Sangue quente.
15 Noite difícil.
Notas iniciais
Ian...
—“Ian” Foi tudo que Seph disse antes de desabar no chão, ele caiu de cara no chão duro como se fosse uma tábua, nem sequer usou o reflexo para levar as mãos a frente e proteger o rosto.
Fiquei imóvel por um minuto olhando pra ele, primeiro eu pensei que isso era uma brincadeira idiota dele, do tipo que me faria aproximar dele e então do nada ele me daria um susto pulando em cima de mim! Mas despois percebi que ele gemia de um jeito estranho, um jeito que eu nunca o vi gemer!
—“Seph?” Chamei Seph sem me lentar da cama, eu ainda não entendia o que estava acontecendo, mas ele não respondeu então me levantei da cama e corri para acudi-lo.
Ajoelhei-me ao lado dele no chão, ele respirava de uma forma sofrida e fazia uns sons estranhos de dor, isso começou a me assustar pra valer agora!
—“Seph... o que você tem? Fala comigo?” Tentei virar Seph de barriga pra cima e o analisei, ele estava arfando com dificuldade, seu rosto estava úmido e ele gemia alto enquanto fazia caretas de dor, parecia estar sofrendo muito! Eu não sabia o que fazer!
—“Seph... por favor, acorda!” Implorei sacudindo ele, mas ele só gemeu mais alto e estremeceu.
Curvei-me para escutar seu coração, ele batia tão rápido que parecia o coração de um beija-flor, acho que desse jeito o coração dele ia explodir! E se tem algo que os vampiros não podem regenerar é o coração, é exatamente por isso que nas histórias antigas dos humanos, os caçadores de vampiros usavam estacas no coração para matá-los! Essa é uma das formas mais eficazes de se matar um vampiro na verdade!
Seph parecia doente, mas isso era impossível! Vampiros não ficam doentes! Eles não morrem de velhice ou de doenças! O único jeito de matar um vampiro de verdade é realmente matando ele! Como dizem, eles só morrem de morte matada e não de morte morrida!
Seph estremeceu no chão fazendo uma careta de dor horrível e então tossiu um pouco de sangue, meu coração quase parou com isso, senti um calafrio terrível e o medo e desespero tomou conta de mim!
Eu não podia deixar Seph morrer, ele é o meu... ele é... ele é alguém que está cuidando bem de mim e do bebê, apesar dele dizer que não gosta do bebê, ele ainda assim se preocupa com ele, eu sei que sim, eu sei que ele se preocupa com nós, que ele nos ama!... Eu amo ele! Por mais que isso seja errado, por mais que ele me machuque e faça coisas ruins comigo às vezes, eu amo ele e me sinto completo com ele!
Usando minha força desumana eu peguei Seph como pude e o carreguei para a cama, isso era uma tarefa difícil, mesmo ele não sendo tão pesado para a minha força, eu não estava em condições de me esforçar tanto! Seph gemeu alto por estar sendo movido e tossiu mais sangue!
Eu o coloquei com cuidado e confortavelmente sobre os lençóis... mas agora eu não tinha ideia do que fazer!
Seph estava ficando com os lábios roxos e olheiras surgiam em baixo de seus olhos, ele começou a gritar de dor e o bebê reagiu aos gritos dele!
Eu procurei o controle remoto que alertava o tablet de James, eu precisava de ajuda, eu não sabia o que fazer! James surgiu em um segundo entrando no quarto sem bater na porta, ele tinha uma expressão de puro pânico ao se aproximar de mim, pois eu nunca o chamei dessa forma, esse controle remoto deveria ser usado em caso de emergência, caso eu precisasse de ajuda imediata!
—“Ian o que foi? O bebê está bem?” James quase tropeçou nos próprios pés para chegar em mim, ele rapidamente colocou as mãos sobre minha barriga.
—“E-eu e-estou bem, mas o Seph...” Eu tremia dos pés a cabeça, eu sentia as lágrimas escaparem de meus olhos.
James se aproximou de Seph e o examinou! Seph voltou a gritar e a tossir mais sangue, agora James estava tão assustado quanto eu!
—“Vou preparar um banho pra ele! Ele está muito quente, temos que baixar a temperatura dele agora!” James correu para o banheiro e eu comecei a tentar tirar as roupas de Seph, mas minhas mãos tremiam tanto que eu mal conseguia tirar um braço dele de dentro da manga.
Parecia que cada movimento que eu fazia nele o machucava, ele quase esperneava de dor, eu não queria ver ele assim, eu imaginei por muitas vezes Seph sofrendo, eu queria uma vingança por tudo que ele me fez, mas agora vendo ele assim, eu percebi que eu não suporto vê-lo sofrer, tudo o que quero agora é que ele fique bem!
James voltou e rapidamente me ajudou, eu estava muito cego agora com essas lágrimas que borravam a minha vista, o medo e a angustia estavam me matando.
—“Merda! Será que o governo fez algo contra ele? Eu sabia que ele não devia ter indo lá!” James falou ao meu lado apavorado ao tentar tirar a camiseta de Seph, mas ao ver que isso fazia Seph sofre James começou a rasgar as roupas dele!
—“O que?” Eu sabia que Seph tinha uma reunião de negócios, só não sabia que tinha haver com o governo, se eu soubesse, eu nunca teria o deixado ir!
—“Nada Ian, eu não devia ter dito isso!” James tremia, mas tentava manter a calma, eu nunca o vi assim, ele sempre foi centrado e calmo, vê-lo assim era o pior, parecia que as coisas iam dar errado e não havia o que fazer!
James pegou Seph no colo e ele gritou em extrema agonia a plenos pulmões, nunca ouvi um grito desses e sempre achei que Seph fosse um ser forte demais para gritar assim desse jeito! Isso parecia surreal, isso parecia errado! O bebê dentro de mim chutou em todas as direções, ele sabia que Seph estava sendo ferido e isso o afetava tanto quanto a mim!
James correu para dentro do banheiro, mas eu fiquei no quarto, não estava me sentido bem, havia uma estranha pontada na lateral de minha barriga... AH NÃO, NÃO, NÃO, POR FAVOR!
Sentei-me na beirada da cama e respirei devagar, rezando para não perder Seph e o bebê também! Isso só podia ser um pesadelo! Isso tinha que ser um pesadelo, eu tinha que acordar... por favor, eu quero acordar e perceber que isso não passa de um terrível pesadelo!
