Sailor Moon - The New Generation
2 Quando os destinos se cruzam!
Notas iniciais
Já fazia dois dias que Bummie estava morando com as meninas. No momento, todas corriam para se arrumar. Ou melhor, quase todas. Mizu preparava o café da manhã.
– Mizu, tem algum livro para você levar hoje? — Perguntou Liih, do alto da escada. A morena estava arrumando a bolsa da amiga. -
– Tem! Culinária nível básico! — Respondeu Mizu, preparando omelete. -
– Ok! — Concordou Liih, indo pro quarto. -
– Qual é o professor louco que já pede livro no primeiro dia de aula? — Riu Buu, terminando de se arrumar. -
– Mizu faz gastronomia a um ano já. — Comentou Hellen, colocando a mesa com Cielly. — Cielly, o Gilgamesh já voltou de Paris?
– Voltou. — Respondeu Cielly, animada. — Ele vem me buscar de carro hoje. Vamos para a faculdade juntos!
– Ah, Paris! — Suspirou Buu, se sentando – Onde tem a melhor faculdade de moda do mundo!
– Por que não tentou para lá? — Perguntou Liih, descendo com duas bolsas. -
– Eu tentei. — Disse Buu, triste. — Mas não passei. Disseram que eu ia ficar na lista de espera, mas não estou com tanta esperança assim.
– Que pena. — Lamentou Mizu, desligando o fogão. — Mesa pronta?
– Sim chef! — Riram Hellen e Cielly, indo ajudar a cozinheira com os itens do café da manhã -
Logo a mesa estava completa e as meninas sentadas, desfrutando do café da manhã.
– Alguém vai querer carona? — Perguntou Buu, pegando mais um pouco de omelete. — A Cielly não vai precisar, não é?
– Não. — Negou Cielly, rindo. -
– Jean vem me buscar. — Comenta Liih, mordendo a torrada. — Vamos de bicicleta para a faculdade.
– Himuro vem me buscar de moto. — Sorriu Mizu, colocando mais um pouco de suco no copo. -
– Eu posso ir? — Perguntou Hellen. — Maya não mora perto daqui.
– Claro. — Concordou Buu, rindo. — Esses rapazes… São namorados de vocês?
– Não. — Responderam todas, em uníssono. -
– Apesar de que o Jean está querendo sair da friendzone. — Riu Mizu. — Não é Liih?
Casa dos rapazes…
Gintoki foi até a cozinha e abriu a geladeira para pegar seu doce semanal, quando percebe que o mesmo não estava lá.
– Quem comeu meu doce? — Perguntou Gintoki, sério. -
– Eu nem pego. — Respondeu Kanata, ajeitando a câmera. -
– Nem abri a geladeira hoje. — Continuou Makoto, lendo o jornal e rindo baixo. -
– Eu saí do banho agora. — Gargalhou Rin. -
– Eu joguei fora. — Comentou Kagami, colocando o café da manhã na mesa. — Café posto!
Makoto, Rin e Kanata se sentaram, mortos de fome, enquanto o albino estava furioso.
– POR QUE VOCÊ FEZ ISSO, BAKAGAMI?! — Perguntou Gintoki, em voz alta. -
– Porque estava fora da validade. — Explicou, se sentando. — Agradeça à mim. Aliás, aquela doceria onde você compra os doces, sempre vem fora da validade.
Os rapazes tomaram o café da manhã e colocaram a louça na pia.
– Quem vem comigo além do Kagami? — Perguntou Makoto, pegando a bolsa e a chave do carro -
– Vou pegar minha moto na oficina agora. — Avisa Rin, colocando a blusa. -
– E o meu doce? — Resmungou Gintoki, quase chorando. -
– Compro um para você. — Suspirou Kanata. — E vê se vai procurar emprego, pois não vou sustentar primo vagabundo! Eu vou de bicicleta. O médico falou que faz bem.
O ruivo menor, rindo, abraçou o amigo pelos ombros.
– Pronto para conhecer várias garotas? — Riu Rin, sabendo que Makoto ia ficar sem graça. -
– R-Rin! — Gaguejou Makoto, vermelho. — Só você mesmo.
– Ué. — Disse Rin, olhando para o moreno. — Não era você que reclamava que não tinha ninguém? Não tem ninguém porque dispensou minha irmã.
