Sala do Trono: Depois da Batalha
3 Comandante Bren - Caçando Demônios
Notas iniciais
Mais uma semana se foi e o clima enfim passou de "congelante" para "frio", a nevasca cessou de vez e os soldodaos finalmente poderiam começar a marchar de volta para casa. Bren estava dentro de sua tenda enquanto os homens preparavam-se para partir, mas o sossego não durou. Um vigia entrou desesperado pela porta "comandante! Rápido! Encontramos demônios nos arredores, você precisa assumir o controle!” Bren não pensou duas vezes antes de correr para fora e ver o que estava acontecendo. Ao longe, era possível avistar o corpo de um soldado inimigo. Morto há tempo mas preservado pelo gelo, ele caminhava lentamente através da colina a frente. Bren não acreditou em seus próprios olhos. Poderia ser que talvez as besteiras religiosas sobre aparições e satãs fossem reais? Poderia ser que elas tivessem outro propósito além de cativar as irmãs a serem “benzidas” pelo divino leite dos anciões do clero nos aposentos sagrados? Não, na verdade não podia não. Bren não era um tolo qualquer, consequentemente a posição de comandante era por puro merecimento por cima dos esquemas que rolavam por baixo. O comandante deu a ordem para os arqueiros prepararem o paredão — uma vez comandados, eles dariam um tiro só, dezenas de flechas voando para um mesmo alvo. Segundos antes do chamado, Bren pegou a luneta para fornecer a distância aproximada. Lá estava, o inimigo que retornara do inferno... há algo muito suspeito sobre isso. Desde quando cadáveres andam como crangueijos? E... mas o que é isso!? Ele tem três braços? Um deles está segurando uma garrafa, levando-a em sua boca... “RAWRRR!” O commandante se enfureceu do nada! “Segurem o tiro homens! Peguem suas espadas, vamos capturar aquele corpo!” A infantaria vibrou “HOORAH!” Bren puxou suas adagas das bainhas e, lançou-se correndo como louco a frente de todos, liderando a ofensiva contra o suposto cadáver demônio. foi apenas quando ele estava bem perto que a criatura percebeu que era perseguida em grande desvantagem. O corpo então acelerou seus estranhos arrastos laterias no chão congelado até que caiu de vez, e detrás dele um enorme homem barbado saiu correndo com uma garrafa de cerveja na mão. O comandante gritou em meio a correria “STEINER! PARE AÍ MESMO!!” Steiner olhou para trás, virou mais um gole mas caiu logo em seguida. Os soldados rapidamente o cercaram. “Mas o quê!? Comandante, este é o Steiner!” Enquanto os soldados questionavam o desertor Bren recuperou a garrafa. Com toda sua destreza e agilidade que frequentemente garantia suas vitórias em jogos apostados de Poker, ele virou-se de costas e mandou um gole — artesanal! Bren então tomou o homem sob custódia para um interrogatótio atrás das árvores em frente. Confundidos, os soldados ficaram de guarda no caminho...
Com uma adaga ainda em mãos, o comandante parou em um local onde eles não podiam ser ouvidos “Comece a falar! Nosso estoque acabou há meses atrás! A próxima cidade intocada pela guerra fica a semanas de viagem sem os cavalos. Onde você arrumou isso agora!?" Steiner recuperou o fôlego antes de responder "Da última vez que avançamos e tomamos este front, passamos por um pequeno vilarejo ao leste daqui, algumas horas de caminhada apenas... Entrei em uma das casas pra dar uma mijada lá trás e acabei descobrindo um estoque caseiro — da pura, pelo menos uns sessenta litros, se bem que eu já devo ter tomando uns dez, hehe" As expressões do comandante mudaram imediatamente. Ele olhou para o chão. Sessenta litros? Deus deve ter mandado um presente dos céus! O castelo real fica a 2 meses e meio de viagem daqui, sem paradas, e não restou nada pelo caminho... mas se for assim... Opa, Bren estava babando. O comandante limpou a saliva com a manga do uniforme e olhou para Steiner de novo "Steiner... volte para o campo pela entrada lateral, pegue Schneider e Nathaniel, vá para a mina do tesouro... e retorne com TODO o estoque sobrando pela noite. Não seja visto, e não diga nada a mais ninguém. Eu vou cobrir para você com a infantaria no campo" O cavaleiro levantou-se novamente "Hehe, sim senhor!" e foi assim que um toca aqui os separou em missões diferentes, cada um seguindo por um lado com um sorriso pretensioso no rosto... Ugh, como foi que este homem liderou a última ofensiva contra os inimigos do rei nesta mera planície na engenhosa estratégia que mais tarde entraria para a história!? Incompreensível!
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