Notas iniciais
Olá Pessoal! Prontos para mais um capitulo? Então lá vai. Divirtam-se ;)

– Vamos menina, temos que sair daqui.


- Por que? — disse Alexia desconfiada ao ver o homem barbudo parado em sua frente.

- A policia já esta chegando. — disse o homem — Se te verem toda suja de sangue, vão te prender.

- Não posso ir embora. — disse Alexia chorando e passando a mão no rosto desfigurado de Debby, sua prima.

- Temos que ir menina. — disse ele a pegando pelo braço — Talvez quem chegue primeiro não seja a policia.

- E quem seria? — disse ela fazendo força para se livrar das mãos do homem.

- A criatura que fez isso com ela e com sua família. — disse ele sem paciência e a arrastando de lá.


O homem a arrastou até a caminhonete e ligou o mesmo, saindo de lá o mais rápido que pode. Alexia não sabia o que estava acontecendo. Quem fez isso com sua família? Por que? E quem é esse cara ao lado dela? Ela nunca o viu antes. Ele tinha barba e usava boné, tinha jeito de caçador de animais, mal ela sabia que tinha um pouco de verdade.

(...)


O sol tinha acabado de nascer quando Alexia acordou no banco da frente da caminhonete ao lado do homem desconhecido. O homem entrou em um ferro velho e estacionou o carro em frente a casa.


- Que lugar é esse? Credo, que cheiro é esse? — disse Alexia olhando ao seu redor.

- O cheiro é de motor e óleo queimado. E esse lugar é a minha casa. — disse ele saindo do carro.

- Mas o local é ótimo — disse ela tentando se retratar.


Alexia ficou envergonhada pelo que disse, ele a salva e ela reclama da casa dele? Que feio Alex.


O homem entrou na casa e Alexia o seguiu. Ela não sabia quem era ele e o que ele queria com ela, mas sabia que ele era uma boa pessoa pois ele a salvou, se ele quisesse fazer mal á ela, já teria feito quando ela dormia.


- Onde estamos? — perguntou ela ao atravessar a porta.

- Já disse, na minha casa. — disse ele zangado.

- Ta, disso eu intendi, eu quis dizer, cidade e estado.

- Sioux Falls, Dakota do Sul. — disse ele sentando na mesa onde tinha vários livros abertos sobre ela.

- Você dirigiu de Nevada até Dakota do Sul de madrugada? — disse ela surpresa

- Isso aí.


Alexia ficou calada, só olhando em volta. "Que homem vive em uma casa que mais parece uma biblioteca antiga?"


- Quem é você? — perguntou ela séria.

- Sou Bobby Singer e dono desse ferro velho.

- Que tipo de dono de ferro velho tem a casa cheia de livros e... — Alexia viu uma arma no canto da sala — armas?


Bobby não disse nada. Ele sabia que ela ia surtar ao descobrir qual é o verdadeiro trabalho dele e mais ainda, quando ele disser quem matou a família inteira dela.


- Vai ficar aí calado, ou vai falar logo? — disse ela se posicionando na frente de Bobby — O que você estava fazendo na casa da minha prima? O que aconteceu com ela? E quem era aquele homem na minha casa?

- Hey, calma. Uma pergunta de cada vez. — disse ele apontando para o sofá ao lado da mesa onde estava sentado.


Alexia se sentou e logo começou com o interrogatório.


- Quem matou minha família?

- Uma criatura — disse Bobby sem jeito. Ele não ia falar que foi um demônio logo de cara né.

- Como assim? Que criatura?

- Quer comer alguma coisa? — disse ele tentando mudar de assunto.

- NÃO. EU QUERO SABER QUE PORRA FOI AQUELA ONTEM A NOITE. — disse Alex aos berros e se levantando do sofá. — E EU QUERO SABER TUDO, NÃO ME VENHA COM HISTÓRIA DA CAROCHINHA.


Bobby a olhou serio, Alex o fazia lembrar de alguém com aquele jeito todo explosivo.


- Ok, quer saber a verdade né? Então lá vai. — Bobby levantou da cadeira e a olhou diretamente em seus olhos — Quem matou, ou o que matou, a sua família foi um demônio. Um demônio muito do desgraçado. Eu estava caçando ele até que ele cruzou com a sua família.


Alex não intendeu direito o que Bobby disse, ou fez questão de não intender.


- O que? Demônio? Por favor né, demônios não existem, é só história que padres e bispos falam pro povo ficar com medo e irem para igreja. Não existe, é impossível!

- Mas é a verdade, existem vários desse soltos por aí. E não é só demônios, é todo o tipo de criaturas. O mundo é um verdadeiro filme de terror.


