Saint Seiya Master: Sanctuary Battle!
16 O Misterioso Grande Mestre do Santuário!
Notas iniciais

Os cavaleiros de Bronze estão muito emocionados com o retorno de Ikki vivo no jardim da Mansão Kido. Saori, mesmo ainda emocionada, se aproxima e fala com os cavaleiros.
— Cavaleiros sei que tenho que ter uma conversa muito séria com vocês. Eu estou muito contente por todos vocês estarem bem e por terem recuperado as partes faltantes da armadura de Ouro de Sagitário. Por favor, vamos a clínica da fundação cuidar de seus ferimentos e depois vocês merecem descanso. Se recuperem e depois conversaremos.
Seiya estava afoito, mas ele percebe que Saori tem razão. Todos vão à clínica e recebem bolsas de sangue além de cuidar de seus ferimentos. Apenas Ikki está em condições normais. Ele acompanha Shun em sua recuperação. Depois de receberem os primeiros socorros, os cavaleiros vão para seus quartos na clínica para ficarem de repouso ainda precisando de cuidados.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
SALÃO DO GRANDE MESTRE
A grande sala do líder dos cavaleiros de Athena está com um ar sombrio. O Grande Mestre do Santuário está sentado no trono que fica acima de alguns degraus de escada. Ele agora está com uma grande capa branca, um colar colorido e seu elmo é agora na cor vermelha, além de uma máscara escura que cobre o seu rosto. De frente a ele está um soldado raso lhe trazendo informações.
— Maldição! Essa notícia não pode ser verdadeira! Cinco cavaleiros de Prata mortos?
— Infelizmente já averiguamos e já confirmamos que é verdade senhor. – Diz o soldado de cabeça baixa.
O Grande Mestre se levanta bastante alterado.
— Chame Pôncio de Compasso imediatamente aqui!
— Sim senhor! – O soldado se retira.
Minutos depois Pôncio se apresenta diante do Grande Mestre.
— Estou presente senhor!
— Que história é essa de cinco cavaleiros de Prata mortos Pôncio?
Pôncio olha bastante sério para o Mestre do Santuário.
— Senhor, Marin de Águia, a amazona que treinou um dos cavaleiros de Bronze nos traiu e ajudou os cavaleiros de Bronze atrapalhando nossa missão.
O Grande Mestre da um soco no braço do trono e se levanta.
— E a traição de uma amazona de Prata causa toda essa balburdia? Seus companheiros foram incompetentes!
— Tem razão senhor. – Pôncio fecha os olhos.— Eu planejei tudo perfeitamente. Convoquei Misty de Lagarto, Marin de Águia, Asterion de Cães de Caça e posteriormente Mouses de Baleia para assassinar os cavaleiros de Bronze. Deixei Babel de Centauro responsável por cuidar das partes que tínhamos da armadura de Ouro de Sagitário e de atrair algum deles que a buscasse para a morte, além de destruir a tal mansão da família da garota. Sírius de Cão Maior tinha a missão de destruir a fundação e o Coliseu criado por aquela fundação, sequestrar Saori Kido e quando obteve informações de que ela se encontrava na mansão, foi até lá. Não imaginava que esses cavaleiros de Prata fossem mortos nem da traição de Marin.
O Grande Mestre anda de um lado para o outro perto do trono. Pôncio o olha com atenção.
— Nunca imaginava que cavaleiros de Prata fossem tão imprestáveis. Você deve mudar a estratégia Pôncio. Talvez até a armadura de Sagitário tenha os auxiliado, então vamos atacar a fonte. Sequestre a garota que eles virão resgatá-la, e será muito mais fácil matar todos. A armadura a partir daí será recuperada com facilidade.
— Certo senhor, mas será que a garota terá condições de de repente...
