Sangue inocente
11 Finalmente, Cass!
Notas iniciais
*Narração em 3ª pessoa*
– Vai dormir o dia inteiro Sammy? — disse Dean ao ver o irmão acordando
– Que horas são? — perguntou Sam coçando os olhos para ver direito.
– 12h36. Pelo visto a noite foi boa, hem!? Fiquei até tarde assistindo anime porno e você não tinha chegado.
– Eu não diria que foi tão boa assim... — disse Sam se levantando e indo para o banheiro.
– Ah, qual é Sammy? Você saiu com a Alex e voltou depois das três da manhã.
Sam estava de ressaca, sua cabeça doía ao ouvir qualquer barulho, o estomago revirava. Isso é o resultado de uma noite agitada a base de tequila. Ao entrar no banheiro, o irmão mais novo lembrou de tudo o que havia acontecido na madrugada. Bar lotado, cerveja, tequila, beijo, banco de trás do carro da Alex e frieza no final da noite.
– Droga, tenho que falar com a Alex. — Sam disse pra si mesmo ao ligar o chuveiro.
Sam tomou seu banho e sai do banheiro querendo saber noticias de Alexia.
– Dean, você viu a Alexia hoje? — perguntou Sam
– Ainda não. Pelo horário que vocês chegaram ontem, ela deve estar dormindo ainda. Mas... — um sorriso de canto de boca apareceu nos lábios de Dean — como foi a noite?
– Não foi Dean. — disse o irmão sério.
– Como assim? Vocês chegaram depois das três da madrugada, e pela sua cara de ressaca, deteve ter bebidos todas. Você deu uns pega na Alex?
– O que? Não... — disse Sam sem jeito.
– Deu uns pega nela sim. Haha, esse é meu garoto! — disse Dean dando um tapa no ombro do irmão. — E ae, como ela é?
– Dean eu não vou falar sobre isso pra você. É pessoal.
– Ah, fala sério Sammy. Diga como foi pegar a caçadora nervosinha.
– Não peguei ela Dean, a gente só se beijou. Nada mais.
– O que? Olha, eu achava que você era viado mas agora, eu tenho certeza.
Sam olhou para o irmão o repreendendo.
– A gente não transou, só isso Dean. Não queria transar com uma garota bêbada no bando de trás de um carro. Não sou você.
– Wow! Ela te levou pro banco de trás? Do carro dela né? — disse Dean preocupado com seu Impala
– É claro né Dean. Ela tem carro.
– E você não quis tran....
– Dean, parou! Não quero mais falar sobre isso. — disse Sam colocando sua jaqueta jeans. — Ja volto.
– A onde você vai?
– Vou falar com a Alex. Ou tentar.
*Sam Winchester narrando*
Tenho que falar com a Alex, explicar o por que de não ficarmos juntos naquela noite. Eu não podia, não seria eu. Eu não sou assim. Não que eu queria que tivesse velas, lençóis de seda e vinho, mas eu também não queria que fosse daquele jeito, ela é muito legal e, por isso, ela não merecia uma transa casual com um cara bêbado no banco de trás de um carro estacionado em um beco.
Talvez seja esse meu medo de me relacionar com as pessoas. Penso que se eu me envolver com alguém, esse alguem pode correr perigo. Aconteceu isso com a Jess, Medson... por que com Alex seria diferente. Tudo bem, ela é caçadora e sabe das verdades do mundo em que vivemos, mas mesmo assim, eu não consigo, depois de todos os entes queridos que perdi por causa dessa minha vida totalmente voltada aos negócios da família... a cada dia fica mais complicado para mim.
Tenho que dizer isso para Alex, não quero que ficamos num clima ruim.
Sai do meu quarto e fui bater na porta de Alexia, para nos acertarmos e colocarmos o pingos nos ís.
*Alexia Green narrando*
Abri meus olhos, cá estou eu nesse quarto de motel mais um dia. Droga, que dor de cabeça!
Não me lembro de muita coisa da noite passada, só que sai com Sam para beber em um bar e que nós nos beijamos... Droga de novo! Será que eu e ele... nos... eu... Não! Não pode ter acontecido isso. QUE DROGA ALEX!