A dor se intensificou um pouco, como se quisesse provar que eu não estava sonhando, levei as mãos a barriga como se o fato de eu estar ali o segurando dessa forma o protegesse!
Os gritos de dor de Seph retumbavam no banheiro, deitei na cama e continuei a rezar pra que tudo passasse!
James voltou alguns minutos depois com Seph em seus braços ainda arfando de forma assustadora! James o colocou sobre a cama e começou a secá-lo. Eu respirei fundo aproveitando que a dor aliviou um pouco e me sentei ao lado de Seph na cama, eu segurei a mão fria dele e o chamei, sei que era inútil, mas eu não tinha nada mais importante pra fazer do que sentar ali daquele jeito.
Assim que James terminou de seca-lo e o cobriu com o lençol, ele correu para a porta do quarto.
—“Aonde você vai? Não me deixa aqui sozinho com ele nesse estado!” Implorei em lágrimas para James que me olhou apreensivo.
—“Eu já volto! Vou buscar um pouco de sangue do Pedro pra ele! Para um vampiro o melhor remédio é sangue humano!” Ele saiu do quarto e fechou a porta ao dizer isso.
Observei Seph enquanto segurava a sua mão com força.
—“Seph... por favor, não faça isso comigo! Não me abandona nesse mundo terrível desse jeito! O nosso bebê precisa de você, ele também está sofrendo por você! Por favor, melhore logo!” Implorei lhe dando um beijo nas costas da mão!
...
James...
Corri o mais rápido que pude para meu quarto, Pedro estava terminando de jantar quando eu entrei em pânico.
Pedro estava usando minhas roupas que eram grandes demais para ele e isso lhe dava uma aparência de um menino pequeno que roubou as roupas do pai para brincar!
—“Señor ¿Qué está pasando? ¿Estás bien?” Ele se preocupou comigo e rapidamente pulou da cama e correu para os meus braços!
—“Pedro... odeio te pedir isso, mas eu preciso do seu sangue... é urgente... meu filho vai morrer desse jeito!” Eu já sentia as lágrimas rolarem pelo meu rosto!
Pedro me olhou assustado e passou as mãos em meu rosto limpando as lágrimas com um toque tão sedoso e frágil que pareciam assas de borboletas!
—“Usted puede obtener todo lo que quieras!” Ele me disse que eu podia pegar tudo que eu precisasse, o abracei forte, ele estava praticamente se sacrificando pra me ajudar!
—“Só vou precisar de um pouco!” Falei indo procurar em minha cômoda o kit médico que possuía uma agulha esterilizada, um cateter e uma bolsa de sangue! Depois de pesquisar muito eu descobrir que essa era a melhor forma de tirar o sangue dele sem machucá-lo muito e de uma forma quase indolor para ele!
—“No! Es demasiado lento!” Ele me disse que isso era muito lento, ele pegou minha mão e me olhou nos olhos.
—“Llévame a él!” Ele me pediu para levá-lo até o Seph! Eu não queria fazer isso, Seph podia perder o controle e matá-lo no estado em que estava!
—“Não!... Isso é perigoso!” Falei tentando convencê-lo a se sentar na cama para começar o processo de retirada de sangue.
—“No tienes importância! Yo sólo soy un esclavo! Yo no tengo ningún valor! No tengo ninguna vida!” Ele falou baixando a cabeça tristemente, ele havia me dito que não tinha importância, que ele era só um escravo, que ele não tinha valor e que não possuía mais vida!
—“Não diga essas coisas!” Falei e novamente tentei levá-lo para a cama.
—“Mi vida no tiene más importância! Nadie va a llorar por mí cuando me muera!” Ele disse que a vida dele não tinha mais importância, que ninguém vai chorar por ele, quando ele morrer!
—“Eu vou!” Falei sem pensar e Pedro me encarou assustado, mas depois deu um leve sorriso pra mim.
Ele se aproximou de mim e ficou nas postas dos pés antes de me dar um beijo muito doce nos lábios, recuei assustado com isso e ele baixou a cabeça triste com a rejeição.
—“Estamos perdiendo el tiempo!” Ele disse que estávamos perdendo tempo e isso era verdade, Seph precisava de sangue e logo!
—“Sim, estamos perdendo muito tempo, então sente aqui para que eu possa tirar seu sangue logo, prometo que não vai doer!” Falei entrando em desespero novamente.
—“No! Eso no es lo que quise decir!” Ele me disse que não era isso que ele queria me dizer, ele parecia triste ao dizer isso!
—“O que é então Pedro!” Olhei para ele sem entender onde ele queria chegar com isso.
—“El tiempo es un hijo de puta! Aunqué yo viva cien años... para usted será como si fuera sólo un año! Soy insignificante para usted!... Ustes ni siquiera te acuerdaras de mí, pronto!” Ele disse que o tempo era um desgraçado, que mesmo que ele vivesse cem anos, para mim será como se fosse apenas um ano, ele disse que era insignificante para mim e que eu logo nem sequer lembraria mais dele!
De repente essa verdade bateu em mim com força, Pedro era humano e um dia morreria, não havia nada que eu pudesse fazer para mudar isso! Ele poderia viver o máximo que um humano pode viver, mas para mim, seria o equivalente há apenas um ano se comparado com a minha percepção de tempo! Para alguém que pode viver pra sempre, cem anos humanos não é nada!
Um maldito ano... é tudo que tenho! É tudo que terei dele! Eu não podia me dar ao luxo de desperdiçar esse tempo!
Aproximei-me dele e segurei seu queixo antes de erguer sua cabeça e beija-lo como nunca beijei ninguém na vida! Ele pareceu surpreso no início, mas logo retribuiu o beijo e se agarrou em mim, entrelaçando os dedos em meus cabelos, cada movimento dele era frágil e dócil!
Quebrei o beijo e o olhei direto nos olhos, a vida dele era curta, ele não deveria desperdiçar comigo, ele devia ser livre para amar quem quisesse e viver cada minuto intensamente.
—“Pedro... não quero te prender a mim, sou velho demais pra você! Deveria aproveitar sua vida com...” Ele tapou meus lábios com um dedo.
