Saint Seiya:Poseidon -A Guerra nos Reinos Marinhos

18 O General Atlante da Geração Anterior!


Notas iniciais
Olá galera. Hoje vou postar a continuidade do remake/reboot. Espero que gostem e quem puder, por favor, deixe um comentário para eu saber o que estão achando. Obrigado e boa leitura!

ATLÂNTIDA

Na região do Mar Arábico Aioria segue preso nas cordas da harpa que se tornaram tentáculos. Ele consegue partir alguns tentáculos e segurar os que estavam o sufocando. Mime ataca novamente.

— "Tentáculos do Polvo."

— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh...

Aioria cai estendido no chão. Ele sente seu corpo triturado pelos tentáculos. Mime recolhe sua harpa.

— Agora acabou cavaleiro. Você nunca mais conseguirá se levantar.

Aioria da um impulso e se levanta. Mime se surpreende.

— Não quebrou seus ossos?

— Não seria isso que derrubaria o cavaleiro de Leão. Eu estou de pé Mime de Polvo!

— Não ficará muito tempo: "Tentáculos do Polvo."

Aioria desvia de todos os tentáculos. Mime se sente acuado e começa a tocar novamente sua harpa para criar novas ilusões. Aioria se sente atordoado e Mime resolve atacá-lo, porém Aioria salta com velocidade e, nas costas de Mime, o acerta um chute o jogando contra o pilar. Aioria se prepara para perfurar Mime com um soco, mas o general segura o braço de Aioria e bloqueia o soco. Mime e Aioria medem forças.

— Já ouvi falar muito sobre suas habilidades de luta cavaleiro de Ouro Aioria de Leão!

— Tarde demais para usar de qualquer coisa que saiba! – Responde Aioria.

Aioria ia acertar um soco em Mime, mas novamente as cordas da harpa se tornaram tentáculos de polvo e defenderam Mime. Aioria consegue partir os tentáculos e tenta uma luta corporal com Mime, mas o almirante apenas desvia dos ataques de Aioria.

— O que foi? Está fugindo do confronto? Sinto que você não gosta de lutar na verdade. – Diz Aioria.

— Na verdade não. Desde o dia em que matei meu pai adotivo, Folken, com meus próprios punhos quando fui tomado de ódio. Folken era um capitão marina rebelde e invadiu meu país natal, a Islândia, querendo eliminar homens que seguiam a senhora Anfitrite que estava recrutando homens para o exército de Poseidon. Meu pai biológico era um dos homens de confiança de Anfitrite e queria que quando Poseidon reencarnasse causasse um dilúvio na Terra e com isso Folken estava atrás dele. Ele acabou sendo morto por Folken e me deixando recém nascido e órfão, sendo que eu também não tinha mãe, que havia morrido no parto. Folken tomado de remorso me adotou e me criou como filho, me levando inclusive para treinamentos em Portugal. Quando descobri anos depois sobre isso, com revolta o matei, que morreu me pedindo perdão. Eu já era um poderoso guerreiro naquele momento, pois Folken sempre me treinou. Logo me tornei um general atlante e segui o destino que era do meu pai e quero que o dilúvio ocorra para futuramente termos uma Terra mais justa. – Conta Mime.

— Se você não gosta de lutar por ter matado esse homem, Folken, significa que você nutre sentimentos por ele. Ele estava tentando eliminar o mal do mundo e infelizmente seu pai compactuava com o mal dessa Anfitrite que quer causar o dilúvio ao lado de Poseidon. Folken buscando um bem maior teve que eliminar pessoas como seu pai biológico para evitar uma catástrofe na humanidade. – Comenta Aioria.

Mime se revolta com as palavras de Aioria e pela primeira vez sente vontade de lutar. Aioria percebe o crescimento do cosmo do adversário que enfim entra em luta corporal com ele. Mime tomado de ódio usa os tentáculos do polvo para estrangular Aioria.

— Receba um ataque duplo: "Réquiem de Cordas." "Tentáculos do Polvo."

— Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh...

O cavaleiro cospe sangue. Com o punho do Leão, Aioria derruba Mime e salta fugindo dos tentáculos que o perseguem. Aioria fica em cima do pilar principal da região, onde tem fincada a estrela do mar. Os tentáculos voltam a envolvê-lo. Mime se surpreende com a elevação do cosmo de Aioria.

— Sinta o cosmo da justiça general atlante. O cosmo que sem dúvida seu pai adotivo Folken possuía. Receba agora o "Relâmpago de Plasma."

— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh...

A harpa de Mime é totalmente destruída. Mime cai derrotado. Ele encara Aioria em cima do pilar.

— Como foi capaz disso? Escapou dos meus tentáculos argh...

— Você era um adversário mais perigoso antes de se deixar ser tomado por ódio. Vejo que você nunca conseguiu enxergar que Folken é na verdade o seu pai. Seu pai biológico só queria trazer desgraça para a Terra, eu duvido que você fosse o guerreiro poderoso que hoje é se fosse criado por ele. Na verdade Folken acabou te salvando das garras de um homem maligno e te cuidou com amor paternal.

Mime chora e admite amar seu pai adotivo Folken e se arrepende de tê-lo matado. Ele desafia Aioria para um último ataque.

— Então quer mesmo me enfrentar nesse estado?

— Sim Aioria. Você é um homem que vale a pena lutar. – Responde Mime.

Aioria aceita. Ao ver a escama de Mime totalmente destruída, Aioria retira sua armadura para os dois ficarem em igualdade de condições. Os dois elevam seus cosmos e se atacam, se atravessando. O golpe de Aioria supera Mime que é acertado fatalmente.

— Obrigado Aioria. Eu perdi para você, mas na verdade eu venci. Agora poderei encontrar meu pai Folken. E herde também as vontades dele, por favor, evite do grande dilúvio acontecer. Agora parece que no leito de morte tudo fica mais claro, eu realmente segui um caminho errado.

Mime morre. Aioria traja novamente sua armadura e percebe o que esse dilúvio já está causando de mal mesmo antes de ocorrer.

Na floresta de Atlântida Milo volta a investir contra Alberich, que segue usando as unidades da natureza para se defender. Milo não consegue acertar o general atlante.

— Ele tem toda a natureza aqui de Atlântida sob o seu controle!

— E não servirá apenas para me defender cavaleiro! – Comenta Alberich.

As árvores maiores da região com seus troncos grossos prendem as pernas e os pés de Milo.

— Como essa região tem o pilar que representa o Mar Negro, será lá que irei te matar Escorpião hahahaha. – Avisa Alberich.

Alberich comandando os troncos das árvores mergulha Milo em um lago da floresta de Atlântida. Esse lago tem acesso ao Mar Negro e Milo começa a se afogar. O cavaleiro fica em apuros. Ele sente seus músculos querendo rasgar com os troncos o apertando. A pressão da água aumenta.

Hyoga se levanta e congela as árvores e o lago para Milo não se afogar, sem saber que Milo foi lançado no Mar Negro. Alberich investe contra Hyoga, que desvia, mas debilitado cai. Milo consegue se desvencilhar dos troncos, mas segue dentro do mar. Tentando fugir da armadilha, Milo pensa alto:

— De onde será que esse sujeito surgiu? Como pode ser tão habilidoso, mas ao mesmo tempo é muito maligno. De quem terá herdado isso?

— "Acredito que sei de onde Milo." — A voz do Mestre Ancião dos 5 Picos alcança Milo no fundo do Mar Negro.

Milo fica surpreso. Alberich sente uma energia entrando em contato com Milo no Mar Negro e estranha.

— Mestre Ancião! – Grita Milo.

Nesse momento o Mestre Ancião está sentado de frente à cachoeira de Rozan com os olhos fechados. Ele está pensativo elevando seu cosmo para ajudar a deter as chuvas. Ele se comunica com Milo.

— "Esse general atlante sem dúvidas é descendente de um antigo adversário meu, Oberon de Telquines"!

Alberich escuta a voz do Mestre Ancião e fica perturbado. Ele eleva seu tom de voz.

— Oberon é de fato meu antepassado, ele era da minha família. Assim como eu foi general atlante de Telquines!

— "Pude perceber. Essa tatuagem que você possui no braço esquerdo do demônio marinho telquines, que nos tempos mitológicos tinha cabeça de cachorro, corpo liso como de um mamífero marinho com pernas curtas em formato de nadadeiras, mas com mãos semelhantes a de humanos com garras afiadas, ela é idêntica a que Oberon possuía." – O velho mestre se contata com o cosmo do general.

Alberich se revolta a escutar o que o Mestre Ancião disse.

— Então foi você o maldito... Claro, era o cavaleiro de Libra... Não imaginava que tantos anos depois ainda estava vivo. Você que impôs ao meu antepassado uma derrota vergonhosa!

