Sangue de Mármore - Fanfic Interativa
35 Estranhas Amizades
Notas iniciais
Ela entrou em seu quarto. Deixou as pantufas sujas de terra em algum lugar visível para as criadas. Sentou-se em frente à penteadeira. E começou a sorrir para o espelho. Kateryna sabia que não era certo brincar com os próprios sentimentos daquele jeito, mas tudo fora mágico como os filmes diziam. Enquanto caminhava com Azra pelo jardim, não se permitiu soltar as rédeas, mas agora que estava sozinha… o coração havia começado a correr e ela reviveu os diálogos. Não haviam conversado sobre nada estranho, apenas banalidades. Mas, por algum motivo, aquelas coisas voltavam, sempre que ela se encarava no reflexo.
Estava frio lá fora, por isso Azra decidiu andar apenas em uma direção, de modo que o palácio ficasse contra o vento. Os guardas os observavam, desinteressados. Nenhuma alma parecia suficientemente atenta para notar que um casal olhava as flores e sorriam como bobos. Céus, ela poderia acabar com suas chances na Seleção apenas se uma criada a visse e fosse correndo contar a Madame Veronica. E se contasse à Rainha…? Se algo assim chegasse aos ouvidos de seu pai… ele a havia alertado sobre o filho de Raffel, e seu pai levava as políticas a sério, ele jamais acreditaria se ela dissesse que “conhecia” as intenções de Azra e que “acreditava” na bondade dele. Ele a teria estapeado apenas por sugerir que havia se enganado.
— Você pensa sempre nas consequências dos seus atos, não? — Azra perguntou, enquanto parados olhavam para uma árvore quase sem folhas.
— Sempre.
— Em nossa última caminhada, lembro-me que não estava tão fascinada pelas plantas. Também ouso relembrar que a senhorita disse não gostar na natureza. — ela precisou olhar para ele antes de responder, ou estaria menosprezando a própria palavra. Azra sorria.
— Eu não estava interessada no passeio. — tentou que aquilo não soasse tão ríspido, mas trazer os eventos a tona deixaria qualquer um arrependido.
— Se eu soubesse o que estava por vir, jamais a teria convidado para ir. Você sabe disso, Kat — o rosto de Azra era uma sombra de tristeza e auto-depreciação. Era claro que ele se condenava pelo que havia acontecido. Era claro que as pessoas os outros o culpavam pela morte de Sirena e o risco que o príncipe havia corrido. E era claro que isso importava para Azra, porque não se sobrevive em uma sociedade como a deles de ouvidos e olhos fechados.
— Eu não o culpo.
— Disseram-me que Sirena era sua amiga. — Kateryna teria estapeado a pessoa que fosse a espalhar o boato de que ela e Sirena eram próximas. Se ela soubesse jogar aquele tipo de jogo, teria usado esse apelo emocional ao seu favor. Mas Kateryna se recusava a ser tão injusta com uma pessoa que estava morta. — Eu não a julgarei se me culpar.
— Nós nunca trocamos mais do que cumprimentos, pelo amor de Deus — Kateryna percebeu que havia dito com mais raiva do que seria delicado. Azra fitou-a, com elegância. Quase doçura. — Eu estou farta das pessoas me desejando condolências. Deveriam escrever cartas aos pais da garota, isso sim. Nós não éramos amigas, e eu não estou lamentando tanto.
— Eu entendo…
— Não me julgue por não estar tão triste. Já se passam três dias, foi-me o suficiente para assimilar.
— Eu não estava…
— Por que todos agem como se se importassem? Eu duvido que todos aqueles corações são tão puros e passionais para se enlutar por quem haviam conhecido há menos de um mês. É tão errado assim estar ciente dos fatos e não querer chorar mais do que o necessário? Foi triste, sim, e eu não desejaria isso a ninguém, mas o que podemos fazer se aconteceu? Estamos aqui aceitando este risco. O príncipe foi claro quanto às eliminações, nós temos responsabilidades.
