Sangue Inocente - O Reencontro
4 Dormitório sobrenatural Part. II
Notas iniciais
Desculpem a demora para postar um capitulo novo é porque eu tive que dobrar minha atenção para outra fic minha e eu tive que escrever bastante nesse capitulo para desenvolve-lo.
Tenho uma má noticia para vocês, a Alexia ainda não vai aparecer nesse capitulo ainda, mas no próximo é certeza. Vocês vão descobrir o porque. Bom, é isso.
BOA LEITURA. Nós vemos lá embaixo.
O sol não tinha raiado quando Dean levantou de sua cama com seus cabelos desgrenhados e foi em direção ao banheiro. Ao olhar para a cama ao lado da sua, o caçador reparou que seu irmão não estava dormindo. Foi ai que o loiro percebeu que desde que voltara a trabalhar com o irmão não tinha o visto dormir. Fora outras coisas estranhas no comportamento de seu irmão que fazia Dean ficar com o pé atras com ele e com seu avô Samuel que, sabe se lá como, voltou dos mortos.
Dean abria o chuveiro quando seu pensamento mudou o levando para uma certa cidade longe de lá e o fazendo lembrar de uma morena com quem viveu durando um ano; Lisa Braeden.
Fazia um pouco mais de uma semana que não voltara para casa de Lisa e Dean já estava cheio de saudades, ele ligava todos os dias para saber como ela e Ben estavam. O fato de Dean deixa-los em casa o incomodava bastante pois ele não estava perto para protege-los. Mas, se ele quer continuar caçando e junto de Ben e Lisa, é assim que vai ter que ser. Porém, até o fim da semana, uma pessoa muito especial voltará para a vida do belo caçador e o fará ficar em um dilema. Dean ainda não fazia ideia, mas ela estava mais próximo do que qualquer outra pessoa.
Sam abriu a porta do quarto, onde ele e seu irmão estavam hospedados a dois dias, vestindo terno e gravata e levando com sigo o café da manhã; Dois cafés pretos, um hambúrguer para o irmão e uma salada de frutas.
- Dean! — chamou Sam ao deixar as compras em cima da mesa do quarto
- Oi! — gritou Dean de dentro do banheiro
- Sai logo daí, temos trabalho a fazer.
O caçador mais velho abriu a porta do banheiro já vestido em seus trajes típicos de FBI e indo direto para a mesa com seu belo hambúrguer, perguntou:
- O que houve?
- Mais um aluno morreu hoje de madrugada. — respondeu Sam
- Como você sabe?
- Eu ouvi no rádio policial.
- Hum... e você estava acordado quando falaram da morte? — perguntou Dean
- Estava... Por que a pergunta?
- Por nada.
Dean não queria falar para seu irmão que ele estava com seu comportamento estranho e que ele não o via dormir a dias.
Deixando as dúvidas de lado, Dean e Sam tomaram seu café da manhã e saíram rumo ao dormitório do campus, onde Mike tinha sido morto.
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- Foi você que chamou a policia? — perguntou Sam
- Sim, foi eu. — respondeu Arthur, colega de quarto de Mike
- E o que você viu quando entrou no quarto? — Dean continuou o questionário ao ver Sam se distanciando
- Eu vi... sangue. Por todo o lado. E Mike esticado na cama com o peito dilacerado.
- Você sentiu algum cheiro? Tipo, ovo podre?
- Hã... Acho que não.
- Você conhece Mike a quanto tempo? — perguntou Sam
- Faz uns três anos... Nós jogávamos basquete no colégio.
- E você sabe se ele tinha algum problema de saúde? — continuou Sam levantando um frasco de remédio.
- Ele tomava calmantes tarja preta.
- Á quanto tempo?
- Pelo que eu saiba, desde criança. Ele me disse que começou a tomar desde quando viu o primo dele morrer.
- Ele te disse como ele morreu?
- Não... ele não gostava muito de tocar no assunto.
- Claro. Bom, é só isso. Manteremos contato — Sam se despediu
Dean e Sam seguiram pelo longo corredor do dormitório e começaram suas especulações sobre o que matou Nick e Mike e o que eles teriam de comum.
- Então Mike viu o primo morrer quando criança. — comentou Dean
- É. E parece que foi horrível para ele. Esse remédio — Sam encarou o franco em sua mão — é muito forte. Só pessoas que tem problemas psicológicos usam.