—“Yo te quiero! Nada mas importa!” Ele disse que me quer e nada mais importa! Senti meu coração acelerar com isso, ouvir isso dele era como andar nas nuvens! Eu também o queria muito, mas me refreie todo esse tempo por achar que não o merecia! Passei dia após dia me encantando mais por esse ser pequeno e maravilhoso, mas que direito eu tinha de me meter na vida dele? Não tentei nada antes porque queria que ele fosse livre pra viver e amar como bem entendesse!
No entanto agora nada mais importava! Se ele me quer, então eu vou ficar ao lado dele! Eu vou cuidar dele e estarei com ele mesmo quando ele estiver tão velho que nem se lembrará mais de mim! Eu ainda assim o amarei!
—“Ahora vamos!” Ele me puxou para fora do quarto e então eu me lembrei de Seph e Ian, eu ainda estava com medo de que Pedro se ferir-se no processo, mas eu não podia deixar Seph morrer assim, não quando ele estava perto de ser pai!
Chegamos ao quarto e Ian estava ajoelhando na cama ao lado de Seph, limpando sua testa úmida com um pano e segurando a mão dele junto ao seu peito, Ian parecia tão branco quanto Seph agora.
Pedro rapidamente se colocou ao lado da cama e começou a procurar algo.
—“O que você quer?” Perguntei.
—“Algo para cortar mi muñeca!” Ele queria algo para cortar o pulso, Seph teria o sangue necessário dali, eu não gostava disso, mas com certeza assim seria mais seguro para Pedro! Se eu cortasse no lugar correto, Seph teria sangue o suficiente e Pedro não correria o risco de sangrar até a morte, sem falar que o pulso é um lugar mais fácil de se estancar o sangramento do que no pescoço!
Aproximei-me dele e alonguei minha unha do dedão, a unha ficou rígida, pontiaguda e afiada, desse jeito pude cortar o pulso dele! Pedro estremeceu quando cortei, mas não reclamou ou choramingou, ele ficou firme como o garoto corajoso que era!
Pedro colocou o pulso que agora escoria sangue sobre os lábios de Seph, que por extinto, capturou com os lábios o pulso de Pedro e bebeu, primeiro de vagar, mas logo começou a ficar mais rápido e forte, estava funcionando, mas eu precisava ficar atento para Pedro não exceder seu próprio limite!
Seph sugou mais forte e Pedro ficou pálido, imediatamente o afastei de Seph que seguiu sugando o nada e procurando por algo pra beber!
Não demorou muito e Seph demostrou uma leve melhora, ele parecia ter ganhando pouco de cor em suas bochechas! Pedro desmaiou em meus braços, o peguei no colo com carinho e devoção, ele era um garoto tão forte mesmo sendo tão frágil!
—“Ian, vou levar Pedro para o quanto e deixá-lo confortável, eu já volto! Tudo bem?” Falei com Ian que parecia terrivelmente assustado e preocupado.
...
Ian...
—“Sim... claro!” Eu deixei James ir, porque Pedro merecia ser cuidado depois do que fez por Seph, mas eu não queria ficar sozinho de novo com ele! Seph parecia estar morrendo e eu não queria ser o único ao lado dele nesse momento! Sem falar nessa maldita pontada na lateral de minha barriga, ela parecia a que eu senti quando perdi o outro bebê, só que essas pontadas eram mais leves e eu podia sentir o bebê mexendo rápido e desesperado dentro de mim! Eu não sabia se o fato dele estar mexendo assim era ruim ou não, acho que se eu estivesse sentido essa dor e o bebê não estivesse se mexendo eu ia estar mais assustado, pois eu ia pensar no pior!
James partiu e eu me agarrei mais forte a mão de Seph!
—“Seph... por favor, não me deixe!” Implorei agarrando a mão dele como se fosse a minha única boia salva vidas no meio de um mar agitado.
Seph ainda respirava arfando, mas agora não tossia mais sangue e nem estava tão pálido com olheiras e lábios roxos!
—“Seph... por favor, eu preciso de você! O nosso bebê precisa de você!” Coloquei a mão de Seph sobre a minha barriga e o bebê chutou novamente, os dedos de Seph se moveram de leve sobre minha barriga.
—“Criaturinha... arf... arf... fica quieto, está... incomodando-me!” Seph falou entre arfadas, eu quase pulei quando ele falou, mas ele não estava acordado, ele ainda estava com os olhos fechados, acho que ele estava delirando!
—“Seph!” Chamei fazendo um carinho no rosto dele.
—“Ian? Diz pro elefante ir embora!” Ele falou mais estável agora, mas ainda parecia estar delirando.
—“Elefante? Que elefante?” Olhei em volta feito um idiota.
—“O elefante que está sentando em cima de meu peito! Arf... não dá pra respirar!” Eu gargalharia com isso se não estivesse morrendo de preocupação com ele.
—“Ian... cadê você?” Seph entreabriu os olhos e me procurou em volta, como se não estivesse me vendo logo ali do lado dele, segurei sua mão mais forte e me aproximei dele.
—“Estou aqui Seph!” Fiz um carinho nos cabelos úmidos dele.
—“Não me deixe sozinho... estou com medo!” Ele falou isso apertando minha mão com mais força, senti os dedos dele ficarem um pouco mais quentes e isso me deu um pouco de alívio, mas ainda estava preocupado com ele! Pra Seph admitir que estava com medo, ele devia estar sentido algo terrível!
—“Eu estou aqui, eu juro que não vou a lugar nenhum!” Falei me aproximando mais dele, agora meus joelhos estavam grudados na lateral de Seph.
Ele abriu os olhos e finalmente me focalizou, um sorriso fraco surgiu em seus lábios, ele parecia cansando e prestes a desmaiar novamente, mas aos poucos a cor voltava ao seu rosto!
Ele olhou para minha barriga antes de tentar soltar sua mão das minhas, eu a soltei e ele a colocou sobre minha barriga com cuidado!
—“Criaturinha eu voltei!... Não vou te deixar sozinho nesse mundo com o inútil do Ian, eu juro!” Seph estava delirando mesmo, só assim para ele falar algo desse tipo!
Mas para o meu alívio a pontada em minha lateral parou de doer, e o bebê começou a chutar mais de leve! Acho que agora o bebê sabia que estava tudo bem com Seph e finalmente se acalmou!
Suspirei, mas eu sei que ainda não podia relaxar! Seph ainda parecia doente, mas pelo menos agora eu não estava mais com medo pelo bebê!
—“Descanse Seph, eu vou cuidar de você!” Falei me curvando para frente para dar um beijo de leve nos lábios de Seph.