— Kateryna…
— Perdoe-me, Azra, não sou a moça que você imaginou. Eu compreendo, na verdade não é a primeira vez que algum cavalheiro se desilude por ver quem realmente sou. Eu fui criada assim, não há nada que possa resgatar-me desses sentimentos enrijecidos e pensamentos lógicos. Eu lamento, realmente não desejo que deixemos de nos falar, desde que meu pai proibiu meus amigos de manterem contato comigo, esta é a primeira vez que posso verdadeiramente conversar com alguém, e tem-me sido tão bom descansar e confiar em outra pessoa. Imagino que tenha lido livros de autoajuda demais para estar ciente dessa necessidade humana, mesmo que meu pai tente negar.
— Podes, pelo amor de Deus, calar a boca?
— Se pedes com tanto ênfase. — ela piscou os olhos, atônita pelo modo como Azra a havia interrompido. Mas, realmente, sua língua estava seca e havia saliva acumulada nos cantos dos lábios. Precisava parar de falar ou desidrataria.
— Kateryna, você não ouve os próprios pensamentos. Seu coração é bom porque você se preocupa em entender porquê não sente mais dor do que seria “normal”. Como podemos medir quanto luto qualquer um de nós sente? O seu coração não é mais frio do que o de qualquer outra pessoa, se você não tentar se comparar com ninguém. — Azra respirou fundo e colocou um punho na cintura, como se fosse começar uma explicação longa — A filosofia cigana ensina a viver a vida seguindo os cursos do destino. Nós não podemos controlar tudo o que nos cerca e temos de responder aos eventos da vida com nossas próprias forças, somente assim aprendemos a ser fortes. Mas o homem que tem um lugar para chamar de refúgio, ele por si mesmo já é forte, pois não depende da sua própria força. — o modo como ela o observava deveria ser óbvio, pois Azra desviou os olhos para a árvore desnuda — O que eu quero dizer é… você é inteligente por não se deixar abalar quanto ao que acontece de ruim, mas também é bondosa pois questiona a sua própria inteligência, se ela não está sendo má por não se deixar abalar. Isso te faz forte, mas se você se sente bem em confiar em mim, nós podemos ser mais fortes juntos.
Kateryna comprimiu os lábios e não aguentou mais encarar o próprio reflexo na penteadeira. Correu para a sua cama e se asfixiou por tempo suficiente para a vontade de gritar passar. Sua vida em Petersburgo fora regada de filmes de comédia romântica e séries dramáticas. Ela às vezes criava diálogos entre personagens ficcionais dentro da própria mente antes de dormir, e isso aquietava suas ilusões de mulher. No entanto, sentir aquele contexto na própria pele, ouvir aquelas coisas e ter um “ataque do coração” era mais do que apenas fantasiar sozinha. Muito mais. Ela estava feliz. Completa. Poderia morrer agora e não teria arrependimentos. Céus, por que seu gênero era tão fácil de agradar? Por que Deus a tinha feito assim? Era mortalmente perigoso ser uma mulher perto de homens como Azra. Isso não deveria ser permitido.
“Mas se você se sente bem em confiar em mim”, céus, era como se quisesse começar a chorar sem motivo nenhum. Seus olhos estavam mesmo lacrimejando.
— Não é perfeito que eu pense como uma cigana? — ela murmurou, envolvendo o travesseiro nos braços — É perfeito… — e suspirou.
— Vejo que minha senhorita está feliz hoje — Marcelle entrou no quarto com um cesto de novelos de lã e tecidos com tons neutros. A criada sentou-se no baú em frente a cama e mostrou-os à selecionada, colocando cada um sobre as colchas com cuidado. — Preciso que escolha algumas cores e também alguns modelos, o inverno está chegando e vamos renovar os vestidos atuais.
Kateryna se arrastou até a ponta da cama.
— Achas que logo não poderemos mais sair do palácio?
— Querida, você está sob a proteção do Rei. Ninguém irá feri-la. — Marcie suavizou os olhos com um sorriso doce.
