Sangue Maldito

46 Jantar Turbulento


Notas iniciais
E aí, minhas Bitchs?! Como estão? Espero que bem! Vocês acham que eu demorei demais para aparecer? Eu acho que não, afinal foi somente uma mísera semana... De qualquer forma espero que aproveitem o capitulo! E eu tenho um agradecimento mega-especial para Pika-chan que recomendou minha fic, eu estou muito feliz por saber que você gostou tanto da minha fic a ponto de recomendá-la e mais feliz ainda por ver todo o carinho que você reservou para essa recomendação! Muito obrigada mesmo!! *-* Aproveitem o capitulo! ;P

Shu e eu fomos para a sala de jantar onde todos se encontravam, Shu se sentou na cadeira que estava mais próxima dele e o único lugar que me sobrou foi perto de Reiji, que ocupava a ponta da mesa, e ao lado de Ruki, cá entre nós não me parecia um lugar muito agradável.

– Edgar, pode servir o jantar. – Reiji mandou autoritário e logo Edgar trouxe a comida de todos. Inicialmente comemos em silêncio, mas como eu precisava tratar de um assunto muito importante com o Reiji precisei quebra-lo.

– Reiji-san, eu gostaria de saber algo. – disse calmamente.

– Fale. – retrucou me dando pouca importância.

– Se eu quisesse arrumar toda a parte abandonada do jardim, eu poderia? – perguntei apreensiva. Bem, antes de começar a arrumá-lo eu precisava saber se não havia nenhum problema, porém se tivesse estaria disposta a receber toda e qualquer punição, afinal ajeitar aquela “selva” era parte da anulação da maldição.

– Para quê você quer arrumar aquilo? – questionou-me desconfiado.

– É porque eu estava andando por lá hoje e achei aquele lugar muito deprimente, eu vi um coreto todo acabado e uma torre que mais parecia mal-assombrada. – respondi o encarando. – Mas se eu arrumasse e limpasse tudo tenho certeza que ficaria tão bonito quanto era antes de ser abandonado. – acrescentei ainda um pouco receosa.

– Faça como quiser. – Reiji falou desinteressado. É isso aí, Christa, Beatrix e... Cordelia! Agora eu só preciso encontrar um jeito de atrair o Karl Heinz.

– Tora-san, por que você está com esse sorriso sinistro? – Azusa perguntou fazendo uma carinha assustada.

– Hum, não é nada. Eu só estou pensando em algumas coisas. – respondi fazendo pouco caso.

– Em que coisas você está pensando? – Ruki perguntou-me, eu resolvi aproveitar a oportunidade para abordar outro assunto.

– Estava pensando se o Reiji-san já mandou aquela carta para o Karl Heinz. – falei. Eu meio que já estava tramando meu plano contra o Heinz, contudo eu precisava saber sobre tudo o que Karl já sabia sobre mim.

– Já mandei há muito tempo, diferente de certas pessoas eu prefiro não adiar minhas tarefas. – Reiji disse, claramente mandando uma indireta para o Shu.

– De que carta vocês estão falando? – Kou perguntou curioso.

– Foi uma carta que a mãe da Jujuba deixou antes de morrer endereçada para o velho milenar. – Ayato fez o favor de responder por mim e ainda confirmou minhas suspeitas do Karl ser velho para caramba, pelo menos na idade.

– E para quê a mãe da Tora mandaria uma carta para o Karl? – Yuma questionou confuso.

– Acho que foi para informar sobre minha maldição. E por falar nisso, – respondi e depois me virei para o Reiji a fim de perguntar uma coisa essencial. – Reiji-san, você enviou algo falando sobre a cura do veneno?

– Enviei. – respondeu simplesmente.

– E você disse o que era? – continuei o interrogatório. Reiji já parecia irritado então eu sabia que essa seria minha última pergunta.

– Não, mas ele já deve saber. – respondeu áspero. Fitei minha comida.

– Isso vai ser um problema. – resmunguei bem baixinho.

