Sangue nas Mãos, Zumbis na Terra
20 Infestação
Notas iniciais
Bom, ér... Alguns leitores tinham reclamado que estava faltado ação na história (concordo, rsrs), mas é que eu estava desenvolvendo o enredo... Tá tá, isso não é bem uma desculpa, de qualquer jeito me desculpem ;@
Pra recompensá-los, esse capítulo tem tudo o que faltava hehe, e passou das 2700 palavras!!!!!! O.o
Sugiro, que abram as mesma músicas do capítulo passado para lerem, porque hoje vai ser foda demais ler com elas... kkkk
Para facilitar para vocês, vou deixar os links novamente:
http://www.youtube.com/watch?v=H0s44fMZ23E
http://www.youtube.com/watch?v=oTpw5XMnJig
http://www.youtube.com/watch?v=8Gedj6URev0
Sua carne fedia, seu sangue jorrava, e lhe faltavam dentes. Esse era o zumbi esquartejado, que haviam pego. Agora era preso como prego em madeira, só que no chão. Tinha uma katana atravessada em sua cabeça, um facão e uma kunai junto de várias adagas pelo corpo. Tudo para mantê-lo preso e com o mínimo de movimentos.
Dave- Acabamos? — perguntava se jogando no chão. Todos do grupo estavam exaustos, amanheceram a madrugada achando uma forma de matar o cabeça-mole.
Toshio e Leon estavam escorados no corrimão da pequena escada, Dave estava literalmente jogado, deitado no chão. Gabe se sentou em qualquer lugar sobre o machado. E Azami era a única permanecia em pé ofegante, travava uma luta contra a fadiga.
Leon- Como... Vamos matar isso?! — dizia pausadamente, respirando nos intervalos.
-X-
O que se fazer, quando não sabe o que se fazer? Eis a questão.
As mulheres da equipe levantavam aos poucos, e saiam em busca do resto dos companheiros. A primeira a se levantar foi Riko, que tinha seus compridos fios ruivos um pouco bagunçados.
Riko- Como foi a noite de vigia? — inocentemente puxava assunto, mesmo vendo seus colegas atirados pelo sofá, cadeiras e inclusive o chão.
Leon não tinha forças para dizer algo, então apontou para o quintal mostrando o bicho preso à várzea. A garota com leves sardas, levou as mãos aos lábios em sinal de espanto. Esperava alguma resposta, mas não foi o que teve.
Wally- E aí sardenta, bom dia... — ergueu uma das sobrancelhas tentando entender o porquê de todos estarem esticados pela sala e cozinha. — Mortos. — voltou a caminhar em direção dos alimentos.
Logo Beth apareceu com Ling no colo e Maya de mão dada com Rin, não se preocuparam em saber o ocorrido.
O grupo almoçou em silêncio, preservando os poucos momentos que tinham sem discussões.
Mas algo os afligia, talvez fosse os mantimentos que se esgotariam em breve, ou talvez fosse o fato de muitos zumbis terem se juntado ao redor da casa.
Sim, muitos zumbis foram atraídos para casa. Quase como se o bicho preso exalasse um feronômio que atraísse mais bichos para o local.
Azami estava deitada ao sofá mais velho, dormindo tranquilamente, enquanto o resto do grupo planejava como sair da casa.
Toshio- Até porque a katana, o facão e outros objetos estão lá! — concordava com Dave. — Não podemos simplesmente ignorar isso.
Dave- Foi o que eu quis dizer! — tinha o queixo apoiado sobre as mãos.
Beth- Não devíamos sair agora... — receou.
Wally- Foda-se tudo, vamos sair arregaçando! — ironizava na hora errada. Teve olhares reprovativos sobre si.
Rin não estava brincando com Ling no momento, mas estava sentado à roda dos mais velhos aprendendo a discutir seriamente.
Leon- Acho que precisamos acordar ela... — seus olhos focavam em uma certa garota com camiseta do Nirvana que dormia.
Neste momento, Ling engatinhava pelo chão amadeirado brincando ser um cãozinho. Péssima ideia. O chão era velho, e se não bastava ser empoeirado, ainda havia farpas soltas por toda parte.
O menino teve o azar de ter uma dessas farpas enfincada em seu joelho. Era só uma criança de seis anos, claro que chorou, colocando melhor, fez um escândalo. Ling chorava como nunca antes, e tinha um pequeno filete de sangue escorrendo por sua panturrilha.
Riko e Beth correram para calá-lo, mas já era tarde, zumbis já procuravam o som pelo quintal e Azami resmungava ainda dormindo. Todos pegavam suas armas, fazendo o mínimo de barulho possível.
Leon- Azami, acorda! — cochichava a mexendo levemente.