— Eu dizia sobre o frio. Iremos ainda mais para dentro da Russya? Eu esperava viajar para algum lugar quente no começo da Seleção, mas parece que estou cada vez mais perto de casa.
— Oh… o inverno não é tão intenso em Mariyinsky, mas creio que fale sobre as mudanças que logo acontecerão… — a criada deu de ombros — Não nos foi dito nada. Mesmo os guardas ainda não sabem. Suspeito que apenas os capitães foram informados.
Kateryna sabia que isso não era verdade, pois Azra estivera fora visitando o novo palácio. Bem, mas ele era primo do príncipe e sobrinho do Rei. Ele não deveria contar como um soldado fora das linhas de frente.
E, de todo modo, Azra era um enfermeiro.
Por que estava pensando nele de novo?
— O que a deixou de bom-humor, milady? Foram as panquecas com bacon? Posso providenciá-las mais vezes.
— As panquecas estavam ótimas, Marcelle, obrigada — Kat não a deixaria ser a tal criada a denunciá-la, principalmente porque gostava de Marcie.
Kateryna fez suas escolhas quanto às novas roupas de inverno, ela atrasaria o trabalho da criada, principalmente quando ela parecia tão ansiosa por costurar. Kat tinha certeza que, se a vida fosse mais fácil, Marcelle teria se tornado uma estilista, e não a criada de uma selecionada. Novamente ela se lembrava que nem todas as garotas do Império tiveram a vida inteira para deitar na cama e assistir filmes, como ela. Isso a deixava um pouco infeliz. Não por si mesma, notou que seria ingratidão, e até egoísmo, ser infeliz com a vida que tinha, mas infeliz no sentido de compreender que muitas pessoas invejavam uma vida que ela sabia não ser a mais agradável. Ela mesma invejava pessoas cujas vidas deviam ser um caos, por trás de todo o conforto e alegria que transpassaram. O exemplo era o próprio Azra Czarevitch. O que mais eles poderia querer além da família amorosa, do conforto do palácio e da ascendência cigana que o libertam de qualquer responsabilidade com a boa conduta?
Ela sentia como se fossem completos opostos, tão diferentes um do outro que mal se misturavam. Algo quase como água e óleo, era nítido apenas pela cor da pele, pelo sotaque do idioma comum, as formas de lidar com o mundo…
Logo seria o almoço e as selecionadas teriam outra oportunidade de sentar na mesa do Rei, em silêncio, mas ainda assim em sua presença. Desde que chegaram ali, raros foram os diálogos entre uma garfada e outra, ninguém ousava interromper a comida, nem mesmo o príncipe ou a Rainha. Kateryna lembrava-se de almoçar em seu quarto, na companhia de Tarsa, sua ama de companhia contratada pelo pai quando completou quinze anos. Agora a mulher estava sozinha, assistindo às novelas que elas sempre acompanhavam juntas, talvez até mesmo deitada em sua cama, aproveitando a solidão da casa em Petersburgo.
Sem perceber, Kat pegou seu celular e abriu o aplicativo para fazer ligações. Encontrou o único contato salvo: seu pai. Kateryna tentou recordar se algum dia vira Tarsa usando um celular. Era provável que a ama nem mesmo o tivesse. E, de todo modo, ela não sabia seu telefone. Oh, uma pequena chama de saudade brotou. Tarsa era uma quase amiga, Kat podia dizer, elas haviam conversado sobre algumas coisas banais como atores e livros… E fora a sua salvação naqueles anos isolada em casa.
— Marcelle — Kateryna chamou pela criada, que rabiscava diligentemente modelos de vestido em um bloco de papel. A moça ergueu os olhos, prestativa e humilde. — O que você fazia antes de te colocarem como criada das selecionadas?
— O que eu fazia…? Hm, eu lavava pratos em uma lanchonete em Paris, e também ajudava meus pais vendendo carpintarias em uma feira semanal. Meus pais são carpinteiros.
— Você não trabalhava no palácio?
