Sangue Maldito
34 Meu Ursinho
Notas iniciais

Tora POV’s On
Imagina você sair do banheiro e dar de cara com o Yuma estapeando o Azusa, pois é, foi exatamente isso que eu vi e é impossível não paralisar vendo isso. Depois de alguns segundos caiu a ficha do que estava acontecendo e eu larguei a toalha e corri para cima deles e agarrei o Yuma por trás.
— YUMA-KUN, PARE! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – gritei desesperada o puxando de cima do Azusa, consegui afastá-lo e me pus na frente do Azusa. – Você é louco? O que deu em você, Yuma-kun? – perguntei assustada o olhando com reprovação.
— Por que você está coberta com o sangue do Azusa, Tora? – Yuma questionou me olhando com raiva. Eu o fuzilei com o olhar e não respondi afinal ele também não iria responder as minhas perguntas, virei-me e olhei para o Azusa que estava com o rosto todo vermelho de levar tapas.
— O que fizeram com o meu ursinho? – falei toda dengosa. Como é que o Yuma teve a audácia de estapear o meu fofinho? Era eu que devia esbofetear o Yuma!
— Ursinho? – Azusa disse confuso, eu sorri e peguei a toalha que havia jogado no chão. Yuma nos observava calado, parecia que tentava entender a situação, ao passar por ele lhe mandei um olhar de puro ódio.
— Sim, se você quiser ser o meu ursinho eu vou cuidar muito bem de você! – expliquei com um sorriso.
— Vai mesmo, Tora-san? – perguntou desconfiado.
— Claro! – confirmei dando um beijinho na bochecha dele para enfatizar minha resposta.
— Então eu quero. – aceitou fazendo uma carinha manhosa.
— Kyyaaaa! – gritei empolgada e abracei a cabeça do Azusa fazendo o rosto dele ficar enterrado nos meus seios, estavam escorrendo lágrimas de felicidade pelo meu rosto. Eu ainda não estava acreditando que ele aceitou ser meu ursinho de pelúcia.
— Vão ficar nisso por muito mais tempo? – Yuma perguntou azedo. Eu me soltei do Azusa e dei língua para o Yuma.
— Certo, Azusa-kun, deixa eu limpar isso. – falei me ajoelhando na frente do Azusa, ele me estendeu o braço e eu comecei a limpar todo o sangue.
— Tora-san, você vai fazer isso de novo? – perguntou se referindo aos cortes que eu fizera.
— Você quer que eu te corte de novo? – questionei o fitando, ele assentiu. – Então eu faço! – concordei com um sorriso.
— Foi você que mutilou o braço do Azusa? – Yuma perguntou espantado. Tinha me esquecido que ele estava ali, agora ele sabia que eu era tão sádica quanto qualquer um deles, só que de um jeito diferente.
— Foi, ele me pediu. – respondi simplesmente. Terminei de limpar o braço do Azusa e perguntei. – Onde tem ataduras limpas, Azusa-kun? – ele apontou para o criado-mudo.
— E você cortou o braço dele só porque ele pediu? – Yuma questionou-me incrédulo. Eu dei um suspiro de cansaço, fala sério, responder perguntas toda hora é um saco.
— No inicio eu não queria fazer, mas como nós tínhamos um acordo eu era obrigada. – respondi segurando minha irritação. Peguei um dos rolos de atadura que havia dentro da gaveta e voltei até o Azusa.
— Então para quê você vai fazer de novo? – Yuma continuou com o interrogatório, eu fiquei calada enquanto colocava as ataduras a fim de ficar mais calma para responder.
— Porque o Azusa fez uma expressão tão fofa que eu preciso ver novamente! – respondi depois de terminar de colocar a atadura no braço do Azusa.
— Você quer cortá-lo de novo só para ver a expressão de dor dele? – foi Yuma me enchendo de perguntas mais uma vez. Respirei fundo e reuni toda minha paciência.
— O Azusa-kun não faz uma expressão de dor é de satisfação, por isso que quero fazer de novo. Não me compare com vocês! – respondi insultando ele e o resto dos vampiros daquela casa, menos o Azusa.
— Que tipo de sadismo é esse? – Yuma perguntou debochado. Eu já começar a gritar com ele, mas o Azusa foi mais rápido.
— Chega, Yuma, foi legal você me bater, mas agora eu tenho mais o que fazer. – Azusa falou um pouco irritado, eu nem liguei para a reação do Yuma, porque estava muito vidrada na expressão de raiva do Azusa para pensar em outra coisa. Dessa vez eu não consegui me segurar e pulei com tudo em cima dele.
— AZUSA-KUN, MEU URSINHO FOFO! – gritei toda animada logo que me joguei em cima dele fazendo-o cair no colchão, fiquei lá apertando o Azusa até não poder mais, sem nem me importar se o Yuma já tinha ido embora ou não. Sentei na barriga do Azusa e comecei a apertar as bochechas dele. – Você é tão fofo que me enlouquece, Azusa-kun! Eu vou te apertar todo! – falei e comecei a dar selinhos em todo o rosto dele, até que percebi que ele estava corado. Eu parei e iniciei o processo de observar toda aquela beleza.
— Sabe, Tora-san, eu estou com um pouco de sede. – Azusa falou, enquanto eu estava mais preocupada em admira-lo.
— E o que você quer beber? – perguntei distraída.
— Seu sangue. – respondeu ele, invertendo nossas posições. Eu o encarei por um momento, se eu deixasse ele beber meu sangue provavelmente voltaria a ficar de cama parecendo uma múmia, sem nem conseguir me mexer. Porém, que se dane! Meu ursinho parecia tão sedento que eu não me importava em ficar doente de novo, com certeza era isso que ele queria, queria me deixar a mercê dele e estava conseguindo, contudo eu não me importava em ser controlada por alguém tão fofo. Pode me chamar de idiota!
— Tudo bem, Azusa-kun, pode beber. – falei lhe mandando um sorriso como estimulo. Ele me fitou com um sorriso de canto, abaixou a manga do suéter e mordeu meu pescoço, ficou sugando meu sangue por alguns minutos e eu me sentia cada vez mais fraca, ainda bem que eu havia comido hoje. Logo que senti as presas do Azusa saírem da minha pele usei o pouco de força que me restava para passar os braços ao redor dele. – Você disse que seria meu ursinho, então agora vai ter que me deixar te abraçar! – avisei sonolenta e logo em seguida adormeci.
Tora POV’s Off
Azusa POV’s On
Eu estava agora sendo obrigado a ficar deitado junto com Tora que já estava adormecida e me agarrava como se eu realmente fosse um ursinho de pelúcia. Com certeza, meu jeito afetou essa menina de uma forma insana, ela até já admitiu que minha fofura a enlouquecia.
Tentei me levantar, mas ela me apertou ainda mais, era óbvio que com minha força eu poderia facilmente me soltar dela só que eu resolvi ficar ali, afinal ela havia feito um ótimo trabalho no meu pulso. Eu nunca iria imaginar que essa menina com um rosto inocente seria tão cruel, a dor que ela me proporcionou chegou a quase se equiparar aquela que eu sentia na minha infância, estava ansioso pela próxima vez.
E, mesmo que ser ursinho dela não me agradasse muito, a ideia do que ela poderia fazer comigo era inebriante, não me importava em ser um ursinho rasgado.
Azusa POV’s Off
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