Notas iniciais
Olá galera. Gostaram do início do remake/reboot da saga de Poseidon? Me digam o que estão achando por gentileza. Espero que gostem do segundo capítulo. Boa leitura!

Julian ainda está inconformado com o fato de Saori ter o rejeitado ao ouvir seu pedido de casamento. Ele olha pelo terraço com o olhar perdido, quando visualiza uma luz no caminho do mar.

— Essa luz vem lá do Cabo Sunion. Mas para aquele lado não existe nada além das antigas ruínas do Templo de Poseidon!

Julian se sente estranho. Ele resolve deixar a festa.

SANTUÁRIO – GRÉCIA

Se passam dois dias. Os cavaleiros de Bronze chamados secundários estão na entrada do Santuário. Eles sentem uma sensação estranha.

— Mas o que é isso? – Pergunta Geki.

— Hahahaha. – Risadas sinistras são escutadas.

Os cinco cavaleiros ficam em alerta. Guerreiros com armaduras diferenciadas na cor amarela alaranjada se aproximam.

— Enfim o Santuário de Athena. Vamos invadir!

— Nem mais um passo! – Grita Jabu.

Os cavaleiros e os invasores lutam. Um deles escapa e corre em direção as doze casas. Um chicote prende o braço do guerreiro.

— O que?

Os cavaleiros de Bronze se surpreendem.

— Quem está aí? – Pergunta Nachi.

— Eu sou June, a amazona de Bronze de Camaleão. — A dona do chicote se pronuncia.

— A amazona que treinou com Shun. – Comenta Ban.

June derruba o guerreiro. As lutas continuam quando um imenso cosmo os atravessa.

— Que poder sinistro. – Grita Jabu.

— Hahaha já fizemos nossa parte. Nós, os capitães marinas, já podemos nos retirar. – Todos deixam o Santuário.

Os cavaleiros de Bronze se olham assustados. A energia vai em direção as doze casas. Shaina surge.

— O que ocorreu aqui?

— Uma invasão! – Responde Ichi.

— O que será que significa isso? Capitães marinas... – Exclama Jabu pensativo.

A misteriosa energia invade a casa de Áries. Aldebaran, na casa de Touro, percebe.

— Mas o que está acontecendo aqui?

Aldebaran corre e nas escadarias entre as duas primeiras casas, encontra um homem trajado de uma armadura azul- marinho. Ele possui cabelos verdes curtos, olhos avermelhados e pele clara.

— Quem é você? – Pergunta Aldebaran.

— Me chamo Shido de Cila, sou um general atlante. — Se apresenta o invasor. – Agora saia do meu caminho.

— Cila? O monstro marinho que assustavam as navegações. Mas por que você representa esse monstro? A quem segue? – Aldebaran se coloca na frente, abrindo os braços.

Shido encara Aldebaran e demonstra um sorriso sarcástico.

— E por um acaso lhe devo satisfações? Saia da frente preciso ir até Athena.

— Não, você não irá. Aqui só encontrará a morte: "Grande Chifre."

— Isso é o que você pensa: "Impulso das Águas Marinhas."

Os golpes se colidem. Shido volta a avançar e Aldebaran detém o golpe com os braços.

— Isso não surtirá efeito comigo... O que?

O golpe toma variações e Aldebaran não acompanha.

— O que está acontecendo? Aaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh...

Aldebaran é atingido com violência e lançado contra o pilar da entrada da casa de Touro. Ele começa a perder a consciência.

— De onde veio isso...

Shido adentra a casa de Touro, e ao chegar à escadaria de Gêmeos, percebe uma imensa esfera de defesa.

— Mas que esfera é essa?

Shido percebe que a intensa energia vem da sexta casa. Shido ataca, e recebe o contra ataque. As casas de Gêmeos, Câncer e Leão tremem.

— Muito bem. Seja quem for você tem um grande poder de defesa.

— "Qual sua intenção aqui invasor? Eu, Shaka de Virgem, defensor da sexta casa do zodíaco, não o deixarei agir na ausência de Athena."

— Ausência de Athena? Hahaha compreendo. Pois bem, o recado está dado. Athena deve ir ao encontro de Poseidon. Isso se ela não quiser que o planeta seja inundado pelo grande dilúvio.

Shido deixa o Santuário. Shaka corre em direção a Aldebaran.

— Aldebaran, fale comigo...

— Mmmm... Shaka... O que foi aquilo?

Shaka respira fundo e olha em direção ao relógio de fogo.

— Não é possível... Poseidon!

