Sangue Maldito
6 Pervertidos
Notas iniciais

— Malas? – Subaru perguntou se materializando na sala, alguém pode me dizer de onde é que essa gente está saindo? Incrível como eles só aparecem quando convém!
— Agora que descobrimos que meu sangue é amaldiçoado não há mais motivo para ficar aqui. – respondi calmamente, apesar de estar o oposto disso por dentro.
Morar com vampiros não seria um paraíso, longe disso na verdade, mas se eu fosse embora teria que morar na rua por um longo tempo. Eu não tinha outros parentes, não tinha qualquer experiência que me possibilitasse arrajar um trabalho rapidamente e sendo uma garota as coisas seriam ainda mais difíceis, afinal homens podem ser muito cruéis com mulheres vulneráveis. Apesar de não ter conhecido o mundo por mim mesma, eu não era ingênua, minha mãe me ensinou muito bem sobre como os seres humanos podem ser ruins.
— Você só está inventando desculpas para poder ir embora. – acusou-me Shuu.
— Oe, Shuu-san, olha bem para mim! – chamei encarando-o com as sobrancelhas franzidas de irritação. – Você acha mesmo que eu prefiro morar na rua, sem ter onde dormir, sem ter o que comer?
— Tsc! – fechou os olhos e virou o rosto entediado.
— Já chega! – Reiji falou irritado. – Amanhã nós resolveremos isso, agora saiam daqui.
Todos nós nos retiramos da sala indo cada um para o seu quarto, eu estava exausta e tudo que queria era deitar na minha cama. Eu estava quase chegando ao meu destino quando alguém me abraçou por trás. Tive um micro ataque cardíaco com o susto e um arrepio de horror percorreu meu corpo com o choque térmico entre minha pele quente e o corpo gelado do ser atrás de mim.
— Muchi-chan, eu nem tive a oportunidade de dizer o quanto você está sexy nessa camisola! – Laito sussurrou sedutoramente em meu ouvido.
— L-Laito-kun? – gaguejei me virando e dando passos para trás, mas é lógico que tinha que ter uma parede. Essas coisas sempre acontecem quando a gente está na pior situação possível, é como que uma provocação do universo.
— Ahh... Seus olhos são tão fascinantes. – elogiou fitando-me profundamente, consequentemente também acabei fascinada pela cor vívida de seus olhos verdes. Foi a oportunidade que ele precisava para tocar meu joelho e ir subindo sua mão lentamente, quanto mais ele subia mais o meu rosto ruborizava, quando sua mão atrevida já estava no meu bumbum ele parou com um leve aperto.
— Laito-kun, você não deve fazer essas coisas... – titubeei envergonhada e ofegante pela tensão.
— Por que não? Você parece estar gostando. – alegou provocativo, dando um sorriso de canto pervertido. – Muchi-chan, sua depravada! – alfinetou num murmúrio e deslizou sua outra mão pelo meu pescoço até o começo dos meus seios contornando-os com os dedos. Eu não queria que ele fizesse isso, mas eu nunca havia sido tocada assim antes e era tão bom que estava difícil mandá-lo parar.
— Laito-kun, é melhor que você não queira beber meu sangue. – adverti com só um pouquinho de preocupação.
— Ninguém aqui falou em sangue... – contrapôs chegando cada vez mais perto, ele ia me beijar. Droga, droga, droga! Rápido pense em alguma coisa para se livrar disso, Tora! Eu não podia beijá-lo, não queriabeijá-lo.
— Laito-kun, o que você acha de dormir comigo? – disparei sem pensar. O QUÊ?! Por que diabos essa foi a única coisa que me veio a cabeça? Os olhos de Laito brilharam maliciosamente e logo eu soube o que ele estava pensando. Como eu era burra de falar isso logo para ele! – M-mas não é do jeito que você está pensando! – esclareci rapidamente de forma envergonhada.
— Assim não tem graça, Muchi-chan! – reclamou decepcionado.
— Você quem sabe! – falei dando de ombros, me soltei de seu toque e comecei a me dirigir ao meu quarto. – Por favor, não aceita! Por favor, não aceita! – resmunguei numa prece. Entrei no quarto e fiquei aliviada por um segundo antes de perceber que o Laito estava deitado na minha cama. – Kyaaaah! – gritei assustada.
