fez sinal de negativo com a cabeça. — Pelo visto o conceito de beleza dela é bem diferente do seu Isabella. Disse divertido.
– Me chame de Bella... Quando... Estivermos só nós... Me chame de... Bella. Soltou ficando envergonhada pela ousadia, sim para ela era uma ousadia ainda maior do que ter permitido ser beijada... Chama-la de Bella significava estar entrando em sua intimidade e com sua total permissão e o rapaz sorriu com aquilo pensando que a moça finalmente estava, mesmo que aos poucos, lhe deixando entrar... O sentimento era crescente, assustador, arrebatador e com uma intensidade milenar que agredia a consciência de ambos, mas também levava a homem e mulher uma sensação confortavelmente desejada... O medo ainda se mantinha forte, vigoroso, mas as paredes que estavam sendo construídas iriam em breve faze-lo desaparecer ou pelo menos tornar-se inexistente...
Spoiler —
– Seja qual for o motivo é grande, escandaloso e com várias cifras...
– Ambição não me parece à única motivação e nome... É uma coisa que já tinha... Sim, ele esconde algo grande... Desvendar esse segredo é o mesmo que deixa-lo exposto Edward... Dizia cortando o filho, entendendo a dimensão da situação enquanto pai e filho observavam a interação do restante da família com Isabella e a pequenina Kimberly...
Notas finais
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Atendendo a pedidos, insistentes pedidos... rsrsrs. Criei no Facebook um grupo para poder divulgar e abrir espaço para uma conversa direta com quem assim desejar sobre meus trabalhos e em especial, no momento, sobre Save Me, lá teremos Spoiler's e novidades sempre... Se quiser apareça e peça para ser adicionada e eu com o maior prazer o farei - https://www.facebook.com/groups/1403411429871317/
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Obrigada por estarem aqui, bjos e até sexta com mais Save Me!
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