Save Me
6 Seu Mais Novo Trabalho
Notas iniciais
Albafica sentia que seus braços doíam, e seu corpo parecia dolorido, mas não queria se mexer. Estava tão bom onde estava, que parecia até estar sonhando. Foi então que abriu os olhos. A primeira coisa que viu, foi Sophie dormindo maravilhosamente... em seus braços. A cabeça apoiada em seu peito, e com as mãos segurava firmemente sua camisa. Seu coração disparou. Lembrava-se de ter bebido uma taça de champanhe e depois que tudo aquilo acontecera após o ano novo, conversara com Sophie até pegar no sono, mas não se lembrava de nada com detalhes. Era certo: não era de hoje que estava se sentindo estranho, ele notara que quando conversava com Sophie escutava o que ela dizia, mas não prestava real atenção em suas palavras, mas sim na maneira em que ela falava, no jeito que ela gesticulava com as mãos, que sempre coçava o nariz de leve, ou passava as mãos nos cabelos... Eram detalhes de suas ações, seus olhos verdes brilhantes, sua pele corada, que sua mente buscava analisar minuciosamente e guardar para depois encher seus sonhos com imagens mescladas de Sophie ao seu passado que ainda lhe assombrava. Sophie era linda, sorria ele sem perceber... E era ainda mais adorável quando dormia. Ela se mexera, foi então que ele fechou os olhos e fingiu que ainda estava dormindo.
– Albafica...? – Ela o chamou sem querer, após notar que havia dormido com ele, corando instantaneamente. Sophie se desvencilhara dele cautelosamente, sentando-se. Tudo que ocorrera naquela madrugada havia voltado à sua mente. Ela compreendia perfeitamente o que Albafica passara com seu mestre e a culpa que carregava desde então. Ambos possuíam semelhanças muito fortes... Ela agradecia aos céus por ele estar ali... Foi então que se lembrara do pedido que havia feito naquele Natal... Então, será que ela Sophie, a garota que passara a vida tentando superar a si própria e provar a família que ela existia, tão comum como qualquer outro mortal, tivera o poder de ser ouvida e de trazer alguém como Albafica à vida? Não... ela não tinha poder de nada... Talvez os deuses sentiram pena dela, e resolveram ajudá-la... Seja como for, tinha de aproveitar o máximo que pudesse, todos os momentos ao lado de seu herói de infância... E ele era exatamente como Sophie o havia imaginado quando lia suas histórias... Era a pessoa maravilhosa que sempre sonhara em conhecer...
– Albafica, será que você se dá conta do quanto eu o admiro? – Disse num sussurro mirando o rosto sereno do pisciano que “dormia”. Ela não sabia, mas Albafica estava escutando, e ele sentira uma pontada dolorida em seu peito. Sophie amava Charlie, concluía. Ele soubera disso quando ela dissera aquelas palavras tão firmes a sua ex-sogra. Estava com medo, não entendia bem o porquê, pois nunca fora de ter medo, desde que ganhara sua armadura de ouro, enfrentara tudo que viera desde então com muita coragem e disciplina... Mas agora... Agora as coisas estavam estranhas, dentro do seu coração coisas novas estavam acontecendo, sentimentos que jamais experimentara antes, e por isso temia. Temia saber o que estava errado consigo, pois se fosse aquilo mesmo que estava pensando, na certa sofreria... "Droga Albafica, ela o admira, o que mais você quer? Não é o suficiente?" Pensava, mas a verdade é que não era o suficiente, e tentava a todo custo mentir para si próprio. Tinha de ser forte... Ele notara que Sophie se levantara. Escutara-a, colocar água para ferver na cozinha.
Dois dias após as festas, e tudo já havia retomado seu velho cotidiano na grande cidade. E a primeira coisa que Sophie fez, foi ver o tal trabalho que Albafica tanto insistia em dizer que faria. Ela havia tido uma ideia, poderia até parecer um pouco mirabolante, mas seria divertido e ela saberia que estaria ajudando não só Albafica, como também uma velha amiga.