Azami- Hum? — seus olhos permaneciam fechados.
Wally se intrometeu e a chacoalhou com força fazendo abrir seus olhos ônix.
Azami- O que você quer Leon? — sibilava sonolenta e coçava os olhos. Agora estava apoiada sobre o braço esquerdo.
Não demorou a perceber que só restava ela enrolando o grupo, se levantou procurando inutilmente a katana e passou as mãos no cinto vazio.
Maya- Estão lá fora. — tratava das adagas e da kunai que psico não sentia nas pernas.
Alguns se esgueiravam pelos cantos, outros se esticavam pelos sofás, mas de alguma forma escondiam seus corpos da visão dos zumbis.
Ling somente soluçava entre os braços da prima ruiva. Beth o acalmava aos poucos passando as mãos por seus cabelos loiros.
Wally se ajeitava atrás de uma parede, mas acabou deixando seu pé à mostra. Ao puxá-lo chamou atenção de um bicho pela janela. Imediatamente ele gemeu, o que deixou os outros zumbis curiosos de modo que empurrassem porta de entrada.
Não havia mais jeito, o grupo se levantou correndo para a varanda do andar de cima, Toshio daria cobertura com as flechas, juntamente com Dave que usaria o revólver.
-X-
O objetivo seria recuperar a katana e as outras lâminas do zumbi V8, e saírem o quanto antes possível da casa. Improvisaram o plano enquanto subiam para a varanda.
Gabe e Azami iam dar passagem liberando o caminho para o pessoal, Leon e Rin estariam no meio da formação protegendo as dianteiras e formando uma barreira para os sem arma. Atrás, só Toshio e Dave com a cobertura.
Todos desciam a varanda se pendurando na cerca e depois se jogando para o chão, afinal não era muito alta.
Gabe rasgava qualquer bicho que lhe aparecia no caminho, Azami apenas se escondia entre as machadadas para não ser devorada. O homem que não tinha o costume de falar se saia bem em combates corpo-a-corpo. Nada lhe passava despercebido, qualquer mão decomposta que ousasse tentar arranhar psico, era cortada para fora e levava um bônus no crânio.
Riko tinha os olhos lacrimejados enquanto corria com Ling afundado em seu peito, a mulher do bombeiro corria destemida, não queria dar mais trabalho e Wally apenas fazia caras feias ao ver zumbis destroçados a sua frente. Maya tinha a espingarda em mãos, mas não atirava, já que Leon estava ao seu lado fazendo seu serviço. A garota tinha os olhos esbanjados em orgulho ao ver seu irmão mais novo fazendo trabalho de gente grande.
Provavelmente Toshio e Dave haviam pego a parte mais difícil, já que eram poucos pra muitos zumbis que vinham por trás.
Toshio- Olha isso! – falou com Dave atirando uma flecha de um zumbi a curta distância. – Quanto mais perto, mais sangue! – limpava o rosto respingado.
Maya era a mais próxima de Azami que estava à frente e a ajudava procurando o zumbi V8 que estaria caído.
Maya- Não é aquele?! – apontou para uma roda de zumbis à esquerda. – Olha pro chão!
Azami- Não... – estreitava os olhos. – É ele! Pra esquerda Gabe!
O homem virou seguindo os comandos, arrancando brutalmente a cabeça fora de um bicho fazendo o sangue jorrar pelo pescoço partido.
Muitos cabeças-moles cercavam o zumbi V8 que gemia e chacoalhava o tronco desesperadamente. Ao verem o grupo se locomover à sua direção, foram de encontro desejando carne.
Maya entrou em ação um pouco afastada, estourando a cabeça dos zumbis do melhor jeito que podia. Gabe os partia no meio desde o crânio. Azami corria na frente agora, apenas desviava dos corpos mortos.
Teria que ser rápida estava desprotegida e ainda oferecia suas costas aos bichos enquanto pegava as armas. Pegou primeiro as adagas colocando-as em seus devidos lugares do cinto, depois a kunai que teve uma posição privilegiada. O facão foi jogado para Gabe que passou pela Maya e foi parar em mãos de Beth. Deixando por último, mas não menos importante a katana, que saiu do crânio do zumbi já sendo cravado em outro.
Toshio- Pronto aí na frente? – gritava recolocando uma flecha no arco.
Leon- Sim!! – protegia Riko e Wally que ainda estavam desarmados.
Agora Azami poderia agir de verdade, voltou-se ao lado de Gabe e se posicionou para contra atacar. Quase instantaneamente um morto vivo se virou para devorá-los, isso não passou limpo por psico que atravessou o crânio dele com sua lâmina mortal. Ele não morreu, dando a entender que era mais um dos V8.