— "Ele era um guerreiro que saia pelo mundo em busca de adversários poderosos para lutar. Ele tinha obtido a escama de Telquines de forma misteriosa e dizia que herdava as vontades de Poseidon. Quando me encontrou tentou de toda a forma me matar. Porém eu consegui derrotá—lo ao conseguir me tornar um só com a natureza. Ele tinha dificuldade de usar suas duas técnicas juntas e consegui superá—lo assim."— Explica o velho mestre mesmo de longe.

Mestre Ancião tem um flash back se lembrando da luta contra Oberon. Em Atlântida Alberich se mostra incontrolável.

— Eu me vingarei de você seu velho. Eu vou te matar, mas primeiro matarei esses cavaleiros. É o início da minha vingança.

Milo surge de dentro do lago. Ele conseguiu fugir do Mar Negro e dos troncos das árvores. Ele olha sério para Alberich.

— Você será mais uma da família a ser derrotado por um cavaleiro de Ouro!

Alberich deixa o deboche de lado e encara Milo com seriedade.

FORTALEZA SUBMARINA

O cosmo do Mestre Ancião foi emitido tão fortemente pelos mares que é sentido por Shiryu no território de Poseidon bem no pilar do Índico. Shiryu enfim desperta e se lembra que seu velho mestre o contou sobre Oberon e se surpreende ao descobrir agora que o homem era um general atlante mesmo em uma época em que Poseidon não havia reencarnado e nem havia indícios de Atlântida voltar para a superfície.

— Essa história é incrível mestre... Graças a seu cosmo consegui despertar... Agora preciso derrubar esse pilar do oceano Índico. Onde estará ele, não consigo enxergar.

Todos os esforços de Shiryu são em vão. Ele avista correndo e se aproximando dele Kiki com uma urna nas costas.

— Kiki?

— Shiryu enfim te encontrei... Nossa você está todo machucado!

— Eu preciso destruir o pilar... Eu estou sentindo a presença da armadura de Libra.

Kiki confirma que está com a armadura do mestre de Shiryu e o revela que as armas de Libra podem quebrar os pilares e que Seiya já conseguiu. Shiryu diz que já imaginava isso. Ele pede para Kiki o guiar até onde está o pilar já que no momento está com sua visão turva. Kiki o indica.

— Mestre, permita-me usar a espada de Ouro de Libra. Com ela partirei esse pilar!

Shiryu usa suas forças com a espada contra o pilar. O pilar do oceano Índico racha e logo vai ao chão. O impacto é gigantesco. O nível de água cai mais um pouco e há tremor de terra na Fortaleza Submarina. Kiki ampara Shiryu que quase cai.

— Kiki leve a armadura. Sinto que mais cavaleiros chegarão aqui além de mim e Seiya. Eu preciso procurar outro pilar.

— Mas Shiryu você está muito debilitado e mal consegue enxergar.

— Não tenho alternativa Kiki.

Shiryu deixa o local mancando. Kiki respira fundo e leva armadura dos escombros do que foi o pilar do oceano Índico.

ATLÂNTIDA

Na região do Mar Arábico, Aioria se assusta ao sentir que Milo está tendo muita dificuldade. Ele aproveita o pilar que representa tal mar já rachado e arranca a estrela do mar que está dentro dele, a destruindo.

— Milo, irei auxiliá-lo para conseguirmos derrotar os inimigos mais rápido.

— "Não Aioria, regresse ao Santuário."

A voz do Mestre Ancião chega até Aioria. O cavaleiro de Leão fica contrariado.

— Agora que estou aqui não fugirei do campo de batalha!

"Você já se feriu nessa luta Aioria. Vou auxiliá—los em um revezamento de cavaleiros de Ouro para sair do Santuário. Isso já é um risco, mas tenho que evitar ao máximo que algum dos cavaleiros de Ouro sofra algum dano grave."

Aioria fecha os olhos e segue caminho ignorando o agora mestre do Santuário.

— Sinto muito Mestre Ancião. Não é momento de regressar. Eu não posso evitar lutar. Tenho muito respeito pelo senhor, mas não posso nesse momento atendê—lo.

— "Aioria!" – O Mestre Ancião se mostra contrariado.

Com os olhos fechados Aioria caminha lentamente deixando aquela região de Atlântida.

Notas finais
Próximo capítulo de Saint Seiya: Poseidon - A Guerra nos Reinos Marinhos: "A Derrota do General Cruel."