- Temos que fazer umas pequisas e descobrir o que Nick e ele tem em comum. — sugeriu Dean
- É.. Bom, os pais de Nick Wood estão na cidade resolvendo as papeladas da faculdade da filha. Eu vou conversar com eles e você vai para a casa fazer pesquisas.
- Desde quando eu faço pesquisa? E desde quando você da as ordens? — perguntou Dean achando mais uma diferença no comportamento do irmão
- Desde quando você esta enferrujado.
- Mas quem faz pesquisas aqui é você.
- É sério que você vai tocar nesse assunto, Dean?
Dean ficou calado. A ultima coisa que ele queria era brigar com seu irmão, até porque fazia menos de dois meses que estavam juntos novamente depois de mais de um ano longe um do outro. Mas o comportamento de Sam estava muito diferente e Dean queria, mais do que qualquer outra coisa, saber o que havia acontecido com seu irmão.
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Sam se aproximava do saguão do hotel Luminnous, quando se deparou com o Sr. e a Sra Wood sentados em um dos enormes sofás do hall.
- Sr. e Sra. Wood? — perguntou Sam ao se aproximar dos dois de cara abatida
- Sim. O Sr. deve ser o agente do FBI que marcou essa... esse interrogatório.
- Agente Antillies. Desculpem por marcar esse encontro em uma hora tão difícil, mas é que o departamento precisa que a investigação seja feita de forma rápida.
- Tudo bem. — respondeu o Sr. Wood — comecem com suas perguntas.
- Bom, Nick era uma boa filha?
- Sim. Era a unica que nós tínhamos e ela era muito amada por nós. Uma menina esforçada e responsável.
- Ela tomava remédios controlados? — perguntou Sam
- Não. Não mais. Ela estava curada. — respondeu o pai
- Curada do que?
- Nick sofreu de uma ataque de estéria após a morte de nossa filha mais velha, Nince. Ela era muito nova e isso a afetou muito.
- Muito quanto?
- Perdão, agente mas, no que isso ajudaria no caso? — perguntou o Sr. Wood
- Temos que saber o quanto for possível das vitimas. Para sabermos se há alguma semelhança nos assassinatos.
- Ela foi internada em uma clinica psiquiátrica. — a Sra. Wood finalmente se manifestou
- E porque?
O Sr. Wood encarou sua mulher com uma cara "amarrada" como se não era pra ela ter comentado sobre esse assunto, mas a Sra. Wood estava cansada de ser submissa ao marido e fazer tudo que ele pede para o ver feliz. Sem mais rodeios e medo, a Sra. Wood começou a sua história.
- Ela tinha 6 anos quando ela viu Nince morrer afogada em uma piscina quando estávamos em férias no interior. Nick foi a unica que viu tudo e começou a falar que ela tinha visto algo puxar minha filha para baixo. — a Sra. Wood deu uma leve pausa. Não era fácil lembrar de um acontecimento como esse — Nós, a principio, a levamos até um psicólogo, ela tinha sessões todos os dias, mas não adiantou muito pois ela começou a falar que via a mesma criança toda vez que estava perto de um rio ou piscina. Então...
- CHEGA! — gritou o Sr. Wood — Eu não aquento mais ouvir essa história. Para mim chega! — o Sr. Wood ficou extremamente nervoso ao ouvir a esposa contando os fatos da filha, Nick. Era demais para ele. — O que isso vai ajudar na resolução do caso?
- Senhor Wood, se acalme. Todos os detalhes da vida da vitima são importantes para a resolução. — disse Sam de uma forma dura. Seus olhos explanavam raiva e, se ele não estivesse em público, com certeza já teria atacado o Sr. Wood.
O pai de Nick ainda continuou nervoso, principalmente depois da forma dura e ríspida que Sam respondeu e se retirou do local.
- Se você quer continuar com essa história insignificante, que não levará ninguém a lugar nenhum, que seja. Não vou ficar aqui perdendo tempo. — concluiu e se retirou.
- Desculpe, agente. Ele não gosta de tocar nesse assunto.
- Tudo bem. Você dizia...
- Bom... então os médicos optaram em interna-la em uma clinica. Não para loucos, não pense você que minha filha tinha um parafuso a menos, era clinica de crianças com estresse pós traumático.
- Ela fez o tratamento a base de remédios, Senhora Wood? — perguntou Sam. Talvez esse era o que Nick e Mike tinham em comum.
- Sim. Durante cinco anos. Até hoje ela tinha consultas mensais com um psicólogo, o Doutor Ross, Robert Ross.
- Bom, já ocupei muito do seu tempo, senhora Wood. Tenho que voltar a investigação.