— Não! — Interrompe o Grande Mestre.— Ela não cresceu no Santuário, ainda não tem capacidade de nada. Inclusive ela também deve receber acusações para todos terem a vontade de matá-la e eu nem precisar sujar minhas mãos. Por isso não devemos perder tempo!
Pôncio olha para cima e parece já ter ideias de como agir.
— Sim senhor. Já sei que medidas tomar e quem convocar para acabar com todo esse problema de vez. – Responde Pôncio.
— Então vá, apresse-se!
Pôncio cumprimenta o Grande Mestre e parte. O Mestre volta a sentar no trono.
— Miseráveis! Mas tudo isso acabará em breve.
Shaina está andando entre os pátios e está próxima ao caminho que leva as imensas escadarias que em seu destino final chegam ao salão do Mestre do Santuário.
— Será verdade que Marin traiu o Santuário? Provavelmente tenha feito isso para proteger o Seiya, mas ela sempre foi tão justiceira...
Pôncio surge de surpresa diante da amazona de Serpente.
— Shaina você não queria tanto matar Seiya de Pégaso? Pois será essa sua missão. Só aguarde o meu sinal. Você o matará e todos os outros cavaleiros que têm a audácia de dizer que aquela garota que promoveu o torneio é Athena!
— Como? Não acredito que eles se atrevem a isso! – Shaina está surpresa.
— Exatamente. Eles querem usar a força acima de um humano comum para interesses pessoais e a garota não seria diferente, quer ser aproveitar. A morte deles é a punição correta! – Diz Pôncio partindo do local.
Shaina fica pensativa olhando em direção a sala do mestre.
TÓQUIO – JAPÃO
CLÍNICA DA FUNDAÇÃO GRAAD
Se passa mais um dia e logo anoitece. Seiya, Shiryu, Hyoga e Shun dividem o quarto enquanto estão em tratamento. Cada um está deitado em sua cama. Seiya está com o controle remoto na mão e não para de mudar os canais de TV.
— Seiya, pare de trocar de canal toda hora. – Pede Hyoga.
— Eu já não aguento mais ficar aqui! – Responde Seiya.
Shiryu se senta em sua cama.
— Nenhum de nós Seiya. Já estamos bem e ainda nos seguram aqui.
Hyoga olhando para o teto comenta:
— Será que terá a semifinal daquele torneio galáctico agora que o Coliseu GRAAD foi destruído? Recuperamos a armadura de Ouro inteira.
— Não, acredito que não tem mais condições de ter nenhum torneio. Para mim nunca houve sentido esse torneio, agora menos ainda. – Responde Shun.
A porta se abre e Ikki entra no quarto. Shun sorri.
— Que bom que veio Ikki!
— Como vocês estão? – Pergunta o cavaleiro de Fênix.
Todos afirmam estarem bem, mas angustiados de permanecerem ali.
— Falei com o médico e amanhã todos vocês receberão alta. Me diga Hyoga, seu peito está bom, você se recuperou e... Sei lá, ta tudo bem?
Hyoga olha para Ikki.
— Sim, já estou bem melhor.
— Que bom... – Ikki vira de costas.
— É a forma do meu irmão te pedir desculpas Hyoga.— Diz Shun sorrindo.
Todos riem. Ikki fica de costas sem graça.
— Ikki você já esteve diante do Mestre do Santuário?— Pergunta Seiya. – Eu recebi minha armadura dele e sentia vindo dele um cosmo bom, pareceu tanto um justiceiro. E agora tudo isso!
Ikki vira de frente para Seiya.
