Notas iniciais
Capítulo #2 — Negação
O clarão que surge e morre precocemente no topo de uma colina imita o resplandecer de mais de dezenas de estrelas douradas.
Os criadores de tal brilho se mostram verdadeiros guerreiros de Atena, cujos moradores daquela pequena vila tanto respeitam.
O primeiro; Um homem de cabelos negros erigidos em contornos prateados de puro cosmo, pele morena, olhos verdes e um corpo definido, cheio de cicatrizes ideal para a armadura que verga.
A tão aclamada e poderosa armadura de: Cérbero.
Cuja ganhou imenso destaque ao longo de várias guerras que foram travadas entre Atena e os agressores do planeta terra.
O segundo que a tudo olha com um olhar mórbido e cheio de tristeza, não traja nenhuma armadura.
Os olhos de cor azul presenciaram o poder que dizimou quase toda a população daquele vilarejo cheio de ladeiras, casas e abismos que se insinuam por todo o território barrancoso.
Os cabelos castanhos que se misturam a seu cosmo dourado deixam as lagrimas que correm pela sua pele clara passarem despercebidas, ocultas.
— Não é o momento certo para se emocionar... Uma guerra esta para começar e o inimigo apenas deu um aviso do seu poder tão grandioso – Falou Cérbero sorrindo para o companheiro.
— Asha se pensa que estou com medo deste ser aceroso... Esta muito enganado – Falou enquanto deu um olhar fulminante para o amigo.
— Já que é tão valente pare de derramar lagrimas... De forma alguma aquele que te treinou quando era criança gostaria de presenciar isso Baco.
Baco fez menção de se pronunciar, mas antes que pudesse falar qualquer coisa foi silenciado pelo amigo.
— Ele te treinou para ser um santo de ouro não um chorão...
Baco não falou mais nada.
Sem mas, foi ao encontro dos sobreviventes do ato de terrorismo perpetuado pelo inimigo.
Domínios de Gerda – Região norte da mansão sagrada
Neste mórbido e triste lugar um sujeito em posição de combate, respira ligeiramente.
É o local certo para um treinamento, um enorme campo verde onde uma cascata corre por uma colina dando seu ar da graça, ao longe várias pilastras adornam um imenso portão que sela o colossal mar que se mostra alcançando o céu alem da linha do horizonte.
Ele ergue os braços e junta as mãos.
Os olhos ficam totalmente brancos e finalmente uma forte ventania é invocada, a terra é calcinada e fatiada em certas partes.
Já não se pode ver mais nada, apenas um brilho alvo que se destaca em meio o tão poderoso: Cyclone Reaper.
O sujeito não se satisfaz, urra tentando aumentar o cosmo. Desta vez consegue.
Uma enorme bruma se faz presente.
O local estremece.
Caso conseguir executar a técnica com sucesso será o próximo detentor da sagrada majestic de: Munin um dos corvos de Odin.
Não só isso, mas também será um dos guerreiros de Beowulf o rei held que traja a majestic gêmea de Hurgin, um dos corvos de Odin que olhava toda Asgard junto a seu companheiro de voo Munin.
— Gale Ghosts Warriors!
Ele a invoca. Não a nada ou ninguém que não seja almejado pelos fortes ventos neste grandioso mundo, um pequeno tornado se forma no solo se transformando logo em seguida em um colossal e arrebatador fenômeno que alcança o céu.
Os olhos do sujeito brilham em carmesim puro.
Mas algo ocorre.
Em meio ao forte vento, uma figura acaba com todo o momento de euforia do jovem que ali treina.
— Anteros – A voz vinha do tão poderoso e respeitado: Beowulf de Hurgin, mais uma vez o corpo do Rei Held é fustigado por uma forte rajada de vento.
— Senhor Beowulf... Veja eu consegui... Eu dominei e executei com sucesso a: Gale Ghosts Warriors! – Falou em um grito de felicidade — Agora eu posso trajar a Majestic de Munin perante ao povo desse Reino... Poderei ascender a um Lorde Held.
— Não... Não poderá...
O grande sorriso no rosto do jovem Anteros acaba, sem mas, aquietou seu cosmo.
— Tuas atitudes acarretaram no teu banimento deste Reino... Gerda e nem eu aceitaria um Held que usa de sua força para matar os inocentes.
— O... O que?
— Usou do teu poder para dizimar um vilarejo onde inocentes viviam... Eles não faziam parte desta guerra... Devia saber que matar inocentes é um ato não permitido neste exercito.
— Eu apenas deixei um aviso para o santuário... Já aqueles merdinhas deveriam morrer sim... São seres nojentos e fedorentos... Apenas os mais fortes devem viver neste mundo... Na Utopia que iremos criar.
Um tapa.
Foi o suficiente para calar a boca de Anteros, uma enorme quantidade de sangue vertente dos lábios, mancham os restos de grama daquele mórbido local.
— Nossa senhora não precisa matar seres inocentes para criar o mundo ideal... Mesmo tendo controle da técnica inerente dos guerreiros desta Majestic... Não poderá verga–la.
— Eu decidi que outra pessoa ira usar a Majestic de Munin... Mas não só isso... Decidi que você será banido deste reino... Não quero que alguém como você use a Majestic de Munin – Completa Beowulf.
Um minuto de silencio.
Anteros gelou com tal frase, as pernas tremeram e titubeou um pouco no solo calcinado.
— Quem... Quem séria esse sujeito que usaria a Majestic de Munin no meu lugar? – Indagou Anteros com um olhar fulminante.
— Kaab... Kaab será o mais novo regente da Majestic de Munin...
Uma vaga lembrança trilhou na mente de Anteros.
— Vá embora...
— Nunca ninguém me humilhou tanto! Te matarei aqui – Urrou Anteros.
