SanWar - Priére (Interativa)

4 Capítulo 3 - Descobrindo uma nova historia.


Notas iniciais
Para aqueles que estão lendo, obrigado pelo apoio e boa leitura.

*Eric

Com aquela repentina aparição de um anjo somada a notícia do mesmo, o resultado não foi outro a não ser o caos e o pânico.

No momento em que ele desapareceu, houve vários minutos de silêncio que foi quebrado por um grito agudo proferido pela própria Lucina, que aparentemente se assustara com notícia e o fato de sua festa ter sido arruinada, o que aparentemente a causou um choque que a fez desmaiar.

Após isso e a própria Isadora, a mãe, ter aparecido e acalmado as pessoas, pedindo tempo e os mandando embora para que enfim pudesse reorganizar tudo, mesmo que ela tentasse não trasparecer a inevitável apreensão, as pessoas enfim conseguiram se acalmar e voltar as suas casas antes que ocorresse um tumulto geral e provavelmente devastador.

Nesse meio tempo, Mike voltou ao seu posto para apartar pequenos tumultos e eu me reencontrei com minha mãe e seu amigo e então seguimos para casa.

Antes mesmo do entardecer, as ruas já pareciam desertas e sem vida. Entretanto, em contrapartida, os jornais tinham uma grande e incrível reportagem: "Gabriel e sua mensagem para a humanidade”.

– O que Gabriel quis dizer quando afirmou que Miguel voltaria à terra? E quais são os vestígios de sua primeira aparição? Que tipo de futuro nos espera? — Um jornalista disparava essas perguntas impiedosamente para um estudioso e historiador que este tudo o que fazia era se encolher cada vez mais a cada pergunta, tentando aparentemente se tornar invisível.

No entanto, no dia seguinte as pessoas aparentavam terem se esquecido do ocorrido e voltaram a suas vidas cotidianas, ao menos era o que parecia a princípio. Pois com o passar dos dias o índice de atentados e morte cresciam cada vez mais, e a polícia tinha varios casos em mãos sem conseguir capturar algum culpado por causa do grande número que havia.

Para evitar certos imprevistos e ainda mais vítimas, foi proposto um "toque de recolher" quando começasse a escurer em que todos os fossem vistos seriam presos e se resistissem, o próprio esquadra de controle seria acionado.

Alguns dias mais tarde foi o dia em que tivemos o retorno das aulas que estava fechada devido a toda confusão.

– Mãe, estou indo! — Era ainda 7h da manhã quando me despedi para ir a escola a pé, pode parecer idiota, com tudo isso que estava acontecendo, mas eu ainda estava preocupado com as provas que aconteceriam em alguns meses, afinal, esse era o ultimo ano escolar antes de entrar pra uma faculdade ou começar a trabalhar.

– Tome cuidado e pelo amor a sua vida Yuki, trate de voltar cedo para casa. — E antes mesmo que eu pudesse retrucar sobre a forma dela me chamar, ela me empurrou para fora de casa. — Pare de fazer essa cara de desentendido e trate de ir logo estudar.

Apesar do pedido aquele foi basicamente um dia perdido. Os professores e alguns alunos possuiam um ar de preocupação e a única aula real que tivemos no dia fora sobre a história da antiga guerra que poderia estar proxima de acontecer.

– Talvez vocês não saibam disso — Dizia o professor, que era alto, magro, que parecia ainda mais agora com aquele terno marrom de risca de giz e possuía óculos de fundo de garrafa que dava um ar sinistro a sua volta, deixando seus olhos lunáticos ainda mais aparente. — Mas da primeira vez, a guerra foi parada graça a Lucifer, o Anjo caído.

Aquela informação aparentemente pegou toda a turma de surpresa o que causou grande reboliço e vários murmúrios, fazendo o professor sorrir de forma fria.

– Mas professor, Lúcifer não é um anjo caído, como o senhor mesmo disse? Por que logo ele ajudaria a humanidade? — perguntou um aluno.

– O motivo, se querem saber... — começou a responder em tom com um ligeiro ar de conquista, agora que atraira a atenção dos alunos. — Bom, Lúcifer antes de tudo era um anjo, e apesar de ter caído, preservava tanto o lado bom quanto o lado mal dentro de si, podendo pender a qualquer um dos lados e o que o levou a entrar nessa guerra....- Mas antes que pudesse continuar com sua história o sinal tocou anunciando o final do dia. — Continuaremos na próxima aula, e antes que me esqueça, Eric, o diretor pede sua presença agora.

