Saint Seiya: O Rugido do Camaleão
104 Tribunal Silencioso
[Templo de Atena, Santuário]
— Ikki, então você também veio… — Suspirou Mii.
— O que aconteceu aqui? Onde está Atena?
Mii explica tudo o que aconteceu para Ikki.
— Então Atena… Entendi…
— Essa batalha contra Hades… será terrivelmente sangrenta… — Disse ela angustiada.
— Infelizmente, para nós cavaleiros o caminho que nos governa é sangrento… e o seguimos em nome da justiça…
— Mas agora a própria Atena entrou no campo de combate… Mas será que ela está pronta? Será que a Saori sobreviverá a isso? — Sussurrou ela com os olhos marejados.
Ikki suspirou. — Todos estamos prontos para sacrificar alguma coisa nessa Guerra Santa…
Mii suspirou novamente. — Eu sei… mas eu não estou pronta para perder ela…
— Não se preocupe, nós não vamos permitir que ela se sacrifique, nós sempre lutamos por ela no final das contas…
— Está certo… — Disse Mii enxugando os olhos. — Os cavaleiros de ouro partiram para o Castelo de Hades, Seiya e os outros também… lá você deve encontrar mais informações…
— Certo, partirei agora… — Disse Ikki elevando o cosmo e abrindo asas de fogo. — Adeus…
Ikki subiu e desapareceu no céu.
— Boa sorte Ikki…
[Inferno — Primeira Prisão]
Depois de algum tempo andando, Seiya finalmente chega em uma escadaria de pedra.
— Que escadaria mais longa, já faz um tempo que estou nela… faz me lembrar da subida das doze casas… Então essa é a Primeira Prisão que o Caronte falou? O que será que tem mais a frente?
Seiya continuou percorrendo a escadaria até que finalmente ele chegou em uma grande construção, era um templo de fachada branca em pedra, tinha lindas colunas de mármore. Na fachada estava escrito em letras gregas, Morada do Julgamento.
— Morada do julgamento? Será que é aqui que os mortos são julgados?
O bronzeado começou a ir em direção ao templo e subir uma pequena escadaria.
— Mas que lugar silencioso… tá me dando calafrios… que lugar estranho… será que não tem ninguém aqui? — Seiya respirou fundo e gritou. — Oiiiiii!? Tem alguém!?
— Silêncio! — Disse um soldado esqueleto saindo de trás de uma das pilastras.
— Ah! Tem gente!
— Psiu! Faça silêncio! Aqui é proibido conversar! Escute bem, não faça barulho, nem quando anda ou respira! Entendeu!? Caso contrário, não me responsabilizo pelo que acontecer!
— Hããã?! Do que você está falando!? Fala mais alto! — Gritou Seiya.
— Xiu! Xiu! — Falou o espectro preocupado. — Não entendeu? É pra ficar em silêncio! Aqui é a morada do julgamento, onde se respeita o silêncio… especialmente quando o senhor Lune está substituindo o senhor Minos, ele odeia ruídos! — O soldado se aproximou e começou a falar baixinho. — Outro dia uma alma foi fatiada antes mesmo do julgamento, só por ter espirrado alto…
— Foi mesmo? — Questionou Seiya fazendo uma cara de incredulidade.
— Sim! Agora consegue entender? Tome cuidado para não deixar acontecer a mesma coisa com você! Venha comigo! — Disse o espectro virando as costas.
— A… a… atchum!! — Espirrou Seiya bem alto.
Um calafrio percorreu a espinha do soldado que se virou incrédulo.
— Você por acaso é idiota!? — Gritou o soldado.
— Acho que eu devo ter pegado um resfriado por causa da água gelada do Rio Aqueronte…
— Eu vou repetir só mais uma vez! Um único espirro pode ser fatal! — Gritou.
— Cala a boca seu ET! Você tá fazendo mais escândalo do que eu!
