Save Me

25 Cena do crime


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews e pela coragem de estar aqui... rsrsr... Raskia, sissy braga, JUSSARA CULLEN, ClaudiaMonteiro35, SHIRLEY, Eclipse She, michele djenifer, Polli, Luciana Brandão, Marcela, LahFernandes, Andreza,
francinaria rezende, Ka Almeidah, Belita, andreiapenelope, Sisters_love, Cris Rodrigues, camila almeida, Nane, novacullen, club, Lili Swan, Olivia G Vert, MaraRobsten, Anaa e LêhRobsten, bjos!
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PRECISO QUE PRESTEM ATENÇÃO, CHEGAMOS NO TEMPO PRESENTE NA FIC... SIM, PARA QUEM LEMBRA DO PRÓLOGO ELE OCORRIA NOS DIAS ATUAIS E A PARTIR DO PRIMEIRO CAPÍTULO FIZEMOS UMA VIAJEM PARA UM ANO ANTES E NO DECORRER DOS CAPÍTULOS CAMINHAMOS ATÉ OS DIAS ATUAIS... ESPERO TER SIDO CLARA NESSE SENTIDO...
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As palavras em sublinhado significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar.
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Continuando...

“Dir-se-ia que o homem pode aguentar tudo (...), até a ideia de que não pode aguentar mais”. — William Faulkner

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– Música sugerida (Requiem for a Dream)-

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A Clavina substancia abortiva teve naquele instante o efeito de aceleração levando Isabella a um trabalho de parto antecipado... Sim ela estava tendo o bebê ali no chão da casa em New Rochelle... A moça em agonia sentia a pressão em seu baixo ventre...

Edward... Disse baixinho em suplica, sem forças...

Isto está demorando muito... Soltou Laurent impaciente e Jane notou que o efeito desejado não estava sendo alcançado como imaginava.

De quantos meses você está? Perguntou aproximando-se do frágil corpo embolado no chão... Isabella estava entrando na nono mês de gestação, mas por conta de sua genética não aparentava os nove meses, quando muito seis... A pergunta não foi respondida... Antes...

Me ajude... Pedia Isabella...

Eu... Eu acho que... Que...

– O que você fez sua idiota? Era para matar, MATAR... Esbravejou Laurent... Jane colocou as luvas cirúrgicas que trazia no bolso...

**

O celular de Edward anunciara uma nova mensagem e essa era sobre a localização de Isabella... O pingente rastreador fizera seu trabalho...

Ela está em New Rochelle... Declarou depois de visualizar no monitor de seu celular e todos sem demora se movimentaram, Billy ordenou uma busca imediata e solicitou um helicóptero parando por um momento de esbravejar pela incompetência de seus homens em perderem o Volturi de vista...

Mas o que ela estaria fazendo em New Rochelle? Perguntou Emmett e Edward já não sabia mais o que pensar a não ser nas palavras que ouvira no telefone... Mecanicamente ele e Emmett acompanharam Billy...

**

Aro não contendo-se resolveu ir até a antiga casa de Charlie conferir pessoalmente sua vitória... Gianna o acompanhava calada e extremamente pensativa, algo lhe causava calafrios e ela tinha medo de perguntar tamanha a expressão maquiavélica instalada no semblante do Volturi... Chegaram ao local e logo foram entrando na casa... Aro entrou na frente e Gianna logo atrás foi parada pela voz...

