Sangue Maldito
25 Socos
Notas iniciais

Ima nanji ka oshiete
Yume to itte dakishimete
Haikyo no machi ni mioboe ga aru
Anata to mekutte shashinshuu no naka
Doushite hitori
Watashi wa hitori
Sugu ni suga ni yume nanda to kizuku
Gareki o hashiru
Garika ketobasu
Yume kara sameru deguchi o sagaru no
Hayaku ikanakya
Hayaku ikanakya
Dokoka de anata no koe ga shiteru no
Ugoite iru toki no naka shika
Eien nante mienai n da
Ima nanji ka oshiete
Yume to itte dalishimete
Tomarika keta watashi no kokoro o ugokashite
Onegai
Tonari ni anata wa iru
Tabum chigau yume o mite
Tayou nanka iranai
Anata no egao ga ima koishikute
(Tradução)
Fale que horas são
Diga que é um sonho e me abrace
Ainda lembro de minha amada terra natal
Graças ao álbum de fotos que fizemos juntos
Por que estou sozinha agora?
Estou tão sozinha
Logo vou perceber que é só um sonho
Eu corro pela floresta
Chuto alguma coisa
Acordo de um sonho, procuro a saída
Tenho que ser rápida
Tenho que ser rápida
Ouço a sua voz de algum lugar
Só vejo a eternidade
Ao me mover pelo tempo, nada mais
Fale que horas são
Diga que é um sonho e me abrace
Faça meu coração morto voltar a bater
Por favor
Você está ao meu lado
Mas provavelmente está tendo um sonho diferente do meu
Não preciso de sol
Tudo que quero agora é o seu sorriso
(Link da música nas notas finais)
Com certeza cantar era uma ótima terapia e em um jardim como aquele ficava ainda melhor, de todos os lugares da mansão que eu já fui – que cá entre nós foram pouquíssimos – o jardim era o meu favorito, mesmo sendo sombrio ainda possuía uma beleza inigualável.
– Você não devia ficar cantando pelo jardim. – alguém falou atrás de mim, me virei e vi que era Yuma.
– Por que não? As flores parecem gostar de música! – retruquei com um sorriso. Não queria ser antipática com ele logo na primeira vez que nos falamos.
– Como você sabe do que as flores gostam? – perguntou todo irritado. Eis minha comparação: para mim ele parecia uma mistura de Shu e Subaru, essa não era uma combinação muito agradável.
– Plantas também precisam de carinho, Yuma-kun. – respondi me abaixando e tocando uma rosa como se estivesse fazendo carinho. Yuma ficou calado e eu o encarei em pé ao meu lado. – Vai ficar aí plantado? – questionei brincalhona. Ele me olhou com raiva e um segundo depois eu estava deitada no chão do jardim com ele por cima de mim segurando meus pulsos.
– Não brinque comigo! – disse ameaçador. Espera aí que meio que boiei agora?
– O que foi que eu fiz? – perguntei completamente confusa. O que eu disse para esse cara já ficar todo irritado?
– Não se faça de idiota, você estava me provocando. – respondeu furioso. Fala sério! Quando foi que eu provoquei ele? Calma, será que...
– Eu não estava te provocando, eu só disse que plantas também precisam de carinho. – contestei meio desesperada.
– Você estava sim, e agora vai ter o que merece! – falou com um sorriso sádico. Antes que eu pudesse sequer dizer alguma coisa o Yuma cravou as presas no meu pescoço de uma forma tão violenta que eu acabei gritando. – Seu sangue é tão doce, não acredito que é amaldiçoado. – disse cheio de prazer, ele bebia meu sangue completamente sedento, a cada chupada eu me sentia mais fraca.
– Y-Yuma-kun, pare! – pedi com raiva, ele me ignorou. – Eu v-vou gritar! – ameacei, ele tirou as presas de mim tempo suficiente para sussurrar no meu ouvido.
– Vá em frente e grite. – mandou e voltou a sugar meu sangue, eu bufei com raiva e estava prestes a gritar quando o Yuma saiu voando de cima de mim. Demorei um segundo para perceber o que estava acontecendo e vi Subaru e Yuma trocando socos, cada soco era um estrondo. Com a força deles estava admirada por nenhum ter morrido ainda. Levantei-me rapidamente cogitei entrar no meio deles, mas ia acabar levando um murro que me mandaria para o outro lado do mundo.
