Sangue nas Mãos, Zumbis na Terra
4 Verdades
Notas iniciais
Bom, esse capítulo, promete um pouco mais de sangue e desespero que os outros, e algumas surpresas que vocês só vão descobrir se ler... *-*'
Peço que deixem comentários, me dando críticas e sugestões... E se puderem/acharem que mereço, recomendem!! ;)
Pronto, agora eles estavam realmente ferrados e fodidos. Aquele museu estava cheio de zumbis civis, mendigos, guardas e policias. Era pior que a primeira vez que saíram da escola.
Assim que abriram o portão, instantaneamente os zumbis os viram, e foram em direção à eles. Azami não esperou darem um passo pra sair quebrando a cabeça de cada um, mas dessa vez, nem ela sendo boa do jeito que era, poderia aguentar todos. Leon fora ajudá-la e deixou Héctus cuidando de Yui.
Azami e Leon trabalhavam juntos, um protegia as costas do outro. Aquilo parecia uma carnificina de zumbis, ela se divertindo com todo sangue que jorrava em seu rosto e ele preocupado com seus amigos indefesos, que no momento só fugiam. Tinha sangue por todo lado, tudo o que podiam fazer, era estourar as cabeças dos zumbis com seus tacos de beisebol. Mas não estavam dando conta, era muito zumbi para matar.
Leon- Cãibra!! — gritou se jogando ao chão.
Azami- Maldição! Senta aí, que vou te cobrir. — deitou o amigo no chão ensanguentado. Não parava de se mexer com dores no braço e na perna.
Leon- Parou a dor do braço, acho que consigo matar uns... — balbuciou tentando inutilmente se levantar.
Azami- Não vai matar porra nenhuma enquanto não estiver bem! — nesse momento, Leon até estranhou o tom de preocupação da amiga, e ficou a fitando, feliz por dentro, por ter ouvido aquilo de uma menina que não esperava nem um obrigado.
Mas tudo que Azami fazia era inútil, ela e nem Leon, conseguiriam escapar dali vivos, não estavam preocupados com Héctus e Yui que haviam saído dali, talvez em segurança.
–X-
Azami já estava no seu máximo, fazia quase 45 min que seu braço estava em ação, seus movimentos estavam perdendo a precisão, e Leon ainda não havia se recuperado da cãibra nas pernas para ficar de pé.
Leon- Azami!! Larga eles e foge! Não vai dar pra sair dessa... — tentou convencer a amiga de que seria suicídio ficar ali.
Azami- Vai se foder Leon!! Sua carne nunca agradaria os zumbis! – disse zombando da cara do amigo. Enquanto falava, um zumbi com colete, parecendo um policial, veio ao seu encontro.
Bateu com muita força nesse zumbi, e seu taco se rachou, pois estava molhado de sangue e já não era bom para uso. Leon percebeu isso e tentou ir ajudá-la, mas viu que Azami tentava despistar os zumbis. A viu enquanto corria, seus cabelos pairavam no ar, olhou em seus olhos com feição de tristeza, sabia que talvez não conseguiria. Seus olhos eram castanhos escuros e brilhantes, ela era realmente a menina mais linda que Leon já conhecera, não poderia a deixar morrer assim, para salvá-lo. Mas não tinha o que fazer, não conseguia ficar de pé, começou a se sentir um inútil vendo a amiga de infância dele morrer como isca.
Por minutos Azami correu fazendo zigue zague no enorme saguão do museu, e quase não aguentava mais. Mas tiros foram ouvidos. Um por um dos zumbis que a perseguiam, foram caindo no chão e o marcando ainda mais com sangue. Em questão de 1 minuto, todos os zumbis tinham sido aniquilados, e sobrara apenas um ou dois, que Leon nervoso, os matou quebrando o pescoço com as próprias mãos.
Azami- Que merda, você ouviu aquilo? — falou a morena, que estava mais preocupada de onde vinham os tiros, do que com sua vida.
Leon- Eu pensei que ia te perder!! — estava mancando e com as mãos sujas de sangue, mas isso não o impediu de abraçar Azami.
A garota ficou intacta com o abraço de Leon, não moveu um músculo. Por mais que quisesse socá-lo, pela atitude ousada, sabia que era importante para ele. E sabia que, querendo ou não, ele também era importante pra ela.
Em segundos, enquanto Leon ainda abraçava Azami, surgiu da parte escura do saguão, uma figura de um homem alto e sinistro que não aparecia seu rosto mas brilhava algo de metal em seu peito. Azami, saiu dos braços de Leon, correu e pegou metade do seu taco que estava perto, e se preparou para o ataque, mas logo atrás do homem, estavam Héctus e Yui.