- Ah sim, claro.
- Manteremos contato.
-0-
Dean estava esticado em sua cama no hotel El Tormento, tendo o sono mais profundo de todos que já tivera. Seu sonho parecia mais uma lembrança, uma leva de lembranças que já viveu com alguém que a muito perdera o contato.
(...)
O caçador se encontrava em uma casa abandonada, ele tinha a sensação de que já estivera lá antes, mas não se lembrava quando ou porque.
A casa estava aparentemente vazia, até que foi vozes foram ouvidas vindas da cozinha.
- Bom dia!
O caçador se assustou. Ele tinha ouvido sua própria voz? Impossível!
- Bom dia... — agora o caçador ouviu uma voz feminina, um pouco sonolenta. Era estranho, mas Dean conhecia aquela voz — Acordou faz tempo?
- Não muito. — novamente Dean pode jurar que ouviu sua própria voz. Mas como? — Tava com fome então, resolvi descer e preparar alguma coisa.
Dean estava quase se lembrando. Era sim uma lembrança, ele já tinha falado isso. Mas para quem? Quem era a mulher com quem seu outro "eu" falava?
O caçador, tomado pela curiosidade, começou a andar pela casa em direção aquelas vozes, e ao encontra-las, não pode acreditar. Ele finalmente se lembrou; A noite em que Bobby e Sam tinham saído para conseguir algo importante, que no momento, Dean não se lembrava do que era.
- Novidade você com fome. Ta fazendo o que?
Essa não. Dean arregalou os olhos ao ver a dona daquela voz tão conhecida, mas que a muito não era ouvida;
- Alexia!? — sussurrou Dean ainda em estado de choque
O seu outro "eu" e Alexia, param de falar. A sala ficou escura, mas logo depois a claridade voltou, mas a caçadora não estava mais lá. O outro "Dean" estava sozinho e parecia atordoado, triste e desesperado.
Dean se lembrou de quando aquilo tivera acontecido. Foi quando Alexia tinha sido raptada por demônios. A dor que Dean sentiu naquele momento era inconfundível e inesquecível, pois nunca sentira aquele desespero.
(...)
Dean finalmente abriu os olhos e se encontrou fitando o teto acima da cama em que dormia. O caçador nunca tivera esquecido de Alexia, mas nunca tivera sonhado com ela antes. Por que ele sonhou com ela? Por que justo naquela noite em que eles dormiram juntos e justo aquela manhã que ele acordou e ela não estava mais lá?
O loiro se colocou de pé e andou até a pequena geladeira do quarto, a abriu e apanhou uma das cervejas que lá estavam. Abriu a garrafa e bebeu um grande gole, quase a garrafa inteira, e ainda se pegava perguntando para si mesmo "Por que Alexia?"
- Dean!
A voz do irmão, após atravessar a porta do quarto, despertou o loiro de seu transe.
- E aí, falou com a mãe de Nick? — perguntou Dean
- Sim. E sabe o que eu descobri? — ao ver o irmão fazer sinal de negativo, Sam continuou — Eu descobri que, assim como o Mike, Nick tomava remédio traja preta.
- E você acha que isso é relevante? — perguntou Dean com cara de deboche — Você sabe o porque Nick e Mike tomavam remédios controlados?
- Não exatamente.
- Bom, é porque eles, quando criança viram parentes próximos morrerem e com isso, por ser criança, eles acharam uma forma de se proteger. Eles inventaram que viram forças sobrenaturais matarem os irmãos.
- Como você sabe disso? — perguntou Sam
- Talvez eu não esteja tão enferrujado quanto você disse — respondeu Dean
- Que seja... A mãe de Nick disse que internou a filha numa clinica porque ela dizia que visto uma criança puxar a irmã para o fundo da piscina.
- A tia de Mike disse que quando ele tinha 5 anos, viu o irmão mais velho, de 17, morrer afogado por um dos amigos de Nilton, Zac. Mike disse que os olhos de Zac estavam negros.
- Então é isso. — começou Sam — Mike e Nick, viram coisas sobrenaturais quando crianças, com isso, as pessoas ao redor delas acharam que elas enlouqueceram e as internaram. Rose, a menina que ateou fogo na ala do hospital disse que tinha visto algo estranho na estrada quando morreu.
- Estranho como? — perguntou Dean
Sam, querendo saciar a curiosidade do irmão, se dirigiu até seu Laptop e o abriu em uma página, onde havia uma entrevista com o médico de Rose Lincon.