Droga, se ele já sabia qual era a cura seria mais difícil mata-lo, contudo isso é levando em conta que ele vai querer beber meu sangue. Se ele não quiser eu vou precisar me tornar uma Cordelia para atraí-lo, embora a ideia de me transformar em uma vadia não fosse nem um pouco atraente. Caso ele acabasse bebendo meu sangue eu ainda precisaria arranjar um jeito de mantê-lo afastado da Yui até o veneno fazer efeito, e isso seria muito difícil já que como ele é um vampiro antigo deve ser muito forte e esperto.

Pensando nisso, eu não seria capaz de vencê-lo em um combate corpo a corpo e tentar colocar meu sangue na comida dele também não era algo a se considerar, já que eu precisaria colocar uma grande quantidade para garantir sua morte e ele acabaria sentindo o cheiro.

Também havia a opção de eu tentar seduzi-lo, então eu poderia distrai-lo com meu corpo para depois esfaqueá-lo com a adaga do Subaru, entretanto essa opção tinha chances quase inexistentes de sucesso e eu não poderia de jeito nenhum errar quando fosse hora de mata-lo.

Além disso, ainda tinha a questão de que o Karl havia salvado os Mukami e que eles poderiam muito bem me deter, ou seja, precisaria arranjar um jeito de matar o Heinz em um local bem afastado.

Ah, sim! Eu também preciso considerar que o Karl Heinz é o homem mais importante da sociedade vampírica e se eu o assassinasse estaria sujeita a todo tipo de punição, inclusive à morte. Porcaria! Planejar a morte desse homem seria um grande problema. Tudo que eu fizesse acarretaria em grandes implicações, sem contar que ainda havia aquela minha promessa de não morrer e eu sou uma garota de palavra.

Lógico que eu ainda tinha a opção de fazer o Heinz pedir perdão sincero para as esposas, mas eu não contava muito com isso depois de tudo que ele fez, por isso precisava arquitetar um plano de assassinato.

– Tora-chan, o que há com você? – Kanato perguntou tirando-me de meu torpor. Percebi que já havia alguns minutos que eu estava parada encarando a comida.

– Parece até que estava planejando um homicídio. – Ruki conjecturou, eu não podia de jeito nenhum dar pistas sobre o que eu estava planejando então eu fingi.

– Ruki-san, olha bem para a minha cara. Você acha que eu seria capaz de matar uma pessoa? – perguntei fazendo cara de irritada, como se estivesse ofendida por ele ter insinuado que eu viria a ser uma assassina.

– Essa idiota não mata nem uma formiga! – Subaru debochou com um sorriso zombeteiro.

– Tem razão, Subaru-kun, afinal eu não sou que nem você! – retruquei com raiva evidente, óbvio que era só encenação, só que estava pegando um pouco pesado demais com ele.

– Podia ter dormido sem essa, Subaru-kun. – Laito zombou com um sorrisinho.

– O QUÊ? – gritou revoltado se levantando com os punhos cerrados. Ah, não! O que foi que eu fiz? Precisava me redimir, então uma ideia me passou pela cabeça.

– Gomen, Subaru-kun, eu tenho que parar de falar essas coisas. – desculpei-me arrependida, dessa vez não era encenação. Levantei-me e andei até ele, então peguei o colar dele do bolso do casaco do uniforme. – Olha, eu achei isso na sala de noivas quando estava saindo, me desculpe não ter devolvido antes. – menti, no entanto era necessário para que ele não arrancasse minha cabeça.

Coloquei o colar no pescoço dele de forma delicada e depois voltei para o meu lugar olhando de relance para o Yuma, já que ele sabia que eu havia roubado pensei que ele contaria, mas ele só deu um sorriso de canto e uma piscadela indicando que não falaria nada. Fiquei muito aliviada e sorri enquanto retribuía a piscadela, ele parecia muito mais amigável.

– Reiji-sama, uma carta de Tougo-sama acabou de chegar. – Edgar apareceu com uma bandeja na mão assim que eu me sentei. Na hora que ele disse isso fiquei completamente alerta, tinha a leve impressão de que o conteúdo daquela carta era de extrema importância.

Notas finais
Tô com preguiça então não vou fazer frase hoje!! :P