Save Me
31 Aro... Final alternativo
Notas iniciais
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Quero agradecer aos reviews de JUSSARA CULLEN, novacullen, DEA, francinaria rezende, Raskia, SHIRLEY, Marcela, ZILHOPE, Polli, Lili Swan, ClaudiaMonteiro35, MaraRobsten, Vi Lemos, sissy braga, Nane, LahFernandes, camila almeida, Belita, lindalita, CassieStew, Anaa, Vibella, Eclipse She, Karine Cullen Salvatore, DéSouza, Cris Rodrigues, Iolanda e Sisters_love, bjos!
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CAPÍTULO dedicado a MaaaLuuutz, espero que aprecie!
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As palavras em sublinhado significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar.
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Continuando...
"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os que fogem ao padrão. Aqueles que veem as coisas de um jeito diferente. Eles não se adaptam às regras, nem respeitam status. Você pode citá-los ou acha-los desagradáveis, glorificá-los ou desprezá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los”. — Jack Kerouac
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- Música sugerida (SAW — Jogos Mortais Trilha Sonora) -
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E se Aro não caísse no poço do elevador, se ele sobrevivesse, e tivesse outro destino, qual seria este destino? Vamos voltar um pouquinho na história... Entrar de novo naquele prédio...
Edward fechou os olhos com força enquanto Aro ainda se voltava para o trajeto que tinha feito há instantes, quais as zonas de escape... Seus inimigos vinham da escada principal... O jeito era fugir pela escada de serviço, a questão passar por Edward... Levantou-se com dificuldade, sua pele gelada, o frio lhe corroendo...
– Miseráveis... Não vão me vencer. Afirmou mantendo a ridícula altivez... Saiu no ímpeto pela porta, a arma em punho segurada pelas mãos unidas... Edward que esperava ansiosamente pela sua presença, espreitava da porta de uma outra sala do lado oposto a que Aro se encontrava... A oportunidade apareceu no mesmo instante que os homens chegavam aquele perímetro... Aro começou a atirar desenfreadamente, mas apenas quatro balas lhe restavam, acabaram rapidamente... Correu e Edward nesse momento o seguiu na correria... Uma saída, uma alternativa de fuga... Perdido Aro fitou o poço do elevador e sorriu... Virou-se para um Edward com a arma apontada para ele... O sorriso ainda em seus lábios, jogou a arma no chão e Edward franziu a testa... Não, ele não desistiria assim, pensou o Cullen e ao mesmo tempo conclui que seu caráter não lhe permitiria atirar em um homem desarmado...
– Tudo pela vadia, e veja só a cadela morreu e levou consigo seu filho. Provocou o Volturi e Edward ao invés de levar a provocação sorriu.
– Aí é que você engana... Minha Isabella e meu filho estão neste momento em casa, protegidos e... Vivos. Disse Edward orgulhoso frisando a palavra "vivos" no final, o sorriso do Volturi se desfez no mesmo instante, o gosto da derrota lhe atingindo, sua ira se intensificou... Aro bateu em seu peito, chamando Edward para a briga estando bem em frente ao vão de acesso ao poço do antigo elevador... A ideia, sua ultima ideia, era jogar-se com Edward naquele poço... Sim, Aro chegara aquele momento a conclusão de que não havia saída e ele não iria para a prisão, mas se vingar... Sim, ele iria... Edward não viveria para desfrutar do que lhe era de direto, concluiu o Volturi... Edward desprezou sua arma e partiu para cima do homem... — Você vem comigo Aro... Está preso desgraçado. Soltou no instante que lhe desferiu o primeiro soco... Aro agarrou-se a ele... Os agentes do FBI parados, com as armas apontadas na direção deles esperavam o momento em que Edward, sendo um ex-agente experiente, bem treinado fosse imobiliza-lo... Aro jogou seu corpo com tudo para trás na direção do poço do elevador com a intenção de em queda livre levar a ele e a Edward... O Cullen esquivou-se dando outro soco na face já sangrando... Ambos parando na beirada do poço... Billy estreitou os olhos entendendo naquele instante qual era a intenção do Volturi...
– Acho que é você... Quem... Vai comigo. Disse Aro voltando a sorrir e com o sangue avermelhando seus dentes...
