Same Mistakes
1 Sentimentos desvanecidos.
Notas iniciais
Por ser meu primeiro, espero que vocês gostem!
Era uma manhã de sábado monótona como todas as outras. Eu estava acordando e as únicas coisas que conseguia pensar naquele momento, eram as cicatrizes marcadas em meu braço e uma enxaqueca terrível que eu estava sentido. Me levantei, limpei a poça de sangue derramada ao chão, e rasguei todas as fotos, bilhetes e lembranças da pessoa que dizia me amar, mas que no final foi a que mais me desapontou.
Flashback On:
Era uma sexta feira qualquer, e, estava na minha "maravilhosa" escola. Era aula de história e eu e minhas amigas estávamos apresentando um trabalho ridículo sobre a revolução industrial. Não estava conseguindo me concentrar no que deveria fazer e, ou, dizer. Nossos amigos, enquanto estávamos apresentando o trabalho, ficavam forçando aqueles espirros — Gostosas!. — Todos estavam rindo muito e um barulho insuportável de conversa, estava tomando conta da aula.Todo trabalho era a mesma coisa, nem ligava, até que achava engraçado. Cada vez em que olhava para o professor, parecia que ele estava cada vez mais fora daquela sala, como se estivesse perdido em sua próprio mundo e isso era muito estranho.
Olhei para o professor e ele se levantou no mesmo instante. Caminhou em direção ao centro da sala e começou a falar um monte de coisas que eu quase não conseguia acompanhar muito bem o que era.
– Dá para parar com a merda desses espirros? — Falou batendo seu pé no chão e olhando para todos da sala.
Cada aula que eu tinha com ele, achava super divertida. Ele gostava muito de fazer brincadeiras com a gente apesar de ser meio lerdo. Ele era super charmoso, o desejado por todas as alunas.
Terminamos o trabalho, fui me sentar e Bruno olhou para mim,
– Nina eu acho que eu não entendi uma coisa no trabalho de vocês. — Me olhou intrigado.
– O que foi que você não entendeu? — Falei colocando alguns livros na bolsa e virando meu olhar para ele.
– Eu acho que você deveria ter se vestido de enfermeira, para poder curar dos soldados e... eu poderia ser o seu soldado. — Coloquei a mão em minha cintura e depois comecei a rir.
– Bruno me respeite você sabe que eu tenho namorado. — Colocou a mão em cima da carteira e ficou todo sério.
– Eu não sinto ciúmes.. — Comecei a rir e fiz sinal de negativo com a cabeça.
– Me poupe né Bruno?. — Ele sorriu e nós nos sentamos. Ele era lindo, meu melhor amigo mas, apesar do fatos, o via como irmão.
O sinal finalmente tocou e com isso a aula havia acabado. Fui direto para casa e lembrei que deveria ver se meu celular estava lá, pois eu não tinha conseguido encontrar em lugar algum. Se eu perdesse outro celular minha mãe iria me matar. Naquele mesmo ano seria o 4º celular que eu teria perdido. "Vêi sou muito tapada, como é que eu consigo perder 4 celulares em um ano?" — Pensei comigo mesma.
Assim que cheguei falei com todo mundo na velocidade da luz e corri para o meu quarto. Vi que meu celular estava ao lado da cabeceira. "Nossa que lugar improvável." — Pensei comigo mesma. Pulei na cama com tudo, e fiquei deitada de barriga para baixo vendo se eu tinha alguma mensagem do Victor (namorado). Para variar não tinha nenhuma, já que ele ainda estava em aula. Eu queria muito falar com ele... Fazia mais de 1 ano que estávamos namorando, e nesse tempo quase todas as minhas lembranças boas eram baseadas nele. Cabelos escuros, pele clara e olhos negros. Ele era dois anos mais velho do que eu, sendo assim, sempre me tratou como uma irmã mais nova. Até que eu gostava, sempre achei muito fofo aquele jeito dele meigo de ser. Agente ainda não tinha tranzado e eu ficava muito apreensiva, por ter medo que ele me traísse. Eu ainda poderia me considerar virgem mas, isso não queria dizer que eu era uma santa.
Fui comer alguma coisa e fiquei mexendo no twitter. Passou um tempo e percebi que meu celular estava vibrando, desloquei e vi, que havia recebido uma mensagem e, do Victor.