Yui- A gente achou esse cara aqui no museu! Ele é legal pra caramba e salvou vocês! E tem armas... — comentou inocentemente.
Azami- Como assim vocês saem, nos deixam para morrer e depois voltam com um cara armado que mal conhecem, e acham que está tudo bem? — Azami estava indo em direção aos dois mas foi puxada pelo braço por Leon.
Leon- Se controla Azami! Ele ajudou a gente... Provavelmente os disparos que ouvimos vieram da arma dele. — trazia consciência ao ouvidos da menina.
Héctus- Cara... Ele está usando uma Wing Shooter de 9mm! — falava com as mãos na boca, para o homem não escutá-lo.
Ash- Seu nome é Azami então? — sorria torto. — Te vi matando uns cabeças moles. Você é muito boa, acho que tenho algo que te interesse. — agora havia aparecido por completo na luz. Era alto, bonito, usava um moicano estranho, aparentava ter uns 25 anos e tinha um estranho colar de metal em seu peito.
Azami- Que se dane. Qual é seu nome? De onde é? O que está fazendo aqui? — perguntou exaltada.
Ash- Esquentadinha... Gostei de você. — falou descendo os olhos maliciosos pelo corpo de Azami, que se encolheu no lugar com a atitude do homem. — Meu nome é Ashley Fontine. Sou da Itália, mas cresci aqui. Encontrei esse museu umas duas horas antes de vocês, pretendia fazer a limpa nele, pra viver aqui. Fui convocado pela garotinha e o nerd ali.
Yui- Garotinha?! — esbravejou.
Leon- O que você pretende mostrar para a Azami? — tomou a frente da amiga numa posição de proteção.
Ash- Relaxa loirinho, tem uma exposição da guerra civil no segundo piso, e do lado direito, tem uma sala com armas orientais — sorria. — Espadas, acho que ela se daria bem com uma. Os movimentos dela são bem precisos para uma novata.
Azami- Não sou novata. Sou campeã de esgrima, luto karatê e kung fu. — sua voz saiu com com tom de ignorância, se gabando por seus méritos.
Ash- Isso explica muita coisa. — concluiu. — Vamos, vou mostrar a vocês onde fica.
–X-
Haviam subido para o 2° piso do museu, como Ash informou, tinha armas e munições. Cada um, menos Yui que tinha medo dessas coisas, escolheram uma arma. Héctus ficou com um revólver, Leon estava com uma M4 potente, uma das melhores que tinha encontrado ali. Azami não se agradou de nenhuma arma de fogo, e saiu sem avisar ninguém, para o lado direito onde ficava as armas orientais.
Lá encontrou a arma perfeita: uma katana. Era precisa, leve e tinha o cabo firme. Fez movimentos com a espada, e sentiu-se segura, pois agora não precisaria usar muito a força, mas teria que desenvolver um pouco mais a flexibilidade de seus punhos e a agilidade, para cortar profundamente.
–X-
Yui estava num canto, vendo Ash, que parecia já ter entrado para o grupo, ensinando Héctus a recarregar e mirar seu revólver. Leon estava treinando a mira nos vasos de exposição que haviam por lá. Se passou quase trinta minutos que estavam desse jeito, até que o médico deu falta de Azami, e foi procura-lá. Não precisou de muito esforço, foi só olhar na sala do lado direito.
Leon- Menina, o que você está fazendo aí sozinha? – chegou devagar e tentando assustá-la com a voz alterada. Azami percebera que ele estava ali, fez um movimento rápido e foi parar atrás do loiro, e fez uma chave em seu pescoço com a afiada katana.
Azami- Você poderia morrer, fazendo umas coisas dessas. — falou sem mudanças de feição.
Leon- Você não seria capaz de matar um amigo... — pigarreou passando as mãos pelo pescoço.
Azami- Leon, você não é meu amigo há muito tempo. — soltou a garganta do rapaz, e voltou a treinar os movimentos no ar.
Leon- Desculpa. Eu sei que depois das férias da quarta série. Me afastei um pouco, mas foi porque você pediu, e eu sempre quis o seu melhor! — era totalmente sentimental.
Azami- Foda-se. Até parece que você não sabe o que me aconteceu, e vê se para de me tratar como uma menininha. — franziu o cenho alterando o tom de voz.