Na pequena rua em que Sophie caminhava, a calmaria reinava. Era uma manhã de sexta-feira, exatos três dias após o ano novo. E lá estava ela, como prometera à Albafica. Ela mirou seu objetivo com um pouco de pesar. Caminhou em direção a uma pequena lojinha na terceira quadra da rua. Respirou fundo já de frente ao local, mirando uma plaquinha de “Aberto”. A tinta bege estava começando a desbotar das paredes, no toldo marrom havia uns poucos rasgados e na grande placa no topo da entrada lia-se “Doces Sonhos”. Ela sorriu ao se lembrar...
– Bom dia! – Disse um pouco alto ao entrar, fazendo um sininho tocar, anunciando a chegada de um cliente. O pequeno lugar estava totalmente vazio.
– Não acredito! Sophie!!! – Uma mulher ruiva, com cerca de trinta anos, e de boa aparência, viera correndo em sua direção a abraçando apertadamente. Usava um avental rosa por cima da roupa. – O que deu em você pra sumir desse jeito? Não veio mais a minha confeitaria, e nem mora tão longe daqui! – Disse apartando o abraço.
– Desculpe Lorena... Aconteceram algumas coisas em minha vida e enfim... Depois eu te conto tudo!
– Ok querida... E, onde está Charlie? Ele não veio com você? – O coração de Sophie dera uma falhada. Ela e Charlie eram frequentadores assíduos da pequena confeitaria, mas quando tudo ocorrera, Sophie se isolara do mundo, e não viera mais visitar sua velha amiga, e muito menos contar a ela o que estava passando e o que acontecera.
– Lorena... Aconteceram muitas coisas e o Charlie... ele... – Sua voz travara.
– Querida, o que está acontecendo? – Perguntou Lorena, passando as mãos carinhosamente em seu braço.
– Ele se foi Lorena...
– Vocês terminaram? E ele foi embora? – Ela fez uma negativa com a cabeça. – Então, o que foi? – Sophie sabia que não tinha escolha.
– Ele não está mais aqui... – Balbuciou, as lágrimas contornado seu rosto corado. — ... se foi, para sempre. – Neste momento Lorena arregalara os olhos, não acreditando no que estava ouvindo.
– Mas... – Balbuciou perdida, sem saber realmente o que pensar, nem o que dizer à Sophie. Então ela a puxou para mais um abraço. Sophie que achara já ter chorado tudo que podia noite passada, se enganara ao notar que muitas lágrimas eram derramadas sobre a blusa branca de sua amiga. Estar naquele lugar lhe trazia muitas lembranças. – Eu sinto muito Sophie... Vai ficar tudo bem querida... Vai ficar...
– Eu sei... – Disse Sophie mirando-a ao se separarem.
– Quanto tempo tem que tudo aconteceu? – Perguntou.
– Três meses... – Disse ao se lembrar que já havia passado mais um mês.
– Entendo... – Falou a bela mulher, com um ar triste.
– Mas não vim aqui para isso... – Disse Sophie enxugando as lágrimas.
– Muito bem... – Falou Lorena sorrindo carinhosamente à Sophie notando que a jovem tentava a todo custo recuperar a compostura. Agora tudo fazia sentido... Faziam cerca de três meses que Sophie não frequentara mais sua loja.
– Preciso de sua ajuda Lorena.
– Eu estou aqui para o que precisar minha querida... – Sophie sorrira em fim.
– Eu preciso que ajude um amigo meu, ele está precisando de um trabalho, e eu sei o quanto você vem sofrendo para tentar manter essa confeitaria de pé...
– Mas Sophie... Eu sinto muito mas... Não tenho condições de contratar um funcionário... Já é difícil para eu ainda continuar com a loja aberta...
– Não... Pode ficar tranquila. Você terá seus clientes de volta... Pode ter certeza disso! – Lorena sorriu da ingenuidade de sua amiga.