— Como é!? Como assim eu sou mais escandaloso? — Gritou ainda mais alto. — Olha faz muito tempo que eu guio os mortos até o tribunal e nunca levantei a voz! Pra agora você vim dizer que eu sou escandaloso! Além disso, quem chega aqui fica tremendo de medo ao pensar em qual será a prisão que vai ficar!
— Caramba! Para de gritar desse jeito… — Diz o bronzeado colocando as mãos sobre os ouvidos.
— Argh… — O soldado colocou as duas mãos sobre a boca.
— Hahaha… Dá um alívio soltar a voz assim de vez em quando, neh?
— Maldito… — O soldado solotu um sorriso amarelo. — Já chega! Vem comigo!
Os dois caminharam em direção aos gigantescos portões do templo. O soldado abriu o portão e os dois entraram.
— Quando estiver diante do Senhor Lune, você deve confessar todos os pecados que cometeu quando estava no mundo dos vivos. Não adianta mentir ou tentar omitir alguma coisa, está tudo registrado nos arquivos.
— Silêncio! — Bradou uma voz ecoando por todo salão. — Markino eu já não lhe disse pra fazer absoluto silêncio quando estiver diante deste tribunal!?
— Eu… eu sinto muito senhor Lune… — Disse o soldado tremendo ao fazer reverência.
— Então esse é o tal do Lune?
— Mesmo da sala de espera eu pude ouvir diversos ruídos! Começou com um espirro vulgar e depois gritos incompreensíveis!
— Senhor… senhor Lune…
— Silêncio! — Bradou Lune se sentando em uma majestosa cadeira de prata que fazia conjunto com uma belíssima mesa de mármore, batendo um martelo de juiz. — Retire-se imediatamente! Se voltar a erguer a voz, considere-se morto!
— Si-sim senhor… perdoe-me… — Disse Markino se retirando, enquanto Seiya sorria.
— Eu estou no momento substituindo o mestre Minos no tribunal do mundo dos mortos. Eu sou Lune de Balron, a estrela celeste da Eminência. Vou analisar os pecados que você cometeu em vida e designar para qual inferno você deve ir. Diga seu nome e relate os seus pecados com sinceridade.
— Meu nome é Seiya! Já aviso que não cometi nenhum pecado para ser julgado no inferno!
— Silêncio! Fale num tom mais baixo! Muito bem, não adianta mentir por medo. Todos que são enviados para cá, cometeram terríveis pecados durante a vida… basta eu olhar nos registros para eu saber quais foram os seus…
Lune se levantou e caminhou até uma gigante prateleira com centenas de livros gigantes e pegou um. Ao abrir o livro ele ocupou quase metade da mesa.
— O quê!? Mas que estranho não consigo achar nenhum registro aqui, deve haver algum erro!
— E porque diabos minha vida estaria escrita em um livro no inferno!?
— Eu já disse para abaixar o seu tom! Este não é um livro qualquer, nele contém os registros Akáshicos! Ou seja, nele estão registrados todos os eventos, pensamentos, palavras, emoções e intenções que já ocorreram no passado e no presente de todos que já viveram neste universo e não apenas das formas de vidas humanas. Então repita novamente o seu nome.
— Que irritante! Eu já disse meu nome, mas dessa vez vou falar de um jeito que você nunca mais vai esquecer! — Seiya respirou bem fundo. — Tire a cera dos seus ouvidos e preste bastante atenção! Eu sou Seiya de Pegasus, um cavaleiro de Atena! Eu vim salvar Atena e derrotar Hades! Ouviu bem!? — Gritou Seiya a plenos pulmões.
— Agora eu compreendo. — Respondeu Lune fechando o livro.
De repente entra Markino no salão gritando.
— Te-temos problemas senhor Lune! Acabei de receber a informação que cavaleiros de Atena invadiram o inferno!
— Silêncio! Quantas vezes tenho que repetir!? — Bradou Lune empunhando um chicote e o lançando sobre Markino, o enrolando todo.
— Si-sim… peço desculpas senhor Lune… foi sem querer pois se tratava de algo de suma importância… — Disse Markino se tremendo de medo.
