Save Me

10 A Luta Final


Notas iniciais
Último Capítulo! o/

Boa leitura à todos! ;D

P.S.: Leiam as notas finais ao término da leitura... u.u

O cheiro de sangue e rosas se misturavam. Sophie sentia um aperto no peito, ao abrir os olhos notou que estava em um lugar conhecido. Construções antigas em pedraria rodeavam todo o local. Sua mente estava confusa, suas vistas embaçadas, porém conseguira notar: um manto branco estava a sua frente, cobrindo uma armadura de ouro. Mas alguém gritava, alguém gritava de dor.

– Eu não tenho mais paciência para brincar... Vou arrancar sua cabeça e acabar logo com isso. – Ela apertou as vistas. Seria.. Shion? Não... Não podia ser... Pensava confusa ao notá-lo se contorcer diante de seus olhos, vítima de fios quase imperceptíveis que faziam seus braços e pescoço quase virarem.

– Esse é seu fim! – Gritara a mesma voz ouvida anteriormente. Foi quando pode perceber em fim, que se tratava de Minos. Shion gritara ainda mais, porém algo rompera os fios. Inesperadamente rosas negras cobriram o chão.

– O que...? – Balbuciara Minos confuso. – Rosas negras? – Sophie pode escutar ao longe, passos que se aproximavam cada vez mais, o barulho tilintante batendo ao chão.. Não eram passos comuns, eram passos de um cavaleiro de ouro.

– Peço desculpas... Shion. – Albafica passara por si, sua capa ensanguentada, uma rosa vermelha presa aos lábios. Ele virou o rosto minimamente à Sophie, piscando quase que imperceptivelmente a ela. Foi então que compreendera. Ele caminhara e parara em frente à Minos. – Deixe ele comigo...! – Falara com convicção. – Não era minha intenção dar trabalho... Ainda posso lutar. – Albafica havia retornado, a dor em seu corpo e em cada músculo também. Havia voltado ao momento em que decidira que caminho tomar, porém agora havia uma chance, uma chance de mudar seu destino. — ... Mas aproveitando só queria pedir um favor: Não deixe ninguém além de nosso inimigo, se aproximar de mim. – Shion ficara surpreso e levemente preocupado.

– Estou espantado em ver que ainda está vivo... Teria sido um fim muito mais digno se tivesse morrido naquele momento. Pode me enfrentar quantas vezes quiser, mas já devia saber que quem não tem poder se submete aos mais poderosos. – Falara Minos encarando Albafica. Mesmo que já tenha escutado aquilo, o pisciano sentia a raiva tomar conta de seu ser com aquelas palavras. Iria mostrar aquele espectro, pela segunda vez, com quem estava lidando, porém desta não perderia sua vida. – Me corta o coração, ver uma figura tão bela como a sua, coberta de sangue e lama. É melhor ir embora Albafica, eu permito. – Continuara Minos. Sua raiva já havia atingido o ápice.

– Presta atenção Minos: até hoje eu vivia odiando meu sangue, e me distanciando dos outros por causa dele. Tanto faz se sou belo ou feio, certamente me comportaria do mesmo jeito independente do meu rosto. – Fora então que despertara seu cosmo. — ...Toda a vez que alguém fala da minha beleza da forma como você o faz, só acaba ferindo meu orgulho... O que sabe ao meu respeito para se sentir no direito de me classificar e julgar? Não conhece todo meu poder, o meu cosmo ou a minha vida! Eu ainda não mostrei tudo do que sou capaz! – Seu cosmo havia despertado de vez, exalando seu perfume de rosas e poder. Sophie olhara abismada, nem em seus sonhos se imaginaria em uma cena que lera e já assistira certa vez... Ver Albafica como ele era, um cavaleiro de ouro, era mais que surpreendente.

– Ótimo! Vá em frente Albafica! Mostre-me tudo! Quero ver o quão grandioso é o poder que você esconde! – Gritara Minos, preparando sua defesa para o golpe de Albafica.

Era agora. Pensava o pisciano. Colocaria em prática, aquilo que estava em mente. Não sacrificaria sua vida desta vez, daria o mesmo golpe, porém não desperdiçando todo o seu sangue nele, como fizera anteriormente.

– ESPINHOS VERMELHOS DEMONÍACOS! – Sentia seu sangue pulsar e abandonar seu corpo aos poucos, diminuira consideravelmente a quantidade aplicada. Porém essa pequena mudança que seria crucial para sua sobrevivência, passara despercebida pelos olhos do espectro.

– Seus espinhos venenosos não funcionam contra mim! – Gritara Minos em meio ao ataque de Albafica. Porém não eram os espinhos que o mataria, por isso se valeu desse golpe em sua, desta vez, defesa. Seu corpo doera devido ao golpe anterior de Minos, sem intenção, ajoelhara-se ao chão. — Apesar do belo discurso, parece que já alcançou seu limite... Chegou a hora de terminar com isso. – Minos expandira seu poder, finalizando o golpe do pisciano. – Você já não tem mais forças para continuar Albafica... Meu próximo adversário será você, Shion de Áries.