– Venha aqui Sophie... – Ela puxara delicadamente Sophie pela mão, a levando para a porta da loja. – Olhe na esquina... – Sophie mirara para onde Lorena apontara, e não acreditara no que via. Uma linda e enorme padaria ocupava dois terrenos na esquina da rua. – Eles vendem de tudo lá. Desde bolos e doces, até pães e salgados. Eu só estou ainda abrindo a loja, pois tenho alguns poucos clientes que me restaram, por me conhecerem há muito tempo, eles foram os únicos que não me abandonaram. Eu sinto muito Sophie, mas acho que não poderei te ajudar. – Sophie pensara por um minuto. Não era possível... Como aquilo poderia estar acontecendo à Lorena? Justo ela que sempre tivera mão cheia para doces, tudo que fazia eram maravilhas dos deuses... Ela se lembrara que as coisas já estavam um pouco difíceis para ela na época em que ia a sua confeitaria, mas agora, com uma concorrência daquele porte tudo só piorara. Mas, espera um pouco, havia sim um jeito. Pensou, uma lâmpada acendendo em sua mente.
– Acho que, não.. na verdade tenho certeza de que poderá reerguer o negócio... — Falou enfática.
– Sophie...
– Lorena, preste atenção, você está perdendo clientes porque não inova seu negócio...
– Mas eles vendem o que eu vendo, e muito mais coisas! Não tem como competir com uma empresa tão grande!
– Tem sim. Eles vendem doces gregos?
– O que?!
– Ora Lorena... Você tem que criar algo diferente, já que não pode competir com eles, tente inovar, reformule todo seu cardápio se precisar... Mas é claro, não deixe de fazer os tradicionais, pois eles são o seu marco. O que me diz?
– Da onde tirou essa história de comidas da Grécia? — Perguntou Lorena curiosa com a empolgação da jovem.
– Tenho um amigo, esse amigo de quem lhe falei. Ele está passando uma temporada na minha casa, e deseja trabalhar. Ele não é grego, mas morou lá por muito tempo e sabe ótimas receitas!
– E esse seu amigo sabe mesmo cozinhar?
– Sabe sim! Mas nunca provei seus doces... Ele morava sozinho com o pai, então os dois se viravam na cozinha, e é daí que ele aprendeu a cozinhar.
– E porque acha que os clientes vão se interessar? — Sophie sorrira travessa. — É aí que meu amiguinho entra na história.
– O que quer dizer? — Perguntara, ainda não entendendo onde Sophie queria chegar.
– Vai entender quando conhecê-lo... Tenho certeza de que muitos clientes passarão a frequentar sua loja... — Falara. — E então, o que me diz?
– Bom, isso tudo é muito arriscado Sophie...
– Eu sei que é... Mas irei te ajudar, tenho economias guardadas, acho que só vamos precisar dar uma ajeitada aqui, e então poderemos começar a trabalhar. — Lorena parecia incerta quanto à ideia da amiga, mas parando pra pensar, não era má ideia fazer algo diferente para chamar o público, que por hora havia voltado sua atenção para a mais nova “big padaria” da região. Era certo que iria a falência se não fizesse algo. E talvez, em casos como aquele, não seria de tudo tão ruim arriscar. Perderia mais se tivesse que fechar seu negócio, que construíra a muito custo ao longo de anos.
– Tudo bem.
– Sério?! — Perguntara Sophie surpresa com a rápida resposta da amiga.
– Sim mas... Vê lá Sophie! Tenho que conhecer seu amigo primeiro. — Disse ela resoluta.
– Você vai conhecer... E vai entender tudo.
Mal sabia Albafica dos planos de sua amiga. Ele não tinha ideia do que ela estaria armando. Sabia que o ajudaria, porém nada mais ela dissera a ele, alegando "ter que sondar a possibilidade". Mas assim que ela chegou pela manhã do local que dizia ser a fonte de tudo, contou suas ideias a ele, lhe perguntando se ele toparia.
– Não é uma má ideia Sophie. Pelo que me diz, são poucos os que conhecem a comida grega, e acho que fariam sucesso se mais pessoas tivessem a chance de prová-las. — Disse ele seriamente. Ela sabia que daria certo, se Albafica estivesse envolvido, muita coisa poderia dar certo. Ele era correto, centrado, responsável e corajoso, e não era por ela o admirar que pensava dessa forma, pelo contrário, o admirava porque sabia que ele era exatamente assim.