Cobri minha cabeça só imaginando o que teria acontecido ontem entre mim e Sam. Não pode ter acontecido o que estou pensando, só quero a amizade dele, não estou com cabeça para relacionamentos. Quero pegar o desgraçado que acabou com a minha família. Me vingar, é só isso que penso, mas com o sumiço de Adfur e eu trancada nesse motel a mais de uma semana, é meio dificil encontra-lo. Não posso ficar dependendo de Castiel para me dar noticias. Ele não aparece a muito tempo, Dean o chama todos os dias, mas nem aparecer ele aparece. Estou mudando de ideia sobre Anjos, eles não são tão fofos e companheiros como os filmes de drama e infantil dizem.
Tenho que ir atras de Adfur do meu jeito, do jeito que sempre fiz, como o Bobby me ensinou, o mais rápido possível.
Me levantei da cama e fui para o banheiro para espantar a preguiça. Oh ressaca vagabunda! E o pior é que eu só me lembro do beijo em que dei no Sam, mais nada. O que eu faço? Pergunto para ele o que aconteceu, ou danço conforme a música? E se a gente transou mesmo e eu perguntar para ele e ele ficar chateado por eu não lembrar? Uma coisa é certa, nunca mais bebo Godfhater na minha vida, nunca mesmo.
Depois de tomar banho, eu estava decidida em conversar com Sam e saber o que havia acontecido entre nós. Me vesti, e quando estava penteando meus cabelos, alguém bate na porta. Sam
– Oi! — disse ele logo quando abri a porta.
Fiquei sem reação, eu dava um beijo? Um selinho? Ou talvez um beijo no rosto... não, um oi seria mais conveniente pelo semblante que Sam estava.
– Oi. — disse sem graça.
– A gente tem que conversar.
– Também acho. — disse dando passagem para ele entrar.
Por um momento, o silencio tomou o ambiente, fazendo com que ficasse mais difícil entender o que havia acontecido. Sam estava sério, diferente, distante. Droga, já vi que fiz merda na noite passada.
– É sobre ontem a noite... — começou ele — Bom, eu... eu não queria te magoar, mas é que eu não estava com cabeça na quela hora. A gente estava bêbados, seria horrível a gente transar e no outro dia nem nos lembrar do que aconteceu.
Calma. Então a gente não transou? Graças a Deus! Ufa, que peso tirou de minhas costas! Mas calma, eu tenho que falar para ele que eu não me lembro.
– Sammy. — me sentei no sofá que tinha no canto do quarto. — Eu... eu, — respira Alex e diz de uma vez — não me lembro de muita coisa daquela noite. Eu estava muito, muito bêbada e minhas lembranças são vagas.
Na mesma hora que disse isso, Sam ficou olhando papa mim sem dizer nada. Não dava nem para imaginar o que ele estava pensando.
– Do que você se lembra? — disse ele em tom baixo sentando ao meu lado.
– Bom, eu me lembro de nós saímos para beber, o bar estava cheio, pedimos umas bebidas e... — nos beijamos, diz Alex.
– E...? — disse ele me encorajando a falar.
– E... nós nos beijamos. — disse de uma vez.
– Só isso que você lembra? Serio? — disse ele ainda em tom baixo.
– É. Eu deveria lembrar de mais coisas?
Novamente ele ficou calado me olhando. Nós estávamos tão envolvidos assim? Pelo jeito sim.
– Eu quero saber se aconteceu algo mais entre nós, Sam. Eu tenho o direito de saber.
– Não aconteceu nada entre nós. — disse ele desviando o olhar — a gente só...
– A gente só o que Sam? Fala logo.
– A gente se beijou, e fomos para o seu carro. Mas a gente estava bêbados demais e resolvemos voltar pra cá. Só isso.
– Tem certeza Sam? — o olhei desconfiada. — Se aconteceu mais coisas é melhor você falar. Não quero ficar num clima ruim com você. Nós somos amigos, e esconder coisas dos amigos é muito grave.
– Não aconteceu mais nada. — disse ele olhando para o chão.
– Então olha para mim e diz.
Sam cruzou nossos olhares e disse.
– Nós fomos aos beijos para seu carro, depois para o banco de trás e ai a gente parou.
– Parou? Por que?