"Olha, hoje lá na festa eu tenho uma coisa importante para falar com você. — Victor."
Nem sei dizer qual foi minha reação, não sabia o que pensar. Poderia ser uma coisa boa, mas também poderia ser uma coisa ruim. Acabei nem ligando muito, já que a gente não estava brigado nem nada do tipo.
[...]
Se passava das 5 da tarde.
- Merda, estou atrasada para a bosta do salão. -Falei colocando a primeira blusa que havia visto.
Comecei a gritar pela casa no ritmo de alguma coisa que ninguém conseguiria saber o que é, muito menos, eu. "MÃEE, EU TÔ... ATRASADA!" Ela escutou e nós começamos a rir.
Pegou a chaves do carro, abriu a porta da sala e fomos correndo para entrar no elevador. Chegamos à garagem e entramos correndo no carro, sentei no banco da frente, coloquei o sinto e liguei o som. Coloquei a segunda música do Cd, Gotta be you. Começamos a rir lembrando do que havia acontecido mais cedo. E sim, minha mãe também gostava de One direction. Achava eles muitos lindos e super talentosos, agora eu já sabia de onde eu havia puxado o bom gosto musical.
Ela me deixou na esquina do salão, a única coisa ruim de andar naquela rua, é que tinha uma puta da sala de Victor que ficava dando em cima e dele o tempo inteiro e morava e lá. Passei pela casa dela e vi um vulto como se fosse batendo na parede. — Que merda era aquilo?. — Aproximei-me da casa e vi o cabelo dela sendo seguradas por mãos brancas, mãos de homem. Vi que o portão estava entre aberto e resolvi fica agachada atrás dele. Afastei-me um pouco mais para frente e de repente... Tackk. — Fudeo!. — Eu tinha acabado de derrubar um vaso que ficava ao lado do portão. Senti passos pesados e vi uma sobra feminina vindo em minha direção. -Quem é que está aí?. — Não sabia o que fazer, ou se devia fazer alguma coisa. Vi um lugar ao lado do portão que dava exatamente fora da casa.
Estava quase conseguindo fugir sem ela me ver quando de repente eu escutei:
- Meu amor não deve ser nada.. — Eu conhecia aquela voz e na verdade sabia muito bem de quem era... VICTOR.
- Aquele traidor, imbessil, como já tive confiança nele? -sussurrei para mim mesma.
Fiquei entre um pranto e a vontade de gritar, de bater naquele covarde e arrancar o clitóris daquela rapariga.
Passaram-se uns 5 minutos, resolvi levantar. Sai correndo em direção ao salão. Chegando, escutei a alta risada das meninas. Não sabia o que fazer, guardar aquele sentimento de ódio só para mim, ou, falar para as outras meninas e com isso poder estragar a noite de todas elas.
Entrei no salão com a cabeça baixa, sentei ao lado de Vitória e resolvi não contar nada, aquela era a noite dela e eu não podia estragá-la. Enxuguei as lágrimas olhei para Vitória, no qual estava me encarado
– O que foi Ví? — Olhei para ela com um sorriso amarelo, no qual ela continuou me encarando.
– Nina tá tudo bem? Aconteceu alguma coisa?. — Olhei em seus olhos e abaxei a cabeça.
– Prometo que amanhã eu te conto. — Sorri e virei à cabeça.
Depois que havia feito minha unha e cabelo liguei para a minha mãe. Cheguei em casa e já se passava das 20 horas. Corri para meu quarto, entrei no banheiro e comecei a me maquiar. Terminando, fui logo pegar meu vestido no guarda roupa. O vesti, coloquei os sapatos e todos os outros acessórios. Estava pronta, eram 9:56 da noite. Chegaria um pouco atrasada, mas apenas normal. Minha roupa havia dado muito trabalho para vestir e esse foi um dos principais motivos para ter demorado.
[...]
Eu estava ao lado de Marina quando Victor chegou ao meu lado e me deu um beijo na bochecha. Fiquei com uma vontade louca de bater naquele imbessil. Controlei-me e olhei para ele
– Oi Victor, fez o que hoje mais cedo?. — Ele ficou com cara de confuso e de pensativo, já que teria que inventar uma resposta.
– Fui jogar futebol com o povo na casa de Igor... Foi massa. — Me abraçou de lado.