— Oe, Muchi-chan, não grite! – repreendeu-me com irritação. – Venha logo, você vai me pôr para dormir.
— O quê? Tá brincando, né? – desacreditei pasma.
— É claro que não. Você que sugeriu isso, é melhor não voltar atrás agora! – exortou. Eu suspirei em desistência e andei até a cama me deitando ao lado dele, logo Laito entrelaçou as mãos ao redor da minha cintura e puxou meu corpo para colar ao dele escondendo o rosto no meu peito.
— Você não vai dormir de chapéu. – censurei tirando seu chapéu e colocando-o em cima do criado-mudo. Ele me encarou e meu queixo simplesmente caiu bem como minhas bochechas ficaram ainda mais quentes. Ele era esplendorosamente lindo sem aquele chapéu.
— O que foi, Muchi-chan? – perguntou me olhando desconfiado.
— N-nada! – disfarcei constrangida e fiz uma tentativa de mudar de assunto. – Você quer que eu cante?
— Você sabe cantar? – interrogou surpreso, eu assenti em resposta. – Cante, isso vai ser interessante. – concordou e voltou a esconder o rosto em meu peito, respirando bem fundo sobre minha pele o que me causou um arrepio.
— O que você está fazendo? – espantei-me.
— Só estou sentindo o seu delicioso cheiro, agora cante logo. – mandou apertando-me contra si e eu decidi relaxar um pouco. Abracei-o usando uma de minhas mãos para acariciar o seu cabelo e comecei a cantar.
"Por toda eternidade, eu vi sonhos vazios sem nunca reclamar
A luz da lua ilumina meu coração
E um céu sem pôr-do-sol me guia
A canção dos meus pecados está sepultada no meu coração
Estico minha mão pelo rio infinito, ela parece tão comprida
As palavras cheias de pensamentos morreram coloridas de anil"
Quase não consegui terminar de cantar e já estava dormindo. Até que não era ruim dormir abraçada com alguém, na verdade era muito reconfortante e até mesmo acolhedor. Depois da morte da mamãe e de tudo que aconteceu desde que cheguei aqui, aquele abraço era estranhamente aconchegante e, por um momento, me senti feliz nos braços de um dos homens que não pensariam duas vezes antes de me machucar.
No outro dia acordei com o barulho de várias pessoas conversando no meu quarto. Que estranho... Por que tinha gente conversando no meu quarto? Tentei me mexer, mas parecia que tinha algo em cima de mim, tentei levantar só que algo me apertou, foi então que eu lembrei que estava em uma casa nova e que havia dormido com o Laito.
— Muchi-chan, não seja cruel me deixe dormir mais um pouco. – Laito apelou manhosamente. No entanto, não podia deixar que ele me convencesse, já era hora de levantar. Espreguicei-me com ele ainda em cima de mim que me apertou ainda mais, abri meus olhos e lá estavam todos os Sakamaki.
— Kyaaaah! – gritei aturdida, o ruivo suspirou e saiu de cima de mim. – O que vocês estão fazendo no meu quarto? – questionei com a mão sobre o peito depois de me sentar.
— Nós viemos ver o porquê de tanta demora em você acordar. – Reiji explicou ajeitando os óculos.
— Parece que você dormiu bem, Jujuba! – Ayato provocou. Eu o encarei perspicaz e revidei.
— Na verdade eu dormi muito bem sim!
— Quem não dorme bem comigo? – Laito gabou-se convencido. Resolvi ficar calada, afinal não ia me meter entre esses irmãos, então apenas me levantei.
— Bom, eu já acordei, então por que vocês não saem do meu quarto? – falei claramente os expulsando do meu quarto, no entanto eles continuaram parados no mesmo lugar. Será que eles não tinha educação, não? Esse era meu quarto! – Vocês não têm coisa melhor pra fazer, não? – reclamei com as mãos na cintura.
— Bem, eu já vou. – Laito informou pegando o chapéu e chegando mais perto de mim, perto demais. – Qualquer dia eu vou fazer você cantar de novo para mim, Mu-chi-chan! – garantiu-me travesso e logo depois sumiu me deixando como uma lagosta de tão vermelha.
— Do que ele estava falando, Tora-chan? – Kanato indagou curioso e os outros também pareceram interessados. Eu estava pensando se respondia ou não àquela pergunta, mas o jeito como o Laito havia falado antes meio que deu a entender uma coisa bem diferente do que realmente havia acontecido.