– PAREM JÁ COM ISSO! – gritei tentando fazer com que parassem, eles pareciam não me ouvir. Vi uma adaga caída no chão e tive uma ideia para chamar a atenção deles, peguei a faca e abri um corte no meu pulso sem ataduras, grande o suficiente para fazer um pouco de sangue escorrer, no mesmo instante eles pararam de brigar e olharam para mim. – Já pararam com a palhaçada? – perguntei irritada.
– O que você fez, sua imbecil? – Subaru questionou com raiva, revirei os olhos.
– Os dois venham comigo, eu vou fazer uns curativos. – mandei e me virei começando a andar, percebi que eles não estavam me seguindo. – Venham logo, antes que alguém apareça e veja duas criaturas monstruosas. – falei usando um método de persuasão, primeiro o Subaru começou a me seguir e depois o Yuma.
Eu não sabia se eles se curavam rápido, porém os socos dos dois tinham forças absurdas e a cara deles ficou toda detonada, eles estavam parecendo aberrações daquele jeito. Entrei no meu quarto, coloquei a adaga em cima da cômoda e abri a gaveta da mesma que ainda estava cheia de curativos e outras tralhas de primeiros socorros.
– Me devolve minha faca. – Subaru mandou, ele e Yuma já estavam sentados na minha cama. Então aquela adaga era dele? Peguei-a de cima da cômoda e limpei meu sangue que havia ficado nela nas ataduras do meu braço esquerdo, depois entreguei para ele. Parecia ser um objeto importante.
– Então, quem vai ser o primeiro? – perguntei fazendo voz de enfermeira.
– Eu. – os dois disseram ao mesmo tempo, eu ri e eles me olharam com raiva.
– Vou começar pelo Subaru, que é mais impaciente. – escolhi eu mesma. Fui até o banheiro e lavei minhas mãos e meu pulso cortado colocando uma atadura rapidamente, eu estava parecendo uma múmia ultimamente. Enchi uma bacia com água e voltei ao quarto, Yuma tinha deitado na cama para esperar sua vez. Coloquei um pouco de álcool na bacia com agua e molhei um paninho. – Vai arder. – avisei e pressionei o pano em um dos cortes no rosto do Subaru.
– Ei, cuidado com isso aí, idiota! – Subaru gritou com raiva.
– É só ficar quieto que não vai doer tanto! – retruquei irritada e apertei o pano mais forte de propósito. – O que deu em você para sair socando o Yuma daquele jeito? – perguntei depois que terminei de limpar o sangue do rosto dele.
– Não gosto que toquem no que é meu! – respondeu com o mesmo tom de sempre. Eu suspirei e comecei a colocar os curativos.
– Você está pegando as manias do Ayato, é? – falei com ironia. Subaru se levantou com raiva e saiu do quarto sem me deixar terminar os curativos. – Baka! – resmunguei chateada. – É sua vez, senhor sem noção! – avisei para Yuma, ele se levantou e sentou a minha frente.
– Não me provoque, senhora amaldiçoada! – falou fazendo uma brincadeirinha no final, eu ri e comecei a limpar o rosto dele. Percebi que a maioria dos machucados já estava curando então coloquei somente um curativo no corte mais fundo.
– Terminei. – anunciei com um sorriso. Yuma me encarou encabulado. – O que foi?
– Por que você também quis fazer curativos em mim? – perguntou curioso, eu o fitei interessada.
– Porque você estava machucado. – respondi simplesmente, ele não parecia satisfeito com minha resposta então eu acrescentei. – Se eu fosse odiar cada vampiro que me morde meu coração não teria espaço para a felicidade que eu pretendo encontrar.
– Você é estranha! – disse Yuma se deitando na minha cama, quando ele disse isso eu me lembrei que Kanato já havia me chamado de estranha também.
– E você é preguiçoso! – acusei e comecei a empurrá-lo para sair da cama. – Levanta logo que eu preciso tomar banho. – falei com urgência, Yuma me puxou e deitou em cima de mim me fazendo de travesseiro. – Sai de cima de mim!
– Fique quieta antes que eu te dê um soco! – mandou e eu não duvidei nem por um segundo que ele me esmurraria se eu não ficasse bem calada. Suspirei cansada e fiquei lá parada até que acabei dormindo.
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