Senhora, são os novos compradores? Me chamo Tyler e... Perguntava e apresentava-se o jovem que há tempos cuidava dos jardins das casas daquela região... Gianna estacou na mesma hora e para completar um grito agudo se fez presente... Isabella não conteve a dor lancinante que lhe atingiu... Aro ouviu o rapaz perguntando... – O que foi isso? Questionou Tyler já na porta a um pé de entrar... É como dizem tudo pode mudar e o que se tem como certo se torna a aposta mais furada do mundo... Mas Aro naquele momento pensava – Um homem precavido vale por dois – O grito ouvido era de alguém que estava a porta da morte isso era fato, então o que ele tinha que fazer ali era se aproveitar do que podia para se livrar da condenação que lhe era certa diante de tudo e principalmente de sua escolha errada em querer conferir com seus próprios olhos... Gianna não conteve o rapaz, assustada com o que acabara de ouvir, Tyler colocou-se dentro da casa e coube a Aro iniciar mais cedo sua encenação... Correu feito um raio em direção ao som ainda presente de alguém agonizando... O cenário encontrado era devastador, Jane fora obrigada a amparar a criança que debilitada quase não chorava, Isabella desfalecida apenas gemia de dor pelas contrações em seu útero que não paravam por conta da quantidade de substancia que ingerira... Morreria em questão de horas... Logo Gianna e Tyler chegaram à área da churrasqueira e horrorizados estacaram...

Mãe de Deus... Disse o inocente jovem... Gianna sentiu-se mal...

Quem são vocês? O que estão fazendo? Perguntou Aro e Laurent entendendo que algo estava errado olhou para seus homens que de imediato mostraram suas armas... O jovem Tyler manteve-se parado no lugar com as mãos para cima em instintiva reação arrependido por sua curiosidade e jovial coragem em socorrer a dona do grito que ouvira... Sua coragem agora estava anestesiada diante da possibilidade de também perder sua vida... Aro olhando para Isabella morrendo segurou o sorriso... — Ela precisa de socorro. Declarou Aro vestindo a mascara de chocado... Um dos homens de Laurent aproximaram-se de Tyler e com uma coronhada o deixaram desacordado em questão e segundos...

– Que merda é essa? Perguntou Laurent ao Volturi.

Ele apareceu do nada. Declarou Aro apontando para o rapaz caído e desacordado.

Matar mais um não é uma boa ideia. Disse Laurent e Isabella convulsionou a frente deles.

Ela está entrando em choque hipovolêmico. Afirmou Jane... A criança se mantinha chorando e foi aquilo que despertou Gianna... Ela de forma instintiva ajoelhou-se ao lado do pequenino bebê.

– Não toque em nada Gianna. Ordenou o Volturi.

É um menino! Disse ela em comoção.

Um menino. Repetiu Aro vendo a ironia da vida, quando pensara em ter um filho queria um menino para seguir seus passos... E veja agora o que tinha a sua frente...

Você está complicando as coisas Volturi e eu não estou gostando disso! Declarou Laurent irritado.

Foi você que me convidou a ver com os meus próprios olhos. Justificou-se.

Sim, mas não disse para trazer plateia seu doente. Esbravejou... A mente diabólica de Aro já imaginava as possibilidades de se livrar daquela situação... Agora me diga quem ali era mais doente... Laurent ou Aro? Difícil saber não acham?

Precisamos ser rápidos... Logo esse rapaz acorda. Disse Jane.

Vou chamar a policia. Disse Aro surpreendendo a todos.

ENLOUQUECEU? Gritou Laurent e o Volturi sorriu.

Ora o rapaz ali tentou matar minha esposa, o que acha que devo fazer? Perguntou mantendo o sorriso depois de apontar para Tyler caído no chão, em seguida seus olhos caíram sobre o bebê que ainda chorava. – Saia de perto desse bastardo Gianna... Disse e Laurent entendendo a ideia que lhe passava também sorriu...

– Aro...

– Matem logo ele. Ordenou trazendo horror a Gianna, a raiva que ele tinha da criança era estratosférica dada à conta de que além de ser menino era filho do amante de sua esposa, ou seja, mais um herdeiro para disputar a fortuna com ele...

Eu não mato crianças a sangue frio Aro... Deixe-o agonizando assim como a mãe... Logo se encerra isso. Afirmou Laurent... Não mata a sangue frio, ora como ele é bondoso... Céus até que ponto vai a covardia e maldade humanas?