—“Você promete? Você vai cuidar de mim?” Ele me perguntou com um tom de voz meio carente, ele parecia frágil e fraco nesse momento, sua expressão era tão diferente da que ele sempre usava comigo, que era sempre convencida, esnobe e cheio de si, mas agora parecia uma expressão de alguém assustado, indefeso e meigo, isso não combinava com o Seph que eu conhecia, parecia que eu estava de frente pra outra pessoa!
—“Eu prometo!” Falei firme e ele sorriu pra mim antes de cair em sono profundo!
Permaneci imóvel ao lado dele, o bebê parecia bem e Seph estava melhorando, eu só precisava cuidar dele com carinho, logo ele voltaria a ser o bom... quer dizer o mau e velho Seph de sempre!
James voltou ainda muito preocupado com Seph, mas relaxou quando eu disse que ele chegou a acordar e falar comigo, James puxou a poltrona vermelha e fofa de Seph para os pés da cama e ali ele montou guarda, pronto para agir e cuidar de Seph se algo acontecesse, graças a isso, eu pude relaxar mais um pouco.
James e eu passamos o restante daquela noite e o dia seguinte cuidado de Seph, limpando seu suor, trocando os lençóis encharcados quando ele suava de mais por causa da febre instável que estava tendo!
James tentou me convencer a descansar, mas me recusei e fiquei ao lado de Seph acordado todo o momento, Seph acordava vez ou outra, ele falava coisas desconexas e voltava a dormir!
Depois de quase quinze horas cuidando dele, tanto eu quanto James estávamos exaustos, não sei quando aconteceu, mas eu acabei adormecendo sentando contra a cabeira da cama!
...
Sephiron...
Tudo que me lembro depois que cheguei em casa era da terrível dor que estava sentido, corri para o lado de Ian, por algum motivo me sentia protegido ao lado dele, mas a dor estava me matando, eu podia ouvir Ian me chamando, eu queria responder, mas a sensação que eu tinha era a de estar de baixo d’água e não poder gritar de volta pra ele!
Eu ouvia também a voz de James e logo depois eu senti que tentavam tirar minhas roupas, cada movimento que ele causavam em meu corpo era uma agonia, eu só queria implorar para eles me deixarem em paz, mas meu corpo não respondia!
Senti que me colocavam na água fria, porque estavam me torturando dessa forma? Quem estava me machucando? Cadê o Ian, eu quero o Ian... alguém me ajude, por favor, não consigo chamar por ele, porque ele me abandonou?
Sentir ser colocando na cama novamente e agora meu corpo era esfregado por uma toalha, mas parecia que eu estava deitando em cama de pregos e que me esfregavam com uma espoja de aço na pele, porque estavam fazendo isso? Algo quente e macio segurou minha mão, ouvi a voz de Ian chamar por mim ao longe, ouvi ele dizer que o bebê precisava de mim, que ele estava sofrendo por algum motivo... o que há de errado com meu filho? Tem alguém machucando ele também? Cadê ele? Eu vou protegê-lo de quem quer que seja!
Algo doce tocou meus lábios, era quente, o cheiro era magnifico, bebi e aquilo parecia o manjar dos Deus! Cada gole descia por minha garganta aliviando a dor, eu precisava de mais, muito mais, mas cedo de mais aquela delicia foi tirada de mim, DROGA! Pra que me torturar dessa forma? Porque não me deixaram beber tudo?
Depois que eu bebi aquilo, me senti um pouco melhor, mas ainda estava me sentido péssimo, e para piorar a criaturinha estava me incomodando ao chutar a minha mão, mandei ele para de me encher o saco!
Havia algo pesado sobre o meu peito, acho que tem um elefante em cima de mim!
Ouvi a voz de Ian e lhe implorei para se livrar do maldito elefante que me esmagava!
Ian parecia distante, eu não o achava, chamei por ele e ele surgiu de repente ao meu lado! Implorei mediocremente para ele não me deixar sozinho, eu odiava bancar o fraco, mas eu estava com medo, admito que estava com muito medo e estar com Ian me acalmava!
Assim que Ian prometeu que ficaria ao meu lado, eu conseguir relaxar, eu sabia que nada de ruim me aconteceria, Ian me protegeria! Consegui abrir os olhos e lá estava ele, tão pálido que nem dava pra dizer que ele era só meio albino, mas o que me preocupava no momento era o bebê, Ian disse que ele precisava de mim!
Consegui livra minha mão da coisa macia e sedosa que a segurava, demorei a perceber que eram as mãos de Ian, mas finalmente estava livre e consegui tocar a barriga de Ian, o bebê chutava para todos os lados, parecia estar sofrendo também, devia estar assustado, ele devia achar que eu ia abandoná-lo nesse mundo cruel!
Prometi que não o deixaria sozinho e ele parou de se debater, com certeza ele já é bem inteligente, deve ter puxado a mim, porque o Ian é muito tapado!
Acabei caindo na escuridão depois disso, vez ou outra eu ouvia a voz de Ian falando com alguém, mas eu não conseguia entender, eu tentava responder, mas não conseguia fazer as palavras saírem de minha boca da forma correta.
Fiquei indo para a escuridão e voltando, sempre que eu quase conseguia me acordar, lá estava Ian como o prometido, Ian ficou do meu lado cuidado de mim! Ele limpava meu suor com um pano úmido e segurava minha mão, acho que ele ficou o fim daquela noite e o dia seguinte acordado me cuidando! Isso não era bom pra ele, mas eu não conseguia sair desse vai e vem entre inconsciência e consciência!
Quando finalmente me despertei, já havia se passado um dia inteiro, Ian estava sentado recostado na cabeceira da cama, ele dormia com a cabeça tombada por lado, acho que depois disso ele vai ter torcicolo!
Aparentemente ele realmente passou a noite cuidando de mim, em sua cabeceira havia uma vasilha com água e ele tinha um pano em suas mãos.
James dormia na poltrona aos pés da cama, quando foi que ele voltou pra cá? Não o vi nos meus momentos de consciência! Pensei que ele tinha ido cuidar de alguém, eu me lembro dele falando de um tal de Pedro, mas quem é Pedro? Eu devia estar delirando nesse momento!
Testei meu corpo, não havia mais dor alguma, mas também não me sentia diferente em nada, seja lá o que o pai do Ian pretendia fazer comigo, acho que deu errado!