— Ele estava falando da música que eu cantei ontem para niná-lo, nada demais. – expliquei serenamente enquanto arrumava a cama.
— Você canta? – Shuu perguntou, apesar de ainda estar tão inexpressivo quanto das outras vezes que o encontrei.
— Eu me arrisco. – dei pouca importância ao assunto dando de ombros.
— Um dia vou te fazer cantar para mim, Jujuba! – Ayato sentenciou convencidamente.
— Infelizmente não vai dar, eu vou embora lembra? – recordei-o.
— Sobre esse assunto eu gostaria de falar agora, por favor, arrume-se e desça imediatamente. – determinou Reiji pouco antes de se retirar do quarto, os outros também saíram finalmente me deixando sozinha.
Eu tirei a camisola e coloquei um short jeans, um suéter violeta, uma meia 7/8 preta e uma sapatilha simples. Logo depois de terminar de me trocar eu desci, assim como Reiji havia mandado.
Fui até a sala de jantar, mas só quem estava lá era o mordomo, era uma boa oportunidade para perguntar o nome dele.
— Com licença. – pedi enquanto entrava na sala.
— Deseja algo, senhorita? – perguntou formalmente.
— Você poderia me dizer o seu nome? – indaguei apreensiva.
— É Edgar, senhorita. – respondeu calmamente.
— Edgar-san, você poderia me dizer onde está o Reiji-san? – sorri gentilmente. Ele me encarou por um momento, parecia que estava me analisando. Estranho!
— Sim, senhorita, Reiji-sama e os outros estão na mesma sala de ontem. – informou-me rapidamente.
— Muito obrigada, Edgar-san! – agradeci e segui caminho até cômodo do dia anterior. Quando eu entrei todos estavam sentados nos mesmos lugares da primeira vez, por acaso eles marcam os lugares de cada um nessa casa?
— Está atrasada! – Reiji repreendeu-me severamente. Eu o olhei duvidosa, ele não tinha acabado de dizer que era para eu descer depois de me trocar?
— E, então, nós vamos mandá-la embora ou não? – Subaru foi logo direto ao assunto.
— Não será necessário. – o moreno negou objetivo e eu o encarei surpresa.
— O quê? Por quê? – questionei totalmente confusa. Eles por acaso estavam com vontade de morrer? Será que eles eram tão idiotas a ponto de não perceberem que minha presença nessa casa era um perigo para a vida deles?
— Você só pode ser imbecil! – o caçula xingou-me. Deu vontade de dar um chute na cara dele, mas não dava pra fazer isso com o vampiro que aparentava ser o mais agressivo da mansão.
— Será que você não percebeu ainda, Tora-chan? – Kanato zombou cheio de deboche, devia achar minha confusão uma ótima fonte de diversão.
— Não percebi o quê? – perguntei já irritada.
— Caramba, Jujuba, como é que você não notou a solução que você mesma achou? – Ayato falou revirando os olhos. Eu comecei a pensar no que ele quis dizer, mas minha mente não estava colaborando. Dá um desconto, eu tinha acabado de acordar!
— Criatura idiota! – Reiji me xingou, mas ainda assim fez o favor de me explicar. – Para quê você quer ir embora se nós temos a cura para o seu veneno bem aqui?
— Ehhhhh! – eu e a Yui falamos juntas.
— Vocês estão falando que logo depois que beberem o meu sangue vocês já vão logo em seguida beber o sangue da Yui-san? – questionei completamente chocada.
— Vocês só podem estar loucos! – até a Yui se revoltou com isso.
— Pelos meus cálculos nós temos uma hora e meia até o veneno começar a fazer efeito. – Reiji constatou pensativo. Eu e Yui nos entreolhamos com cara de: “o que esses caras tão pensando?”.
— Sem chance! – nós duas negamos em uníssono.
— Vocês não têm o direito de reclamar, já que as duas são nossas propriedades. – Shuu argumentou como se fosse óbvio.
Eu suspirei e já sabia que não teria como fugir daquilo. No fim das contas era isso que eu havia me tornado? Uma propriedade, um bem, algo que pode facilmente der substituído.