Lune recolhe o chicote, e o corpo de Markino ficou cheio de marcas.
— O-obrigado… prometo que nunca mais… — Quando o soldado deu um passo seu corpo foi completamente retalhado.
— Coi-coitado… — Lamentou Seiya que foi pego desprevenido. — Isso era mesmo necessário!?
— Agora tudo faz sentido… seu nome não está registrado porque você está vivo… é um dos cavaleiros que conseguiu invadir o inferno… mas tudo bem, mesmo que sua vida não tenha chegado ao fim, trarei a tona todos os pecados que você cometeu até agora! E escolherei qual o inferno adequado para que você espie os pecados que cometeu!
— Já disse que não fiz nada para ser julgado aqui!
— Eu não teria tanta certeza assim! Eu analisarei tudo o que já fez em vida! *Reinkarnasjon!
O espectro estendeu a mão na direção de Seiya e uma forte luz foi emanada que envolveu Seiya o paralisando. Imagens começaram a surgir na mente do bronzeado.
— Agora veja, os inúmeros pecados que você cometeu em vida!
Várias imagens começam a surgir na mente de Seiya e depois foram projetadas para fora da mente dele e começaram a rodopiar ao redor do bronzeado. Eram cenas dele quando muito pequeno, de quando ainda vivia no Orfanato das Estrelas.
Em uma das cenas Seiya ainda era um bebê e ele batia no rosto da sua irmã, puxava seus cabelos, mesmo ela dando todo carinho a ele. Em outra ele jogava fora a comida do seu prato porque não queria comer.
Em outra cena Seiya estava arrancando várias flores sem a menor necessidade. Em outra estava brigando com a Minu, fazendo ela chorar. Também tinha uma onde atirava pedras em um passarinho e ele caiu morto. Em outra ele estava matando insetos para se divertir.
Ele brigou e machucou os colegas do orfanato. Teve a vez que ele quebrou vários jarros enquanto brincava de bola. Ele gostava de pescar e matou diversos peixes, muitas vezes atoa.
— Mas se for assim é impossível viver sem cometer pecados! Como acabar com a fome sem matar animais? Eu não fiz essas coisas por maldade! — Perguntou Seiya confuso.
— Ainda não acabamos, vamos continuar!
Agora começaram a surgir cenas do período que Seiya treinava no Santuário, onde descontava a sua raiva e frustrações nos outros aspirantes os machucando durante os combates de treinamento, tinham também cenas de todos os combates sangrentos em que Seiya se envolveu, onde acabou tirando a vida dos seus adversários.
— E então? Ainda vai insistir que não fez nada de ruim!? Você levou uma vida violenta, não é? Seu maior pecado foi ter ferido inúmeras vidas!
— Nã-não… é verdade que derrotei vários adversários… mas foi tudo em nome da justiça!
— Não seja pretensioso! Nenhum humano tem o direito de julgar o outro! Esse direito é reservado apenas aos deuses! — A luz que envolvia Seiya ficou mais intensa.
— Me-meu corpo… minhas forças estão indo embora…
— Há um inferno perfeito para você, que foi responsável por tanta violência e carnificina! Vou enviá-lo ainda com vida para que seu sofrimento seja o pior e para que você possa sofrer por toda eternidade!
Lune começou a elevar o cosmo.
— Vá para a Sexta Prisão, no primeiro vale! — Disse Lune estendendo a mão novamente para Seiya, liberando diversas ondas cósmicas que o envolveram e começaram a distorcer o espaço-tempo. — Para lá são enviados aqueles que são violentos, que ferem e derramam o sangue dos outros!
Seiya é transportado para um vale cheio de poços fumegantes. Era possível ver diversas pessoas dentro desses poços sofrendo com o sangue escaldante, e a maioria delas estava em carne viva, mas também era possível ver esqueletos boiando.
— Pegasus, você verá sua pele queimar e sua carne calcinar! Arrependa-se eternamente enquanto vira um esqueleto!