Alexia começou a chorar aos soluços. Não podia ser, demônios existem e foi um deles que matou toda sua família. A garota se virou e foi em direção a saída.


- Onde você vai? — perguntou Bobby preocupado. — Você não vai se matar, vai?

- Preciso de um tempo para pensar. Um tempo sozinha.


A garota saiu da casa e ficou olhando ao seu redor. Ela não sabia nem da metade das coisas que iriam acontecer da li para frente. Alexia chorou muito e por vários momentos pensou em voltar para casa para encontrar seu pai de baixo do capô do carro a tarde inteira e sua mãe na cozinha inventando algumas comidas estranhas mas que no final, ficava até gostoso.

Não dava para Alexia voltar para casa, como Bobby tinha dito, o demônio poderia voltar e mata-la, e era para isso que o demônio foi fazer uma visitinha para Alexia, para mata-la, mas ela não fazia a minima ideia do por que.

(...)


Após um tempo de reflexão, Alex chegou a conclusão de que deveria pegar o maldito demônio que matou sua família e se vingar, é a unica coisa que restava a ela, mas ela precisava de ajuda, e estava disposta em aprender como pegar, não só demônios, mas todas as criaturas que, segundo Bobby, há vários por aí.

Alexia voltou para dentro da casa de Bobby disposta a saber tudo o que precisava para se vingar, e Bobby, estava totalmente disposto a ajuda-la.


*Flashback OFF*


- E foi isso que aconteceu. — disse Alexia terminando a história com o rosto molhado por causa de suas lágrimas.


*Dean Winchester narrando*

Não acredito que isso tudo aconteceu com uma menina de 17 anos. Ela viu toda sua família morta em sua casa e ainda foi ameaçada pelo assassino.

Enquanto Alexia contava tudo o que ela passou, de todas as criaturas que ela caçou sozinha, a procura de vingar-se de Adfur, de tudo o que ela viu e fez, fiquei pensando como seria se fosse eu no lugar dela, sinceramente, não sei se aguentaria. Eu tive a minha experiencia, minha vida não foi nada fácil alias, nunca foi, mas se eu tivesse que passar tudo o que passei sozinho, sem o pai, Sammy e Bobby, não tenho tanta certeza se estaria aqui hoje.

Depois de tudo o que eu ouvi, a imagem que tinha de Alexia, uma garota mimada e intrometida, se foi, eu não a via mais assim, eu a via como uma guerreira. Uma garota de 17 anos que perdeu tudo e ao invés de ficar se lamentando, foi a luta sem saber direito o que a esperava. Alexia é uma mulher forte e decidida.

(...)


*Alexia Green narrando*


Contei tudo o que houve comigo para Dean. Ele não tirou a atenção de mim e de tudo que estava falando, por um momento poderia jurar que vi seus olhos se encherem de água. Eu nunca disse isso pra ninguém, tocar nesse assunto é muito difícil para mim, foi até bom contar isso para Dean, desabafar, me sinto mais leve e, agora acho que ele vai parar de implicar comigo perguntando o que aconteceu comigo que me levou a essa vida. Foi melhor ele saber.


- É... agora intendo o por que de você não tocar no assunto. — disse ele se sentando ao meu lado. — Acho que se fosse comigo, também não gostaria de ficar contando para todos que pergunta.

- Pois é... que bom que você intende.


Nossos olhares se cruzaram, dessa vez Dean não me olhava mais como antes, ele me olhava com... ternura e compreensão. Não acredito que tive que contar tudo o que houve comigo para ele me intender. Meus olhos ainda estavam cheios de água e minha bochecha ainda estava úmida de tando que chorei lembrando da quela noite fatídica.

Eu e Dean ficamos em silencio durante alguns minutos, só nos olhando, nenhum de nós teve coragem para comentar nada ou de nos alfinetar com comentarios sarcásticos.

Qual é, Dean esta com dó de mim agora? Era só o que me faltava, a ultima coisa de que preciso é dele com pena de mim.

(...)


- E ae! — disse Sam abrindo a porta com a sacola do supermercado. — Aconteceu alguma coisa? — perguntou ele me olhando, com cara de choro, e Dean sentados no colchonete, um do lado do outro.

Se eu fosse Sam, também iria estranhar.


- Não, nada. — disse me levantando e subindo as escadas. — Vou dormir um pouco.


*Dean Winchester narrando*


- O que houve com você e a Alex? — perguntou Sam me olhando desconfiado.

- Nada ué... Só estávamos conversando.


Foi em direção a sacola que Sam trouxe do supermercado. Torta, a como é gostoso, só perde para sexo.


- Sei... E vocês conversaram, assim, de boa. Sem terminar em briga? — continuou Sam com sua desconfiança. — Diz logo o que houve.