Peguei Ian com cuidado e o deitei na cama, ele estava tão cansado que não acordou, acho que era a minha vez de sentar ao lado dele e cuida-lo!
Sentei-me na cama e peguei o livro que Ian estava lendo na noite anterior, comecei a lê-lo e assim fiquei até que James e Ian se acordaram!
—“Boa noite pra vocês!” Sorri pra eles com o meu famoso sorriso superior.
—“Seph... você finalmente acordou!” Ian se sentou na cama e me beijou com vontade.
—“Ian, é sempre bom receber um beijo desses, mas se não parar eu vou te foder na frente do James!” Ameacei lhe dando um sorriso sacana.
—“Vejo que voltou ao normal!” James se levantou da poltrona e saiu do quarto sorrindo, pelo visto ele queria nos dar privacidade!
—“Seph... o que aconteceu? James disse que você tinha uma reunião com alguém do governo, alguém te feriu? Fizeram algo pra você?” Ian me encheu de perguntas em menos de um minuto.
—“Ian... mas que droga! Quer fechar essa matraca? Minha cabeça a recém parou de latejar e você já vem me lotar de coisas pra pensar!” Fiz uma careta pra ele.
Ian começou a chorar com direitos a soluços! Ele se agarrou em mim em um desespero sem igual!
—“Eu estou bem!” Tentei acalmá-lo, mas acho que se não fosse o que James e Ian fizeram por mim... agora eu estaria no inferno!
—“O que aconteceu? James me falou que você foi se encontrar com alguém do governo!” Ian insistia nessa parte! Merda James! Você me meteu em uma enrascada, como é que eu vou inventar uma mentira agora? Não posso dizer que fui visitar o pai dele que por acaso pretende se sacrificar por ele e que acabei sendo mordido e... sei lá o que ele fez comigo, não sinto nada de diferente em mim! Acho que isso foi só mais um castigo dele pelo que fiz ao Ian!
—“Eu só fui ao governo resolver uns problemas com umas papeladas, nada importante!” Respondi secamente, sabia que ele não ia engolir essa, mas eu não tinha nada melhor em mente!
—“O que eles fizeram com você?” Ian ainda chorava e tremia ao meu lado.
—“Nada! Eu juro!... Acredite, se eles tivessem testando alguma arma química em mim, eu não teria voltado pra casa, nesse momento eu estaria nos laboratório onde passaria o resto de meus minutos!” Respondi calmamente usando uma expressão entediada como se não levasse isso a sério, isso ia fazer Ian engolir a mentira.
—“Mas... porque você ficou tão doente?” Ian soluçava em meio a essa pergunta.
—“Não sei! Talvez eu tenha ficado muito tempo sem beber sangue e fiquei estressado com a papelada no governo, sei lá!” Novamente respondi fingindo desinteresse pelo ocorrido.
—“Já passou, eu estou bem agora! Logo estarei novo em folha e poderemos dar umas trepadas selvagens por ai!” Lancei pra ele um sorriso safado e ele me lançou um olhar zangado.
—“Nunca mais me dê um susto desses!” Ele começou a bater em meu peito com os punhos fechados, ele parecia furioso de verdade!
—“Calma... calma!” Falei tentando agarrar os pulsos dele para fazê-lo parar de me agredir!
—“Seu idiota! Eu te odeio! Nunca mais faça isso!” Ele chorava feito uma criancinha agora!
—“Ohhh... parece que alguém me ama e ficou muuuito preocupado!” Debochei dele para tentar amenizar a situação, eu não sei lidar com alguém chorando assim e ainda mais por mim!
—“Você me assustou tanto que... que... eu fiquei mal também! Eu achei que fosse perder o bebê!” Ele se zangou comigo, parou de me bater para então cobrir o rosto e chorar alto.
—“O que?” Automaticamente levei a mão à barriga dele, a criaturinha pelo visto estava bem, ele se mexia bem de leve, parecia que estava se arrumando confortavelmente dentro de Ian.
—“Eu... senti... umas pontadas ruins!” Ele fungava forte entre cada palavra dita enquanto tentava limpar as lágrimas!
Isso não era nada bom! A criaturinha só tem cinco meses, se Ian entrasse em um trabalho de parto prematuro... a criaturinha não sobreviveria, e se essa coisinha morresse, Ian também morria!
—“Pronto, pronto! Já passou, vai ficar tudo bem, eu prometo!” Falei abraçando ele.
—“Deite-se um pouco e coloque as pernas pra cima!” O forcei a deitar e coloquei uns travesseiros embaixo de suas pernas e então me recostei contra a cabeceira da cama e o observei, acho que eu deveria chamar o Dr. John por segurança!
Ian ainda chorava tapando o rosto com as mãos, parece que ele realmente ficou muito assustado e preocupado comigo! Acho que estresse não faz bem pra ele!
—“Ian, eu estou bem! Durma um pouco, você precisa descansar depois de ter ficado tanto tempo cuidado de mim! Tente relaxar e deixar seu corpo se livrar desse estresse, pense na criaturinha!” Falei voltando a colocar a mão sobre a barriga de Ian, a criaturinha não estava mais se mexendo e isso era um pouco assustador, como eu posso saber se ele está vivo se não se mexe?
Movi-me de vagar na cama e coloquei minha orelha contra a barriga de Ian, o coração da criaturinha estava batendo acelerado como sempre, suspirei aliviado com isso! Não que eu me importasse com essa coisinha, mas ele é importante pro Ian!
Deitar do lado de Ian e lhe abracei com cuidado!
—“Durma! É sua vez de descansar e a minha vez de te cuidar!” Disse lhe dando um beijo casto nos lábios.
Ian se aconchegou em mim e fechou os olhos, ele realmente parecia exausto, mas ele se esforçou pra cuidar de mim, acho que ele precisa de uma recompensa, quem sabe depois que eu tiver certeza que ele se recuperou desse estresse, eu possa amarrá-lo na parede e comê-lo em pé! Ou talvez vendá-lo e lhe torturar com velas e gelo! Hmmm... as possibilidades não acabam! Fique bom logo Ian, eu quero brincar!
...
Uma semana depois...
...
James...
Acordei-me com Pedro ao meu lado, ele dormia como um anjinho, seus lábios entreabertos o deixava com um beicinho fofo, suas pálpebras macias tinha longos cílios, seus cabelos cacheados estavam tão bagunçados que parecia um ninho de rato, mas eu gosto muito disso! Observei cada pedacinho dele, ele era lindo!