Seiya é jogado dentro de um desses poços e começa a se debater.
Em seguida, um soldado entra no salão e faz reverência.
— Diga, o que você deseja? — Disse Lune abaixando a mão e a imagem de Seiya desaparecia.
— O senhor Hades deseja vê-lo imediatamente! — Disse o soldado.
— Imediatamente? O que houve? — Perguntou o espectro preocupado.
— Pelo o que fiquei sabendo o senhor Hades está furioso pelo péssimo trabalho que o senhor vem exercendo como substituto do senhor Minos.
— Nã-não pode ser… eu venho dando o meu melhor…
— Bem, não parece que é isso que o senhor Hades está pensando… é melhor o senhor ir logo, para não deixar o imperador Hades ainda mais irritado. Eu ficarei aqui enquanto o senhor estiver fora.
Lune fica nervoso e sai imediatamente da morada do julgamento e vai em direção à Oitava Prisão, onde fica o Palácio infernal, a Judecca.
No meio do caminho Lune encontra-se com Radahmanthys de Wyvern que seguia com um grupo de espectros, mas ele acaba ignorando o juiz.
— O que houve Lune? Pra onde vai com tanta urgência?
— Per-perdão senhor Radahmanthys, não foi minha intenção desrespeitá-lo, mas é que o senhor Hades me convocou com urgência e não devo fazê-lo esperar.
— Humm… Estranho… acabei de sair da Judecca e não estou sabendo de nada.
— Ainda assim, eu preciso ir, não posso deixar o imperador Hades esperando…
— Se acalme Lune, se houvesse algo de tão urgente assim eu saberia… tenho um pressentimento ruim sobre isso…
{Morada do Julgamento}
Seiya acorda no chão do templo, parecia que tinha tido um pesadelo horrível.
— Urgh… O que aconteceu? Aquele tal de Lune me atacou e depois… não consigo me lembrar… — Murmurou Seiya se levantando.
Seiya olhou por todo local e não achou vestígio de ninguém.
— Dúvido muito que aquele cara tenha simplesmente me deixado aqui… será que fui salvo por alguém? Bem, no momento tudo o que eu posso fazer agora é avançar!
[Arredores da Primeira Prisão]
Radahmanthys que encarava Lune, percebeu algo, ele começa a olhar ao redor como se procurasse por algo.
— Tem alguém te manipulando e ele está por aqui…
— Eu não consigo sentir nada, mas se o senhor acha vou usar o meu Chicote de Balron para localizar qualquer um que esteja se ocultando! *Ildpisk!
Lune pega o seu chicote e ele se incendeia, depois ele lança o chicote que avança por alguns metros até que se enrola em alguma coisa invisível.
— É isso! Aí está você! Não pode se esconder do meu chicote! Você não poderá fugir depois de ser preso pelo meu chicote! Porque não se revela logo!
— Heh, muito bem, já que quer tanto ver meu rosto vou lhe mostrar! — Disse uma voz, se revelando em seguida.
— Oh, uma armadura de ouro!? — Se espantou Lune.
— Então era como eu imaginava, precisaria de alguém de alto nível para enganar o Lune dessa forma. Quem é você!?
— Eu sou Kanon de Gêmeos!
— Kanon!? — Se surpreendeu Radahmanthys. — Aquele que dizem ter conseguido enganar o próprio Poseidon?
Mas Kanon não respondeu.
— Não importa quem ele seja, agora que foi preso pelo meu chicote não terá escapatória! Mas devo admitir que fiquei surpreso com o número de voltas que o chicote de Balron deu. O número de voltas aumenta de acordo com os pecados de quem é envolvido por ele, e você sem dúvidas é um grande pecador!
— Tsc… eu já sei disso… não preciso ser lembrado… muito menos por alguém como você! Se tivesse seguido o meu plano e se deixado levar pela minha *Ilusão Imperial, me levando direto ao Hades, talvez continuasse vivo!
