Saint Seiya: New Classic Universe!

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Notas iniciais
Olá galera. Hoje darei seguimento a terceira temporada da história. Espero que gostem. Preciso muito saber a opinião de vocês, por favor, deixem um comentário. Boa leitura.

Passam-se 2 horas após o estranhamento entre Seiya e Jabu. Seiya resolve ir até o orfanato onde ele tanto tempo viveu com a irmã. Ele adentra o orfanato e vê os garotos brincando. Ele se lembra de sua época. Na mesa do portão de entrada, está um jornal e Seiya o pega para ler. Ele vê o anúncio do Torneio Galáctico.

— Então o tal torneio deve começar em breve.

Os meninos veem Seiya e o reconhece de fotos antigas do orfanato, onde foi dito que ele era um dos garotos mandados para fora do país para conquistar uma armadura para disputar o torneio.

— Vejam. É o Seiya!

Os meninos começam a fazer perguntas a Seiya, que se esquiva. Logo Seiya vê que quem está cuidando do Santuário é Mihu.

— Mihu, quanto tempo! – Seiya acha Mihu linda.

— Seiya... Que surpresa ver você depois de 6 anos!

— Eu também me surpreendi de vê-la ainda aqui, Mihu.

Mihu fica próxima de Seiya.

— Eu continuo órfã e não tinha para onde ir. Pedi para a administração do orfanato para me deixar trabalhar aqui. Eu adoro crianças sabe? Com o tempo eu me tornei a administradora daqui. A Fundação GRAAD ainda ajuda aqui financeiramente junto com a Solo Comércio Marítimo, mas as empresas já não se envolvem na administração, principalmente após a morte de Mitsumasa. Com os recursos, eu cuido de tudo aqui.

— Você sabe para onde minha irmã foi Mihu?

Mihu confirma para Seiya a história contada por Saori.

— Aquele Mitsumasa desgraçado... Sempre só quis saber dos órfãos para serem atletas olímpicos ou cavaleiros. Ele nem quis procurar minha irmã. Que homem cruel, sádico!

— Ela foi procurada, mas não foi encontrada. – Diz Mihu.

— Duvido que uma fundação desse tamanho não a encontraria. Que papo furado. – Seiya vira de costas.

Mihu fecha os olhos. Seiya volta a ficar de frente a Mihu e a chacoalha.

— Vou perguntar de novo Mihu, você não sabe mesmo aonde foi minha irmã? Vocês eram muito amigas. Não faz a menor ideia? Pense Miho, por favor! – Seiya está descontrolado.

Mihu se desvencilha de Seiya.

— Seiya, eu sinto muito mais eu não posso ajudá-lo...

Seiya respira fundo e se acalma.

— Não precisa se desculpar Mihu. A culpa é toda minha. Eu esperava que descobriria algo dela vindo aqui. E me desculpa, sei que estou sendo egoísta pensando apenas em mim.

— Talvez você consiga encontrá-la se vencer o torneio. Ele será transmitido pelo mundo inteiro, sua irmã poderá vê-lo. Talvez ela também esteja o procurando e Seika pode reconhecê-lo na TV. Ganhe esse torneio, com isso você será terá sua imagem muito mais destacada.

Seiya coloca a mão no queixo e fica pensativo. Mihu de fato tem razão.

— Eu e as crianças vamos torcer por você. Você conseguirá Seiya.

— Obrigado Mihu! – Seiya pega as mãos de Mihu e ela fica tímida.

Seiya olha para o céu.

— Minha querida irmã, eu vou vencer todas as lutas para você poder me ver...

SANTUÁRIO – GRÉCIA

Hyoga chega à entrada do Santuário com sua urna nas costas.

— Parece que enfim encontrei. Depois de tanto procurar, encontrei o misterioso Santuário. Se eu não fosse cavaleiro jamais conseguiria acesso a esse lugar. Não consegui encontrar Natássia, pedirei ajuda a meu mestre Camus. Os soldados me deixaram passar ao ver que eu era discípulo de Camus e demonstraram por ele um imenso respeito.

— Para trás invasor! – Alguém impede a passagem de Hyoga.

— Essa armadura prateada... Quem é você?

— Eu sou Babel de Centauro, um cavaleiro de Prata. E você o que quer aqui?

Hyoga se aproxima de Babel.

— Eu sou Hyoga de Cisne, o cavaleiro de Bronze treinado por Camus.

— Então você é o discípulo de Camus? Conseguiu retirar a armadura das gelerias eternas da Sibéria?

— Sim. – Confirma Hyoga. – Eu quero falar com meu mestre.

Babel volta a se colocar na frente de Hyoga, que queria ter acesso a ponte suspensa. Hyoga estranha.