Leon- Vai você, caralho! Nunca me disse o que aconteceu. Depois daquelas férias, você mudou muito, parou de andar acompanhada, parou de falar, parou de brincar... Você era só uma criança! Eu ainda não entendo o por... — foi interrompido.
Azami- Eu fui violentada por quinze dias seguidos, todos os dias das minhas férias pelo meu tio. — nesse instante, parara de fazer os movimentos com sua katana, a colocando na bainha. Leon ficou paralisado, sem saber o que dizer . — Não se preocupe, não foram grandes agressões, foi mais toques e posições que ele me fazia fazer.
Leon- Como... Poque... Não disse isso? — seus olhos eram fixados no chão.
Azami- Como eu disse, não foram grandes agressões físicas. Meus pais tinham ido passar quinze dias num cruzeiro, para comemorar o aniversário de casamento. E não tinha com quem eu ficar, então decidiram então chamar um tio meu. — balbuciava cada palavra, expondo sua dor interna. — Desde o primeiro dia, ele me fez tirar as roupas e ficar em posições um tanto que, desagradáveis, me tocava e fazia-me tocá-lo também...
Leon- Azami, me desculpa. Eu sempre tive mágoas por você ter deixado de falar comigo. Mas agora eu te entendo...
Azami- Eu odeio qualquer coisa que me faça lembrar daquela época, por isso sempre ignorei meus amigos e pais. Odeio toques e abraços, talvez eu nunca consiga ter um namorado ou coisa do tipo. Não consigo mais sorrir, toda minha felicidade foi tirada de mim, quando tinha apenas dez anos. Mas depois de tudo o que aconteceu com esse mundo, eu me senti bem. — esboçava um leve sorriso. — Porque pessoas ruins como meu tio, eu sei que não conseguem sobreviver, porque não passam de inúteis. Desejo do fundo do meu coração, que pessoas como ele, morram e que eu possa encontrá-los transformados em zumbis, para que eu possa matá-los.
Leon- Eu entendo, mas e aquela menininha que você matou friamente antes de irmos para a casa da Yui? — engolia a saliva que tinha em sua boca, sabia que qualquer passo dado em falso seria sua deixa.
Azami- Nunca ouviu a história do lobo mau, que se veste de vovozinha para enganar a Chapeuzinho Vermelho? — o encarava. — Não existe ninguém inocente nesse mundo. Não mais. Quero mais é que se foda tudo e todos, principalmente zumbis. Eu fico feliz, eu sorrio mesmo quando sinto todo aquele sangue coagulado batendo no meu rosto. É relaxante, saber que todas aquelas pessoas que uns amavam e outros odiavam estão mortas agora, e tudo, pelo fio da minha espada. — se virou para Leon e ficou cara a cara com ele, seus narizes quase se encostaram. — Se você quiser ser um deles, não vou me preocupar em enfiar minha katana no meio dessa seu rosto e se caso eu virar um zumbi, você não me deve poupar a minha vida. Entendeu? — sua franja caía sobre o olho, lhe dando uma feição medonha.
Leon- Pra falar a verdade, até concordo com você! — segurou os ombros de Azami, e deu um tapa em seu rosto, deixando vermelha sua pele de porcelana. — Mas isso, foi por você não ter me contado nada.
Ash- Ok, agora que já terminou a sessão "Melação e Drama" com um pouco de agressão à mulher no final, poderiam nos ajudar com os micro-chips?? — o homem sinistro aparecera.
Leon- Ela nunca foi uma boa amiga. — respondeu se explicando. — Putz! É verdade... Pelo menos agora temos bastante cobaias.
Yui- E que merda você e a Azami estavam fazendo juntos daquele jeito, em Leon?
Héctus- Se te ajuda Yui, eles não estavam se beijando. Tanto que o Leon, não sei com que coragem, deu um tapa nela...
Azami- Mas que porra! Vocês estão aí desde quando?! [...]
Agora o grupo, com um novo membro, traçaram um novo objetivo: descobrir para que os micro-chips serviam. Pretendiam se manter no museu, mas qualquer coisa que tocavam, soava o alarme de furto. Então precisavam aprender a desligar ou arranjar um novo local como refúgio. Ainda não tinham certeza do que fazer, os deixando cada vez mais preocupados.
To be continued.
Notas finais
Espero que tenham gostado, não sei se vocês acharam, mas esse "passado obscuro" da Azami, foi um tapa na cara da sociedade né?? E olha que bonitinho, o Leon tá virando machinho... kkk
Bom, de qualquer jeito, quero saber a opinião de vocês, então comentem!!!! ^^
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