— Seu cretino! Quando eu puxar esse chicote seu corpo será feito em pedaços e eu espalharei seus pedaços pela primeira prisão!
— Não se iluda novamente, não irei permitir que me derrote aqui! Sei que não tenho moral para julgar ninguém pois já estive tramando contra Atena… Mas só posso morrer depois que acabar com Hades! E então, depois disso aceitarei de bom grado qualquer punição! — Disse o dourado elevando o cosmo que envolveu todo o chicote de Balron e apagou as suas chamas.
Em seguida, Kanon toca no chicote com o seu dedo indicador e rompe todas as voltas que o chicote tinha dado em volta dele e então assume a pose da Explosão Galática.
— Ah! Não pode ser! Meu chicote foi despedaçado!?
— Lune! — Chamou Radahmanthys. — Cuidado!
Kanon levanta os braços e os cruza, deixando as palmas das mãos abertas e depois descruzou as mãos liberando uma onda massiva de cosmo sobre Lune que ficou sem reação e foi completamente destroçado.
— Desgraçado! — Gritou um dos espectros que acompanhavam o juiz.
— Maldito cavaleiro! — Gritou outro.
— Ele disse ao Seiya que só os deuses podiam julgar, mas talvez esse seja o seu castigo por tentar julgar as pessoas sem ser um deus. E você, Radahmanthys? Também quer receber o mesmo castigo do Lune? — Perguntou Kanon se virando para o juiz.
— Como é!?
— Ou você prefere me levar diretamente a Hades?
— Está certo, eu o levarei… levarei para as profundezas do inferno! — Bradou o juiz indo pra cima de Kanon.
Mas Kanon saltou se esquivando da investida e parou em cima de um pilar próximo.
— Maldito!
— Meu corpo está leve e solto, bem diferente de quando estava no castelo de Hades, parece que aqui no mundo dos mortos não tem nenhuma barreira…
— Isso é óbvio! Afinal os únicos que vem para cá são os mortos sem forças ou vontade própria… por isso não há necessidade de ter uma proteção contra inimigos.
— Então estamos em pé de igualdade…
— Não seja tolo, você não pode se comparar a mim. Nem mesmo três cavaleiros de ouro foram o suficiente para me deter…
— Imagino que eles estavam sendo afetados pela barreira, não é?
— Está dizendo que eu, um dos três juízes do inferno, só os venci por causa da barreira?
— Isso não é óbvio!? Eles jamais seriam derrotados por alguém como você! Mas agora mostrarei o verdadeiro poder de um cavaleiro de ouro! — Bradou Kanon partindo pra cima de Radamanthys.
Kanon tentou acertar um soco em Radahmanthys, mas o espectro bloqueou com a mão e segurou o punho do dourado e em seguida tentou acertar um soco em Kanon, mas ele também bloqueou e segurou o punho de Radahmanthys.
Eles ficaram medindo forças por um momento, então o juiz abriu as asas e alçou voo em parafuso, em seguida jogou o dourado em direção ao chão. Kanon se chocou contra o chão com força, fazendo uma pequena depressão.
Radahmanthys mergulhou, mas Kanon se moveu a tempo de evitar o ataque, o espectro atingiu o chão com seu punho e abriu uma cratera.
Kanon reage e avança com uma sequência de socos, mas o espectro usou as suas asas para bloquear a investida, o dourado toma distância, mas em seguida Radahmanthys avança girando novamente em parafuso e acerta Kanon, jogando-o para longe.
Kanon se levanta e assume uma postura ofensiva.
— Kanon! — Gritou Seiya se aproximando.
— Então finalmente você despertou… — Respondeu Kanon.
— Eu sabia, então foi você que me ajudou com o Lune?
— Você… então sobreviveu a queda, garoto!? — Questionou Radahmanthys.
— Kanon, ele é muito forte! — Disse Seiya também assumindo uma postura ofensiva.
— Não fique perdendo tempo aqui! Eu cuido dele!
— Mas Kanon… são muitos espectros para você lidar sozinho…
— Não diga bobagens! Apenas siga em frente e encontre Atena!
