Saint Seiya: New Classic Universe!
61 Descobrindo o Valor da Amizade!
Notas iniciais

BADALING – CHINA
Shiryu se levanta e percebe estar sangrando. Ohko segue com um sorriso no rosto.
- Sangrar pode ser fatal para mim... O Mu havia me alertado. Ohko não precisa do irmão, ele está muito poderoso!
- A técnica de reparação do ferreiro do Santuário é impressionante, sua armadura não sofreu nenhum arranhão. Já ouvi falar que para reparar armaduras muito destruídas, é necessário usar o sangue de um cavaleiro. Pelo visto você usou o seu não é? Por isso está tão lento nos ataques. – Percebe Ohko.
Shiryu sente sua visão turva. Ele vê Ohko duplicado.
- Você perdeu muito sangue não é mesmo? A menor hemorragia será fatal para você. Por que veio lutar assim? Quer mesmo ser o herói da Shunrei não é?
- Não é só pela Shunrei. Eu luto também pelos meus amigos. Pela amizade! – Responde Shiryu.
Ohko eleva seu cosmo e ataca Shiryu com violência, o lançando contra a muralha.
- Você vai morrer do mesmo jeito. A amizade não te servirá de nada! – Grita Ohko em cima de Shiryu pronto para atacá-lo novamente.
Shiryu tenta se levantar. Ohko olha para cima.
- Será que Ushio e Spica já conseguiram eliminar os cavaleiros que foram para o Monte Fuji? Espero que não falhem Pégaso Negro e Andrômeda Negro! – Pensa Ohko.
- Eu só posso vencer com a cólera do Dragão intensificando meu cosmo ao máximo! – Diz Shiryu.
Ohko escuta as palavras de Shiryu.
- Você não seria louco. Embora não tenha aprendido essa técnica, já que o Mestre quis a passar primeiro para você, eu sei muito bem o que ele dizia. Você não estando em perfeitas condições não pode usar esse golpe. Ao explodir seu cosmo, seu sangue entra em ebulição e reverte o fluxo das suas veias, assim como você fez com o fluxo da cachoeira. Seu corpo não suportará todas essas mudanças internas. Por acaso você não se recorda dos ensinamentos do Mestre Ancião?
- Me lembro de cada palavra que o Mestre Ancião disse quanto ao Cólera do Dragão e estou surpreso que você ainda se lembre disso Ohko. Ele me disse que usando esse golpe nesse estado, é como se o golpe se voltasse contra mim. Eu jamais me esqueci, mas se eu não fizer nada...
Shiryu se levanta e olha fixamente para Ohko. Ele retira sua armadura.
- Você enlouqueceu Shiryu? – Pergunta Ohko. – O que pretende fazer sem armadura?
- Nossa luta ainda não terminou! – Shiryu eleva seu cosmo.
Quanto mais Shiryu eleva seu cosmo, mas o seu sangue começa a jorrar. Ohko está abismado.
- Você é louco. Isso que está fazendo é o mesmo que se suicidar!
- Ohko talvez nada te abale e te faça chorar, eu te conheço bem. Nós que nunca tivemos ninguém nesse mundo, choramos pela amizade. E por isso lutarei mesmo que isso me leve à morte! – Diz Shiryu.
- Shiryu! – Ohko fica sem palavras.
Ohko se recorda dos treinamentos com o Mestre Ancião. De todas as vezes que Shiryu quis ser seu amigo e ele só queria rivalidade. Ele se lembra quando Shiryu o ajudou uma vez que ele se machucou. Ele percebe que aquele menino se tornou um homem honrado e sente que todas as suas convicções naquele momento perderam a força. Mas ele balança a cabeça e tenta evitar seus pensamentos.
- Então morra em nome da tal amizade, Shiryu de Dragão!
- Agora você vai sentir a potência da técnica mais poderosa do Dragão em sua maior proporção Ohko de Dragão Negro: “Cólera do Dragão.”
O poder é imenso e toma todo o local da Muralha da China. Ohko se surpreende.
- Que golpe magnífico... Aaaaaaaahhhhhhhhhh...
Ohko é lançado com violência contra o solo. Ele sangra muito. Shiryu vai ao chão.
- Ohko é extremamente forte... Mas eu venci... Agora que tudo acabou só devo esperar meu corpo perder todo o sangue...
- Não comemore sua vitória, Shiryu. – Ohko sangrando se levanta.
Shiryu deixa suas lágrimas caírem ao ver Ohko de pé. Ele olha para Shunrei amordaçada.
- Perdão minha querida Shunrei. Eu usei minhas últimas forças nesse golpe e fracassei. Usarei o que resta do meu cosmo para dar um sinal a meus amigos, para eles virem te resgatar. Isso antes de morrer... Ohko enfim vai me dar o golpe de misercórdia.
Ohko eleva seu dedo indicador e ataca o peito de Shiryu. O sangue do cavaleiro de Dragão para de jorrar.
- Pressionei um dos seus pontos vitais e sua hemorragia vai parar.