Então tirem o nojentinho daqui. Disse... Isabella entre a consciência e a inconsciência permanecia sangrando, a placenta acabara de ser expulsa de seu organismo – Laurent não posso ter essa criança viva, ele... Ele se tornará uma pedra no caminho. Declarou... Um dos capangas saiu em busca de algo para cobrir o menino e retira-lo dali, achou uma manta e trazendo pegou a criança, envolvendo-a retirou a mesmo do local colocando no sofá da sala... Jane olhou em volta e observando uma geladeira próxima a pia, abriu a mesma, ali existiam por sorte alguns frangos e carnes congeladas... Ela retirou as peças da maquina... Colocou-as em cima da pia...

O que está fazendo? Questionou Gianna.

Vamos forjar logo a morte dessa criança já que ninguém aqui vai mata-la... Preciso que cortem esses frangos. Disse e Laurent assentiu, seus homens também colocando luvas cirúrgicas iniciaram o trabalho... Jane com uma forma de alumínio pegou a placenta de Isabella e levou a mesma a pia... Os pedaços de carne e frango foram misturados à placenta... – Na placenta temos uma grande quantia de DNA... Até saberem que aqui não tinha um bebê um caminho longo vai ter sido percorrido... Dizia a enfermeira ligando o triturador, começou a jogar ali a indigesta mistura que fizera... Tyler a muito esquecido , estava acordado apenas fingindo, viu em seu campo de visão o corpo de Isabella ainda no chão parecendo estar sem vida... Viu quando levaram a criança para uma porta atrás de si... Todos estavam atentos à atividade de Jane junto com os capangas de Laurent... O rapaz se aproveitando rastejou muito vagarosamente em direção à porta para onde haviam levado o bebê... Quando fora da área da churrasqueira levantou-se e correu, foi como se do céu a provisão viesse e sirenes ao longe fizeram-se ouvir... Jane acelerou o processo... Tyler encontrou a criança enrolada em uma manta no sofá...

Onde está o moleque? Perguntou Laurent enfurecido... Já era tarde, Tyler acabara de ganhar a rua com o menino nos braços, fora corajoso, mas seu medo de ser pego era tanto que nem ouviu as sirenes, só pensava em sair dali e levar consigo aquele inocente ser já que sua mãe estava morta, pensava... – Eu não vou cair Aro... Não vou... Dizia Laurent de forma ameaçadora, Jane acabara com toda a mistura que fizera colocando toda no triturador...

– Saiam daqui, saiam todos daqui... Agora! Gritou Aro, a ideia de ligar para a policia nem precisou ser concretizada... E ele sabia que ficar seria a sua ultima cartada fazendo-se de vitima tanto quanto a esposa morta... Gianna em choque se manteve calada. Voltou-se para ela... – Se disser algo morre entendeu? Questionou-a... Laurent e seu grupo fugiram pelos fundos... Aro pegou rapidamente de seu bolso retirou um lenço de pano, foi até a faca de açougueiro em cima da pia e sem contato direto com peça pegou-a... Ajoelhou-se ao lado de Isabella, levantou em sua mão e a fez segurar a faca deixando ali suas digitais largou em seguida o braço sem vida da moça e devolveu a faca a pia descartando o lenço ao lado...

**

A policia logo entrou na casa e encontrou um Aro se mostrando em choque ao lado do corpo de Isabella tendo Gianna ao canto em verdadeiro choque...

Policia de New Rochelle. Anunciou o policial...

Por favor, nos ajude. Pediu em suplica o Volturi e o policial achegou-se ao seu lado...

**

Billy esbravejava no telefone... Os gritos eram ameaças, as quais ele cumpriria sem tardar...

– Eu mesmo vou exonerar cada um, cada um de vocês... Bando de incompetentes... Dizia evidentemente contrariado... – Onde já se viu ser enganado por um homem sem treinamento algum? Questionava se referindo a Aro... Edward permanecia apático, com medo do que o esperava em New Rochelle... Sem entender a ligação que recebera ainda pensava nas palavras pronunciadas pela voz idêntica a de sua Isabella...