– De novo esse assunto? — Perguntou Makoto, sem jeito. — Eu não ia aguentar um relacionamento á distância. O sentimento ainda continua em mim, mas…
– Ei, não estou lhe recriminando. — Interrompeu Rin, sorrindo. — Quem sabe na faculdade não arranje, hm?
– Quem sabe… — Sussurrou Makoto. -
Makoto não quis falar sobre o sonho que estava tendo desde o dia que vira a estrela cadente. Os amigos ririam e o chamariam de louco.
Alguns minutos depois, Liih chegava na faculdade com seu melhor amigo de bicicleta. A jovem adorava andar de bicicleta. Era uma de suas paixões, além de escrever. Ambos deixaram as bicicletas no bicicletário e foram andando até o prédio de licenciatura.
– Ansiosa para o início das aulas? — Perguntou Jean, rindo baixo. -
Jean Kirschtein era o melhor amigo da morena. Conheciam-se desde pequenos. Porém, o mesmo, desde que entrara na adolescência, era apaixonado pela amiga e todos que conviviam com a dupla percebiam isso. Menos Liih.
– Um pouco. — Respondeu Liih, sorrindo. — Já estive mais. É aqui que a gente se separa, Jean. Até mais.
Liih deu um beijo no rosto do amigo e entrou no prédio. Jean ficou parado que nem um bobo. Distraído, foi atravessar a rua e se ouviu uma freada brusca. Com o susto, o rapaz caiu no chão e preocupado, Makoto, que era o dono do carro, saiu.
– Você está bem? — Perguntou Makoto, preocupado. -
– Oe! — Reclamou Jean, furioso. — Não olha por onde dirige, não?!
– D-Desculpa…! — Gaguejou Makoto, nervoso. — Mas foi você que atravessou de maneira descuidada!
– O que está acontecendo aqui? — Perguntou Rin, chegando. — Quem você pensa que é para falar desse jeito com o meu amigo?
– Rin, está tudo bem. — Comentou Makoto, não querendo confusão. -
Bummie, que estava perto do local com Shun, ouviu o bate boca.
– Ei, Shun. — Chamou Buu, assustada. — O que está acontecendo ali? Uma briga?
– Pelo o que parece. — Suspirou Shun, reconhecendo o amigo no meio. — Vamos lá.
O estudante de medicina foi com a amiga até o trio. A loira ficou atrás do maior com medo.
– Jean, algum problema? — Perguntou Shun, tentando amenizar a situação. -
– Esse rapaz quase me atropelou, Shun! — Respondeu Jean, ainda furioso. -
– Ele atravessou de forma descuidada! — Defendeu-se Makoto. -
– Provavelmente devia estar com aquela sua amiga, de quem você gosta. — Comentou Shun, deixando Jean vermelho. — Acertei, não é mesmo Jean?
Buu ainda estava atrás do amigo, quando se lembrou do nome “Jean” e saiu de trás.
– Você é o amigo da Liih? — Perguntou Buu, com as mãos na cintura. -
A aparição da garota fez a expressão do ruivo mudar completamente. Se encantara por completo pela jovem.
– Sim, sou eu. — Respondeu Jean. — Você deve ser a Bummie. Muito prazer.
– O prazer é meu. — Sorriu Buu, de forma doce. — Vamos Shun.
A jovem se pendurou no braço de Shun e os dois foram. Jean olhou feio para o moreno que quase lhe atropelara e foi também.
– Uau! — Disse Rin, animado. — Que gata!
– Eh? — Fez Makoto, sem entender, mas logo riu. — Rin, pelo visto ela tem namorado.
– Infelizmente. — Lamentou Rin, suspirando. Vamos entrar.
Ambos entraram no prédio de licenciatura. Makoto ia começar o curso de biologia e o ruivo, educação física.
Perto do prédio da área médica, um carro vermelho, com o som alto apareceu. Era Gilgamesh. Acompanhado de sua melhor amiga, Cielly.
– Uau! — Fez Cielly, rindo. — Amei esse seu carro!
– Lindo não é? — Perguntou Gilgamesh, jogando o cabelo para trás. — Está entregue, minha princesa.
– Obrigada. — Agradeceu Cielly, beijando o rosto do amigo. — Até mais.
Sorrindo, a jovem deixou o carro e entrou no prédio.
Enquanto isso, Mizu era deixada no prédio onde tinha o laboratório de gastronomia pelo amigo Himuro.