TÓQUIO – JAPÃO

MANSÃO KIDO

Saori regressou ao Japão com Tatsumi para resolver pendências da fundação. A reencarnação da deusa Athena ouve um barulho no jardim. Ela que estava descansando deitada em sua cama após um dia cansativo se levanta assustada e deixa seu quarto, e estranha ao encontrar Tatsumi na sala com semblante preocupado.

— O que houve Tatsumi?

— Um barulho estranho, parece que a mansão está sendo invadida. – Tatsumi está com uma vassoura na mão.

Um barulho na porta é escutado. Tatsumi grita e Saori também se assusta.

— Para trás Tatsumi. Eu preciso ver quem é!

— Não posso deixar senhorita!

A porta se abre. Tatsumi parte com a vassoura, que é detida facilmente.

— Tatsumi não é assim que defenderá Athena. — Quem surge é Aioria.

— Aioria! – Exclama Saori.

— Cavaleiro foi você quem fez esse barulho? – Pergunta Tatsumi.

Aioria olha para a rua e está bastante sério.

— Não. Eu deti um homem que tentava invadir o local. Ele dizia que iria sequestrar Athena. De alguma forma ele a descobriu aqui no Japão. Eu o derrotei fácil, mas senti que ele estava ocultando sua energia.

— Mas quem iria querer sequestrar a senhorita Saori? – Tatsumi está preocupado.

— Não sei. Mas Athena não pode mais ficar sozinha. Eu farei sua guarda nesse momento Senhorita.

Saori se aproxima de Aioria e agradece.

— Obrigada Aioria. Amanhã regressarei a Grécia, quero ver os cavaleiros de Bronze no hospital. Por favor, Tatsumi, leve Aioria até o quarto de hóspedes.

— Sim senhorita. Mas a senhorita não estava sozinha, eu estava com ela a protegendo.

Aioria olha para Tatsumi, abaixa a cabeça e fecha os olhos. Ele acha que nem precisa falar nada para o mordomo.

CABO SUNION – GRÉCIA

Julian Solo segue se sentindo atraído por aquela luz que vira na noite de sua festa de aniversário. Passado dois dias e ainda incomodado com a rejeição de Saori, o jovem avista novamente a luz no terraço e, conhecedor das histórias marítimas, ele sabe que essa luz vem da península próxima a cidade de Atenas, onde se encontram as ruínas que séculos antes foi o Templo de Poseidon. O local está bastante desgastado, e Julian atraído adentra a península após chegar ao local em um de seus navios. Ao se aproximar, ele percebe fincado em uma pedra um tridente que emanava imensa luz.

— O que é aquilo? Um tridente?

Julian pega no tridente e escuta uma voz logo nas suas costas.

— Esse tridente está de volta as suas mãos!

Julian avista uma bela jovem de cabelos longos ruivos, que vestia um vestido azul esverdeado. Ela está de joelhos diante dele.

— Quem é você? Como assim esse tridente é meu?

— Sim meu senhor Julian Solo, ou melhor, meu senhor Poseidon!

Julian se assusta com a afirmação da mulher.

— Você me chamou de senhor Poseidon?

A mulher se aproxima de Julian e beija sua mão.

— Sim meu senhor Poseidon. Você reina sobre os mares há muitos séculos. Você é a reencarnação do deus dos oceanos.

Julian agarra o tridente e se sente familiarizado com a arma.

— Está querendo dizer que eu sou a reencarnação do deus dos mares Poseidon?

— Sim. E você acaba de despertar de um sono profundo de séculos. O seu tridente te atraiu. Chegou a hora de você retomar seu lugar. Deixe eu o levar até o Templo submarino.

— Templo submarino? O antigo Templo de Poseidon? – Julian está perplexo.

A bela mulher balança a cabeça positivamente e pega na mão de Julian.

— Sim, o Santuário marinho onde o senhor poderá governar. Todos os seus guerreiros marinas estão o esperando. Segure em meu corpo e venha comigo.

A mulher agarra Julian pela cintura e se atira ao mar com ele. Julian se assusta. Os dois são tragados pelas profundezas do mar. Julian, com os olhos fechados, escuta a mulher o dizer.

— Pode abrir os olhos, já chegamos Imperador Poseidon!

Julian abre os olhos e avista construções milenares. Ele fica impressionado.

— Eu tinha certeza que tínhamos mergulhado no mar, mas estamos em outro lugar. Onde está toda aquela água?

— Ele está lá em cima Imperador. – A mulher aponta para Julian. – Como se fosse o céu.

— Inacreditável. Estamos mesmo no fundo do mar! – Grita Julian.

A mulher confirma que aquele é o Santuário submarino. Ela mostra a Julian o Templo de Poseidon, o deixando fascinado. Ele começa a sentir como se tivesse lembranças.