Ele estava dormindo deitado de lado e de frente pra mim, me virei de frente pra ele!
Infelizmente ele ainda parecia fraco depois de ter doado sangue na semana retrasada para Ian e na semana passada pro Seph, ele ia precisar de muito descanso e de muita comida com ferro pra se recuperar!
Alisei seus cabelos macios, os cachinhos se esticavam em meus dedos e voltavam a se enrolar quando eu soltava, eu adorava fazer isso, era quase como brincar com uma mola.
Pedro resmungou de leve e entreabriu um olho pra mim, então um sorriso bobo surgiu em seus lábios.
Ele se aproximou mais de mim e se escondeu o rosto em meu peito, ele é tão fofo, tão inocente e pequeno que me dá vergonha de ter intenções sensuais pra cima dele, até agora não toquei nele dessa forma, nós só nos beijamos e como nos beijamos, nunca beijei alguém como beijo ele!
Passei a mão de leve na pele de seu braço, a camiseta que ele estava usando tinha mangas curtas, o que me deixava brincar à vontade com sua pele.
De repente me veio um pensamento triste, as coisas eram tão injustas pra mim! Eu seria uma presença eterna na vida de Pedro, já que ele vai viver até a velhice ao meu lado, para ele vai ser como se eu estivesse com ele por anos e anos, mas para mim... e isso era o mais injusto, a vida de Pedro marcaria apensas um milésimo da minha! Não é justo que ele possa ter tanto de mim e eu tão pouco dele!
Beijei a pele do antebraço dele, ele só suspirou e seguiu com o rosto escondido em mim, mas da forma que sua cabeça estava apoiada nos travesseiros eu podia ter acesso fácil em seu pescoço fino.
Curvei-me pra frente e depositei um beijo atrás de sua orelha, senti que ele arrepiou todo, seus pelinhos dos braços estavam de pé e os pequenos poros estavam durinhos e mais pareciam milhares de pontinho brancos em sua pele! Por um minuto pensei que ele havia se arrepiado de medo que eu fosse morder seu pescoço, mas depois de vê-lo corar e dar um leve gemidinho, percebi que havia encontrando um ponto de prazer dele!
Repeti o feito com mais empenho e Pedro estremeceu em meus braços, me perguntei se deveria prosseguir, isso parecia errado, eu era um demônio e ele um anjo, alguma divindade ainda vai me castigar por tocar em algo tão puro!
Parei e comecei levantar da cama, era melhor eu ir trabalhar, desse jeito Pedro não corria perigo em minhas mãos pervertidas, mas quando tentei sair da cama a mão de Pedro segurou a minha camisa.
—“Tú no me quieres?” Ele me perguntou se eu não o quero, droga é claro que eu quero e muito! É por isso que eu tenho que sair daqui agora!
—“Não quero fazer nada que vá te machucar!” Respondi tentando fazer a mão dele soltar a minha camisa.
—“Usted nunca me lastimará! Estoy seguro!” Ele disse que tem certeza que eu nunca o machucaria! Ele acredita em mim, mas eu não tenho tanta fé em mim não!
—“Melhor não!” Tentei novamente afastar a mão dele!
—“¡Te quiero!” Se não me engano a tradução pra isso é... te amo!
Não pude resistir a isso! Parei de lutar contra a mão dele subi na cama sobre ele! Pedro se virou de barriga pra cima e passou os braços dele em volta de meu pescoço, comecei a beija-lo enquanto uma de minhas mãos apoiava o meu peso para não esmaga-lo e a outra entrava por debaixo da camiseta dele, minha mão viajou de seu umbigo até seu peito levantando a camiseta dele!
Ele corou e eu resolvi me livrar da camiseta dele e da minha, seus olhos viajaram por meu peito, comparado com ele, eu sou bem malhado, a barriga dele é lisinha e macia, parece não ter músculos, isso me deixa nervoso, ele parece frágil de mais, será que devo continuar?... Uma rápida olhada na expressão desejosa dele me diz que sim!
Voltei a beija-lo atrás da orelha dele, isso o fez gemer de forma doce, minhas presas cresceram com desejo pela pele dele, usei-as para arranhar a mandíbula dele, sem nunca romper a pele dele, minha intenção não era feri-lo, somente lhe atiçar e isso estava funcionado, ele se contorcia em baixo de mim!
Deitei-me sobre e colei meu peito ao dele, dessa forma eu podia sentir o coração dele palpitar contra o meu peito e a ereção dele foi comprimida contra a minha, durante esse tempo eu seguia a arranhar a pele dele com minhas presas que latejavam de vontade de penetrar a macia pele dele, mas eu não queria morde-lo, ele já perdeu sangue de mais!
Aproveitei que minha ereção estava contra a dele e movi o quadril friccionando as duas ereções uma contra a outra, Pedro jogou a cabeça pra trás e gemeu um pouco mais alto, seu corpo tremia todo.
Lambi seu pescoço meticulosamente, seguindo as veias de seu pescoço, pelo visto toda a região de seu pescoço é sensível, talvez seja porque ele está esperando que eu o morda!
Lambi bastante a curvatura de seu pescoço, na parte que se ligava ao ombro, depositei muita saliva ali, desse jeito o anestesiaria e ele só sentira prazer, não tinha intensão de beber o sangue dele, mas quero muito penetrar minhas presas nele, eu o quero de todas as formas possíveis!
Quando percebi que já era o suficiente afundei de leve as presas em seu pescoço, ele estremeceu e gemeu, mas não de dor e sim de prazer, uma de suas mãos arranhou minhas costas e a outra se enroscou em meus cabelos! Isso era muito bom! Minhas presas vibravam com isso, há séculos que eu não mordia ninguém e mais do que isso, eu nunca encontrei alguém com quem quisesse fazer isso, essa troca de carinhos na base da mordida.
Retirei minhas presas de dentro dele que voltaram ao seu tamanho normal, agora haviam dois furos profundos em seu pescoço, mas não estava sangrando! Pedro puxou minha cabeça pelos cabelos para beija-lo mais, nós demoramos nesse beijo enquanto nossas ereções friccionavam uma contra a outra ainda dentro das calças.