"Jornal Wausa
30 de setembro de 1946.
O psicologo de Rose Lincon, Robert Ross, foi a delegacia da cidade hoje para prestar esclarecimentos sobre o estado de saúde da paciente. Após uma das enfermeiras do hospital, a senhorita Sophia Valentine, falar que viu Rose começar o incêndio, os detetives acharam válida a possibilidade da pequena Rose ser a pivô da catástrofe.
'Ela era uma menina doce, mas em algumas horas do dia, como quando tinha que tomar banho, ela simplesmente se transformava. Ela ficava raivosa, violenta e muito triste.' Disse o doutor Ross, e acrescentou, 'Ela morria de medo de água. Dizia que tinha visto algo fazer o carro desviar da estrada e cair no rio na noite do acidente em que perdeu os pais. (...) Ela odiava fazer o tratamento."
Sam e Dean, ao lerem esse artigo, passou a acreditar que o caso estava quase solucionado. Quase...
- Já sei o que devemos fazer — começou Dean — Temos que ver o histórico de cada aluno do campus e selecionar qual deles sofreu algum tipo de acidente quando criança, tipo que envolvam aguá, afogamento, enfim. Assim, teremos as possíveis e próximas vitimas.
- Espera só um momento. — disse Sam pensativo ainda encarando as letras na tela de seu computador
- O que foi? — perguntou Dean sem entender. Ele jurava que tinha dito algo certo.
- Esse nome, Robert Ross. É o mesmo doutor que a mãe de Nick disse que a filha tinha consulta todos os meses.
- Impossível. — disse Dean — O cara deve estar com uns 66 anos hoje. Nunca que iria conseguir continuar com a carreira de médico por tanto tempo.
- Mais uma coisa para termos que ir lá investigar. — concluiu Sam
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- Posso ajuda-los? — disse a secretária do consultório Psychology Ross, situado na cidade vizinha á Wausa, Wayne City.
- Acho que sim. — disse Dean — Sou o agente Scott. — disse tirando seu distintivo falso do paletó e o mostrando — E esse é o agente Antillies. — apontou para Sam — Somos do FBI.
- Ah, sim! Os agentes que estão investigando os assassinatos do Campus na cidade vizinha. — disse a secretaria sorrindo. Novamente Sam trocava olhares maliciosos com uma moça.
- Nós ligamos para cá para conversar com o doutor Ross. Uma das vitimas se consultava com ele. — disse Dean estranhando, novamente, a troca de olhares.
- Sim, a senhorita Nick Wood. — disse a mulher agora um pouco tristonha — Ela era uma ótima garota. Uma pena sua morte.
- Claro. — disse Sam — Então, senhorita Brown, podemos falar com o doutor agora?
- Ele esta terminando uma consulta. Daqui uns 10, 15 minutos ele estará disponível. Vocês se importariam se tivessem que esperar?
- Não, claro que não. — respondeu Sam de uma forma simpática e novamente a secretária responde com um sorriso aberto.
Os irmãos sentaram no enorme sofá de couro preto que ficava em frente a mesa de madeira escura da secretária Brown.
Scarllet Brown era uma mulher muito bonita e bem humorada. Seus longos cabelos negros de caxos bem definidos e sua pele morena dava a entender que era de origem africana, mas eram seus olhos na cor mel era o que mais chamava atenção. O corpo de Scarllet era de passar inveja a qualquer mulher que sai em capa de revista masculina. Suas pernas eram envolvidas por uma meia calça desenhada na cor preta, sua saia na mesma cor da meia, um pouco abaixo do meio da coxa, mostrava um pouco suas pernas tonificadas. Ela usava uma camisa de botões laranja de manga longa, cabelos cabelo solto caindo como uma cascata negra sobre os ombros e costas e brincos de argola pequena. Sem dúvida uma mulher de muita classe.
- Lembre-se que semana que vem você tem consulta no mesmo horário heim, Clarice. — uma porta foi aperta e um homem, beirando os 40 anos de idade, vestindo em um jaleco branco tipico de médico, cabelos pretos e óculos de grau, saiu primeiro.
- Tudo bem doutor Ross. — Em seguida saiu uma jovem, aparentando ter entre 19 e 22 anos de idade, alta, cabelo loiro, cortado no estilo "joãozinho" e olhos bem escuros.
Ao ver a aparência física do doutor Ross, Dean arregalou os olhos. "Como um cara beirando os 66 anos pode ser tão bem conservado?" Pensou Dean.