– Não vejo motivos para enfrentar alguém que está para morrer Minos. – Dissera Shion. Dera certo.. Pensara Albafica, mesmo diminuindo seu golpe, ainda assim conseguira atingir o espectro como da última vez. Saberia que sua rosa não faria efeito sobre si, mas causaria grande estrago a quem não estava imune ao seu veneno, que era o caso de Grifo.

– O que? – Perguntara Minos, sangue escorrendo de sua boca.

– Você já reparou, no seu peito? – Minos mirou a si, notando com surpresa a rosa vermelha fincada em seu coração.

– Está é a rosa diabólica... que ele tinha entre os lábios... – Balbuciara Minos, retirando a flor de si. – Quando ele a lançou?

– Está enganado. Essa rosa vermelha não é uma rosa diabólica, é a rosa sangrenta, a rosa branca que se tinge de vermelho depois de sugar o sangue de sua vítima. – Explicara Shion ao inimigo.

– Rosa branca?! Do que está falando? – Minos perdia forças gradativamente.

– Isso mesmo que ouviu: Uma rosa branca que ficou vermelha sugando o sangue do próprio Albafica. – Aquela fora a sentença para Minos. – Desde o começo o plano dele não era feri-lo com espinhos demoníacos. Você subestimou o orgulho e a tenacidade de Albafica. – Minos rira, mas não perdera seu orgulho.

– Eu Minos, derrotado por uma gota de veneno... De uma única flor venenosa... –Disse o espectro. – Maldito Albafica! – Ele elevara seu cosmo. – Malditos sejam os cavaleiros de Athena! – Seu cosmo crescera absurdamente. Sua pretensão era levar toda a vila consigo, porém algo o interrompera. Era Shion.

– Muralha de cristal. Este muro pode rebater qualquer ataque. – Dissera o ariano, após cessar o golpe furioso de Minos. – Albafica arriscou a vida pra proteger este lugar. Não deixarei você acabar com o vilarejo!

– Seu MALDITO! – Gritara Minos, antes de cuspir mais sangue e desabar no chão. Sophie mirara Albafica sem entender. Ele não parecia bem, o que havia mudado desde a história original?

– Já acabou? – Perguntara Albafica em fim. Shion e Sophie o miraram.

– Sr. Albafica! – Ela correra até ele, mas.. o que fora mesmo que dissera?

– NÃO SE APROXIMEM DE MIM! – Gritara Albafica. Sophie reconhecia aquelas falas. Ela mirou a si própria, não era bem a Sophie que costumava ser... Usava roupas e sandálias gregas, seu corpo estava menor, na pele de uma garota de no máximo doze anos. Seu nome de fato não era esse, e sim Agathia. Fora então que várias lembranças invadiram sua mente, a tristeza que sentia pela perda recente de seu pai, sua história e admiração pelo cavaleiro que sempre lhe dava rosas...

Albafica sentira sua mente girar, estava cansado e não estava suportando o peso de seu próprio corpo. Até que tudo escurecera para si.


Estava em um lugar calmo aparentemente. Sentia o cheiro de suas rosas. Abriu os olhos. Um teto em pedra rústica fora o que avistou. Estava deitado em um tipo de mesa de pedra também. Olhou para o lado. Agathia estava com os olhos lacrimejantes, sentada em um banquinho ao seu lado. As mãos unidas e tremulas sobre as próprias pernas.

– Eu sempre soube que era você... – Disse Albafica, a voz um pouco rouca e cansada. Agathia o mirou surpresa.

– Você está bem?! – Se levantou as pressas.

– Não chegue perto! – Disse ele assustado, não podia se esquecer que naquele momento seu sangue voltara a ser como antes. Ela parou onde estava.

– Desculpe... – Respondeu.

– Tudo bem... – Disse ele sorrindo a ela, que retribuiu prontamente o sorriso.

– O senhor Shion o trouxe aqui.

– Eu desconfiava... – Respondeu ele a mirando.

– Soran vai ter que me explicar isso direitinho... – Dissera ela sorrindo.

– Vai ver ela não precise... Vai ver você sempre esteve comigo, mesmo em um mundo paralelo... Sempre foi Agathia e... Sophie.

– Sim... Pode ser... Mas é estranho... – Respondeu ela, que se aproximava aos poucos do cavaleiro, rezando para que ele não percebesse.

– Eu não acho... – Ele a mirava sorrindo gentilmente. – Sempre achei vocês duas parecidas... Acho que seria exatamente como Sophie, se fosse mais velha... – Ela sorria, mas ele notou uma certa apreensão. – O que foi...?

– Nada.. É só que... O senhor está bem mesmo? – “Senhor” ele sorriu novamente, desta vez achando graça... Fazia tempo que não escutava a doce e infantil voz de Agathia, o chamando assim.

– Sim, eu estou... Não vou morrer mais... se é o que teme... O meu plano não era deixar minha vida se esvair naquele golpe, como fiz na última vez. – Ela o olhava atentamente, desta vez mais perto, porém já conseguia sentir algumas poucas tonturas. Era verdade... Seu sangue era realmente muito forte.