– Então você concorda? Acha que vai mesmo dar certo? -Perguntou.
– Não tem porque duvidar... — Disse ele. Apesar de serem quase da mesma idade, Sophie via Albafica como sendo muito mais velho do que realmente era. Seu jeito sério e seguro, não eram típicos da sua idade, e sim de alguém que já vivera muitas coisas e passara por várias provações, o que era o caso dele. Mas será que ele já vivera "muitas coisas" de fato? Uma pergunta pessoal pairara em sua mente.
– Albafica...
– Sim?
– Posso fazer uma pergunta?
– Já está fazendo. — Ela rira. — Faça... — Disse.
– Você sempre foi mesmo muito afastado das pessoas, na época que vivia no santuário, certo?
– Sim. Você conhece minha história.
– Eu sei, mas no mangá não conta "tudo"...
– "Tudo"? O que mais quer saber? — Perguntou ele em dúvida.
– Você... Bem, é... — Ela se enrolara com a própria pergunta, notando que talvez fosse má ideia perguntar.
– Fale de uma vez Sophie. — Disse ele mirando-a seriamente.
– Tá bem. Você nunca teve uma namorada... não é? — A expressão de Albafica continuava plácida, mas seus olhos lhe entregavam, afinal eles não conseguiam manter a máscara que seu dono insistia em usar.
– Sabe que eu jamais encostaria em uma pessoa com a ciência de que lhe faria mal.
– Eu sei disso, mas...
– Então não é... óbvio?– Cortou-a ele. Era impressão dela ou ele parecia não querer tocar nesse assunto?
– Então você nunca se apaixonou...? — Insistiu. Ele desviou o olhar.
– Porque está me fazendo essas perguntas Sophie? E justo agora que estamos falando de trabalho?
– Oras, eu não sei... Quis perguntar, era só uma curiosidade. — Respondeu ela.
– Não. Eu nunca me apaixonei. — Disse, o que a surpreendeu, pois achava que talvez ele já tivesse amado alguém, nem que fosse em silêncio, por isso fugira do assunto. — Desde que decidi fazer o ritual com meu mestre, soube que se quisesse preservar a vida dos outros, deveria manter distancia. Quando tive a prova do quanto meu veneno era letal, jamais encostei em alguém novamente. A única pessoa com quem mantive contato, foi Lugonis, que sempre foi como um pai pra mim. — Ambos permaneceram em silêncio por alguns segundos. — Respondi sua pergunta?
– Ah.. Sim... Respondeu. — Falou ela se sentindo um pouco idiota por ter perguntado algo tão óbvio, mas mesmo assim precisava tê-lo feito.
– Já volto... — Disse ela que fora beber água. Albafica respirou fundo. O que dera nela? Perguntou-se, se referindo as últimas perguntas de Sophie... Ele não podia dizer a ela que não sabia como era se apaixonar, pois afinal, jamais sentira isso antes. Não que nunca tivera curiosidade, mas sempre soube que teria de abdicar do contato com as pessoas quando aceitou o legado de peixes. Sempre se perguntou como seria ter uma família, ter a sua própria família... Se casar, ter filhos e essas coisas consideradas triviais para muitos, mas que para ele sempre fora algo muito longe do alcance de suas mãos... Agora porém, estava livre de seu sangue, pelo menos enquanto estivesse ali. Não sabia dizer se era um alívio, ou um tormento ainda maior...
A tarde chegara e lá estavam Sophie e Albafica, em frente a Doces Sonhos.
– É aqui? — Perguntou ele olhando o local de cima a baixo.
– Não faça modo feio... Ela não tem condições de fazer isso aqui virar a Cacau Show!
– E quem falou que estou fazendo alguma coisa?
– Você está com essa cara...
– Que cara Sophie? Que eu saiba é a única que eu tenho...
– Não. Não é a única que você tem. Você tem várias caras peixinho... Só você que não percebeu.