– O POÇO! Gritou Billy e Edward voltou a si... Firmou sua mão boa na moldura enferrujada do vão do elevador e Aro agarrado à camisa de Edward deu mais um impulso, sua ultima cartada... O Cullen mesmo com o ombro queimando pelo tiro, enfraquecido, elevou sua mão ao pescoço do Volturi dando-lhe um puxão e ambos caíram na beirada do buraco... Os homens de Billy logo se aproximaram imobilizando Aro e socorrendo Edward... O Volturi com os olhos ejetados, calado, completamente catatônico foi mantido imobilizado até a chegada dos paramédicos e tanto ele quanto Edward foram retirados do local depois do socorro imediato...
- Ele perdeu o baço e necessitou de uma transfusão de sangue, vai permanecer sedado por mais umas doze horas. Explicava o médico que atendera Aro, assim que chegara ao hospital, a um interessado Billy.
- Mantenham guarda, ele não se move sem que estejamos de olho entenderam? Soltou aos dois agentes que permaneceram na porta do quarto ocupado pelo maluco meliante... Billy Black estava radiante finalmente havia pegado um Volturi, um ser escabroso a menos atormentando a sociedade... Os procedimentos foram seguidos... Aro passou por todo o tratamento necessário e desde que acordara da cirurgia de emergência a que fora submetido o homem se mantinha calado, apático, completamente ausente, Billy Black e seus homens acreditavam ser uma estratégia, um meio de fuga para não enfrentar sua realidade e ao mesmo tempo pensar no melhor meio de sair daquela situação, sim Billy Black achava que nesse período Aro estava fingindo estar mentalmente perturbado para confundir a justiça e se safar... – Está me dizendo que ele está completamente restabelecido, vai dar alta a ele? Questionou Billy ao médico.
- Exatamente, fisicamente falando ele está plenamente recuperado não existe sentido mantê-lo aqui... Agora mentalmente eu diria que se deve rever o caso, o homem está estranhamente perturbado desde o dia que acordou. Explicava o cirurgião, ambos em frente à porta do quarto que o Volturi ocupava e lá dentro existia um homem claramente ausente da realidade... O Black a contra gosto solicitou a presença de um psiquiatra do FBI para avaliar o quadro... A conversa do psiquiatra com Aro foi longa e a conclusão foi arrancar do homem calado com pensamentos perturbadores...
- Senhor Volturi está me dizendo que o tiro que levou foi um castigo? Questionou o psiquiatra Collin Littlesea.
- Isabella ficou brava... Afirmou. — Fui malcriado... Minha rainha me puniu. Explicou voltando a ficar calado, olhar distante, praticamente não se mexia... Collin anotou suas conclusões no prontuário médico... Ao encerrar-se a consulta o psiquiatra encontrou-se com Billy.
- Ele é basicamente um esquizofrênico crônico eu diria... Sua associação da realidade com seus... Digamos fetiches se tornou um emaranhado fantasioso que o faz fugir de um raciocínio logico...
- Que ele era louco isso sempre foi óbvio, mas agora está me dizendo que ele está completamente ausente da realidade... Que... Que vê na ex-esposa sua figura de referencia e que vive mediante suas ordens? Perguntou entre o irritado e o espantado.
- Exatamente, Aro tem neste momento Isabella como sua referencia, o que ela diz o que pensa sobre ele é tudo o que lhe importa, e digo ele acha que isso é realmente uma verdade, ele a vê e acata tudo que ela diz, de cada cinco palavras que consegui arrancar dele quatro eram Isabella e a única fora se referia aos castigos que Isabella o fazia passar por ser desobediente. Soltou. – Capitão esse homem está completamente fora de si, vivendo em uma realidade paralela e nela tudo que subsiste e importa é o que Isabella diz ou faz com ele. Declarou. – Ele não pode viver em sociedade, não tem estrutura para isso, minha opinião e indicação é de que ele seja levado a uma instituição psiquiátrica e seja mantido lá sendo submetido aos tratamentos possíveis para manter seu quadro estável, no momento ele está calmo, realmente apático, mas isso não garante a ausência de um surto futuro, um ataque de fúria talvez...
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- Como assim a sugestão do FBI vai ser condena-lo a viver em uma instituição psiquiátrica? Perguntou Edward irritado, para ele Aro merecia a perpétua e de preferencia em um calabouço imundo e escuro ou então a pena capital em resposta a tudo que fizera até ali...
- O homem está realmente fora de si Edward, infelizmente tenho que concordar com a avaliação do psiquiatra... Para que se tenha uma noção no trajeto do hospital para a instituição ele não parou de perguntar quando Isabella iria vê-lo... E pedia para avisa-la que não tinha sido um bom menino, que tinha feito travessuras... Insano, completamente insano...