A garota de olhar frio avisou o grupo que vinha mais atrasado, com o que estavam lidando. Gabe se estressou e rachou o que ainda lhe restava de cabeça. Não fez efeito, então começaram a cortar os membros como fizeram com o primeiro V8, porque pelo menos ficaria inofensivo.
Dave e Toshio apertaram o passo ao receberem a notícia da dianteira. O fundo estava mais cheio, e os dois quase não davam conta. Aproximaram-se do meio da formação sem ferir nenhum zumbi pelo caminho, apenas corriam.
Rin- Vocês viram a Azami? – recarregava suas pistolas.
Dave- Eu pensei que ela e o Gabe estivessem um pouco a frente de vocês! – falou ofegante.
Leon- Mais ou menos, ela e seu irmão foram pra esquerda pra pegar as coisas. Só gritaram pra avisar que tinha mais um V8... – balançava a cabeça negativamente. – Ainda não voltaram.
Todos se entreolharam por um momento, se esquecendo da infestação aos seus arredores.
Toshio- E porque vocês não foram para a esquerda com eles?! – indagou.
Maya- Medo – respondeu fria.
Correram novamente, desviando das mãos sedentas dos bichos, alguns tinham suas cabeças estouradas, outros eram simplesmente ignorados para poupar munição.
-X-
Ainda não haviam saído da enorme plantação que a casa escondia no quintal dos fundos. Também haviam muitos zumbis, o que tornava impossível encontrar Gabe e psico por ali.
No meio de todo sangue esguichado que rolava solto pelo ar, encontraram alguns mortos degolados ou com a cabeça rachada. Nem foi preciso dizer algo, os dois perdidos haviam passado por ali. Realmente, mais alguns passos e puderam ver uma katana e um machado apoiado sobre costas. O grupo de trás gritou, fazendo os dois olharem procurando o som.
Toshio subiu Rin nos ombros para que eles pudessem vê-los.
Rin- Eles pararam! – contava sorrindo.
Voltaram a correr entre os mortos vivos, Leon descarregava a M4 nos zumbis da frente. Alguns levantavam mesmo com isso.
Azami- A culpa não é nossa!! — arremessava a kunai em um zumbi próximo.
Gabe- Eu te disse para esperarmos eles! – cravou o machado em outro zumbi, mas não tirava os olhos da nova companheira. – Poderíamos ter nos perdido...
Azami- Foda-se! Já nos acharam, do que adianta discutir? – sua franja caía sobre o olho, a deixando com o olhar mais assustador que o normal.
Avistaram Leon e Dave correndo na frente, eram acompanhados do resto do pessoal.
Dave- Gabe!! – o abraçou, se sujando com sangue coagulado que estava presente na blusa do irmão. Beth completou o abraço, mostrando se importar pelo cunhado também.
Azami ficou parada ao lado deles, desprezando a atitude afetiva com o olhar.
Wally- Vocês encontraram mais dos V8? – vistava o local procurando zumbis perto.
Azami- Sim, cortamos os membros já que não sabíamos matar. – limpou o rosto ensanguentado com as mãos, deixando marcas rubras borradas.
Todos pareciam descansar por um momento, os zumbis caminhavam lentamente, deixando-os com uma pequena vantagem.
Riko ainda tinha um Ling dormente em seus braços cansados. Wally procurava zumbis pelos lados, de tanto procurar acabou achando.
Wally- Tem um vindo!! – disse desesperado.
O bicho apareceu do lado de Beth que cortou seu rosto desfigurado com o facão. Se fosse um zumbi normal, teria morrido.
Maya- É do V8!! – assim que foi avisado, todos deram largos passos para trás.
Toshio acertava suas flechas, Azami arremessava as adagas, Leon metralhava, Gabe lançava seu machado e Dave atirava também. O zumbi perdeu a cabeça inteira, mas não morreu.
Azami- Porra! – exaltou-se cortando os membros superiores do morto. – Ele não vai morrer?!!
Rin foi pra cima do bicho sem os braços agora, mirando simetricamente suas pistolas no peito do zumbi, atirou à queima roupa.
-X-
Maya teve suas pupilas dilatadas com medo de perder o irmão mais novo. Depois do disparo abafado pelo corpo estourado do morto, um pequeno baque agudo de metal foi-se ouvido no chão. O zumbi caiu para frente, finalmente morto.
Os olhares permaneciam sobre o menino com tapa olho. Atrás do zumbi, refletia um micro-chip com luzes desativadas.
Leon- O mic-micro chip! – sua voz saia sussurrada.
Wally- Como você pensou nisso garoto?! – seu tom era agressivo e se dirigia ao Rin.
Rin- E-eu não sei! – suas mãos abraçavam seu tórax, sentia-se inseguro.