– Como eu disse, a gente estava bêbados, e eu não achei certo dar continuidade, pra gente não correr o risco de não nos lembrarmos depois. E eu também não estava muito bem, tem muita coisa acontecendo comigo e com Dean. Você é muito legal, linda uma ótima mulher, mas é que eu não poderia mesmo.
– Tudo bem Sam. Eu também acho melhor termos parado por ai mesmo. De um jeito ou de outro eu não ia lembrar mesmo.
Consegui tirar um sorriso tímido dos lábios de Sam, e nos abraçamos. Ótimo, amigos de novo. SÓ amigos. É melhor assim.
Nosso abraço foi interrompido por alguém batendo na porta. Me levantei e fui a tender.
– Quem bom que você esta aí. — disse Dean eufórico — O Cass apareceu.
– Aonde ele esta? — perguntei alegre.
– No meu quarto, vamos.
Fomos para o quarto se Castiel tinha alguma novidade, Tomara que tenha, e mesmo se não tiver, não vou ficar de braços cruzados.
– Cass! — disse Sam ao entrarmos no quarto. — por onde você esteve?
– Resolvendo umas coisas. Tenho noticias de Adfur.
– Ótimo desembucha — disse Dean sentando na cadeira.
Castiel me olhou e começou a falar.
– Ele fez mais uma vitima, parece que ele não desistiu de acelerar a Batalha Final do Apocalipse.
– E onde ele esta? — perguntei ansiosa
– Ele esta em Atlebora. — começou ele — Ele matou mais uma criança nessa madrugada.
– Droga! — disse baixinho. — Tenho que ir para lá, agora.
Fui em direção a porta
– Hei, calma. — disse Dean me seguindo — Não podemos ir assim, temos que ter um plano.
– Quer saber meu plano Dean? — disse me virando para ele — Meu plano é ir nessa maldita cidade e sair de lá com o sangue de Adfur pingando da minha faca. Não importa o que eu tenha que fazer ou para onde eu tenho que ir, isso já foi longe demais. Chegou a hora dele pagar.
– Eu te entendo, — começou Dean — eu já senti isso, mas foi assim que me dei mal. Temos que ir com calma, ele não é um demônio qualquer. Nos vamos te ajudar, te dar cobertura. Se depender de nós, esse Son of a Bitch não vai viver por muito tempo.
– É melhor vocês irem logo. — disse Cass — Ele esta com pressa e quase conseguindo a quantidade certa para fazer o ritual. Vocês não tem muito tempo.
– OK, então vamos. — disse olhando para Dean que fez sinal de positivo com a cabeça.
– Cuidado, ele é traiçoeiro. — disse Cass antes de desaparecer de novo.
–Vou arrumar minhas coisas, saímos em 30 minutos. — disse e sai do quarto.
Ótimo! Finalmente uma pista. E finalmente vou sair desse motel.
Entrei no quarto, peguei as roupas que estavam espalhadas na cama, escova de dente, soquei tudo na mala. Pequei a mochila de armas e fui leva-la para o porta-malas do carro.
Ao chegar no estacionamento, vi Dean arrumando as coisas para a caçada e colocando tudo no banco de trás do carro e no porta-malas.
– Empolgada? — perguntou ele.
– Muito. Finalmente ele apareceu. Dessa vez ele não escapa.
– Você o procura a muito tempo né? — disse ele se aproximando.
– É... Até demais pro meu gosto. — dirigi meu olhar para ele.
– Por que? Ele merece que você deixa sua vida de garota jovem para ficar viajando por ai sozinha a procura dele?
– Foi só isso que me restou, Dean. Ele me tirou tudo o que me tornava uma jovem normal. Ele tem que pagar por isso.
– O que ele fez para te deixar com tanto ódio? — perguntou ele curioso.
Não estava com cabeça para falar sobre aquilo. A unica coisa que queria, era pegar a estrada e caçar Adfur.
– Longa história. Talvez depois. — fechei o porta-malas — Temos que ir agora.
Logo depois Sam chegou com as malas dele e do Irmão e colocou no carro. Dean foi acertar a conta na recepção do Motel e eu fui pegar minha mala e meu violão.
Tudo estava pronto. É agora que eu pego esse desgraçado.
Dean e Sam entraram no Impala e eu entrei no meu Charger 1968, liguei o som e pegamos a estrada.
*Música http://www.youtube.com/watch?v=hc9CAHAHWn8&feature=related *
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