Sala do Trono: Depois da Batalha
5 Schneider - Cavaleiro Híbrido
Notas iniciais
Após esconder o estoque recém adquirido, o comandante decidiu dar uma festinha particular em sua tenda como recompensa para a corajosa equipe de elite que tornou toda a operação possível. Já era tarde da noite, mas com o poder da cerveja eles com certeza seriam capazes de marchar no dia seguinte, ainda que virados! Ou assim planejou o comandante. Os homens falaram, riram e beberam muito, até cair. Bren não conseguia nem mais enxergar direito... levantou-se do chão para pegar uma água. Silêncio reinava sobre o acampamento, e toda a cerveja na tenda já havia acabado, o resto dos homens, desmaiados dentro da grande barraca. Cambaleando ele foi até a mesa mas caiu novamente. Algo segurava seu tornozelo. Ele virou-se para ver... Schneider! Schneider tinha uma aparência... questionável, com uma face tipicamente efeminada, estatura baixa, pele perfeitamente lisa, cabelos longos, e sua voz, como uma garotinha inocente. Alguns soldados ainda acreditavam que ele era uma mulher. Isso é mau! O comandante não tem mais nem um terço de seus sentidos, se isso continuar assim... "Hehe, comandante... vem aqui, eu vou te mostrar algo que vamos gostar". Schneider sentou-se nas pernas de Bren. No fundo, ele sabia o que estava acontecendo, mas o garoto cheirava tão bem... como as rosas num campo florido. Aquilo... não, as teorias dos soldados tinham que estar corretas. Não tem como ele ser um homen, de jeito nenhum! O comandante olhou no fundo dos olhos dele "Schneider... o que voc-" Antes de terminar o garoto abraçou Bren e suavemente mordeu sua orelha. Urgh! Não tem como resistir isso! Bren levantou-se e colocou-o contra o pilar de madeira. Ele suspirou levemente "comandante... vamos fazer agora..." Bren já não aguentava mais. Eles tiraram os uniformes e tiveram a noite mais quente de suas vidas, expressando todo o amor que era reprimido no exército. É simplesmemente inacreditável o fato de que ninguém acordou com todos os gemidos questionavelmente femininos vindo de dentro da tenda do comandante.
Por maior que seja, toda energia se esgota eventualmente, assim como a noite de ontem também acabou, isto é, depois de várias horas a fio de puro prazer e paixão. Assim o sol levantava-se na manhã seguinte e a trombeta do exército era soprada, os soldados rapidamente se levantando e finalizando os preparativos para a marcha. Dentro da tenda real não havia movimento nem baraulho. Schneider lentamente abriu os olhos ao som da corneta. Uh? Está é a tenda do comandante... como foi que "Ahhhhh!" Bren acordou assustado com um grito feminino vindo do lado de sua orelha. "Mas o que-" Ah, enfim o comandante tinha uma visão da situação. Através do salão o resto da equipe de elite roncava com cerveja derramada em todo lugar. A tenda toda fedia Álcool. Schneider estava paralisado em frente de Bren, os dois estavam pelados, mas o garoto se enrolava em cobertores cobrindo-se até o peito "C-c-c-como isso aconteceu!?" o estrategista levantou-se bruscamente "Argh!" — Dor súbita! Não podia ser! Uma intensa dor vindo de algum lugar na altura de seu quadril, originada entre os glúteos... seus olhos encheram-se de lágrimas "Não... era minha primeira vez..." Schneider sentou-se sobre suas pernas chorando. Bren ainda estava tentando digerir toda a situação, e com uma fortíssima dor de cabeça, mas é justamente aí que suas habildades de comandante entram em ação! Se ele continuar assim com essa voz feminia os soldados vão suspeitar. Bren rapidamente pulou sobre o garoto e tapou sua boca "Shhhh!" Ele então parou de chorar, comandente e o estrategista fizeram um pacto para levar o que havia acontecido ali naquele noite para o túmulo.
Pelo almoço, as tropas já haviam iniciado a marcha, com seu comandante liderando a espessa coluna de soldados que voltavam para casa. Em seus ombros, ele carregava Schneinder que agora tinha uma tala to pé. Rumores espalharam-se de que ele tropessou ontem a noite e estava com dificuldades para andar sozinho. Sentado com suas coxas em cima dos ombros do comandante, a dor passava lentamnente... mas isso não era o que o preocupava naquele momento. A brisa estava ótima e o céu azul iluminava a paisagem ainda congelada "Bren... obrigado por aceitar a responsabilidade..." Ugh, mas o que é quê está se passando na cabeça desse garoto? O comandante não sabia o que responder, mas quando olhou para ele, seus olhos brilhavam na luz do horizonte, seu inocente sorriso, o coração do comandante Bren se acelerou.
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