– Então conseguimos achar e mudar o motivo certo? – Perguntara ela.

– Creio que sim... Eu estou aqui não estou?

– Sim! Esta sim...! – Ela se aproximara um pouco mais.

– Eu estou notando você se aproximar de mim...! – Ela sorriu sapeca se afastando novamente.

– Foi espetacular nessa luta! Senhor Albafica! – Sophie se surpreendia ao chamá-lo tão formalmente, por mais que soubesse que era Sophie, naquele momento e naquela vida era Agathia, e não conseguia deixar seus modos de lado.

– Obrigado... – Ele se levantou sentando-se. Respirou fundo passando as mãos feridas no próprio rosto. Ainda estava com armadura de Peixes. – É um pouco difícil ser cavaleiro... Sempre tem que estar preparado para sacrificar sua própria vida...

– Eu concordo. Mas não foi o que o senhor fez na última vez...

– Não. Tem toda a razão. Mas... – Ele a mirou docemente. – Agora sei o motivo que devo continuar vivendo... – Ela retribuiu o sorriso. Mas notara algo estranho no cavaleiro.

– Senhor Albafica! O seu braço...! – Ele mirou as mãos, estavam novamente semitransparentes. Agathia se aproximara, desta vez não temia o sangue dele. – Acho que chegou a hora... Nós vamos voltar... Juntos. – Ela segurara as mãos notavelmente maiores que as suas. Ele a mirou um pouco assustado. Eram os mesmos olhos de Sophie e ao mesmo tempo os de Agathia... Como pensara na primeira vez que se viram...

– Sim... – Respondeu ele sorrindo, apertando as mãos pequenas e quentes entre as suas. – Eu a amo... Quero que se lembre disso, sempre... – Ela sorriu, mas antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, sentiram o ar desaparecer ao redor de si. Tudo ficara branco, mas ainda sentiam a quentura de ambas as mãos segurando-se no infinito.


– Albafica! Albafica como você... – Shion entrara na ala apressadamente à procura do cavaleiro. — ... está..? – Ele mirara ao redor. Albafica não estava ali, nem Agathia. A mesa estava vazia, nem um sinal dos dois. Uma brisa forte soprou, fazendo algo farfalhar. Ele se aproximara do barulho, atrás da mesa de pedra. Uma pequena revistinha estava ao chão. Ele se agachara apanhando-a. Não acreditava no que estava vendo. Aqueles ali eram... Eles próprios... Shion, Albafica, a luta contra Minos, e Agathia. Ele passou as páginas, no fim da revistinha novas imagens iam se traçando diante de seus olhos, se auto desenhava um outro final. Shion mirava o mangá boquiaberto. Sentara-se na mesa, pequenas lágrimas escorreram de seus olhos.

– Oh meu amigo... – Disse sorrindo em meio às lágrimas que não conseguia conter. – Você conseguiu o que queria não é? – Ele soltara o mangá, se levantando até a saída. Mirava o santuário de onde estava. O céu estava límpido e sem nuvens... — Boa sorte. Meu querido amigo e honrado Cavaleiro de Ouro de Peixes.


Nas folhas da pequena revistinha que Shion soltara, estavam desenhados Albafica e Sophie, ambos sorriam na sala de um pequeno apartamento. Estavam em um outro século, e desta vez, em uma nova vida.


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Embora as vezes, as pessoas se percam dentro de si, embora a esperança de sair da própria escuridão seja quase nula, há sempre uma luz. As vezes é quase impossível vê-la, as vezes achamos que a única saída é fechar os olhos e se dar por vencidos. Mas se olhares para o lado, poderá surpreender-se.

Não deixe o ódio cegar-lhe os olhos, não deixe o medo ferir-lhe a alma, ou a tristeza levar-te para baixo... Pois quando menos esperar, o amor pode-lhes estender as mãos, e ele pode estar querendo

salva-lo.



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Dedico essa minha primeira fanfic aos leitores que conquistei nesta história, e que me incentivaram com suas maravilhosas palavras.

Save Me — Fanfic escrita por Evelyze Nunez.

Janeiro de 2013

Notas finais
Primeiramente: As falas de Minos, Shion e Albafica na luta são originais do anime. Resolvi colocar os diálogos do anime ao invés do mangá, por serem mais curtos, evitando tornar a leitura cansativa.

Segundo: Tenho que agradecer a todos que acompanharam nosso Casal Sophie (Agathia) e Albafica, até aqui! Obrigada meus queridos leitores por terem tido o trabalho de comentar, foi um prazer pra mim escrever essa fic e saber que estavam gostando! *-* (Se eu escrever muito vou chorar ç_ç )... Agradeço do fundo de meu coração por cada comentário, eles me incentivaram a manter os capítulos no ritmo e postá-los para vocês sem falta! ^^

À todos vocês o meu Muito Obrigada.. *-*

Um abraço apertado da Lyze-san! ^^

Nos vemos no Epílogo.. o/