Saga Halfmoon
5 Quatro

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Casamento
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O restante das duas semanas a rotina foi sempre a mesma. Escola, casa, casa escola. Jamie me convidou para sair com eles algumas vezes, mas não me sentia bem com Monick sempre me olhando. E por outro lado, Josh estava cada vez mais estranho. Ainda estava esperando que ele viesse falar comigo, mas sempre que chegávamos a casa ele ponha-se a jogar e esquecia de tudo o resto.
O casamento de minha mãe e Anthony seria daqui a 4 dias. Durante a semana toda ela ficou ainda mais maluca. Não sabia como Anthony a aturava e ainda conseguia rir dela.
Quanto ao meu futuro padrasto… bom, ele tentava. Eu sabia que ele tentava. Ele sempre falava connosco e tentava nos integrar na conversa, mas eu e Josh eramos muito difícil de lidar. Eu sabia disso. Apesar de tudo, ele estava mostrando-se um bom homem e eu o respeitava por isso.
–Este sábado vamos a Port Angeles, queres vir?- Erin me pergunta.
Erin era um pouquinho maluca, mas era uma menina boa. Um pouco despassarada, mas muito divertida. Estava sempre sorrindo, tirando as vezes que ela brigava com Stuart. Aquilo ia dar rolo, e quando eu e Jamie tentámos dizer isso, ela quase nos matou com um prato de esparguete.
Stuart apenas sorriu. Ele gostava dela e toda a gente via isso… tirando Erin. Stuart, o querido e divertido Stuart, era um cara… digamos… um cara! Ele sempre olhava para as raparigas que passavam por ele. Mas ele apenas o fazia quando Erin estava presente. Das outras vezes, ele brincava com tudo. Ele me fazia lembrar um pouco Ryan. Tirando a fragilidade para os doces.
Jamie se tinha tornado um amigo melhor do que esperava. Ele ficava sempre ao meu lado nas aulas que tínhamos juntos e era um rapaz fácil de se conviver. Eu sabia que se precisasse de algo, podia contar com ele.
Monick… Bom, Monick continua sendo Monick. A cala e durona Monick. Ela nunca dava sua opinião, mas pelo menos deixara de me olhar e acho que passou a me aceitar. Acho que era uma maneira de ela tentar perceber se podia confiar nas pessoas.
–Minha mãe vai se casar. Não vai dar.
–Fica para a próxima.- Erin diz sorrindo de lado e assinto sorrindo a fazendo sorrir largamente.
–Tua mãe vai se casar com Anthony Allen, certo?- Stuart me pergunta bebendo seu refrigerante e assinto.
–Eu o vejo algumas vezes com o grupo de La Push.- Erin diz.- Parece ser um bom homem.
Eles me tinham dito algo sobre La Push se manter longe do centro da cidade. Eram uma espécie de grupo antigo com crenças e superstições. Ao que parece, eram mais velhos que Forks. Talvez por isso eles não se incomodem tanto com o frio de Forks e não se importam de andarem nus.
–Ele é.- Dou de ombros.
Acabamos o almoço e cada um sai para sua aula. No fim, Jamie me leva até á escola de Josh e então nos leva para casa. Lhe agradeci e entrámos em casa.
A sala estava repleta de flores. Minha mãe via uma revista com Bri. Minha irmã tinha voltado hoje de Londres. Tudo para ajudar no casamento de nossa mãe.
–Bri!- Josh diz animado e Bri nos olha antes de sorrir.
Ela abraça Josh primeiro e beija sua cabeça.
–Ei, Josh. Parece que cresceste em 2 semanas, hem?
Josh sorri orgulhoso e Bri se afasta para me olhar. Minha irmã me olha da cabeça aos pés e faço o mesmo com ela. Bri era parecida com minha mãe. Os olhos verdes e os cabelos castanhos. Já eu era totalmente parecida com meu pai. Josh foi uma junção dos dois.
–Ei, Debby.
–Ei, Bri.
Sorri-o para minha irmã antes de a abraçar. Era uns centímetros mais alta que eu, mas coisa pouca.
–Que estais a fazer?- Pergunto olhando minha mãe.
Josh já tinha largado a mochila e assistia TV deitado no chão rodeado pelas caixas das decorações.
–A escolher os vossos vestidos. O que achas destes?- Minha mãe diz animada apontado para uns vestidos verdes.
–Verde?- Digo com uma careta.
–Não gostas?- Minha mãe pergunta deixando o sorriso.
–Acho que verde não é bem a minha cor.
–Deb tem razão.- Bri diz sentando-se de volta.- Acho que ela ficaria melhor com uma cor mais leve.
–Sim, de facto. Como um rosa ou um amarelo.
–Exato!
Arregalei meus olhos e as deixei escolher á vontade. Andei até á cozinha e peguei nuns biscoitos antes de subir para o andar de cima. Deitei-me na cama e liguei o computador. Não demorou para Ryan aparecer nas mensagens.
Ryan: Minha flor! Minha deusa! Minha princesa de olhos azuis, como estás?
Deb: Ryan, larga os doces!!!!!
Ryan: Mas eu ainda não comi doces hoje!!!