Assim que ele separou nossos lábios arfando procurando por ar eu comecei a descer, passando pelo peito dele, eu suguei um de seus mamilos, Pedro arqueou as costas pra frente, forçando seu peito contra minha boca um pouco mais, suguei mais forte e ele esperneou, eu estava conseguindo levá-lo a loucura só com isso? Interessante!
Desci em direção a seu umbigo e enfiei a língua lá, agora ele chamava o meu nome fraquinho e essa era a primeira vez que o ouvia chamar meu nome ao em vez de Señor como sempre! E isso me deixava mais excitado, minha ereção pulsava como um coração!
Enfiei meus dedos nos elásticos da calça e da cueca dele e desci ambos até seus pés! Ele cobriu o rosto com as mãos, completamente envergonhando e vermelho como um camarão!
—“Não tenha vergonha, você é lindo!” Falei beijando a virilha dele, ele destapou um olho me espiou como uma criança com medo de espiar um filme de terror, agora eu não sabia se ria ou se ficava me sentido um pedófilo... bem, eu acho que sou um né? Afinal tenho muito mais que oitocentos anos e ele tem o que? Uns dezessete anos? Se ele fosse um vampiro seria um bebê de colo ainda! Merda, isso é muito errado, mas não consigo parar agora!
Fiz uma trilha de beijos da virilha até a base de seu membro, ele arfou incrédulo, como se não esperasse algo assim de mim! Isso me deu vontade de provar pra ele do que sou capaz! Lambi a extensão de seu membro e ele se agarrou aos lençóis arqueando as costas de novo, Uoooou... ele é mesmo sensível, acho que é porque nunca fez isso antes!
Assoprei a glande dele antes de beijar e me divertir vendo o rosto dele se contorcer de prazer, suas mãos apertavam mais os lençóis! Enfiei o membro dele até onde pude em minha sem engasgar, agora o ouvi soltar uma exclamação e tanto! Comecei a suga-lo e fazer movimentos de vai e vem em sua extensão, parando às vezes na glande para rodear a língua em volta dela, ele retesou o corpo inteiro, suas pernas dobraram e seus dedos dos pés se retorceram, ele estava quase no ápice!
Suguei com força e tentei engoli-lo até o fim, ele por fim gozou gemendo alto, engoli tudo que ele despejou em minha boca, apesar de ser castrado ele podia gozar, afinal os espermatozoides só correspondem a um ou dois por cento do volume do esperma!
Pedro desmoronou na cama, largando os braços e as pernas de qualquer jeito enquanto arfava loucamente, aproveitei esse momento de relaxamento dele e umedeci bem um dedo com minha saliva, respirei fundo e lhe penetrei com ele, Pedro se retesou e fez uma careta de dor, mas logo relaxou de novo, ele ergue a cabeça para ver o que eu estava fazendo.
—“Fique tranquilo, eu irei com calma!” Falei lhe dando um beijo na coxa, ele me olhou sério, como se tentasse decidir se devia ou não confiar em mim, então voltou a deitar a cabeça nos travesseiros e tapou seus olhos com o braço esquerdo, se deixando relaxar e me permitindo fazer o que quisesse!
Fiz movimentos variados dentro dele com o dedo lhe lubrificando bem, ele gemeu vez ou outra, mas em nenhum momento me pediu para parar ou se contraiu contra as investidas de meus dedos, fiquei com medo que ele estivesse se forçando a algo que não queria para me agradar!
—“Pedro... se for demasiado muito pra você... se você não quiser fazer isso, eu não vou me zangar com você e nem te castigar, eu prometo! Mas se você não quer, me diga agora!” Pedi parando o que estava fazendo.
—“Te quiero mucho!” Ele falou ficando mais vermelho ainda! Suspirei aliviado e voltei a trabalhar em prepara-lo!
Quando achei que estava pronto para um segundo dedo, eu experimentei de vagar, novamente ele gemeu de dor, mas logo relaxou! Com dois dedos eu pude ir fundo e procurei a próstata dele, quando a encontrei ele quase pulou na cama, sua ereção começou a despertar de novo!
Massageei a região com calma, eu quero que ele sinta somente prazer durante o ato, ele gemeu alto e voltou a se agarrar aos lençóis e dessa vez ele mordia o lábio inferior para não gemer alto!
Aumentei para três dedos e dessa vez ele se apertou e se encolheu, parei por uns segundos com os dedos dentro dele para deixa-lo se acostumar, quando ele suspirou e parou de se encolher eu voltei a mover os dedos, fazendo movimentos de abre e fecha com eles, o esticando o máximo possível, bem acho que ele está pronto, mais do que isso ele não vai!
Ajoelhei-me na cama olhando direto em seus olhos e baixei as calças, ele fechou os olhos rapidamente, acho que ele não queria me ver nu, isso era muito fofo, ou talvez ele estava com medo de ver o meu tamanho!
Livrei-me da calça e me coloquei entre suas pernas as separando.
—“Você tem certeza?” Perguntei sério e ele confirmou com a cabeça ainda sem coragem de abrir os olhos!
Ergui as pernas dele em volta de minha cintura e posicionei meu membro em sua entrada, fiz uma leve pressão e a cabeça entrou com facilidade, mas o gemido de Pedro me fez paralisar e o observar, ele contorcia o rosto de dor, mas não demorou muito ele aliviou sua expressão e piscou pra mim, finalmente abrindo os olhos, me afundei lentamente e ele foi arregalando os olhos pra mim!
Quando o preenchi completamente ele estavam com uma expressão assustada que combinava com seus olhos bem abertos.
—“Dói? Estou te machucando? Quer que eu tire?” O enchi de perguntas, eu estava nervoso com a possibilidade de lhe causar sofrimento.
Ele respirou devagar e ao pouco sua expressão foi se tornando calma, ele cruzou as pernas em volta de minha cintura e ergueu os braços pra mim como se pedisse um abraço, deitei-me sobre ele apoiado o peso sobre os cotovelos em volta dele, ele abraçou me pescoço e me beijou, tomei isso como um convite para continuar e lentamente retrocedi dentro dele, ele arfou e se agarrou mais forte em mim, eu me afundei nele e ele estremeceu.
—“Quer que eu pare?” Perguntei depois de separar nossos lábios!
—“No! Yo te quiero mucho, James!” Ele falou meu nome com paixão e isso me pegou desprevenido, quase gozei do nada... que estranho, eu posso controlar quando gozo, mas porque não estou conseguindo controlar agora? Sinto-me como se a qualquer momento pudesse gozar de surpresa! Isso nunca me aconteceu, acho que era porque nunca fiquei tão excitado assim!