- O que? Mas por quê? Por que fez isso Ohko? Por que você salvou minha vida? – Shiryu está surpreso.
Ohko olha para Shiryu e sorri. Lágrimas caem de seus olhos.
- Você está chorando?
- Eu fiz isso porque talvez eu também tenha vontade chorar... Por isso que você chama de amizade... Mas talvez seja tarde... O Cólera do Dragão está começando a fazer o efeito devastador agora. Eu teria morrido bem antes se você estivesse nas suas condições normais. Eu deveria ter sido seu amigo Shiryu, ter escutado os conselhos do Mestre Ancião... – Ohko sangra pela boca.
Shiryu ampara Ohko.
- Você pode Ohko. Ainda pode sobreviver.
- Peça perdão para Shunrei e para o Mestre Ancião por mim, por favor. Eu segui um caminho errado, que só agora pude enxergar o erro das minhas motivações. O Mestre Ancião é o melhor mestre que eu poderia ter tido... Me perdoe se puder. – Ohko começa a desfalecer.
Shiryu senta Ohko e retira sua armadura negra. Ele tenta fazer Ohko suportar.
- Eu te perdoo Ohko. Fica em paz.
- Que você e Shunrei sejam felizes. Obrigado pela lição, nobre e legítimo cavaleiro de Dragão.
Ohko morre nos braços de Shiryu. Shiryu chora. Ele se levanta e vai até Shunrei, a desprendendo. Ele a abraça.
- Obrigada por me salvar Shiryu.
- Shunrei o Ohko era um homem perturbado. Fico feliz que tenha descobrido o caminho do bem antes de morrer. Você precisa regressar aos Cinco Picos e contar tudo o que ocorreu para o Mestre. Peça para alguém levar o corpo de Ohko que o Mestre Ancião saberá como agir. Eu preciso regressar ao Japão.
Shiryu e Shunrei deixam a Grande Muralha da China. Shiryu leva consigo o peitoral da armadura de Taça, que estava com Ohko. Aos poucos o local volta ao seu movimento normal.
SIBÉRIA ORIENTAL
Hyoga chega apressadamente a Sibéria e encontra vários cavaleiros negros colocando fogo nas geleiras, as derretendo.
- Mas por que eles estão fazendo isso? – Se pergunta Hyoga.
Hyoga avista Jacob amarrado e se irrita. Ele parte para cima dos cavaleiros negros.
- Vocês não farão mais nada contra essas terras!
Os cavaleiros negros, com armaduras similares a de Fênix, se olham entre si.
- Vejam só, um cavaleiro do gelo, vamos matá-lo. Não será ele que nos impedirá de derreter essas geleiras. As terras nórdicas serão uma nova Ilha da Rainha da Morte. – Diz um deles.
Hyoga se aproxima e é cercado.
- Não teria tanta certeza. Eu logo deterei vocês! – Diz Hyoga de olhos fechados.
- Seu moleque! – Os cavaleiros negros partem para cima de Hyoga.
Hyoga eleva seu cosmo e mostra não temer os invasores.
- Sintam o ar frio do meu golpe: “Pó de Diamante.”
- Aaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh...
Hyoga derrota vários cavaleiros negros e parte para caçar os demais. Todos são contidos e Hyoga se mostra cansado. Ele desamarra Jacob.
- Você está bem Jacob?
- Sim Hyoga, mas eu estava certo. Ele é quem está por trás de tudo isso!
Hyoga estranha a fala de Jacob.
- De quem fala?
- De mim Hyoga! – Alguém surge entre a neve, ao lado de mais dois cavaleiros negros com armaduras similares a de Fênix.
Hyoga não acredita em quem vê na sua frente.
- Não pode ser! Alexei!
Alexei está trajado com uma armadura negra de Cisne. Hyoga não consegue disfarçar a surpresa.
- Agora sou Alexei de Cisne Negro, e mostrarei ser muito mais forte que você. Agora sou um dos mais poderosos cavaleiros negros!
- Como você conseguiu sobreviver àquela imensa queda? – Hyoga se lembra de quando lutou com Alexei e o adversário caiu de uma montanha de grande altura.
Alexei sorri e faz sinal para os outros cavaleiros negros atacarem Hyoga. Assim eles o fazem, mas logo são derrotados por um único golpe de Hyoga.
Hyoga se aproxima de Alexei, que não mostra nenhuma reação.
- Muito bem Hyoga de Cisne, te direi a verdade. Fui salvo por uma entidade divina muito forte. Alguém que quer depor Athena do controle da Terra. E ele me guiou até a Ilha da Rainha da Morte e me tornei seguidor de Jango. Jango me garantiu o controle das terras nórdicas, mas para isso pediu para eu derreter todas as geleiras e comandar essas terras com o frio que sou capaz de criar.
Hyoga fecha os olhos e abaixa a cabeça.
- Como é tolo. Acha mesmo que fazendo uma extensão de uma Ilha quente aqui terá algum domínio com seu frio? Pensei que fosse mais esperto.
