Salem Witches
1 Here's the answer
Dominique rabiscava em seu caderno, enquanto Rose anotava freneticamente o que o professor falava. A loira bufou, morrendo de tédio. Estava fazendo um dia ensolarado lá fora, completamente sem nuvens. Por que ela tinha que estudar sobre a Segunda Guerra Bruxa, quando ela poderia estar pegando sol? Isso era uma perda de tempo. Hogwarts era uma perda de tempo.
- Senhorita Dominique — o professor a chamou, olhando para ela. — Pode me dizer em que ano aconteceu a Segunda Guerra Bruxa?
- O ano em que... — Dominique gelou ao ver a classe inteira olhando para ela. Em que ano tinha começado essa bendita guerra? Vejamos, sua irmã Victoire havia recebido o seu nome pois tinha nascido no mesmo dia da guerra, três anos depois. Ou será que eram dois?
- 1998 — Rose sussurrou para Dominique.
- 1998 — Dominique falou em voz alta.
- Muito obrigado pela contribuição, senhorita Rose Weasley. Menos dez pontos para a Sonserina e menos cinco pontos para a Grifinória. — disse o professor, suspirando de cansaço.
O sinal que indicava o fim das aulas do dia tocou. Os alunos pararam de olhar para a cena que acontecia e começaram a arrumar suas mochilas.
- Estão liberados. Senhorita Dominique, eu gostaria de falar com você
Dominique xingou o professor baixo. Sua prima ficou parada se oferecendo para ficar mas Domi fez um gesto com a mão, indicando que estava bem. Ela já sabia o que veria a seguir. Rose sorriu docemente para ela e saiu da sala. Dominique respirou fundo e andou quase que arrastada para a mesa do professor.
- Sua redação sobre a Revolução dos Duendes está horrível. Até um abacaxi faria melhor que isso! — o professor colocou a redação de Dominique na mesa, que tinha um "Trasgo" escrito em vermelho e em caixa alta. Um drama, a loira pensou.
O professor massageou as têmporas e suspirou.
- Eu sei que consegue fazer melhor. Sua irmã era minha aluna preferida, toda a redação que ela fazia era digna de um especialista em história da magia. Deve ter um pouco dela em você, não é possível que você seja... — O professor viu o rosto da garota e parou por um instante. — Enfim...
Dominique teve vontade de fazer um escândalo. Como ele se atreve a compará-la com a sua irmã? A Miss Universo havia largado o emprego de curandeira para virar modelo no mundo trouxa, o que se acontecesse com Dominique ao invés de Victoire certamente ela seria deserdada por sua mãe. Ela poderia ter feito algo grande, como a cura para mordida de lobisomem, mas ao invés disso preferiu ser uma humana comum.
- Faça uma pesquisa detalhada sobre qualquer assunto. Eu só quero que me entregue em duas semanas. Pode fazer isso?
É claro que Dominique poderia fazer aquilo. Ela poderia azarar aquele professor inútil, se ela quisesse. Domi se lembrou que se suas notas continuassem ruins sua mãe iria transferi-la de vez para Beauxbatons e se havia coisa que irritava mais Dominique do que professores idiotas era a etiqueta francesa.
- Claro — disse ela, contanto até 100 mentalmente.
A garota saiu da sala pisando forte. Além de ser reprovada na matéria, também ia ser mais comparada a irmã do que já era. Ela precisava de algo que pudesse não só provar ao professor que ela era algo diferente e igualmente bom de sua irmã, mas a si mesma também.
- Soube que se meteu em problemas de novo, senhorita Potter — James apareceu atrás dela, silenciosamente. — Tsc, tsc... eu não esperava isso de você
Dominique virou-se e quase gritou, se não soubesse que James fazia isso ao menos 4 vezes ao dia com ela. Embora fosse seu melhor amigo, ele vivia a irritá-la e ter em sua cabeça a ideia de que um dia iriam se casar. Coisa de Potter.
- Pelas calças de Merlin, James! — Dominique socou o braço do primo. — Primeiro, eu nunca vou me casar com você, precisa começar a aceitar isso. E segundo, eu não me meti em problemas. Não ainda. Preciso fazer uma pesquisa e passar em História da Magia, mas tenho certeza que nunca vai chegar aos pés de algo que a Miss Universo faria
- Bem, eu sei do que você precisa... mas pode ser perigoso. E ilegal — James sorriu como se acabasse de roubar um banco.
- É exatamente do que eu preciso — Domi encostou-se na porta. — Prossiga
James tirou de seu bolso extensível a capa da invisibilidade.
- Na biblioteca, talvez você não ache nada bom. Mas talvez na seção proibida...
- Você está sugerindo que eu...?