– Ha, então vamos falar com o Igor, para ver se ele gostou tanto quanto você. — Olhei para ele com o sorriso falso estampado em meu rosto e me afastei fazendo com que ele soltasse sua mão de minha cintura.
– Depois nós falamos com ele. — Me respondeu sorrindo.
Eu sabia que quando me distraísse ele iria até Igor falar para ele mentir para mim, mas, nem liguei, já que aquela seria minha última noite ao lado daquele idiota.
Eu estava conversando com meus amigos e Victor estava ao meu lado. Olhei para trás e vi que aquela puta também estava na festa. Victor acompanhou o olhar junto ao meu e percebi que ele sorriu de lado. Virei-me, pois sabia que fazer barraco no meio da festa iria ser o cúmulo. O garçom passou e eu peguei mais um Whisky, já era meu 5º e comecei a sair de mim.
Victor novamente saiu de perto dos seus amigos e veio em minha direção.
- Ei Nina, eu vou ao banheiro.
–Tudo de bem, não demore. — Respondi sabendo que ele iria encontrar com aquela puta e que, com toda certeza, iria demorar.
Peguei dessa vez uma 2 Vodcas e as bebi de vez. Victor estava demorando, então Igor olhou para mim.
– Nina sinto dizer, mas seu namorado está com algum problema. -Todos começaram a rir, eu dei um sorriso falso e fui até o "Banheiro".
Escutei gemidos vindos do banheiro masculino, tentei abrir e porta sendo que estava trancada. Ao lado do banheiro tinha uma janela enorme que quando estava aberta dava para ver tudo o que acontecia lá dentro. A avistei e fui tentar abri-la. "Merda, essa bosta tá emperrada!" — Pensei comigo mesma tentando abrir a janela.
Finalmente consegui e assim que coloquei minha cabeça paradentro do banheiro, vi aquela puta somente de lingerie em cima de Victor que no qual estava somente de com uma cueca box e a gravata caida de lado. Ele ficava surrando no ouvido coisas como, " Não tem garota nenhuma no mundo melhor do que você." E toda vez que estávamos juntos, ele me dizia a mesma coisa.
Uma raiva dentro de mim surgiu muito forte, queimando tudo aquilo que um dia eu senti por ele. Fechei a janela com muito cuidado para não fazer barulho, e de uma forma que desse para abrir mais facilmente. O desejo de raiva e de vingança estavam correndo em minha veias.
Sai correndo em direção ao palco da festa. Peguei o microfone que estava caído no canto do palco.
–Vocês querem saber de uma coisa bastante interessante?. -Todos no momento em que comecei a falar, pararam o que estavam fazendo e olharam para mim. — Nesse momento meu namorado, a pessoa que dizia me amar e que nunca iria me largar está tranzando com a puta da Catarina Ribeiro. Se quiserem ver, é só abrir a janelinha do banheiro masculino.
Eu estava muito bêbada, e nem sabia o que tava fazendo, ou, o que iria acontecer depois que dissesse aquilo. Vitória veio correndo em minha direção.
– Nina você tá bem? Eu não acredito que aquele imbessil fez isso com você!
– Ví, desculpa por estragar sua festa e... acho que sim. — Falei com uma voz totalmente alterada.
– Nina nesse momento a única pessoa que deve se preocupar com a outra, só eu com você
– Ví, vai aproveitar sua festa, curtir muito seu momento e amanhã nós falamos sobre isso com mais calma.- Dei um beijo em sua bochecha.
– Eu não queria te deixar sozinha depois disso tudo... — A interrompi.
– Sério Ví, eu tô bem..
– Amanhã a gente se fala tá?. — Balacei a cabeça fazendo sinal de positivo e dei um sorriso fraco.
Bia, Amanda e Marina me acompanharam até a porta da festa. A última coisa que lembro ter visto na festa, foram todos os meninos saindo do banheiro rindo muito. Depois, lembro de ter visto, Victor somente de calça com uma blusa pendurada em sua braço, caminhando em minha direção.
Quando ele estava quase chegando, o irmão de Vitória foi até na direção de Victor e lhe deu um murro, que pelo jeito foi bem forte. Victor caiu no chão na mesma hora, fui em direção à ambos.
–Você é um herói sabia? — Começamos a rir e dei um beijo na na bochecha de João. O amor que sentia por ele era de irmão. Cresci ao seu lado, já que conheço Vitória desde que erámos pequenas.