**

O corpo gelado era examinado e um fio de vida ainda corria ali... Isabella mesmo inconsciente lutava para viver, embora cada minuto lhe fosse precioso e talvez ela não resistisse ainda assim ela lutava, seu subconsciente vagava entre lembranças e flashes do que havia vivido... Era como estar em suspenso... Flutuando no ar, a dor ainda intensa nitidamente a levava a levitar diante de tudo aquilo... Como se alguém lhe contasse uma história e ela sugestivamente a sentisse, cada pedacinho daquilo, cada momento e em sua mente, passado e presente se misturando, as imagens e sensações da primeira vez em que esteve com Edward surgiram mescladas a tortura a qual era submetida, um filme passou-se por sua mente...

Flash Back On

O calor do seu corpo era confortável, lhe trazia uma segurança nunca antes experimentada... Vestido em um smoking Gucci o rapaz possuidor de olhos verdes azulados e um cabelo em desalinho lhe despertava sensações intrigantes, os ombros largos, braços fortes...

– Devo ir agora, boa noite senhora Volturi. Disse saindo do jardim, Isabella ousando colocou a mão no braço do rapaz que se voltou para ela.

– Obrigada... Disse em um fio de voz... E a reposta aquilo foi tão inesperada que pegou a ambos de surpresa... Edward pegou a mão da moça que ainda se encontrava em seu braço e a levou ao encontro de seus lábios depositando ali nas costas da mesma um beijo quase imperceptível e em seguida saiu sorrindo...

...

– Você está segura. Afirmou abaixando o rosto em direção ao da moça que parou de respirar ao encontrar aqueles verdes azulados fitando-a intensamente... Isabella perdeu-se ali... E o beijo aconteceu, vagaroso, saboroso, um roçar delicado... Quase uma adoração... Lábios macios pensava ele... Edward aprofundou o beijo chupando delicadamente o lábio inferior de Isabella que abrindo a boca permitiu que as coisas se tornassem ainda mais intimas... As línguas se encontraram no meio do caminho e juntas vagaram para um mar de sensações bem vindas...

Flash Back Of

Lembrar-se de seus momentos com Edward vividos de um ano para cá lhe trouxe um sorriso nos lábios que fora desfeito por conta da dor intensa a lhe assolou mais uma vez... Os paramédicos ao chegaram fizeram seu trabalho de forma primorosa conseguindo traze-la a vida... A cabeça lhe pesava toneladas, sentia frio... Os sons ao longe não conseguiam faze-la reagir com precisão, lenta tentou levantar-se sendo impedida no mesmo instante... Com insistência abriu os olhos e o que viu lhe causou desespero...

– Calma... Precisa deixar-nos trabalhar... Disse uma voz feminina... Sangue... Muito sangue... Conseguiu definir o cômodo onde estava, a área da churrasqueira na casa de New Rochelle... Lembrou-se do antes... Aquele sangue, o cheiro intenso de ferro... Levou as mãos ao abdômen e o choque percorreu seu corpo e alma intensificando-se em um tenebroso calafrio...

– Meu bebê... Disse quase inaudível, desespero tomando-lhe conta...

– Ela está recobrando a consciência... Ouviu uma voz masculina dizer... Voltou-se para a mesma... O homem, desconhecido, vestido de branco a fitava e ao seu lado, com a face transtornada estava ele...

– Aro...

– Céus o que fez? Soltou com o ar em desespero... E Isabella olhando ao redor permanecia vendo sangue e mais sangue...