— Fui contratada para ser uma criada, antes da vinda de vocês, não havia necessidade de mais criadas. As criadas responsáveis pelas meninas eliminadas também já foram demitidas. Por isso oro todos os dias para que você chegue até a final, senhorita Petrov.
— Oh, imagino que seja assim…
Kateryna voltou a seus pensamentos, deixando a criada em paz com seus desenhos. Não era lógico que um funcionário sem função seria demitido? O mesmo teria acontecido com Tarsa, então. A moça não se permitiria sonhar que o pai a havia deixado dentro da casa confortavelmente sem ter o que fazer. Não mesmo. Kat resolveu trocar as roupas para algo mais apresentável (e desta vez não saiu de pantufas). Na sala de chá, as selecionadas estavam mais felizes, aparentemente a manhã de jogos tivera efeito e agora o luto se tornava apenas uma memória ruim e ainda vívida.
Madame Veronica não estava presente, por isso Kateryna não saiu e não ousou procurar pela sala de jantar sozinha. Surya, Galaxia e Harumi conversavam em frente à TV, acompanhando uma série que Kateryna havia abominado logo nos primeiros episódios (drama demais, até mesmo para uma garota trancada em Petersburgo), e lembrou-se de ter reclamado do enredo para Tarsa. A dama de companhia rira, e dissera “Se um galã como este aparecesse para me salvar das valentonas do colégio interno, eu não me importaria”. Kat havia torcido o nariz, mas agora conseguia compreender o que Tarsa havia dito. Pela tela da TV, os atores pareciam mesmo serem mais felizes, mesmo com todos os problemas enfrentados. Ao menos eles encontravam uma resposta rapidamente.
Ela se aproximou das garotas e se sentou no sofá ao lado, também ao redor da TV.
— Você desapareceu durante a manhã. — Harumi, a oriental, comentou assim que a viu. Kateryna meneou educadamente, sem esclarecer o que estivera fazendo, pois não era preciso que elas soubessem.
— Onde estava? — a mais alta, Galaxia, perguntou ingenuamente. Para alguém da alta sociedade, como Kateryna Petrov, aquela curiosidade aguda parecia ofensiva, senão mal-educada. No entanto, aquilo não ofendeu a Kat sentada em frente à TV, tranquilamente consciente de suas escapadas pelo jardim.
— No meu quarto.
— Ah… que pena, foi tão divertido — as três concordaram umas com as outras.
— Na próxima vez estarei jogando — prometeu com um sorriso gentil.
Kateryna decidiu que tentaria se envolver com as garotas, aquelas que quisessem sua companhia. Ela não precisava perseguir uma amiga, acreditava que isso aconteceria naturalmente, assim como acontecera com Azra. Embora, é claro, ele a tenha perseguido no começo…
— Eu não faria isso se fosse você.
A russa ergueu os olhos com um pouco de medo, pois o tom dirigido a ela não era o mais amigável que já ouvira Savyna usar. A irmã de Azra não havia tirado os olhos dela, aparentemente, e fora pega no ato. Kat não precisava dar-lhe conta sobre seus passeios por aí,
mas sentia-se repelida a erguer demais o queixo e soar desafiadora.
— Sim...?
— Eu não me apaixonaria pelas pessoas erradas. — Savyna posava com as duas mãos na cintura, em uma cena típica a que fazia para seus irmãos. Kateryna sentiu-se estranhamente feliz por vê-la usar aquilo consigo mesma.
— Você quer dizer...
— Você sabe o que quero dizer. Nenhuma de nós pode ter ele, e nenhuma de nós deveria sofrer antecipadamente. Eu a estou avisando pelo seu próprio bem.
— Compreendo que esteja preocupada, mas meu único intuito desde o começo é competir pela mão do príncipe. Não entendo como isso deveria ser evitado.
Savyna torceu a boca.
— Também espero que seja isso mesmo.