Maya deu um tapa nas costas de Wally, por ser rude com seu irmão, depois se moveu ao mais novo.
Maya- Você simplesmente agiu? – o segurou nos ombros. – Ou você sabia?
Rin- Eu... Tinha uma ideia de que isso poderia funcionar, mas foi pura intuição! – tinha o olhar cabisbaixo. Recebeu um abraço da irmã, e ouviu um “nunca mais faça isso” da mesma.
Mais zumbis se aproximaram depois de todo o barulho, voltaram a se locomover entre as plantações secas, Toshio passou e recolheu o chip ensanguentado do chão terroso.
Riko estava cansada, não era fácil carregar uma criança enquanto corria pela vida. Estava por última quando sentiu algo com odor forte pousar sobre suas costas.
Quem estava mais a frente só pode ouviu um grito agudo, e um choro constante. Pararam se virando bruscamente, era tarde.
Ling estava no meio dos dentes podres de um zumbi, que rasgava sua fina pele e lhe tirava toda inocência. Tinha sua barriga exposta, com vísceras abertas e caídas juntamente com o sangue que escorria manchando suas roupas infantis.
Sua prima, não havia forças para chutar a cara daquele monstro que devorava o único que a amava verdadeiramente, mesmo essa sendo sua vontade. Assistia a cena de horror, debruçada sobre os joelhos no chão, seu vestido claro era marcado por uma mão ensanguentada atrás.
Dave correu já apontando o revólver no bicho, mas foi impedido por psico.
Azami- Não mata ele. – falava do zumbi, sua franja cobria os olhos.
Dave- Ele vai morrer!! – esbravejou sobre a atitude da companheira, não entendia o motivo de deixar Ling ir.
Azami- Ele já morreu. – suas palavras saíram frias, foram um soco na boca do estômago para todos que os ouviam. – É melhor assim, porque vamos conseguir fugir.
Dave raciocinou por segundos, entendeu que a garota queria usar Ling como isca. Não teria mais o que fazer, a criança não chorava mais apenas gemia se acostumando com o sofrimento.
O bombeiro puxou Riko, e a colocou pendurada nas costas. A ruiva estava mole com o olhar penetrante, demorou em perceber que estavam a levando para longe de seu priminho. Quando realmente se deu conta do acontecido, esperneou, gritou, chorou, queria morrer junto ou ter morrido no lugar dele.
-X-
Atravessaram a plantação com os berros desesperados de Riko, que pedia pra voltar ou para a largarem lá. Nada lhe foi concedido.
Pararam numa manancial depois de andarem muito, já estava entardecendo. Jogaram suas malas e mochilas no chão úmido, e Dave finalmente soltou a ruiva que agora estava calada.
Ninguém ousava comentar nada, os homens já procuravam galhos por perto para montar a fogueira e Beth era ajudada por Maya com os preparativos para a janta. Azami e Wally se limpavam a beira da água, molhando as mãos e passando sobre o pescoço e o rosto.
Riko- Quero ele de volta... - sussurrava com a face escondida entre as mãos sujas. – Devolve meu primo...
Azami- Ele não vai voltar. – sentou-se em volta da fogueira.
Leon- Azami! – repreendeu-a.
Azami- Que foi? Só estou dizendo a verdade. Nem como zumbi volta, você viu como ele foi comido?! – seus lábios sorriam discretamente, era sarcástica até quando não deveria.
Riko levantou cambaleando, e se dirigiu até Azami. Puxou psico pelo sobre tudo, a colocando de pé. Estendeu sua mão para trás e deu-lhe um tapa que marcou seu rosto porcelana.
Azami ria, ria como se alguém tivesse contado uma boa piada. Ela não levaria isso na esportiva, mas no momento ria gostoso, mostrava todos os dentes de sua boca e não se importava com o barulho da sua risada.
Mais um estalo foi ouvido, agora a mão de Riko acertou o outro lado do rosto de Azami que ainda ria descontroladamente. A ruiva ousou a levantar a mão mais uma vez, mas sentiu seu punho ser segurado com força.
Azami- Chega de ser boazinha. – o riso havia parado. Seus olhos escuros como a noite, furavam a alma de Riko.
To be continued.
Notas finais
Mentirinha sem graça... ¬¬
Bom, gosto de reviews, que tal me fazer feliz?? u.ú
Ah, só mais uma coisa, não que a fic vá acabar agora (ainda tenho muita coisa pra fazer...) mas eu não sei se o final que eu planejei vocês vão gostar muito... Então eu peço que vocês coloquem suas ideias nos comentários, pra eu poder fazer uma junção de tudo e ficar do agrado de todos vocês ok??! E assim também poder fazer algo mais legal do planejado sei lá.
Por favor, não esqueçam!! ^^
Fale com o autor