– Meu bebê... Onde... Onde está meu bebê? Soltava em uma suplica desesperada... O piso de granito completamente coberto de sangue... A pia do mesmo modo... Homens trabalhavam agachados vestidos com macacões azuis, em suas costas traziam o emblema da Policia, o triturador da pia sendo desmontado era o alvo dos homens, por ele detritos que os interessavam eram retirados... Ao lado... Outro homem, em pé, com luvas assim como os demais colocava dentro de um saco transparente uma faca de açougueiro completamente suja de sangue, aquela era uma das muitas facas que seu pai, Charlie Swan ali mantinha... Isabella franziu a testa em confusão... Meu bebê... Sua mente gritava... Todos com uma mistura de horror a nojo em seus semblantes... Olhou para o próprio corpo, ainda deitada, e a visão que teve lhe causou ainda mais horror... Estava banhada em sangue, sentia dor no baixo ventre e ao observar suas mãos em cima de seu abdômen ainda inchado, mas não mais volumoso, viu que ambas estavam tingidas com o mesmo purpura que banhava o cenário a sua volta... Sim, em suas mãos tinha sangue... Muito sangue... Mesmo atordoada ela ouviu o barulho de um helicóptero... Edward estava chegando com Emmett e Billy... Aro também ouviu o barulho, mas manteve-se atento a encenação que fazia...

– Senhora Volturi, consegue me ouvir? Perguntou o homem de branco ao lado de Aro e Isabella voltando seu olhar a ele assentiu tremula, as lagrimas escorrendo no rosto, tremores involuntários a atingiam... Meu bebê... O que vejo... Nada disso é bom... Meu bebê...

– Meu bebê... Soltou mais uma vez...

– Me chamo Jared Cameron, sou médico e estou aqui para ajuda-la... Precisamos que mantenha a calma... Vamos retira-la daqui... Necessita de cuidados e depois conversaremos com calma...

– Meu bebê... Por favor... Meu bebê, onde está o meu bebê? Por favor...

– Por que fez isso Isabella? Perguntou Aro e ela confusa...

– Senhor Volturi, por favor... Pediu o médico.

– Eu quero o meu bebê... Onde... Onde está? Perguntou tentando impor a voz, mas a mesma saiu esganiçada... Nenhuma resposta lhe foi dada... Aproximou-se do tal Jared um homem de terno cinza que lhe fitava em analise, não conseguiu Isabella reconhecer que o homem era Billy Black... Billy fitou Aro com um olhar severo e o Volturi manteve-se em sua mascara de horror... Retiram Isabella do chão a colocando em uma maca que logo sendo armada subiu... Agora mais alta observava melhor o cenário... Um saco preto chamou sua atenção em cima da grande mesa de carvalho que existia ali no cômodo... Aro aproximou-se dela... Transtornado... Mantendo a pose teatralmente ensaiada...

– Por que o matou Isabella, por que? Soltou Aro explodindo e de forma simultânea Isabella viu chegando um Edward com olhos confusos e assustados que estacou ao ouvir as palavras do Volturi mostrando-se desnorteado... As sensações que se apossavam do corpo e mente da moça se agigantaram como um alarme indicando um iminente bombardeio...

– Edward... Soltou baixinho em um misto de culpa sem sentido e terror pelas palavras que acabara de ouvir da boca do marido que pelo médico era empurrado distanciando-o da maca que agora se movimentando passou por um Edward ainda paralisado... Correram com ela para a ambulância... Billy observava tudo em volta, os peritos já fazendo seu trabalho retiravam as evidencias... Emmett chegou-se ao lado do irmão...

O que faz aqui Volturi? Perguntou Billy... Chegava a hora, o ato final...

Eu recebi uma ligação de Isabella e ela me pediu para encontra-la aqui. Disse se mantendo aflito como o momento pedia, ao longe Gianna era amparada por outro paramédico e Edward logo notou sua presença...

Ela pediu para vê-lo? Questionou Billy intrigado.

Exatamente. Afirmou. – Mas quando cheguei só notei essa cena horrenda e ela... Céus... Eu não sei por que ela fez isso... Dizia se mostrando histérico, puxando seus cabelos...

Onde está o meu filho? Perguntou Edward indo do chocado ao intrigado.

Isabella o matou! Disse Aro e sem pensar Edward já estava em cima dele dando-lhe murros atrás de murros... A menção de tal ato lhe era descabida e quem acusava não merecia crédito...

Desgraçado... Vociferava e Aro nem ao menos se defendia ao invés disse tentava se proteger... Logo homens lhe contiveram...