– Obrigada, Himuro. — Agradeceu Mizu, saindo da garupa. -
– Não foi nada. — Sorriu Himuro, beijando a testa da amiga. — Boa aula.
– Para você também. — Disse Mizu. Ela se vira e entra no prédio. -
A jovem foi direto para o terceiro andar onde era o laboratório. Ao chegar na enorme sala, a mesma estava cheia. Suspirando, Mizu foi se sentar ao lado de Kagami, um dos poucos lugares vazios. A mesa era dupla.
– Bom dia. — Desejou Mizu, se sentando. -
– Bom dia. — Repetiu Kagami, que estava lendo um jornal. -
O rapaz pediu licença e colocou o jornal na mesa para circular algo com uma caneta vermelha. Curiosa, a garota olhou para o anúncio e viu que era a proposta de trabalho do café onde trabalhava.
– Hm… Está atrás de emprego? — Perguntou Mizu. -
– Uhum; — Respondeu Kagami, desanimado. — Mas está difícil.
– Esse que você circulou… — Começou Mizu, apontando. — Não é bom?
– Até é. — Falou Kagami. — Mas acho que não vou conseguir.
– E por que não? — Riu Mizu. — Eu posso te ajudar. Trabalho lá como auxiliar de cozinha. E o gerente está reclamando de que não consegue um cozinheiro bom.
Kagami abriu sua bolsa e pegou um pequeno pote, entregando para a jovem.
– Experimente. — Pediu Kagami. — É um doce.
– Certo. — Concordou Mizu. A garota abriu e pegou um pequeno doce, colocando-o na boca. Ficou alguns segundos em silêncio, saboreando. — Hmmm! Muito bom! A propósito, meu nome é Mizu.
– Kagami Taiga. — Disse kagami, pegando o pote de volta. — Será que tenho chance?
– Grandes chances. — Sorriu Mizu. — Quer que eu o leve até lá depois da aula?
O rapaz concordou com a cabeça e dobrou o jornal, guardando-o.
No mesmo prédio, perto da sala do primeiro período de Jornalismo…
– Len-chan! — Chamou um rapaz, correndo no corredor. -
– Maya! — Acenou Hellen, feliz -
Durante a correria, o moreno esbarrou em Kanata, derrubando a câmera que estava na mão do mesmo.
– Oe!! — Gritou Kanata, puxando o menor pelo braço. — Você derrubou minha câmera! E ela custa uma fortuna!
– Ei! Pega leve com ele! — Defendeu Hellen, furiosa. — Foi sem querer!
– Pois é! — Concordou maya. — Desculpa!
– Ele é meu instrumento de trabalho! — Continuou kanata. De repente, o rapaz começou a ter falta de ar. — E… Um pedido de desculpas… Não vai consertar minha… C-Câmera…
– Está tudo bem? — Perguntou Hellen, sem entender. -
– Minha bombinha… — Pediu kanata com dificuldade. — Na minha bolsa… Frente…
Maya abriu a parte da frente da bolsa do outro e pegou o aparelho. Kanata pegou rapidamente e usou, se sentindo melhor. O sinal bateu e os três entraram na sala.
As aulas transcorreram bem a manhã toda e chegou o fim das aulas dos cursos matutinos.
Liih correu até até o bicicletário, destrancou sua bicicleta e subiu nela, começando a pedalar na direção da saída. Porém,, um cachorro apareceu na sua frente.
– Ah! — Gritou Liih, desviando. -
Makoto, que estava indo pegar seu carro, ouviu o grito da jovem e viu a mesma perder o controle da bicicleta.
– Cuidado! — Alertou Makoto, preocupado. -
Tarde demais, a garota levara um baita tombo. O moreno foi até ela, querendo ajudá-la.
– Ei, está tudo bem? — Perguntou Makoto. -
– Está. — Respondeu Liih. — A culpa foi minha, estava com muita pressa.
– Vem, eu te ajudo. — Riu makoto, estendendo a mão. -
Liih viu a mão estendida e sorriu levemente. A jovem deu a mão para o rapaz na mesma hora que olhou para o mesmo. O casal se olhou e ficou se olhando por longos segundos. Era como se eles se conhecessem há muito tempo.
Longe dali, uma criança sentada no galho de uma árvore, balançava seus pés, observando Makoto e Liih.
– São eles! — Sussurrou a pequena, animada. — Não tenho dúvidas!
Continua...
Fale com o autor