— Não estive diante dele, mas é um sujeito que me causa muita estranheza. Meu mestre era o cavaleiro de Prata de Fornalha, porém ele seguiu caminhos tortuosos e desafiou o Grande Mestre e com isso foi repreendido e punido, sendo mandado para a Ilha da Rainha da Morte como castigo e nele foi colocada uma máscara que selava a Ilha, já que os cavaleiros negros começavam a querer agir contra o Santuário como cavaleiros renegados. Com isso o Grande Mestre se mostrou um grande justiceiro impedindo o mal tanto de meu mestre como dos renegados. Soube por Esmeralda que meu mestre Guilty depois de pouco mais de dois anos na Ilha já havia se arrependido de sua conduta e estava querendo se redimir, com isso mandou uma carta ao Santuário querendo ver e se desculpar com o Grande Mestre. O próprio Mestre do Santuário esteve dias depois na Ilha e conversou isoladamente com Guilty e trocou a máscara de meu mestre por uma que simbolizava um oni, que é um demônio japonês. A partir desse dia Guilty ficou bastante atordoado e logo se tornou um sujeito maligno pior do que era quando foi punido. Foi na época em que cheguei à Ilha e ele me treinou com imenso ódio e me despertou todo aquele mal, era um psicopata. Ele se transformou em um monstro que só demonstrava ódio por tudo, tanto que matou sua própria filha sem nenhum remorso. O Grande Mestre que antes havia demonstrado ser um justiceiro pareceu ser o homem que trouxe novamente o mal para a mente de Guilty.
Todos os cavaleiros se olham abismados com a história contada por Ikki. Seiya se levanta bastante agitado.
— De início eu achei que ele queria nos punir apenas por conta da criação do Torneio Intergaláctico e Marin me disse que um cavaleiro pode ser punido por agir com interesses pessoais, e o próprio me disse quando me entregou a armadura. Porém ele só mostra maldade, se aliou com renegados e está querendo que todas as pessoas cedam as suas vontades. Marin já percebeu isso tanto que me ajudou derrotando Asterion.
Hyoga se levanta e vai olhar pela janela bastante confuso.
— Meu mestre Camus nunca falou muito sobre o Grande Mestre. Alías, nem sobre ele próprio ele me falava muito. Ele só disse que o Grande Mestre era veterano e o mesmo comandava o Santuário há muitas décadas, e com tudo isso que descobrimos é como se hora ele fosse justiceiro e hora ele fosse maligno!
Shiryu se lembra das palavras do Mestre Ancião. Shun segue sentado na cama pensativo.
— Por isso amanhã recebendo alta irei até a Ilha de Andrômeda conversar com meu mestre. Ele falava muito bem do Grande Mestre, mas quando eu estava para terminar meu treinamento ele parecia um pouco contrariado quanto as atitudes dele.
Ikki abre a porta para ir embora sem falar nada.
— Já vai embora Ikki? – Pergunta Shun.
— Vou refletir. Porém amanhã faço questão de ir com vocês atrás da mimadinha da Saori ver o que ela tem a dizer sobre essa armadura de Ouro que está em sua posse desde que o maldito do Mitsumasa a conseguiu. Se é que ela vai falar algo que preste.
Ikki vai embora. Os cavaleiros resolvem descansar, pois já é tarde.
MANSÃO KIDO
Saori está reunida na sala com Tatsumi falando no celular. Ela desliga e olha para o mordomo.
— Tatsumi, amanhã os cavaleiros receberão alta. Chegou a hora de contar toda a verdade, não da mais para adiar.
— Acho que a senhorita tem razão. Vá descansar, amanhã será um dia bastante cansativo.
Saori concorda e vai para seu quarto dando boa noite a Tatsumi.
A jovem senta na sua cama pensativa. Ela logo se deita e lágrimas começam a cair de seus olhos. Ela chora compulsivamente.
— Como será a partir de agora? Como será a reação deles? Será que devo mesmo contar?
Saori acaba caindo no sono tão cansada emocionalmente que estava.
Um novo dia amanhece. Logo pela manhã bem cedo os cinco cavaleiros de Bronze se aproximam no portão da mansão. Eles avistam três soldados do Santuário de frente ao portão.
— Os cavaleiros de Bronze estão todos no hospital, vamos invadir e raptar aquela garota. A armadura de Ouro deve estar aí, o mestre ficará bastante satisfeito. – Diz um deles.