As horas foram passando rapidamente enquanto eu terminava de arrumar meu novo quarto e logo estava na minha hora de tomar banho, por sorte o dia transcorreu sem que eu levasse alguma mordida, o que foi muita sorte porque aquela que o Reiji me deu ainda estava doendo.
Entrei no banheiro e tranquei a porta, preferi usar a ducha ao invés da banheira, coloquei uma música para tentar me animar um pouco, tirei a roupa e entrei no chuveiro cantando e dançando.
"Knee! High! Fight!
High! High! High! High! High!
Knee! High! Fight!
'Tsuyoku isamashiku' tte atsui omoi ga nenshouchuu (kietari shinai wa)
'Shinjita mama yuku' tte kakugo katameta koori no ya (shirushi ni fuujita no)
Junbi wa ii? (yoroshikute yo)
Mukau tokoro tekidarake amaetara sore made yo!
Sora yori mo takaku sora yori mo takaku
Doko made mo kakenobotteiku no
Kokoro wa kedakaku kokoro wa kedakaku
Sono mata saki de kanjiteiku no
Ano hi egaita mirai o watashitachi no risouron o
Jitsugen (saseru) odoru yaibatachi no saidan e
Odoru yaibatachi no danjou e
Odoru yaibatachi no chouten e
High! High! High! High! High!
Knee! High! Fight!"
Eu terminei de tomar banho e quando olhei para a banheira Shuu estava lá. Gritei com o susto me ajoelhando e cobrindo meus seios e minha intimidade com as mãos. – O-o que você está fazendo aqui? – gaguejei nervosamente.
— Eu entrei e você estava aqui então eu apenas aproveitei o show. – redarguiu naturalmente abrindo um dos olhos, como se fosse muito normal um cara invadir um banheiro trancado e ficar "aproveitando o show".
— V-você f-ficou aqui todo esse tempo? – disparei perplexa. Shuu apenas assentiu, tinha preguiça até de falar.
Aproveitei que ele tinha fechado os olhos para me levantar depressa e me virar para tentar pegar a toalha, por sorte o meu cabelo era grande o suficiente pra tapar uma boa parte do meu bumbum.
Estava quase alcançando a toalha quando o Shuu me agarrou e me virou segurando meus pulsos atrás das minhas costas com força, eu fiz uma careta de dor.
— Ver você dançando nesse chuveiro me deixou particularmente com sede. – confessou olhando bem dentro dos meus olhos. Eu fiquei hipnotizada com aquele azul vibrante e acabei esquecendo que estava completamente sem roupa. – Não tente fugir ou vai ser pior! – avisou ameaçadoramente, ele soltou minhas mãos e pegou minhas pernas me levantando e deixando-me mais alta que ele, precisei entrelaçá-las ao redor de sua cintura para ter um pouco mais de firmeza e não cair.
— Shuu-san, o que... – antes que eu terminasse a frase ele mordeu a parte do meu mamilo, é isso aí! O Shuu era pior que o Laito, difícil aceitar uma coisa assim vinda de um apático como ele. – Itaii! – reclamei, mas depois de um minuto a dor parou e eu comecei a gostar... O QUE É QUE EU ESTOU FAZENDO?
Eu coloquei as mãos nos ombros dele a fim de ter no que me apoiar, mesmo que quisesse empurrá-lo sabia que seria completamente inútil, sem contar que doeria muito, principalmente levando em conta o lugar.
O loiro chupou mais forte enquanto rodeava o bico do meu seio com a língua e a idiota aqui não teve condições de segurar um gemido. Eu senti o sorriso dele e resolvi olhar, foi a pior coisa que eu poderia ter feito, porque quando eu olhei a primeira coisa que me veio na mente foi a palavra: mamando... Certo! Depois dessa eu posso morrer!
Várias mordidas nos lábios depois – para segurar qualquer som inconveniente – ele me soltou, meu mamilo estava roxo pela força com a qual ele chupou, havia machucados doloridos das suas presas e eu estava fraca demais para me manter em pé, felizmente, Shuu percebeu que eu ia cair e me colocou no chão suavemente.
— Você estava gostando, não é? – afirmou com uma nota de divertimento na voz. Eu nem tive coragem de responder, mas não precisava porque meu rosto ficou completamente vermelho. – Que garota suja você é! – acusou com um sorriso convencido, eu virei a cara com raiva e ele sumiu.
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