— Tsc… está bem! Sei que alguém com a sua força ficará bem! — Disse Seiya seguindo para a próxima prisão.
— Heh, deveria ter aceitado a ajuda. Pois até o momento você não me mostrou essa tal força dos cavaleiros de ouro! — Disse o espectro elevando o cosmo. — Greatest Caution!
Radahmanthys juntou as mãos arqueadas em frente ao peito e liberou uma grande quantidade de Cosmo na forma de múltiplas rajadas, tal como balas de uma metralhadora, atingindo Kanon com um impacto devastador o arrastando para trás.
— Nã-não é atoa que você é um dos três juízes do inferno… considerados a elite do espectros… — Gemeu Kanon se levantando do chão.
— É tarde demais para reconhecer a diferença entre nossas forças! — Bradou Radahmanthys. — Greatest Caution!
- Satã Imperial!
O punho de Kanon brilhou e arrancou o elmo do espectro, contudo Kanon foi arremessado para longe ao ser alvejado mais uma pela técnica de Radahmanthys que foi capaz de trincar algumas partes da armadura de ouro.
— O-o que houve… meu corpo está paralisado… que ataque foi esse?
De repente um espectro surge ao lado de Radahmanthys.
— Senhor Wyvern… — Disse ele abaixando a cabeça. — A senhora Pandora está lhe chamando.
— *Orthus, não é? Diga a senhora Pandora que estou ocupado agora…
— Perdoe-me, mas ela insistiu que os três juízes estejam reunidos diante do imperador Hades.
— Não se preocupe senhor Radahmanthys, nós iremos atrás desse cavaleiro de ouro e o eliminaremos! — Disse um dos espectros que acompanhava a luta.
— Não façam isso… mesmo com ele ferido nem mesmo centenas de vocês seriam capazes de dar conta dele…
— O quê!?
— Retornem imediatamente… — Disse o espectro caminhando até o seu elmo, pegando-o e o colocando novamente. — Teremos que acertar as contas depois, Kanon. — Murmurou desaparecendo em seguida.
— O que vamos fazer? Vamos voltar? — Perguntou um dos espectros.
— Bem, vocês ouviram o senhor Radahmanthys, não?
— Você não é do esquadrão dele, não tem que opinar em nada!
— Isso aí! Não se meta!
— Hunff… fiquem a vontade para desobedecer às ordens do senhor Radahmanthys… fui… — Disse Orthus desaparecendo.
— Escutem! Nós somos muitos, podemos lidar com aquele cavaleiro de ouro!
— Vocês não viram que ele nem teve chance contra o senhor Radahmanthys! — Disse outro tomando a frente.
— Isso é verdade!
— Ele está ferido! Não podemos perder essa chance!
— Vamos atrás dele!
O grupo de espectros avança atrás de Kanon.
— Tsc… Eu consegui acertá-lo… mas ele também… quanto poder… — Murmurou Kanon tentando se levantar.
— Não se esforce tanto, melhor continuar no chão… — Disse uma voz.
— Isso mesmo seu desgraçado, nós vamos terminar o que o senhor Radahmanthys começou… — Disse outra voz.
— Hunff… Então ele mandou os ratos fazerem o trabalho dele?
— Não fique se achando!
— Você pode até ser um cavaleiro de ouro, mas nós não te achamos grande coisa!
— Você nem se compara a ele!
— E quantos de vocês vieram? — Perguntou Kanon finalmente de pé.
— O suficiente pra acabar com um fraco como voc…
Nesse momento um raio dourado passou por todos os espectros os derrubando.
— Ma-maldito… — Murmurou um dos espectros que tinha um buraco no peitoral da sapuris.
— Is-isso não é o suficiente para nos deter…
— Não se esforcem tanto, melhor continuarem no chão… — Disse Kanon.
Mas alguns espectros conseguiram se levantar, mesmo feridos.
— Está bem, se querem tanto morrer, que assim seja! Explosão Galática!
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