Sem mais palavras ou argumentos para proferir em sua defesa, cuspiu automaticamente o nome da técnica que acabou de aprender.
— Gale Ghosts Warriors!
Gêiseres de cosmo alcançam o céu, com os cabelos erigidos e movimentando os braços copiosamente Anteros invoca a lamina de vento que corta tudo que toca.
Sem misericórdia.
— Não deixarei que aquele romano de merda se torne um Lorde Held – Gritou furioso apontando o dedo para Beowulf que apenas eleva seu cosmo.
Os olhos do Rei Held brilham em prateado.
Anteros nervoso e impávido diante de seu mestre nem se dá conta quando uma enorme esfera rubra alcança seu corpo.
O solo estremece.
Como lobos furiosos, incontáveis corvos de prata atacam Anteros que a fim de se proteger coloca os braços a frente do seu corpo definido.
Já é possível ver os ferimentos, uma enorme quantidade de sangue jorra dos dedos e de ambos os braços.
— Não te matarei por conta do amor que sinto por você... Mesmo tendo tido a audácia de me atacar te deixarei vivo... Agora saia daqui! – Grita Beowulf com a mais pura das infelicidades.
Uma lagrima solitária e tímida escorre pelo rosto do bravo Hurgin que se vira e sem mais, segue seu caminho.
Anteros grita.
Os olhos brilham mais uma vez em carmesim vivido e puro.
Assim ele pega o caminho oposto de Beowulf indo para fora destes domínios nojentos e impuros.
Com apenas uma palavra que ecoa em sua mente: Vingança
Reino Wildgar – Extremo leste da Europa
Quando foi escolhido para suceder seu pai acarretando no titulo de Rei e soberano deste colossal reino, nunca pensou que estaria se metendo em assuntos, um pouco... Um pouco quanto estranhos.
Na verdade assuntos que ele nunca pensava em conhecer, quando soube de tudo que iria passar caso negasse teve que aceitar de imediato o pedido.
Agora o jovem: Bauer Victor Max Wildigar.
Que até então acreditava em uma vida de luxo e soberania sobre seus lacaios.
Se encontra preso em uma armadilha criada por figuras tão conhecidas por ele e por seus aliados, os tão poderosos: Santos de Atena.
Ou cavaleiros de Atena como alguns gostam de chamar.
O primeiro um cavaleiro de prata: Schneider de Triangullum ( Triangulo ).
Um homem de corpo definido, cabelos curtos e negros como a noite, pele extremamente branca, olhos azuis majestosos que dão uma imagem imponente ao jovem europeu.
Vergando a armadura de Truangulo, que brilha como um farol prateado na noite chuvosa, os detalhes vermelhos espalhados por todo canto imitam o mais puro dos sangues.
O superior de dois cavaleiros de bronze que o acompanham em sua missão.
Estes são: Jacob de Lupus (Lobo) e Heitor de Pegasus o cavalo alado.
O cavaleiro de Pegasus mais uma vez é fustigado pelos fortes ventos da tempestade que cai sobre o castelo, os cabelos loiros erigidos são o único sinal de incomodo do cavaleiro.
Gradualmente a pele clara fica totalmente molhada, com calma repousa seus olhos azuis sobre o amigo que respondendo ao chamado da um leve sorriso.
Jacob não é ofuscado pelos outros, tem uma beleza incomparável, os cabelos negros longos correm pela costa ate atingir a cintura.
Já seus olhos verdes dão um ar de mistério ao jovem de pele clara e corpo definido.
Antes que o nobre Bauer possa falar algo é interrompido por um forte espirro.
Todos olham para Heitor que limpa o nariz desconcertadamente.
— Ora seu idiota! ... Não tem bons modos? – Grita Bauer esboçando uma careta de raiva.
— Cretino – Responde Heitor assumindo uma postura de ataque — Eu sou: Heitor de Pegasus um Santo de Bronze.
— E eu por acaso lhe perguntei?... Vai aprender a respeitar os soberanos moleque de bronze – Bauer gritou decidido, e sem nenhuma estratégia alcanço voo.
Fechou os punhos se preparando para atacar.
Pelas extremidades dos dedos uma luz alva dava seu ar da graça iluminando o local que até então permanecia na penumbra.
Todo o poder já esmagado em suas mãos explode de uma vez.
— Vai da certo – Murmura Pegasus entre os dentes.
Jacob queima seu cosmo, mas antes que possa fazer qualquer coisa sente uma mão segurar seu punho.
Ele olha para Schneider que balança a cabeça positivamente.
— Ele vai conseguir – Diz Schneider sorrindo.
O sorriso cessa.
Uma enorme luminosidade ocorre no castelo.
— Agora!... Mythological Chariot! – Grita Heitor.
— Flying Fjalar!
Só existe uma palavra que possa resumir o choque dos golpes: Titânico.
A magnânima Biga de cavalos alvos como um meteoro que alcança o solo, encontra o imenso galo de luz com contornos prateados.
No meio das imagens das criaturas fabulosas, Bauer choca seu punho com o de Heitor, que como reposta ao ataque de seu agressor almeja o Rei com um forte chute no peito.
Bauer voa.
— Não acabou... Meteoros de Pégaso!
A chuva de meteoros, imita o fulgor de milhares de estrelas nascendo e morrendo subitamente, o que sobrou do castelo é destruído pelo golpe de Heitor de pégaso.
Se não fosse por um passo para o lado Bauer já havia sido morto pelo golpe fulminante.
— Vai pagar moleque! – Grita Bauer apontando o dedo para Pégaso — Eu: Bauer de Fjalar o galo que despertará os gigantes ao Ragnarok jogarei tua alma no Reino de Hades.
Heitor silencia.
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