– Mas o que está acontecendo aqui? — Perguntou Lorena que vinha na direção dos dois, que já haviam entrado na loja.
– Lorena... Este é o Albafica, o amigo que lhe falei. — Era engraçado, a cara que a ruiva fizera ao olhá-lo, era a mesma em qualquer pessoa: espanto por sua extrema beleza e perfeição.
– Santo Deus... — Balbuciou ela.
– Prazer em conhecê-la senhorita Lorena. — Disse Albafica fazendo uma leve reverencia. Sophie que via a cena, se esquecera de dizer a ele que já não se usava mais aquele tipo de cumprimento.
– Uau! Mas além de belo, é um cavalheiro! — "Cavaleiro" pensou Sophie, corrigindo-a mentalmente. Mas é claro, não podia negar que ele também era um "cavalheiro".
– Bom Lorena... — Começou Sophie. — Acho que agora entende como irá conquistar sua clientela.
Os dias correram, e quando se deram conta, boa parte do que planejaram já estava quase pronto. Isso incluía arrumarem legalmente todos os documentos necessários que Albafica ainda não possuía, como registro geral e carteira de trabalho. Fora um pouco trabalhoso provar à justiça que ele existia, mas no fim, mesmo enfrentando um pouco de burocracia, conseguiram. Sophie que voltara a trabalhar, estava se revezando entre arrumar os computadores e ajudar Lorena em sua nova empreitada. Em breve voltaria das férias de sua faculdade e teria que retomar seus estudos. Mas deveria ser ótimo ter alguém a sua espera quando retornasse... Pensava ela, terminando de contar os panfletos da loja que seria "reinaugurada". Eles conseguiram renovar a fachada da loja, pintando com cores mais vivas como o azul marinho em par com o branco, tudo bem "à grega". Mudaram o nome da fachada de "Doces Sonhos" para "Doces Sonhos.. Gregos". Albafica ensinara a Lorena os pratos doces que costumava fazer com seu mestre, isso incluía os mais típicos como: Galatopita (torta de leite), Melomakarona, Ravani, entre outros... Não eram doces difíceis afinal, seus ingredientes eram fáceis de se encontrar, o que facilitou bastante a vida de todos. Sophie via o quanto os dois se divertiam na cozinha, e ela ficava feliz em poder ajudar seus dois amigos.
– Aqui Sophie, prove este... – Albafica, que estava cheio de trigo, lhe dera uma espécie de bolinho trançado que acabara de ficar pronto, chamado por lá de Kulurakia. Ela apanhou o bolinho experimentando a seguir.
– Nossa Albafica! Você daria um belo marido! — Dissera ela na brincadeira, mas que deixara o pisciano extremamente vermelho, algo porém que não fora notado por Sophie, que elogiava junto a Lorena os pratos feitos e ensinados por Albafica.
– Homem na cozinha, que faz pratos tão divinos é a coisa mais rara de se ver! Você dera sorte com esse seu amigo, hem Sophie... — Dizia a ruiva que experimentava uma torta folhada ao canto, enquanto via os dois jovens arrumarem sua cozinha.
– É uma pena ser raro... — Disse Albafica por alto.
– Quando aprendeu a cozinhar tão bem rapaz? — Perguntava Lorena, que se levantara para ajudá-los.
– Morei muito tempo sozinho, então adquiri esse costume. Muita coisa aprendi com meu mestr... digo, pai. — Disse ele, que se lembrara que Sophie o havia alertado para não dizer "mestre" à Lorena, pois isso geraria perguntas que provavelmente eles não saberiam como responder, sem esbarrar na verdade. — Mas me sinto feliz em saber que apreciaram os meus pratos. — Disse ele.
– Não só os pratos, você tem uma ótima presença, isso ajudará e muito na nossa loja. — Falara ela já imaginado a quantidade de gente que viria só para vê-lo... De fato Sophie era realmente esperta, sorrira com os pensamentos. Afinal, eles tinham algo que a padaria "chique" não tinha: um Albafica como atendente... Um atendente e tanto!
Notas finais
Um abraço apertado da Lyze-san! ^^
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