— Eu vou apresentá-lo a todas as classes dos guerreiros marinas. Mas agora é melhor o Imperador descansar! – A mulher vira de costas.

— Espere! – Poseidon pega a mulher pelo braço.

Os dois se olham nos olhos. Julian se aproxima da bela moça.

— Você não me disse seu nome.

A mulher sorri e volta se virar de costas.

— Você ainda não se lembra de mim, mas logo irá lembrar. O meu nome é Anfitrite, sou sua esposa desde os tempos mitológicos, Imperador!

— Esposa? Você também é reencarnada? – Julian eleva o tom de voz.

Anfitrite volta a se virar de frente.

— Não. Minha alma repousa em uma pequena ânfora no fundo do oceano onde meu corpo fica selado e quando o Imperador desperta em sua encarnação seu cosmo me faz despertar. Chegou o momento de ficarmos juntos para sempre, mas por hora, é melhor descansar.

Anfitrite se afasta e está com o olhar fixado acima, onde se vê mar.

— Meu Imperador novamente se encantou com a humana que Athena reencarnou. Mas está na hora de acabar com você para sempre, Athena! Vai pagar por querer nos desafiar!

MANSÃO KIDO

Chuvas intensas atingem todo o Oriente. Saori é obrigada a adiar a ida a Grécia. Ela se assusta com o que está acontecendo. Catástrofes começam a ocorrer em países vizinhos do Japão. Saori pede para Tatsumi pesquisar, e o mordomo vem com notícias.

— Lamento senhorita, eu conversei com os grandes centros de pesquisa e ninguém sabe esclarecer a situação. Essas inundações estão deixando a população do Oriente acreditando que seja o fim do mundo. E começou a chover forte em países da Europa. O nível do mar está subindo consideravelmente, vários países podem ficar submersos.

— Eu preciso descobrir o que está acontecendo. Várias pessoas podem morrer com tudo isso que está acontecendo. Eu como Athena devo agir...

— Isso é impossível! O que está acontecendo é uma decisão divina! — Uma jovem se aproxima, adentrando a mansão com imensa facilidade.

Saori e Tatsumi se assustam. A jovem de bela aparência tem longos cabelos loiros, olhos verdes claros e veste uma armadura na cor azul marinho.

— Eu sou Thetis, a Sereia. Vim procurar a senhorita Athena em nome do Imperador Poseidon!

— Imperador Poseidon! – Exclama Saori.

Tatsumi questiona a jovem sobre como entrou ali e a expulsa, mas Saori intervém.

— Você está querendo dizer que foi enviada por Poseidon, o Imperador dos oceanos?

— Exatamente senhorita Athena.

Saori se surpreende ao descobrir que Poseidon reencarnou nos dias atuais. Thetis diz que o mesmo aconteceu com ela, Athena, nos tempos modernos, e que agora ela deve encontrar Poseidon.

— Poseidon está por trás desse grande volume de chuvas e as catástrofes que estão acontecendo desde ontem? – Pergunta Saori.

— Sim, como disse isso é uma decisão divina. Decisão de Poseidon, deus dos mares, nosso deus. – Responde Thetis.

Saori fica com semblante ainda mais preocupado. Ela se aproxima de Thetis.

— O que Poseidon pretende com essas ações?

— Acho melhor a senhorita perguntar a ele pessoalmente. Eu vim aqui apenas para buscá-la. Capitães marinas levem Athena! — Thetis chama e três guerreiros surgem com armaduras parecidas com as daqueles que invadiram o Santuário e lutaram contra os cavaleiros de Bronze secundários.

— Venha conosco Athena! – Diz um deles.

Tatsumi se coloca na frente de Saori, mas é facilmente derrubado. Uma luz ataca todos os guerreiros, lançando eles e Thetis para longe da mansão.

— "Relâmpago de Plasma."

Aioria surge no local e segura Saori.

— Athena perdão a demora. Estava escutando tudo o que estava sendo dito.

— Aioria... Tudo o que está acontecendo é obra de Poseidon!

Aioria olha para a tempestade que cai do lado de fora.

— Poseidon... Esses homens pareciam alguns que Shaina me avisou que invadiram o Santuário. Não podemos mais perder tempo. Athena vamos voltar a Grécia agora mesmo!

Aioria agarra Saori e corre na velocidade da luz. Tatsumi fica perdido sem saber como agir.

Notas finais
Próximo capítulo de Saint Seiya: Poseidon - A Guerra nos Reinos Marinhos: "Os Cavaleiros de Bronze Despertam."