Comecei a me mover pra valer e ele se agarrou com mais força em mim, me apoiei com apenas um cotovelo sobre ele e com a mão livre fui até seu membro, imitei os movimentos que estava fazendo dentro dele em seu membro e ele estremeceu todo! Eu me afundava cada vez mais dentro dele e procurava atingi seu ponto de prazer, quando finalmente acertei ele gritou meu nome e atirou a cabeça pra trás!
Não demorou muito e o interior dele começou a tremer e a aperta, ele estava chegando perto de gozar de novo, intensifiquei as minhas caricias em seu membro e logo ele gozou novamente se apertando em volta de mim, isso acabou me fazendo gozar também e isso foi inesperado, me derramei dentro dele e quando dei por mim estava deitado sobre ele sem me preocupar com a possibilidade de esmaga-lo, ele arfava completamente jogado na cama, minha cabeça estava em cima de seu peito e eu podia ouvir o coração dele bater acelerado!
Eu estava prestes a beija-lo e dizer que o amava, quando ouvi o som de palmas vindo da porta, Pedro tapou o rosto envergonhando e eu me virei na direção da porta para ver Seph aplaudindo a cena com uma expressão convencida.
—“Então meu velho pai ainda funciona heim! Mas quem disse que você podia comer o meu escravo? Esse animal é apenas para consumo de Ian! Não te dei permissão pra brincar com ele, talvez eu tenha que trancafiá-lo em algum lugar longe de você, afinal eu o confiei a você acreditado que ninguém tocaria nele!” Seph cruzou os braços e me lançou um olhar irritado.
—“No! Por favor, no lo hagas eso!” Pedro pediu quase chorando e se agarrou a mim com força, me retirei de dentro dele com cuidado e isso o fez gemer, então o peguei nos braços protetoramente!
Seph arregalou os olhos para Pedro impressionado, ele não sabia que Pedro era capaz de falar e acho que saber que Pedro tinha essa capacidade o fazia repensar em seus atos contra os antigos escravos humanos, afinal, eles não eram apenas animais sem raciocínio e Pedro era prova disso para Seph! Será que agora Seph ia se arrepender de mandar todos aqueles humanos judiados para a morte naquela terrível máquina de extração de sangue no porão?
—“Como pode ver Seph, não estou o usando como um escravo sexual, o que fizemos foi consensual e ele é capaz de sentir e pensar por si só! Imploro-lhe que me deixe continuar a cuidar dele! Sei que você me odeia por algum motivo, mas, por favor... uma vez na vida me deixe ser feliz!” Lhe implorei olhando diretos nos olhos.
Seph me encarou de volta pensativo, ele então olhou para Pedro que se agarrava em mim chorando assustado ao olhar para ele, por um minuto pensei que Seph fosse arrancá-lo de meus braços só pra me ver sofre mais nessa vida, mas por fim ele suspirou.
—“Você pode ficar com ele! Fica como presente de aniversário de todos os anos que fingir não lembrar pra te magoar! Mas ele segue sendo a fonte de sangue para Ian enquanto ele precisar, entendeu?” Ele me lançou um olhar sério!
—“Perfeitamente!” Falei animado e Pedro suspirou aliviado antes de sorrir pra mim.
—“Só não se apegue muito a ele! Você vai ficar milhares de anos chorando por um bichinho que só dura um ano! Eu te conheço!” Seph fez uma careta pra mim.
—“Como se você se importasse se meu coração quebrasse, né? Aposto até que me deu ele já pensando no futuro!” Seph seria tão baixo de querer que eu me apaixone por um humano só pra me ver sofrer pela eternidade depois da morte dele? Conhecendo o lado sádico do meu filho, eu aposto que sim! Desde aquela maldita festa ao qual eu não sei o que aconteceu, ele mudou e se tornou frio comigo! A partir daquela noite ele começou a me destratar e a gostar de me ver sofrer, mas eu nunca entendi o porquê! Eu sempre o tratei bem e o amei, eu fiz todo tipo de sacrifício por ele! E ele passou a me renegar como pai e a me menosprezar e me pisar, ele passou a me maltratar e a me torturar, me rebaixando de pai a um simples empregado que nem pode ter uma conversa normal com o próprio filho... mas isso mudou um pouco quando Ian surgiu, depois que o bem estar de Ian passou a ser de interesse de nós dois, ele passou a falar comigo como falava antes daquela festa, isso me enchia de esperanças de um dia ter meu filho de volta!
—“Talvez eu tenha feito isso mesmo!” Ele riu maldosamente pra mim, mas logo sua expressão ficou séria.
—“Vista-se e me encontre no meu escritório!” Foi tudo o que ele disse antes de se retirar do meu quarto.
Dei um beijo na testa de Pedro e comecei a me vestir, não pude deixar de notar na expressão triste de Pedro.
—“Hey? O que ouve?” Perguntei segurando seu queixo para fazê-lo olhar pra mim.
—“No quiero que llores por mí durante mil años!” Ele tentou desviar o olhar ao dizer isso, ele disse que não quer que eu chore por ele por mil anos, deu pra ver que a minha conversa com Seph o afetou!
—“Por favor, não desista de nós por isso! Se me deixar agora chorarei por muito mais do que mil anos! Mas se você me der um pouco de seu amor e tempo, quando você se for terei momentos bons para me lembrar e sorrir! Posso até chorar, mas tenho certeza que as memória que ficaram serão o suficiente para me alegrar!” Beijei sua testa ao dizer isso e ele chorou.
—“Não desista de mim!” Implorei lhe dando um beijo nos lábios, ele tentou me dar um sorriso, mas era obvio que o dia dele já estava arruinado depois disso!
Depois que terminei de me vesti e dei uma última olhada em Pedro e corri para escritório de Seph.
—“Aconteceu alguma coisa com Ian?” Perguntei entrando na sala apresado, mas para a minha surpresa Seph estava sentado na mesa com um controle remoto nas mãos, olhando para uma televisão de tela plana que ficava na parede de seu escritório, ela quase nunca era usada! As únicas vezes que a vi em uso, ela estava exibindo os gráficos de suas empresas na tela, mas dessa vez ela estava ligada em um canal público do governo!
—“A execução do pai de Ian vai começar!” Falou ele sério sem tirar os olhos da tela!
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