- Ta! — disse olhando para a escada para ver se Alex já tinha subido, e comecei a falar sussurrando — Alex me contou o que aconteceu com ela.

- O que? — disse ele surpreso — Ela te disse assim, sem mais nem menos? Te disse tudo?

- Pelo que eu saiba ela me disse tudo sim. — disse voltando para a cadeira com a embalagem da torta em minhas mãos. — Sammy, ela passou por tanta coisa sozinha. Ela não é uma garota fraca e mimada, ao contrario, ela é forte, muito forte. Agora eu a entendo.


Contei tudo o que Alex disse para mim pro Sam, ele ficou surpreso em cada coisa que eu falava. Contei também do Bobby a ajudando, a ensinando a atirar, como matar fantasmas, vampiros, wendigos, exorcizar demônios... Enfim, tudo que um caçador tem que saber para não morrer em batalha.

(...)


Depois que terminei de contar, Sam subiu as escadas para dormir um pouco, e eu fiquei um pouco mais na sala improvisada que montamos naquela casa, vendo umas coisas no laptop, até que Cass apareceu.


- Dean. — disse ele calmo.

- Cass!? — Um dia eu juro que morro do coração com essas visitas inesperadas dele.

- Temos que conversar.

- Sobre?

- Zacarias esta nervoso. Ele quer que você diga sim a Miguel, o mais rápido possível. Ele esta armando um plano para te forçar a dizer sim.

- Cass eu já te disse, eu não vou dizer sim a ele e virar uma camisinha angelical para me meter numa briga de família.

- Eu sei disso Dean, só estou aqui para te avisar que, se você não quer que ele coloque esse plano em prática, é melhor vocês deterem Adfur, o quanto antes. Se Adfur conseguir o sangue para fazer o ritual e acelerar a Batalha do Apocalipse, você e Sam serão automaticamente levados para que seu corpo e o de Sam sirva de casca para Miguel e Lúcifer.

- Automaticamente? Como assim? Na hora tipo, no mesmo momento? — perguntei eufórico e assustado.

- Isso, no mesmo minuto que Adfur terminar o ritual.

- Droga, temos que fazer alguma coisa.

- Rápido Dean, o tempo esta passando. — disse Cass antes de desaparecer


Não pode ser, isso não pode acontecer, isso não vai acontecer. Eu não quero dizer sim e perder meu irmão. Agora, eu não sei o lado que o Sam está, ele esta me escondendo muitas coisas, nossa relação não é igual antes.

Nunca imaginei que esse caso, que no começo parecia um fantasma vagabundo, viraria esse tormento. Não posso deixar que Adfur termine o que começou, se não eu e Sam estamos perdidos.

(...)


Enquanto estava pensando sozinho em frente ao laptop, ouvi alguns passos na escada e levantei a cabeça para ver quem era.


- Ainda acordado, Dean? — disse Alexia coçando os olhos.

- É, to sem sono.

- Ouvi você falando com alguém. Era o Castiel? — disse ela abrindo uma garrafa de água que estava em cima da mesa onde eu estava.

- Era. — disse serio

- O que ele disse? Ele falou alguma coisa sobre Adfur? — disse ela olhando diretamente para mim.


Alex estava de pijama, uma regata branca colada em seu corpo, com isso dava para ver o contorno de sua cintura perfeitamente e um short preto super curto. Dava para ver suas cochas torneadas. Os cabelos desgrenhados jogados para frente. Ela tinha um jeitinho de menina, mas um corpo de mulher, um corpo incrível. Eu me sentia atraído por ela, desde a primeira vez que á vi. Qual é, qualquer homem que se prese, se cruzasse com Alex e toda seu charme, se sentiria atraído por ela. E o melhor de tudo, é que eu sinto que que quando estamos juntos, ela fica meio estranha, tipo calada só olhando para mim. Será que ela se sente atraída por mim também?


- Nada de mais. Só que temos que parar Adfur o quanto antes. — disse me levantando da cadeira. — E você só levantou por que ouviu a voz dele?

- Eu estava com sede também. Não estou conseguindo dormir.

- Eu também não. — disse me aproximando dela.


Novamente senti que a respiração de Alexia estava mais ofegante a cada passo que dava me aproximando dela, seu olhar deslisou para minha boca e o meu para a dela. Ela tem uma boca pequena e muito bem desenhada e seu olhar transmitia inocência. Como ela pode ser tão inocente e tão sexy ao mesmo tempo?


- É melhor eu voltar a dormir. — disse ela se afastando de vagar — Amanhã temos que ir até a casa da última vitima e conversar com a mãe da criança.

- Espera. — disse em tom baixo — Vem cá. — A peguei pela mão e a trouxe para mim.