Depois eu que sou o criminoso... O amante da minha esposa me agride gratuitamente, ela mata o próprio filho e eu sou o criminoso. Dizia limpando o sangue de sua boca... Edward grunhiu em resposta soltando-se dos homens... Saiu desatinado em direção à parte externa da casa, ao ouvir o barulho da sirene ressurgir despertou nele as imagens de Isabella assim que ali chegou... Estavam levando-a dali... Atordoado, sem saber o que fazer... Ele só queria respostas... Isabella não seria capaz de matar o próprio filho... Nosso filho... Pensava vendo ao longe a ambulância distanciar-se...

Não... Ela não podia... Ela não fez... Como faria? Questionou... Ao lado dele no momento seguinte passou um homem com um saco preto de plástico e outro saco transparente levando uma faca de açougueiro ensanguentada. – O que é isso? Perguntou.

As evidencias do crime. Afirmou o rapaz da policia técnica.

Crime? Questionou confuso recusando-se a aceitar a noticia e suas possibilidades...

Sim... Ao que tudo indica o bebê morreu esquartejado e seus restos foram triturados... Soltou e aquelas palavras tornaram-se uma bala certeira no peito do rapaz que caiu de joelhos no gramado da linda casa... Seu filho estava morto... Fora esquartejado... Triturado... O que era aquilo, um pesadelo? Sim, um pesadelo e logo ele acordaria, logo sua garota estaria dormindo ao seu lado com a barriga ainda proeminente como na madrugada anterior... Contudo a dor que sentia não lhe deixava permanecer com a doce ilusão de que aquilo era um pesado e que logo acordaria... Isabella tivera o bebê e ele fora morto? Soltava em sua mente. O que diabos havia ocorrido ali? A dor em seu peito só aumentava não o deixava raciocinar direito, as lagrimas o impediam de ver com nitidez...

**

Você vai me contar direitinho como veio parar aqui e que história foi essa de que sua esposa lhe ligou... Dizia Billy e Emmett acompanhava o desenrolar daquilo analisando tudo a sua volta. – Levem-no daqui. Ordenou a um de seus homens.

Veja capitão Black, sou uma testemunha e não um criminoso... Não precisam me levar, terei prazer em esclarecer os fatos que me levaram a chegar aqui e presenciar tamanha atrocidade. Argumentava Aro.

Ótimo sendo assim, mudarei meu discurso... Acompanhe o oficial até a delegacia... Disse virando-se para falar com o policial responsável pelo flagrante... – E a moça ali? Questionou e Aro ouviu.

– Gianna veio comigo, infelizmente a pobrezinha teve que presenciar isso. Afirmou e o Black voltou a fita-lo especulativo...

A levem também para a delegacia. Disse.

Senhor desculpe, mas a moça está em estado de choque, não conseguira no momento ser ouvida, precisa de cuidados e... Dizia um dos paramédicos e Billy assentiu... Em conversa com o chefe de policia de New Rochelle Billy saiu da casa com a intenção de seguir para a delegacia ansioso para ouvir os relatos de Aro Volturi...

**

Emmett encontrou o irmão ajoelhado no gramado e se aproximou... Edward percebendo a presença dele...

Emm...

– Estou aqui mano... Estou aqui com você... Onde está Bella? Questionou ajoelhando-se ao lado dele.

É o que preciso descobrir... Para onde a levaram. Soltou com a voz grossa pelo choro. – Emmett estão dizendo que meu filho está... Morto...

– Eu ouvi... Ouvi algumas coisas horrendas sobre isso na verdade... Disse preocupado... As pessoas que ali estavam entre policiais, paramédicos e policia técnica diziam em coro que a criança havia sido esquartejada e triturada... Aro estava muito limpinho assim como a moça loira que o acompanhava, ou seja, não combinavam com o cenário que era puro sangue...

Preciso ver Bella, falar com ela...

– Pelo que eu entendi, ela não está nada bem Edward... Apresentava uma hemorragia severa e...