- Ele está fingindo Billy, passar-se por louco é para ele com certeza a melhor alternativa no momento. Reclamou Edward inconformado.
- Edward seja como for, na prisão ou no hospício ele vai ser trancafiado e a chave vamos jogar fora. Afirmou por fim... Isabella ao saber da situação também não gostou, na verdade sentiu calafrios ao imaginar e concordou com Edward, mas nada poderia ser feito a não ser observar o que estava por vir e manter-se alerta para qualquer novidade...
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No quarto destinado a Aro na instituição psiquiátrica, um espaço simples, sem luxo algum completamente branco, o homem passava a maior parte do tempo observando a paisagem vinda da pequena janela ali existente protegida por grades... Estava ali a um mês...
- Senhor Volturi? Chamou a enfermeira e Aro prontamente virou-se, vestia um macacão na cor cru semelhante àqueles alaranjados utilizados por presidiários... A decisão da justiça fora realmente mantê-lo trancafiado em uma instituição psiquiátrica... – Hora de seu remédio. Afirmou e o homem que mantinha as mãos cruzadas nas costas se virou muito tranquilo...
- Vou querer apenas dez hoje... Declarou referindo-se aos comprimidos e a enfermeira fingiu concordar. — Preciso me manter acordado... Mais tarde Isabella irá chegar... Declarou brando e ao mesmo tempo ansioso, Carmen a enfermeira que há dias cuidava dele apenas assentiu.
- A água... Soltou lhe entregando o copo.
- Eu não vi o chicote aqui... Soltou olhando a sua volta. — Isabella virá e se o chicote não estiver aqui irá sobrar para você também senhorita, receberá chibatadas juntamente comigo. Afirmou arregalando os olhos e aquilo Carmen jurava, lhe dava calafrios... – Providencio o chicote... Ordenou. — Acredito que hoje ela estará ainda mais irritada, não me comportei bem da ultima vez, acredito que não receberei menos do que cem chicotadas. Declarou sorrindo ao final... Carmen se retirou em seguida trancando a porta atrás de si e ao observar o pequenino vidro acoplado à pesada porta de metal registrou o Volturi retornar sua atenção a janela, voltando a cruzar as mãos nas costas... Ora ou outra ele era ouvido cantarolando, na sua maioria as músicas eram óperas, as mais bizarras em termos de letras, seu conhecimento em italiano, uma língua que aprendera quando criança, mas que pouco utilizava, era-lhe útil para apreciar a música clássica que sempre fora de seu agrado... Ao longe, nos corredores da instituição podia-se ouvir ele cantando, imitando um tenor de grandes coros, altivo se mantinha e maluco se tornava cada dia mais tendo dias sombrios e cada vez mais fantasiosos... Para que quisesse passar o dia o observando daquele pequeno vidro blindado da porta fechada veria as ondulações de seu comportamento doentio, Aro ia do altivo homem que pensava estar trajando um requintado terno ao invés daquele macacão, idealizava e encenava em dados momentos que Isabella ali estava exigindo sua atenção e ele se ajoelhava, engatinhava...
- Minha rainha, sim sou seu cachorrinho... Dizia alto varias vezes ao dia, as vezes rastejava beijando o chão achando serem os pés de Isabella, choramingava por suas ações... Completamente lunático se apresentava, era um verdadeiro espetáculos, um circo de horrores...
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- Posso apenas acrescentar que em sua mente tudo se concentra em uma única coisa... Isabella... Ele mantem ali, nos seus resquícios de lucidez a certeza de que ela sempre o visita e em todas as visitas trata-o com um torturante desprezo, lhe agride fisicamente e lhe faz passar por cachorro... Explicava Collin a um atento Edward... – Para ele ser cachorro de Isabella é uma sina mais do que bem vinda, ela lhe castiga, lhe obriga a atos sexuais grotescos, dominadores e absurdamente dolorosos... Em todas as nossas sessões ele afirma que vive no paraíso sendo o cachorrinho vira lada dela. Testificou o psiquiatra e Edward engolindo seco foi obrigado a entender, sim definitivamente não tinha outra resolução a se tomar... Aro em sua ânsia por realizar seus fetiches viu em Isabella desde o principio seu objeto de desejo e hoje vivia em um universo paralelo onde ela em sua volta o tratava como um animal o obrigando a satisfazer suas vontades e caprichos.
Notas finais
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Avisando que dentro de instantes teremos o capítulo final de Save Me.
Até já, já... Bjos.
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