*Alexia Green narrando*


Não estava conseguindo dormir com minha cabeça a milhão, pensando em tudo o que aconteceu comigo até hoje. Tudo o que eu vi e fiz para escapar dos riscos que a minha profissão me traz e me vingar da criatura que me fez escolher essa vida.

Enquanto estava perdida em meus pensamentos, ouvi Dean conversar com alguém lá embaixo, acho que era com o Castiel que ele estava falando, não deu para ouvir muita coisa então, quando me certifiquei que a companhia de Dean havia ido embora, me levantei da cama e fui até lá em baixo com o pretexto de beber água.


- Ainda acordado, Dean? — perguntei ao vê-lo ainda sentado na cadeira mexendo no laptop.

- É, tô sem sono — disse ele dirigindo o olhar para mim.

- Ouvi você falando com alguém. Era o Castiel? — disse em quanto abria uma garrafa de água que estava em cima da mesa perto de Dean.

- O que ele disse? Ele falou alguma coisa de Adfur?


Dean ficou em silencio por um tempo só me olhando. Só então percebi que estava com um short curtíssimo e uma regada apertada. Dean caminhava com seus olhos verdes pelo meu corpo, isso me deixa tímida. Acreditem se quiser, mas em toda minha vida, só me entreguei totalmente a um homem, Jimmy, mais ninguém. Agora Dean, ao contrario de mim, com certeza já teve várias mulheres, lindas, fogosas e experientes como companhia. Não daria conta do recado com o Dean, não mesmo.


- Nada de mais. Só que temos que parar Adfur o quanto antes. — disse ele se levantando da cadeira .- E você só levantou por que ouviu a voz dele?

- Eu estava com sede também. — Mentira — Não estou conseguindo dormir. — Verdade.

- Eu também não. — disse ele se aproximando de mim.


Dean veio em minha direção, e meu coração disparou. O que ele estava fazendo?

- É melhor eu voltar a dormir. — disse me virando de vagar — Amanhã temos que ir até a casa da última vitima e conversar com a mãe da criança.

- Espera. Vem cá. — disse ele em tom baixo e sedutor.


Até que senti sua mão pegar na minha e nossos corpos se encontrarem de frente. O meu Deus, o que ele quer?


- Que foi? — disse no mesmo tom que o dele.

- Só tirar uma duvida.

- Que duvida?


Sua bochecha tocou a minha e ele virou o rosto para que seus lábios tocassem um pouco a baixo da minha orelha, Dean descobriu meu ponto fraco. Senti todos os pelinhos de minha nuca se arrepiarem. Ele sorriu e eu senti sua respiração em minha pele.


- Seu cheiro é ótimo. — disse ele no meu ouvido.

- Dean. — o chamei mas ele não parou com sua caricias


Isso não pode ta acontecendo. Por mais que meu corpo peça, implore, eu não posso ficar com o Dean, eu beijei o Sam e não faz nem 3 dias. Não posso agarrar um irmão no banco de trás do meu carro, e beijar o outro.

Dean foi dando vários beijos desde meu ponto fraco até o canto de minha boca e quando foi para acontecer o beijo nos separamos.


- Dean — disse colocando minha mão em seu peito o afastando.

- Que foi?

- Eu... eu não... posso. Não posso fazer isso.

- Por que? — disse ele colando nossos corpos novamente e olhando em meus olhos

- Eu... eu beijei o seu irmão, Dean. Não é certo... eu...

- Shh... — disse ele me interrompendo — Você não...? Tipo... Você sabe. — perguntou ele sem jeito.

- Não. Foi quase, mas não rolou mais do que beijo e caricias.

- Então... Por que nós não podemos?

- Não acho certo.

- Então você não esta afim? — perguntou ele com um sorriso maroto no canto da boca.

- Dean... — disse nos afastando novamente. — eu não disse isso.

- Então o que tem demais?

Fiquei em silencio por um tempo. Se beijasse o Dean agora, uma que se o Sam souber, ele pode ficar triste, sei lá, e outra, se eu beija-lo, com certeza vai levar a outra coisa, e eu acho que eu não iria conseguir.


- É melhor eu subir, Dean. Amanhã a gente conversa.


Disse dando as costas para Dean e subi as escadas e fui para meu quarto.

QUE DROGA! Como eu queria agarra-lo e beija-lo ali mesmo. Mas eu não podia, não sabendo que tinha ficado com Sam. DROGA, DROGA, DROGA. Como isso pode ser tão complicado?

Notas finais
Uii, quem ta com calor ae? Acalme-se hunters girls, as investidas de Dean não vão parar por alí ;)
Agora é com vocês, me deixem Reviews, hem!
Até a próxima, FUI!