— Vamos. Já fizemos o que ele nos pediu aqui no Japão, as pessoas estão com medo e darão as riquezas que o mestre pediu. Voltar com a armadura e a garota nos fará ganhar muitos pontos no Santuário! – Responde outro.
Eles se preparam para atacar o portão, mas uma corrente prende as mãos de um deles.
— O que?
— “Onda Relâmpago!
— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh... — O choque emitido pela corrente de Andrômeda derrota os três instantaneamente. Os cavaleiros de Bronze se aproximam e apenas Shun está trajado de sua armadura, enquanto Seiya está com a urna de sua armadura nas costas.
— Sabia que vestir minha armadura antes de sair do hospital seria importante. – Comenta Shun.
— Por que querem raptar a Saori? Vamos logo falar com ela. – Diz Hyoga.
Os cinco cavaleiros de Bronze avistam que vários homens estão trabalhando na mansão consertando tudo o que havia sido destruído dias atrás por Sirius. Saori já está no jardim e ao vê-los respira fundo. Ela está muito bela, maquiada com um vestido longo branco e os cumprimenta. Seiya observa a beleza de Saori por alguns segundos, mas logo é o primeiro a tomar a palavra.
— Saori nos diga de vez o porquê seu avô tinha a posse dessa armadura de Ouro. Por que teve um cavaleiro de Prata e agora soldados do Santuário querendo te raptar? E por que essa insistência tão grande do Santuário de nos matar se nem lutamos mais por aquele maldito torneio?
— Fico feliz que estejam todos recuperados. – Responde Saori.
Os cavaleiros olham entre si com cara de contrariados.
— Esta não é uma visita de cortesia. Viemos esclarecer algumas coisas. – Seiya diz rispidamente.
— Eu penso que... Como cavaleiros vocês devem se unir para eliminar o mal do Santuário. E com a ajuda da fundação será mais fácil. Então eu posso dar as coordenadas a vocês.
Saori recua em fazer qualquer revelação para eles. Os cavaleiros se irritam e viram de costas.
— Esperem! Aonde vocês vão? – Pergunta Saori.
— Não é da sua conta. Você já está com a armadura de Ouro aí, agora vamos cuidar de nossas vidas. Não conte mais com a gente!— Diz Seiya.
Saori se aproxima dos cavaleiros que estão de costas. Ela volta a chamá-los.
— Eu não posso permitir que vocês vão embora.
— Ah não pode permitir? Você não nos conta nada. A partir de hoje nós vamos viver nossas vidas normais. Vou atrás da minha irmã, não quero mais a sua ajuda! – Grita Seiya.
— Não perca tempo com ela Seiya, vamos embora! – Diz Shiryu.
Saori se sente acuada. Ela percebe que os cavaleiros estão decididos e lembra-se da conversa que teve na noite anterior com Tatsumi. Ela percebe que de fato não tem mais como esconder nada.
— Vocês não podem ir embora. A batalha não terminou!
— Que batalha você se refere? Tem outro projeto para depois do maldito torneio? Se gosta tanto de lutar se inscreva no UFC, lá existem competição de lutas famininas, e nos deixe em paz. Quanto ao que está ocorrendo no Santuário isso não lhe diz mais respeito. Os cavaleiros somos nós, não você!— Seiya está bastante irritado.
Saori eleva seu cosmo e um cetro dourado surge em suas mãos. Os cavaleiros se viram impressionados.
— O que é aquilo? – Questiona Hyoga.
— Já está na hora de vocês saberem tudo sobre o meu avô, sobre a armadura de Ouro e sobre mim!— Diz Saori.
— Mas que cosmo é esse que ela está emitindo? – Questiona Ikki.
O cosmo de Saori brilha. Os cavaleiros estão confusos a olhando com o cetro dourado na mão direita.
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