— Você não vai a lugar nenhum. Não tem autorização de entrar nesse sagrado local.

Hyoga não entende o fato de não poder entrar no Santuário.

— Por que não? Eu também sou um cavaleiro de Athena.

— Camus não o quer aqui por enquanto. E como você é seu discípulo, deve obedecê-lo.

Hyoga estranha o comentário de Babel, mas insiste em adentrar o local.

— Eu preciso da ajuda dele para uma situação. – Explica o cavaleiro de Cisne.

— Cavaleiros não lutam por interesses pessoais. Se insistir eu mesmo darei cabo de você. – Ameaça Babel.

— Eu tenho que falar com o mestre Camus. – Hyoga tenta entrar a força.

Babel volta a se colocar a frente.

— Você que pediu. Sinta o poder de um cavaleiro de Prata: “Turbilhão das Chamas.”

— Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhh... — Hyoga sai rolando a ponte suspensa.

Hyoga segura sua urna, que caiu no chão. A urna se abre e Hyoga traja a armadura de Cisne.

— Vai continuar se rebelando contra o Santuário? – Pergunta Babel.

— Não estou me rebelando. Apenas necessito falar com meu mestre. Como cavaleiro tenho esse direito.

— Basta: “Turbilhão das Chamas.”

O potente golpe de Babel envolve todo o corpo de Hyoga.

— Entendeu seu cretino? Basta um segundo para eu reduzir seu corpo em cinzas.

Babel percebe que todo o seu golpe ficou congelado no ar.

— Mas é impossível! As chamas subiram e congelaram!

— Desculpe Babel. Mas eu preciso entrar: “Trovão Aurora, Ataque.”

Babel detém o golpe por um instante, mas logo seus braços são congelados.

— Incrível!

Alguém se aproxima do combate dos dois.

— Reconheci seu cosmo. Imaginava que era você!

Hyoga avista quem se aproxima e reconhece.

— Então é você... Milo!

— Sim. E você o garoto irresponsável que era treinado por Camus. Você de fato não tem medo de morrer não é, seu inconsequente.

Hyoga mede Milo se lembrando de quando o mesmo o salvou. Ele insiste.

— Eu só vim falar com meu mestre!

Babel olha para Milo com admiração.

— Não se preocupe Milo. Eu mesmo vou conter esse rebelde.

— Não Babel. Ele irá embora. Camus quer que ele vá ao Japão, onde tinha prometido que iria regressar quando conseguisse a armadura.

Babel concorda com Milo.

— Tudo bem. Mas não perca seu tempo aqui. Deter os invasores é missão dos cavaleiros de Prata.

— Eu não sou um invasor! – Hyoga eleva o tom de voz.

Milo se aproxima de Hyoga. Seu cosmo faz Hyoga travar.

— Se quer encontrar com seu mestre, vá ao Japão e ganhe o tal torneio. Ele te preparou para isso. Essa é sua missão de agora em diante.

Hyoga está fascinado com o cosmo de Milo.

— Mas que cavaleiro é você? Que cavaleiro é meu mestre? Vejo que todos aqui têm imenso respeito por vocês. Qual o cargo de vocês?

Milo se vira de costas.

— Sem mais perguntas. Você sabe muito bem o que tem que fazer agora.

Hyoga também se vira.

— Está certo. Provarei o meu valor, ganharei o torneio e trarei o prêmio ao meu mestre Camus. Devo tudo o que aprendi a ele. – Hyoga se retira.

Milo olha Hyoga e começa a ter admiração por ele. Babel está perplexo.

— Ele é apenas um cavaleiro de Bronze e conseguiu a façanha de congelar meus braços...

— Vá ao centro médico do Santuário, Babel. Isso foi apenas superficial. Mas de fato Hyoga tem todas as condições de vencer esse torneio. O que Aioros pretende? Qual será o prêmio para esse torneio?

Na casa de Aquário, Camus está pensativo.

— Hyoga... Vença esse torneio. Esqueça seus sentimentos pessoais.

Shura surge na casa de Aquário, atrapalhando os pensamentos de Camus.

— Você regressou Shura?

— Sim. E necessito falar com Aioros. – Shura sai correndo. Camus resolve não interceptá-lo.

Shura chega diante de Eros na casa de Peixes. Há pouco, Eros estava na biblioteca mitológica, e sentiu o cosmo de Shura.

— O que quer aqui Shura?

— Vim falar com Aioros. Não fique no meu caminho!

Eros encara Shura.

— Daqui você não passará!

— Vai querer encarar uma guerra de mil dias? É dito que um confronto entre cavaleiros de Ouro é tão equilibrado que pode não ter fim.

Eros fecha os olhos.

— Eu sei. Você já quis me confrontar antes, confrontar o Aldebaran...