- E você é uma bêbada. — Começamos a rir.
Me aproximei de Victor e coloquei o pé à cima de sua mão.
– Agora você está livre para ficar com a Catarina. E como você está sendo odiado por todo mundo, acho que só vai ter ela mesmo. — Ele puxou a mão que estava à baixo no meu pé, e colocou no lugar que João havia dado o murro. Eu sorri malificamente e vi que todos estavam olhando para ele e rindo. O ódio que sentia por ele era maior que tudo que eu passei com ele, era maior que tudo que eu tinha sentido por ele alguma vez em minha vida.
Minha mãe chegou um tempinho depois. Entrei no carro sem falar nada. Ela estava cansada e nem percebeu que eu tava chorando, ela estava escutando uma música de Paula Fernandes "Eu sou o brilho dos teus olhos ao me olhar...". — Fiquei escutando aquela música, e de alguma forma, só conseguia me lembrar de todas as coisas ruins que havia passado com o Victor, mesmo sendo uma música super romântica. Meu choro se transformou em raiva, desprezo daquele que mais me feriu.
Cheguei em casa com a cabeça baixa e fui direto para o meu quarto. Entrei banheiro, me olhei no espelho e meu rosto estava com a maquiagem toda borrada, e com manchas pretas enormes à baixo do olho. Me direcionar até o vaso sanitário para tentar vômitar toda aquilo embrulhando meu estômago, quando bati na minha bancada e escultei um -PACKK!. A merda no espelho de mão havia caído.
Vários cacos de vidro ficaram espalhados pelo chão — Além de estar tendo um dia terrível, a merda desse espelho ainda tinha que cair?. — Fiquei meio tonta e comecei a vomitar.
Me apoei ao chão e chorei, chorei muito. Sendo que dessa vez era de uma tristeza profunda, uma que dava um aperto bem forte em meu coração.
Olhei para o lado, e vi caído todos aqueles cacos. Peguei o maior, e me direcionei até minha cama. Sentei ao chão e comecei a me cortar. Aquela imagem do Victor dizendo que amava aquela rapariga não saia da minha cabeça. Estava confusa, com raiva e não sabia o que fazer. Eu me cortava mais e mais e de alguma forma, ia esquecendo tudo de ruim que havia acontecido e as lembranças boas iam chegando. Os cortes eram cada vez maiores e mais profundos e o prazer de me sentir melhor com o mundo ao meu redor, era cada vez maior. Eu via o sangue derramar do meu braço, mas aquilo não fazia com que eu parasse. O fato de conseguir esquecer tudo que havia acontecido era mais forte que a vontade de parar.
Comecei a pensar racionalmente e vi que tudo que estava fazendo era por causa de uma pessoa que não merecia uma lágrima minha. Joguei o caco de vidro ao chão. Meu braço começou a arder muito. Foi como se todas as coisas ruins que haviam acontecido voltassem de vez para mim como um tapa na cara. Não queria mais me cortar, sempre achei que fosse errado, e naquele momento parecia que eu estava fazendo todo o oposto daquilo que achava certo, ou, em que acreditava que era certo.
Deitei em minha cama fiz o posível para lembrar de coisas boas, mas a única coisa que conseguia pensar era no Victor e na rapariga da Catarina. A raiva que eu tinha por ambos, era gigantesca.
Comecei a ler um livro e depois peguei meu iphone e coloquei meu fone. Coloquei na lista da 1D e em tocar música aleatória. Caiu em moments. fiquei um tempão olhando para o teto imaginando como seria conhece-los e se os conhecesse quais seriam as diversas formas que isso poderia acontecer. Também pensei em como uma coisa tão simples quanto um música poderia mudar radicalmente o humor de uma pessoa. Passou um tempo e finalmente dormi.
[...]
Era uma manhã de sábado monótona como todas as outras. Eu estava acordando e as únicas coisas que conseguia pensar naquele momento, eram as cicatrizes marcadas em meu braço e uma enxaqueca terrível que eu estava sentido. Levantei-me, limpei a poça de sangue derramada ao chão, e rasguei todas as fotos, bilhetes e lembranças da pessoa que dizia me amar, mas que no final foi a que mais me desapontou.
Flashback Off.
Notas finais
Sou demais! Não sei porque disse isso, mas tudo bem...
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