Todos sairam e foram foram diretamente para suas casas devido ao toque de recolher, porém para melhorar ainda mais aquele dia entediante tive que ir para uma rara reunião com o diretor, sem ao menos saber o motivo, ou realmente ter feito algo para isso.

A escola possuia dois pavilhões e três andares, minha sala ficava no segundo andar do pavilhão leste e a sala do diretor ficava no terceiro andar do pavilhão oeste. E como a escola não possuia elevadores, graças a lógica de não transformar os alunos em sedentários ainda mais problemáticos, tive que andar o caminho todo.

A monotoniedade foi presente no caminho todo, paredes de cor azul, verde e roxo eram visíveis intercaladas de acordo com o número de salas em cada corredor, sendo que nenhuma cor era repetida, tanto lateralmente quanto verticalmente

Quando cheguei à sala do diretor, notei que era a unica com uma cor diferente, sendo de uma cor escarlate com uma porta de carvalho polido que fiquei encarando por um bom tempo.

– Entre, por favor. — ecoou uma voz por todo o corredor me fazendo recuar instintivamente.

– Será que esse velho pode ver através das coisas agora? — Suspirei colocando a mão na maçaneta.

– Não diga isso... esse "velho" poderia estar atrás de você. — Disse uma voz ao meu lado muito mais próxima agora, sem que eu tivesse notado o diretor estava ao meu lado.

Ele era um pouco menor que eu, mas sua presença o fazia parecer maior, mesmo com aquele sorriso terno e calmo em seu rosto como a quem aceita uma brincadeira de um filho, ele era Inconfundívelmente importante. Pele clara, olhos castanhos escuros e possuia cabelos negros porem em alguns pontos grisalhos por causa da idade, mas ainda emanava uma juventude e força que já não está presente em várias pessoas de minha idade, e naquela ocasião trocará seus ternos e sapatos que normalmente usava em reuniões por uma roupa mais casual, como uma roupa mais leve e tênis como de quem acabará de fazer cooper.

E antes mesmo que eu pudesse me desculpar pela ação rude ele simplesmente sorriu e apontou a porta.

– Vamos, o motivo da conversa está la dentro. — Disse fazendo de conta que abria a porta com a mão, para que eu me tocasse que ainda estava com a mão na porta sem abri-la.

Quando abri a porta, virei em sua direção e o esperei entrar, entrando logo em seguida enquanto ele murmurava algo sobre educação de alguns jovens.

– Eer... Diretor Samuel, seja qual for o assunto dessa convocação, tenho que ir antes do toque de recolher.... — Mas rapidamente me calei quando vi que ele não prestava atenção ao que dizia, mas sim ao céu claro que era lentamente tingido de alaranjado.

– Mais um belo dia claro este ano, não é mesmo? Mas vamos ao que interessa. — Ele disse virando-se e caminhando até um armário no fundo de sua sala enquanto apontava uma cadeira para mim em frente a uma mesa no meio da sala.

A sala em si possuia uma mesa presidencial com uma grande poltrona no meio dela com duas cadeiras acolchoadas para convidados postas do outro lado da mesa onde há um computador. E as costas da cadeira do diretor uma ampla janela com persianas abertas, e em cada lado da mesa um armário, sendo a direita um arquivo e a esquerda um de troféu onde o diretor estava tirando algo de lá.

– Algo que seu pai deixou comigo no momento que você foi aceito nesse colégio, algo que seu pai me pediu para entregar quando enfim completasse 18 anos, caso completasse. — Ele acrescentou com um certo receio antes de mostrar uma espada embainhada em couro andando lentamente em minha direção. — Pegue, é sua por direito.

Ao tocá-la eu já sentia uma forte pressão vindo da espada. Seu cabo era esbranquiçado em contraste com a bainha e com um pequeno desenho de um triângulo dividido em outros quatro triangulos sendo um de cada cor (branco, preto e roxo) em cada extremidades e a parte de dentro uma mistura dos três, como se sugasse uma pequena parte de cada ou tendo as três forças empurrada em seu interior causando essa confusão.

Porém antes mesmo de desembainha-la eu me lembrei vagamente de sua lâmina, uma que mesmo sendo normalmente aço reluzente, ela alternava entre um brilho vermelho aquecedor e confortável e um brilho azul profundo e gélido. Uma espada que agora eu sabia que já vira antes várias vezes no armário do diretor e algumas vezes exposta durante eventos escolares mas que eu nunca nem sequer cogitava ter alguma ligação, ou que passasse de apenas mais uma decoração.