Deb: Desculpa. É difícil diferenciar o Ryan normal do Ryan açucarado.
Ryan: ahahaha engraçadinha :p Eu sei que estás morrendo de saudades minhas.
Deb: Estou mesmo! Recebeste o convite de minha mãe?
Ryan: Mas é claro que sim, meu anjo! Podes contar comigo aí no sábado.
Deb: Perfeito. Assim não será tão aborrecido.
Ryan: Comigo nada é aborrecido, queridinha. Eu adoço o mundo! Ponho alegria até ao mais casmurro! Faço florescer as flores do deserto! Faço o sol nascer só para me dizer olá!
Deb: Okkkkkk… Agora a sério, quantos doces comeste hoje?
Ryan: Apenas um pacote…. Pequenino.
Ri-o e converso com ele até á hora do jantar. Bri falou da sua universidade em Londres e ela parecia realmente feliz por lá estar. Seus olhos brilhavam só de falar no campus e seu novo apartamento. Ela tinha encontrado um lugar. Estava feliz por ela.
Quando sábado chegou, eu estava com uma dor de cabeças enorme! Minha mãe e Bri tinham falado a noite inteira sobre o casamento e a lua-de-mel. Eu apenas consegui ouvir que ia ficar sozinha com um garoto de 12 anos durante 2 semanas, já que Bri tinha que voltar para a Universidade e Londres.
Bri apareceu no meu quarto gritando para eu acordar e apenas gemi tapando meu rosto. Ainda consegui ficar mais 5 minutos na cama antes de ela me puxar para fora da cama.
Ela saiu de meu quarto para ir acordar Josh e eu desci até á cozinha. Anthony estava sentado lendo o jornal. Quando me viu sorriu e o abaixou.
–Bom-dia, Deborah.
Ele era o único que ainda me chamava pelo nome inteiro. Não me incomodava, mas era estranho.
–Dia.
Encho um copo com sumo e pego numa torrada. Senti Anthony me olhar o tempo todo como se tivesse algo para me dizer. Suas mãos batocavam na mesa mostrando seu nervosismo.
–Podes dizer o que tens a dizer.- Digo e o vejo inspirar antes de falar.
– Hoje é um dia importante para mim, Deborah.- O olho enquanto bebo o sumo.- Eu amo a tua mãe e eu realmente quero fazer isto. Quero fazê-la feliz. A todos vós, não só a ela.
–Eu sei.
Ele abre a boca para falar mas a fecha quando percebe o que eu disse. Seu olhar chocado quase me fez sorrir.
–Tu sabes?
Assinto trincando a torrada.
–Eu sei que pode ser difícil para ti e teus irmãos, mas eu quero que me aceitais na vossa vida. Eu sei que só assim vossa mãe será feliz de verdade. Eu vejo que Bri já aceitou isto mas, tu e Josh… é mais complicado. E eu quero que ambos fiquem bem com isto.- Fala coçando o pescoço.
Era engraçado, eu também o fazia quando estava nervosa.
–Eu e Josh puxámos muito a meu pai.- Digo sorrindo de lado.- Somos mais teimosos, segundo minha mãe. Mas nos habituámos demais a N.Y. e foi isso que custou. Deixar tudo para trás.
–Deb! Onde te meteste?! Temos de nos arranjar!- Oiço Bri gritar e me levanto olhando Anthony.
–Mas não tens que te preocupar. Eu e Josh não temos nenhum problema contigo. És um bom homem.
Sorri-o um pouco e sai-o deixando-o para trás com seus pensamentos. Entro no quarto de minha mãe e vejo ela e Bri. Bri arranjava seu cabelo enquanto minha mãe se olhava no espelho.
Bri me viu pelo espelho e se virou para mim.
–Vai-te vestir, Deb!
Ergo as mãos sorrindo e ando para meu quarto. Tomo banho demorando um pouco de prepósito, e só então ando para o quarto. O vestido era rosa pálido com a cintura marcada em preto e sem alças. Ao redor dos folhos que caiam até meus joelhos haviam pequenas bolas pretas. Escovo meus cabelos negros e os deixo caírem ondulados. Quando estava a calçar minhas sapatilhas pretas, porque nunca na vida calçaria as torturas de saltos que Bri me deu, a porta se abriu e uma coisa loira entrou me derrubando na cama.
–Ryan!- Grito rindo.
–Deby! Que saudades tuas, fofinha.- Aperta minhas bochechas e bato em suas mãos.- Ei!
–Para de fazer isso!
Ele ri e se levanta. Sento-me na cama compondo o vestido e o olho melhor. Ryan era loiro de olhos castanhos e sempre o via com roupas coloridas. Vê-lo de terno era uma estranhessa engraçada.
–Belo terno.- Ri-o.
–Belo vestido.
–Eu sei. Eu arraso, querido!- Faço pose e ele ri me abraçando de novo.
Beija minha testa e deito minha cabeça em seu ombro. Sinto seus braços me apertarem um pouco.
–Como estás?
–Bem. E tu? Nada de açúcar?
–Ainda não.
Ri-o e beijo seu rosto. O puxo para a cama e fico com ele até Bri bater na porta avisando que era hora de ir.
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