- Se eu chegar aos 60 tão bem conservado, ninguém vai me segurar — cochichou Dean com um sorriso de canto de boca
- Se você continuar comendo tanta porcaria e conseguir chegar aos 50 já é motivo de comemoração. — rebateu Sam tendo mais uma das caretas de Dean como resposta.
- Doutor Ross! — Scarllet chamou — Esses dois agentes querem falar com o senhor. Foram eles que ligaram mais cedo.
- Ah, sim. Querem falar de uma de minhas pacientes, certo?
- Isso mesmo doutor. — confirmou Dean ao se levantar do sofá. Sam seguiu o irmão na ação.
- Entrem, por favor. — disse o doutor — Senhora Nanner, eu já vou atender a senhora! — dessa vez o doutor se dirigiu a senhora de cabelos brancos sentada numa poltrona no canto do comodo.
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Sam e Dean, ao entrar no consultório do doutor Ross, se sentaram no enorme sofá de couro na cor bege a pedido do mesmo. O comodo era todo em tons pasteis passando um clima calmo e deixando-o com bastante claridade. As janelas eram bem altas, iam do chão até um pouco abaixo do teto, e em uma das paredes havia retratos de família e certificados de conclusão de cursos e um diploma.
- Você era o médico com quem Nick Wood se consultava todos os meses, certo? — começou Dean
- Isso mesmo. Já fazia uns 3 meses que ela se consultava comigo. — disse o médico
- E você tem esse consultório a muito tempo?
- Não muito. Eu ganhei de herança do meu pai quando ele morreu. Ele também era psicologo.
- Tem mais alguma coisa que herdou de seu pai? Tipo o seu nome? — chutou Sam
- Bom, meu nome, minha secretária e minha profissão. — respondeu ele sorrindo.
- Ta explicado. — sussurrou Dean
- Como? — perguntou o doutor sem entender
- Hã? — continuou Dean
- Ele pensou que você tinha... 66 anos.
- Haha! — sorriu o doutor — Todos pensam isso por causa do meu nome.
- Mas, você dizia que Nick era sua paciente — disse Sam tentando retomar a conversa — Por que ela precisava se consultar aqui?
- Bom, ela estava em um quadro de alucinações. Ela dizia, que quando criança via uma criança toda vez que chegasse em algum lugar com bastante água. De inicio ela não aceitava se tratar.
- Por que? — perguntou Dean
- Bom... Ela dizia que a criança não queria que ela se tratasse. Que era pra ela continuar com a versão do acidente da irmã. Depois que ela começou o tratamento, contra a própria vontade, ela parou de ver a criança. Ou pelo menos parou de falar dela.
- Você também fazia sessões com Mike Jaxx, certo?
- Sim sim. Ele tinha o mesmo "problema" de Nick — o doutor fez aspas com as mãos ao falar "problema" — Ele dizia que via uma menina toda vez que chegasse perto de um lugar com água.
- Alguns deles já descreveu essa criança? — perguntou Dean
- Os dois. Da mesma forma com os mesmo detalhes. Uma menina bastante pálida como se tivesse morrido a muito tempo, olhos pretos, cabelos escuros e bem lisos. Ela também vestia um daquelas camisolas de hospitais com a barra um pouco queimada.
- Rose Lincon. — sussurrou Sam e Dean concordou.
- O senhor soube do caso de Rose Lincon? — perguntou Sam
- Sim, sim. Meu pai era o psicologo no hospital psiquiátrico em que ela estava internada. Infelizmente, ele também a viu atear fogo no lugar.
- E ele disse o porque que ela ateou fogo no hospital?
- Bom, ele me disse que no dia em que Rose ateou fogo, ela tinha discutido com uma outra criança sobre ela não estar louca só porque falava que tinha visto algo sobrenatural no acidente de carro em que perdeu os pais.
- Bom. Por enquanto é só isso doutor Ross. — disse Dean se levantando — O deixaremos trabalhar agora.
- Ok, senhores. Tudo o que for necessário para ajudar a pegar o assassino. — disse o doutor apertando a mão de Dean e logo depois a de Sam
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O Impala seguia com muita velocidade entre as ruas da cidade, Dean queria voltar a cidade de Wausa o quanto antes.
- Temos que descobrir onde Rose Lincon foi enterrada. — disse Dean
- Estou trabalhando nisso — respondeu Sam com seu olhar voltado a tela de seu laptop.
