Saint Evil
1 Introdução
A imagem inicial mostra um prédio pequeno com outros prédios ao lado, há um ponto de ônibus junto da grade do prédio e pessoas entediadas esperando sua condução. O rosto de uma mulher com as veias saltando no pescoço surge:
Mulher: Sua maldita...não sabe o quanto me esforço todos os dias e ainda faz isso comigo!
Tsanki: Sou maldita sim! Comecei a ser maldita desde o momento em que você me pariu! Aliás, conhece o termo a puta que pariu?
Uma menina emburrada e de braços cruzados responde a mulher, ela já parece ser bem grandinha e ter seus quinze anos.
Mulher: Por que raios você comeu meu milk shake dietético?! Vai ter que pagar!
Tsanki: Não tenho culpa de você ser um barril!
As pessoas que esperam o ônibus reparam na discussão e olham para cima com cara de “WTF?”.
“Discussões ocorrem nas melhores famílias...” o nosso narrador é um pequeno homúnculo de cartola e fraque, ele tem chifres saindo da cartola e está sentado no ombro da menina que brigou com a mãe. “Não pense que eu estou falando por falar:
Vejamos a família de Alexandre, o grande, a de Hitler e a de Jesus. Você não vê conflitos nelas? A mãe de Alexandre era uma incestuosa e acabou matando seu marido para ver o filho assumir o poder. Já a de Hitler pensou em abortá-lo, muita gente concorda que ela deveria mesmo ter feito isso, não é? Mas nada se compara a mãe de Jesus. Será que ele é filho de Deus realmente? Pena não existir exame de DNA nesta época, evitaria o nascimento de um megalomaníaco.”
Tsanki: Ei, garota, tira suas coisas dessa banca que ela é minha.
Irah: Tsanki...Vocês brigaram de novo não foi?
Uma menina de cabelo curto está ao lado de Tsanki, em uma sala de aula.
Tsanki: Desculpe, mas isso definitivamente não é da sua conta.
Irah: Está bem.
Tsanki: Não faça essa cara de resignada! Odeio isso, Irah.
Irah: É que achei que você quisesse desabafar depois de tudo...
Tsanki: Não, é para isso que as pessoas pagam psicólogos.
Irah: De vez em quando é bom economizar e conversar com os amigos.
Tsanki: Somos amigas?
Um garoto entra na sala e vai conversar com as duas:
Max: Bom-dia, Irah! Bom-dia, Tsanki!
Tsanki: Bom-dia, Max.
Max: Irah! Pensei que nem vinha hoje! Fiquei muito preocupado quando soube que perdeu seus pais...
Irah: Já me acostumei, já passou uma semana.
Max: Ah! Desculpe! Mas mesmo assim, meus pêsames.
Tsanki em pensamentos: Ela ficou órfã! Céus! Conheço essa menina desde criança e ela nem ao menos contou dos seus pais. Irah, você é muito mosca morta! Por que não desabafou?
Irah: Não fale dessas coisas na frente da Tsanki. Não quero que ela se sinta mal por minha causa.
Max: Hm...está bem então.
Eles se olham, parece não haver mais assunto, apenas reticências e um ambiente tenso.
Max: Tsanki, está a fim de ir a uma festa esta noite? Na casa do Roy, seus pais estão viajando e seria mesmo fantástico! Seria como nos filmes americanos sobre adolescentes loucos e...
Tsanki: Deixe de ser insensível, Max! Não está vendo que a minha amiga perdeu sua família?!
Todos se surpreendem e olham Tsanki, ela fica sem graça mas logo sorri.
Tsanki: Eu só posso ir se a Irah for. Ela precisa se animar.
Max cochichando: Mas ela é um pouco...fora dos nossos padrões, Tsanki.
Tsanki enumera as “qualidades” de Irah nos dedos: Ela se veste mal, não sabe iniciar uma conversa, nem é a primeira aluna da classe...mas e daí? Vamos deixá-la de lado por isso?
Max: Não, claro que não. Está nos ouvindo, Irah?
Irah: Desculpe, o que você disse?
Tsanki: Irah, querida, você tem uma festa pra ir hoje a noite e nada de trajes de luto, hein?
Max: Ei, eu vou de preto! Algo contra? Preto está na moda! Você não vê filme americano?
Notas finais
PS.: Tsanki é só revoltada, não a odeie. Sinta pena dela. xD
Não odeie o homúnculo, ele pode te pegar a noite.
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