– Rapazes estamos indo para a delegacia ouvir o Volturi e os detalhes dos policiais que chegaram primeiro no local... Dizia Billy interceptando ambos e cortando o raciocínio de Emmett... – Isabella foi levada para o Sound Shore Medical Center-Westchester... Se quiserem ir direto peço que um de meus homens os leve. Concluiu e Edward levantando-se aceitou a oferta sendo seguido pelo irmão...

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No hospital Isabella continuou sob cuidados, foi necessária uma pequena, porém urgente, intervenção cirúrgica... Sua situação não era boa, a hemorragia intrauterina era grave levando-a a perder muito sangue justificando o quadro hipovolêmico que apresentava... Inconsciente estava sendo agora preparada e levada para o quarto enquanto Edward sendo acompanhado pelo irmão ansiava desesperado por noticias de sua garota desde que chegara ao hospital... A policia local fez a ponte entre Edward e o médico que fizera a cirurgia...

Como ela está? Perguntou Edward.

Ela sofreu uma parada cardíaca, perdeu muito sangue... Pedimos para analisar uma amostra do mesmo e o resultado acaba de nos mostrar que uma quantidade exagerada de Clavina foi ingerida pela paciente... Essa foi a causa da hemorragia ocasionada pela estimulação de contrações em seu útero levando-a a entrar em trabalho de parto...

– Clavina? Questionou Emmett.

É uma substancia extraída do centeio, altamente abortiva... As palavras do médico chocaram Edward e Emmett... – Felizmente conseguimos estabilizar seu quadro medicando-a e intervindo cirurgicamente, contudo, infelizmente pela intensa hemorragia o útero não resistiu e precisamos retira-lo... A paciente está sendo nesse momento encaminhada para o quarto, irá permanecer sedada pelas próximas horas e nós vamos monitorar a evolução de seu quadro, foi necessária uma transfusão de sangue por conta da substancial perda... Enfim, conseguimos reverter o quadro de quase morte de quando aqui chegou. Concluiu e todos ali não tinham o que dizer... Não sabiam o que pensar...

Eu posso vê-la doutor? Perguntou Edward.

Bem é como falei, ela ficará sedada, provavelmente só acordará amanhã...

– Só quero vê-la... Apenas estar perto... Pedia e o médico compadecendo-se assentiu indicando o caminho.

Vai lá mano... Eu vou ficar aqui, ligar pra casa... Disse Emmett e Edward seguiu o médico... O quarto sem nenhuma anormalidade comparado aos demais quartos de hospital estava praticamente no escuro salvo a luz presa a parede que iluminava parcialmente o espaço... Isabella pálida mantinha-se ali na cama inerte, o semblante cansado, sofrido... A respiração regular era nitidamente observada por um Edward choroso que aproximando-se tocou em sua mão gélida...

Meu... Amor... Disse baixinho e sem se conter curvou-se colocando a cabeça entre os seios dela, ouvindo seu coração e aquele som lhe trazia alivio em meio à tormenta... Olhou para baixo, o ventre praticamente liso, levemente inchado... – O que aconteceu Bella? O que aconteceu? Perguntava ainda baixinho alisando o lugar onde horas atrás seu filho era abrigado...

Spoiler —

– Mãe... Eu... Eles podem vir atrás de mim... Querer ele... Podem nos... Matar como fizeram com a mãe dele... Dizia amedrontado.

Precisamos de ajuda... Mas não podemos nos expor... Você precisa ficar escondido... Esse pequeno... Aquela casa... Tenho a certeza que isso envolve dinheiro e muito dinheiro...

– O antigo dono da casa morreu, foi o que dona Sue disse pra mim quando me dispensou dos serviços...

– Sue...

Notas finais
Em meio as tragédias da vida algumas pessoas se agigantam, tomam posse de toda armadura possível e fazem do momento de dor uma ponte para a virada em sua vida, virada esse que vai leva-las a vitória total... Incoerente? Talvez, mas sim isso acontece ou não... Tudo é uma questão de escolha.
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Obrigada por estar aqui, bjos e até terça com mais Save Me!