- É ela o pivô das mortes no Campus. — continuou Dean
- Mas ainda tem uma coisa que não se encaixa nessa história. Nós conversamos com três alunos da faculdade e os três disseram ter visto fantasmas diferentes de crianças. Se é Rose que está matando as pessoas, porque as outras crianças estão assombrando aquele lugar? — concluiu Sam
- Pensa bem, Sammy. Essas crianças foram mortas queimadas por outra criança. Se fosse eu, estaria bem revoltado.
- Pode ser... — disse Sam pensativo — Achei onde Rose foi enterrada. — Dean olhou para o irmão como se esperasse pela conclusão dele — Ela foi enterrada no Cemitério Heaven. Ela fica logo na entrada da cidade de Wausa.
- Ótimo. Já está quase anoitecendo, então vamos chegar lá quando estiver escuro. Queimaremos o corpo, passamos no hotel para fechar a conta e aí, bye bye, Wausa! — concluiu Dean.
- É isso mesmo. — disse Sam
O silêncio tomou conta de todo o carro, e a garganta de Dean estava coçando para tirar as mudanças que Sam demonstrava desde quando eles voltaram a caçar juntos. Sem aguentar mais, Dean abriu a boca.
- E como você está, Sammy? — perguntou Dean num tom duro mas sem raiva
- Como assim? Eu tô bem.
- Sério mesmo?
- Urum! E porque não estaria? — perguntou Sam sem entender onde o irmão queria chegar.
- Bom, primeiro porque eu não te vejo dormir a dias e várias outras coisinhas que você não fazia e que agora faz.
- Por exemplo...?
- Por exemplo, ficar paquerando a secretária.
- Eu estou normal, Dean. E eu não estava paquerando ninguém, só estava sendo gentil.
- Ahã. Ta. Você pensa que eu não vi você pegando o telefone dela quando estávamos indo embora?
- Ela quis me dar o telefone, Dean. Por que eu não pegaria? Você mesmo disse que ela era linda.
- É, mas você não era do tipo de cara que pega o telefone de mulheres com quem nos envolvemos por causa do trabalho.
- Talvez eu tenha mudado, Dean.
- Talvez você tenha mudado demais. — concluiu Dean e o silêncio tomou conta de todo o carro novamente.
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Já estava bastante escuro quando o Impala cruzou os portões do cemitério Heaven. Só se ouvia o barulho de corujas, grilos e o motor do velho carro no lugar.
Não era possível ver muita coisa daquele lugar, pois a iluminação era péssima, mas os caçadores puderam ver parte da "decoração". Era um lugar muito escuro, como já disse, e tinha algumas árvores bastante altas. Alguns túmulos estavam em ótimo estado, com flores coloridas e bem apertas, outros menos cuidados, cuja as flores que estavam em cima já havia despetaladas e apodrecidas. Em todo o comprimento do cemitério, havia folhas de arvores caídas.
Após rodarem um pouco o grande cemitério, Dean desliga o carro e desde, assim como Sam. Os dois vão até o porta malas e pegam duas pás, sal, lanternas e uma arma cada um.
Ao encontrar o túmulo de Rose Lincon, os caçadores começaram com o serviço pesado; Desenterrar. Mas algo de muito estranho e ruim foi encontrado naquele túmulo.
- Esta vazio! — disse Sam sem intender
- Como pode isso? — perguntou Dean nervoso
- Alguem deve ter desenterrado.
- Ah, você acha? É meio obvio, Sammy. — continuou Dean no mesmo tom raivoso
- Hei, calma. Esta bravo assim por que?
- Por que? Eu estou MORTO de cansaço por desenterrar esse tumulo pra descobrir que não tem NADA!!
- Calma. — repetiu Sam rindo da situação. — Isso que dá ficar parado durante um ano. — Dean o olhou repreendendo — Calma, a gente acha o corpo. Isso sempre acontece com a gente.
- Vamos embora daqui! — disse Dean pegando sua jaqueta de couro do chão — E se você falar "calma" mais uma vez eu te juro que vou esbravejar minha raiva em você! — concluiu Dean andando em direção ao Impala. Sam o seguiu logo depois ainda rindo do irmão.
Os irmãos seguiram viajem até o hotel onde estavam hospedados com apenas uma coisa na cabeça: Quem pegou o corpo de Rose e onde ele esta?
Notas finais
Mas, no próximo capitulo ela irá aparecer e nós teremos a resolução do caso. Bjus meus amorecos, e por favor, NÃO ME MATEM! Até porque assim não terão a continuação da história kkk
OK, parei. Espero que tenham gostado do capitulo.
HORA DO REVIEW!
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