– Espere diretor... Essa espada sempre esteve na história da escola junto dos troféus não é mesmo? — perguntei puxando um pouco e tendo total certeza de que se tratava da mesma espada, o que era realmente verdade.

– Eric, você mesmo pode concluir este fato, certo? Apenas tente se lembrar de seu primeiro dia nessa escola. — E ao ouvi-lo falar, algo no fundo do meu estômago se revirou me puxando de volta no tempo e me fazendo lembrar sobre um alvoroço que teve em volta do mostruário quando os alunos mais velhos pararam para admirar está espada que agora estava em minhas mãos.

– Mas Diretor... meu pai? Quando? Como se conheceram? — perguntei em um tom suplicante, querendo saber algo sobre ele.

– Sim Eric, seu pai entregou-a a mim no momento em que soube que havia sido matriculado nessa escola, você tinha aproximadamente 10 anos nessa época se minha memória não falha. Ele pediu-me que a entregasse quando se forma-se mas dado as circunstâncias de um evento inesperado, não pude evitar de preocupar-me com sua segurança e por isso entrego neste momento. — Explicou e observando meu olhos cheios de perguntas logo acrescentou. — Sinto muito filho, mas não tenho ideia de onde ele possa estar. Afinal ele não era um homem de muitas palavras, assim como um certo jovem. — Olhando-me com fascínio.

– Entendo... — Apesar de ser mais que óbvio que eu não entendia nada, e então outra dúvida me surgiu. — Com licença diretor, mas não acho que eu possa sair daqui usando uma espada, isso não é contra as leis? Ou melhor, não acho nem mesmo que isso me será util, pois eu não sei nem ao menos espunhar uma espada...

Infelizmente ele parecia esperar tais retrucas, pois ele me interrompeu levantando um sua mão com um sorriso divertido em seu rosto.

– Não diga algo que sabe que não é verdade, ou vai me dizer que todos esses anos de esgrima, kendo e defesa pessoal foram em vão? — Ele perguntou com um terrível ar de deboche, como se as próprias palavras o divertissem. — Então quer dizer que tudo isso foram apenas coisas para aliviar seu estresse? Não pense que essas coisas foram apenas sugestões jogadas ao vento, Eric. Pense bem, nada acontece por acaso. Não daria esse tipo de sugestão a qualquer um, ainda mais naquela ocasião.

Ao parar para pensar, de fato as coisas se encaixavam. Nos primeiros dias em que entrara nessa escola, acabei me envolvendo em uma briga com 4 garotos, pois implicavam em falar mal de todos e tinham um prazer maior em me perturbar. Não lembro direito do ocorrido e o caso fora arquivado e não fui expulso por causa de uma informação estranha de que os garotos haviam sido encontrados com queimaduras de 2° grau e apenas eu desmaiado ileso, entretanto tudo que fora encontrado fora um esqueiro na mochila de um dos garotos. Então só fui advertido por me envolver numa briga e o diretor havia sugerido a mim que fosse disciplinado e sugeriu estas três atividades que logo foram aderidas por minha mãe na ocasião como forma de punição.

– Ah Eric, em relação ao fato de possuir ou não uma espada, isso também já foi providenciado. — Disse o diretor sentando-se em sua poltrona, mexendo em sua escrivaninha e tirando uma pequena carta. — Mostre isso às autoridades e à sua mãe, e ela, assim como os oficiais entenderão.

– Mas Diretor, por que tudo isso? Por que eu...? — comecei a perguntar mas logo desisti quando ele passou a me encarar com um rosto mais sereno, porem severo.

– Está ficando realmente muito tarde, vá para diretamente para casa, e não se preocupe, logo terá as respostas de todas as perguntas que quer me fazer, agora vá aparentemente vem uma chuva por ai. — Disse firmemente encerramento a conversa naquele ponto e como se fosse para conformar suas suspeitas, um raio caiu, reverberando o trovão enquanto eu fechava a porta às minhas costas.

Notas finais
Espero que estejam gostando e até a proxima. Ficha para personagens: 1)Nome e idade (em termos humanos): 2)Raça-hibrida (Demonio; anjo ou besta, se for besta de que tipo: como por exemplo dragão, kraken e assim por diantes, abrange toda e qualquer cultura.): 3)Elemento/Especialidade*(Fogo, Agua, Terra, Ar): 4)Roupas: 5)Arma: 6)personalidade: 7)Historia do personagem (opcional): 8)Algum complemento(Que eventualmente possa ter esquecido): PS *: Qualquer eventualidade sobre esse quesito, por favor, tratar diretamente comigo através de mensagem privada, agradeço a compreensão e até a proxima o.