- Eu não estou sugerindo nada, gatinha — James colocou o braço direito sob os ombros da melhor amiga. — Só estou emprestando a minha herança de família a garota que daqui há alguns anos vai fazer parte dela
- Desiste Jay — Domi revirou os olhos e tirou o braço do garoto de seus ombros. — Mas mesmo assim, obrigada
- Eu só irei desistir quando você aceitar, meu amor — Jay piscou para ela. — Ah, e se perguntarem, você me seduziu e pegou a capa de mim no meu momento de fraqueza
- Você é um idiota, James Sirius — Dominique falou, saindo. — E, pode pedir a Rose que me encontre na biblioteca? — Você me xinga e ainda me pede favores? Por favor, eu só aceito um tipo de favor e ainda assim se você me pagar um jantar — Ele riu, seguindo para o Salão Principal.
Dominique revirou os olhos, rindo, e seguiu para a biblioteca. Depois de cinco minutos, Rose apareceu com a cara de "eu não vou ser incluída em outro plano maluco" que ela fazia sempre que Domi resolvia azarar alguém.
- Não vamos nos meter em encrenca — falou Dominique, como se previsse o que sua prima diria. — Eu estou com a capa da invisibilidade
- Capa da invisibilidade? — Rose gritou. — Ah não Dominique! Isso vai dar em expulsão
- Shhhh — Domi colocou sua mão na boca da prima. — Essa é a oportunidade perfeita pra entrar na seção proibida, já que todos estão jantando. Você me ajuda a achar um livro bom, nós damos o fora, e eu passo na matéria
- Eu odeio quando você me inclui nos seus planos insanos — disse Rose, abrindo a porta da biblioteca e entrando. — Vamos logo
Dominique sorriu e entrou na biblioteca, tomando cuidado para não fazer barulho quando fechou a porta. Ela e Rose andaram até a seção proibida. Rose sussurrou um feitiço de abertura, tremendo de ansiedade, e entrou na sala que tinha livros com capas estranhas.
- Tente achar algo não muito sombrio, mas que me dê um "Ótimo" — Dominique pegou uma escada e subiu até a prateleira mais alta.
Rose passou os olhos por vários livros. Ela nunca tinha entrado lá antes, e prometeu a si mesmo que nunca mais iria. Livros como "O poder da tortura psicológica" e "Vodu em cinco passos" com certeza não são livros para se ter em uma escola cheia de adolescentes impressionáveis.
A ruiva estava quase desistindo quando encostou em uma pilha de livros no chão. O primeiro deles chamou sua atenção. Sua capa era de couro, roxa escura. Havia duas tiras de couro que protegiam a capa de ser aberta. Estava tão surrada que Rose precisou espremer seus olhos para o título.
- O clã de Salém? — a garota sussurrou. — Domi, olha isso...
A outra garota se virou quando ouviram a porta da biblioteca ranger. "Droga", resmungou Dominique. Ela desceu da escada com pressa e jogou a capa da invisibilidade sob Rose, entrando com ela. Rose rezou para todos os santos que conhecia para que não fossem pegas, ela não ia aguentar saber que passou seis anos tentando manter um histórico perfeito para ser estragado dessa maneira.
- Me segue — Rose sussurrou, pegando a mão da prima e as cobrindo com a capa da invisibilidade.
As adolescentes foram andando silenciosamente até a porta e a abriram sem a ranger. Dominique fechou os olhos com força, desejando que a bibliotecária que acabara de sentar em sua cadeira não visse a porta abrir. Por sorte, ela não tirou os olhos de sua revista de fofocas.
Quando elas estavam em uma distância segura da biblioteca, Rose e Dominique saíram da capa da invisibilidade e se esconderam em um corredor vazio. Rose ofegou, aliviada e olhou para o livro em suas mãos.
- Olha o que eu achei — a ruiva estendeu o livro para a prima. — Não acho que você possa usar na pesquisa, mas me chamou a atenção.
- O clã de Salém... — Dominique franziu a testa. — Acha que é um conto?
- Está mais para uma história real, por que estaria na seção proibida se fosse um conto qualquer?
Dominique tentou abrir o livro, mas a tira de couro que protegia o conteúdo dentro dele não cedia. Pegou a varinha de sua bota e sussurrou um "Alohomora" sem sucesso. Isso não era bom sinal.
- Não abre — disse ela, olhando em volta para ver se alguém se aproximava. Vamos ver se Roxy consegue abrir
- Ah não, volta aqui sua aspirante a agente secreta meio veela — Rose segurou a prima pela gola de sua blusa polo. — Deveríamos devolver esse livro, já nos arriscamos demais só entrando lá
- Exatamente! Nos arriscamos demais pra nem dar uma olhadinha no livro? Nós vemos o que tem ele e depois devolvemos.
Rose tentou argumentar, mas Dominique já se dirigia ao Salão Comunal da Grifinória, a passos animados. Ela seguiu a prima, com um frio atormentando sua barriga. Estava com um sentimento que tudo aquilo ia acabar muito mal, e geralmente ela não se enganava.
Era o que mais a assustava.
Notas finais
tentarei postar os caps semanalmente, juro! xoxo
Fale com o autor