A prima do príncipe circulou até encontrar outras vítimas para o seu mau humor. Kateryna a acompanhou com os olhos, vendo-a se afastar. Savyna Czarevitch era uma garota assustadora, mas não menos parecida com sua família. Admirava-se por perceber que podia identificar toda aquela suspeita apenas pelo amor que ela sentia por seu irmão. Poucas pessoas podiam transbordar esse tipo de amor com tanta sutileza.Sutileza, sim, pois se fosse o seu próprio pai a tomar aquelas atitudes, Kateryna sabia que ele temia por algo maior do que o amor paternal, talvez algo político, até mesmo pessoal. Assim como ele suspeitara de Raffel, o ministro de Turka.
Kateryna voltou a seu círculo anterior, mas as três garotas inocentes observavam o tapete, em silêncio, e muito envergonhadas. Elas deveriam imaginar muitas coisas, menos a verdade. Kat fingiu uma tranquilidade mórbida, que corroía os ossos, e deitou-se no sofá.
— Não foi uma briga tão feia. — tentou sorrir, mas nenhuma das três a acompanhou. Elas se entreolhavam com suspeita e hesitavam em falar. — Alguma coisa errada?
— Não há nada errado — Galaxia amenizou os ânimos.
— A não ser que haja — Surya uniu as sobrancelhas grossas e iluminou-se um pouquinho, apenas de curiosidade.
— Não vamos ser indelicadas, se Kat quiser nos contar, ela irá. — Harumi cutucou sua amiga hindu, e a mais nova concordou com um meneio envergonhado.
Kateryna notou seu peito se aquecer ao ouvir o apelido “Kat” repetido mais uma vez aquele dia. Ela nunca notara o quanto ele parecia delicado, gentil e querido. Nos lábios de seu pai, sempre parecera uma bronca ou uma ordem. Ela até mesmo deixara de gostar de seu nome quando percebeu que ele era muito comum entre os nobres russos. Bem, agora não estava tão incomodada com ele. Kateryna queria que pessoas como Azra, Galaxia e Harumi continuassem a chamá-la por seu nome. Até mesmo Surya e sua curiosidade desenfreada. Kat parecia bom.
— Muito bem dito, Haru-Chan. — a grega meneou elegantemente.
Kateryna nunca havia parado para entender como funcionava a mente e a conduta das selecionadas, além daquelas que a incomodavam de alguma forma. Agora tudo parecia um pouco mais interessante, até mesmo a falta de elegância. Galaxia tinha uma natureza bondosa e muito tato em lidar com as pessoas, ela transpirava uma dignidade que às vezes nascia em com as pessoas. Harumi era a mais velha, mas nem por isso a mais séria do grupo. Ela tinha um sorriso bonito e olhos gentis. Surya, a mais nova, não seria uma das primeiras amizades feitas por Kateryna, mas tinha uma graça por trás de seus modos atrapalhados.
Kat não sabia decidir. Não sabia também se precisava.
Às vezes ela detestava tomar todas as decisões por seus atos.
— Muito bem, meninas, vamos descer para o almoço? — Madame Veronica entrou pela porta no corredor e sorriu para todas — Lembrem-se: queixo erguido, ombros eretos, dentes à mostra e... graciosidade — a governanta parou em frente à outra menina hindu que viera para a Seleção com Surya. Se Surya tinha uma falta de elegância cheia de graça, a outra tinha uma elegância nada graciosa. — Eu quis dizer sorrisos, não rosnados.
Surya abafou uma risada e se levantou primeiro. Harumi a seguiu de perto.
Sobrando apenas as entediantes para trás. Kateryna voltou os olhos para Galaxia e notou que estava sendo observada. A grega sorriu quando seus olhos se encontraram.
— Vamos?
Kat franziu a sobrancelha para a mão suspensa de Galaxia, balançando em frente a seu rosto. O que aquilo significava? Um tratado de paz? Uma oferta de amizade? Uma piada sarcástica? Ou apenas uma mão oferecendo-se para levantá-la?
Sem muito compreender, Petrov tocou os dedos frios de Galaxia e se levantou do sofá.
— Vamos.
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