Alexei demonstra semblante irritado após o comentário de Hyoga.
- Sim, isso acontecerá porque matarei todos os cavaleiros com poder de criar ar frio. E você será o primeiro Hyoga. Receba minha nova técnica: “Impulso Negro.”
- O que? Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh...
Hyoga é lançado com violência contra o solo. Ele percebe que diferente do ataque anterior do Impulso Azul de Alexei como guerreiro azul, o impulso negro criava neve negra.
- Essas terras terão meu domínio com essa neve negra, Hyoga.
Hyoga se levanta com o rosto sangrando.
- Cretino. Me diga, onde está Natássia?
Alexei sorri com o comentário de Hyoga.
- Ela fugiu não foi? Ela foi a minha procura e logo a encontrei quando me tornei cavaleiro negro. A levei até a Ilha da Rainha da Morte, agora ela já está de volta a Bluegraad. Te matarei e irei para lá. Lá criarei o meu castelo negro de gelo.
- Sua ganância é ridícula Alexei! – Hyoga se revolta.
- Sem mais palavras: “Tempestade Negra de Gelo.”
- Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh...
Hyoga é congelado com blocos de gelo negro. Jacob grita e Alexei se vira.
- Assista a morte de Hyoga, moleque. Agora sou muito mais poderoso do que era como guerreiro azul. Dominarei muito mais terras, e começarei por Bluegraad. Morram juntos, adeus!
Alexei se retira do local. Jacob grita e chora. O cosmo de Hyoga se intensifica e explode a neve negra que o congelava. Ele se aproxima de Jacob e o desprende.
- Onde está Alexei?
- Ele disse que ia para Bluegraad Hyoga. Ele está mais poderoso do que antes. – Responde Jacob assustado e com frio.
Hyoga olha para o horizonte e fica pensativo.
- Eu percebi. Ele disse ter sido salvo por uma entidade divina, mas eu prefiro chamar de entidade maligna. Será um deus maligno que quer derrotar Athena? Preciso encontrar Alexei.
Hyoga deixa Jacob em um lugar seguro e parte. Aquelas terras da Sibéria agora estavam protegidas sem a ação dos cavaleiros negros.
BLUEGRAAD
Em um igló de neve negra que Alexei está iniciando a construção do seu castelo de neve negra, o antigo guerreiro azul está com Natássia conversando. Ela segue questionando o irmão.
- Por que matou nosso pai Alexei? E porque me levou para aquela Ilha horrível?
Alexei está de pé de costas para Natássia olhando para o lado de fora do igló.
- A levei para protegê-la Natássia. A intenção inicial era derreter toda a geleira das terras nórdicas, mas o idiota do Hyoga derrotou os cavaleiros negros mandados por Jango para me auxiliar. Eles são muito fracos, com isso não derreterei mais nada. Dominarei tudo com minha neve negra, depois converso com Jango.
- Me responde sobre nosso pai! Você insiste em sua ganância de domínio Alexei, pare com isso. Por favor, diga que não é verdade que foi você quem matou nosso pai.
Uma explosão ocorre na frente do igló. A neve que estava negra volta a ficar branca.
- Mas o que é isso? – Alexei deixa o igló. – Fique aí Natássia.
- Infelizmente essa é a verdade Natássia. Alexei é um assassino sórdido. – Quem surge respondendo é Hyoga.
Hyoga e Alexei voltam a se encarar enquanto a fina neve cai. Toda a neve negra é transformada em branca.
- Eu realmente estou surpreso que você sobreviveu e veio até aqui Hyoga de Cisne. Pois bem, agora veremos enfim quem é mais digno de ser o cavaleiro de gelo da constelação de Cisne.
- Vou deter sua ganância Alexei de Cisne Negro. Me entregue agora a parte da armadura de Taça que sei que está com você que pouparei sua vida. – Responde Hyoga.
Alexei sorri e se aproxima.
- Poupar minha vida? Você quase morreu lá na Sibéria, ficou totalmente congelado.
- Seu golpe me congelou apenas superficialmente.
Alexei eleva seu cosmo. Natássia grita de dentro do igló para eles pararem.
- Agora o próximo golpe será fatal Hyoga: “Tempestade Negra de Gelo.”
Hyoga consegue deter o golpe com seu ar frio. Alexei se mostra perplexo.
- Já te disse Alexei. Seu frio jamais vai congelar minha armadura de Bronze que viveu séculos nas geleiras. Você já me atacou desse jeito e foi inútil.
Alexei se mostra impaciente e cerra os punhos.
- Eu te feri bastante Cisne. Mas não vou mais brincar com você, te matarei sem piedade.
Hyoga fecha os olhos.
- Sim me feriu. Mas agora já conheço seus truques. Está na hora de você conhecer meu ataque não mais como um aspirante, e sim como um legítimo cavaleiro! – Responde Hyoga.
Hyoga e Alexei queimam seus cosmos. Natássia está aflita sem saber o que fazer.
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