Shura ergue sua mão quando os dois escutam a voz de Aioros.

— “Deixe-o vir até aqui, Eros.”

Eros encara Shura e passa por ele. Shura se dirige até a sala do Grande Mestre e avista Aioros de pé, com as vestimentas de Patriarca.

— Está exibido como Grande Mestre, não é Aioros de Sagitário?

— Por mim permaneceria apenas na casa de Sagitário com minha armadura, mas tenho que fazer a vontade do senhor Shion. O que deseja comigo?

— Quero saber que história é essa de Torneio Galáctico! Um torneio exibicionista para moleques que conquistaram armaduras de Bronze podendo morrer e agindo como se fossem palhaços de circo.

Aioros fecha os olhos.

— É uma estratégia do Santuário. Uma estratégia criada anos antes pelo senhor Shion.

— Cavaleiros não podem lutar por interesses pessoais, cavaleiro de Sagitário!

Aioros balança a cabeça negativamente, abre os olhos e olha fixamente para Shura.

— Não será por interesses pessoais. Esses garotos precisam descobrir o que é ser cavaleiro. E temos mais de um inimigo para nos preocuparmos. Não podemos arriscar nosso exército esperando a ação deles. Temos que atrai-los.

— E onde está Athena?

Aioros fecha os olhos.

— Athena está intimamente ligada a esse torneio.

— Será? Você não a matou?

Aioros vira de costas.

— Vou fingir que não ouvi o que disse. Retire-se Shura. Mostre que é um cavaleiro digno na hora da grande batalha.

— Ainda vou tirar você desse posto por incompetência, Aioros, pode esperar! — Shura se retira da sala do Grande Mestre. Aioros balança a cabeça negativamente.

TÓQUIO – JAPÃO

FUNDAÇÃO GRAAD

Passa-se um mês. Shiryu não ficava na fundação, mas estava em um apartamento simples na cidade de Tóquio com Shunrei. Seiya preferia ficar no orfanato com Mihu. Os demais cavaleiros seguiam na fundação aguardando o torneio e isso já estava os incomodando. Saori está na sala da fundação sentada na cadeira de seu escritório lendo uns papéis. Mii se aproxima.

— Senhorita Saori, chegou mais uma carta para você da Grécia.

Saori abre a carta e começa a lê-la.

— É uma carta de Aioros. Ele me confirma que os cavaleiros que foram pedidos para ser inscritos por Algol e Aioria já estão a caminho. E disse para eu inscrever também o cavaleiro de Lebre, pois a armadura já tem um detentor. Ele confirma também que o cavaleiro de Cisne deve estar a caminho, esse oriundo aqui da Fundação.

— Então praticamente todos devem estar presentes. Apenas um não deu sinal. – Percebe Mii.

— Sim, mas o manterei inscrito como sugeriu Aioros. Não tenho mais tempo para perder Mii. Por favor, faça o sorteio pelo computador e comunique os sete garotos que deixaram suas armaduras aqui.

Mii prepara o sorteio e Tatsumi fica encarregado de avisar os garotos. Shiryu recebe a notícia e resolve ir até o orfanato onde viveu quando criança.

— Esse foi o orfanato onde morei, Shunrei. Agora vou ficar na fundação porque o torneio já vai começar.

Shiryu adentra o local e encontra Seiya e Mihu.

— Seiya!

— Shiryu!

Os dois amigos se abraçam e se reveem após tantos anos.

— Enfim começará o tal torneio Seiya.

— Eu soube. Até que enfim. Para ser sincero só vou disputar par a tentar encontrar minha irmã. Não vejo outra motivação, já que não vejo motivo para cavaleiros entrarem num circo desses.

— Meu mestre me disse para disputar, que eu tenho tudo para evoluir como cavaleiro. Por isso quero mostrar minha capacidade. Ninguém nunca acreditou em mim como o Mestre Ancião. – Diz Shiryu.

Mihu e Shunrei se conhecem. Logo Seiya e Shiryu são chamados atenção com alguém se aproximando.

— Amigos!

— Shun! – Gritam Seiya e Shiryu.

Os dois felizes por verem que Shun regressou do treinamento com vida o abraçam. Embora todos já estarem um tempo no Japão, por nem Seiya, nem Shiryu ficarem na fundação, ainda não tinham se reencontrado.

— Seiya, Shiryu... O torneio vai começar e nem sinal do meu irmão...

— Sinto dizer, mas acredito que Ikki não resistiu aquele inferno. Mas Shun, somos seus amigos, estamos do seu lado. – Diz Shiryu.

— Vou disputar esse torneio na esperança de ainda encontrá-lo. – Shun deixa uma lágrima cair.

Notas finais
Próximo capítulo de Saint Seiya: New Classic Universe: "O Início do Torneio Galáctico."