Saga Das Espadas - As Espadas

2 A Filha de Aquos! A Guerreira Santa das Águas!


Notas iniciais
Boa leitura, espero que gostem ^^

Prendi minha respiração durante um instante quando parei de correr, já começara a escurecer e tudo que podia fazer era quebrar alguns galhos de árvores e incendiá-los em uma fogueira. Juntei algumas folhas grandes e galhos, e fiz uma pequena barraca nas bordas da estrada. Comi metade de um dos lanches que havia feito em minha casa, sabia que eu poderia demorar dias para encontrar uma vila para poder me abastecer de comida, nunca tive problemas em caçar, mas não seria nem um pouco bom gastar energias caçando animais na floresta e me perder. Se aparecesse um monstro ou bandido eu estaria desprotegido, já que minhas manoplas gastavam minha energia e minha espada só funcionaria se eu pudesse empunhá-la, eu ficaria indefeso, então guardei o resto do lanche na minha mochila e dormi normalmente como se estivesse em casa.

Acordei por volta das 8 horas e percebi a ausência de algo, não eram minhas manoplas e nem minha espada, nem uma roupa ou lanches, acho que era a ausência de ter minha irmã por perto. Eu aprendi a sobreviver sem meus pais, mas nunca fiquei muito tempo longe de minha irmã, acho que estava preocupado já que eu não conseguiria mais olhar para Primitia pela distância que percorri. Agora tudo o que me restavam eram árvores, e uma pequena fumaça vinda do norte, na direção do reino de Primitia, já que lá funcionavam as grandes fábricas movidas a carvão, todos os maquinários eram movimentados por este pequeno mineral.

Terminei de comer meu lanche e extingui as brasas da fogueira com minha manopla, aumentando o poder da mesma. Desmanchei os galhos e folhas e guardei-os em minha mochila, se precisasse eu não procuraria mais folhas e galhos, usaria essas para não necessitar procurar por mais. Terminadas as minhas pausas para comer e me recompor, continuei meu caminho pela estrada atrás do meu primeiro objetivo: A Cidade de Heavelis.

Heavelis era a cidade principal da água, assim como Primitia era do fogo. Primitia produzia energia através de carvão enquanto Heavelis usava suas águas para movimentar os moinhos.

Viajei durante mais três dias até chegar à cidade de Heavelis, tudo que encontrei no caminho foram alguns coelhos e raposas famintos atrás de comida, os deixei viver não por piedade, mas sim por que eu tive comida suficiente até aqui. Agora eu estava encarando os grandes portões de Heavelis, a cidade das águas, ou como eu prefiro dizer desde minha primeira visita aqui: A cidade da melhor comida de todo o mundo! Nunca havia comida melhor do que a daqui. Adentrei aos portões encarando uma das guardas mal encaradas que vigiava o portão.

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Por alguma razão ela olhava para mim e para minha espada. Eu continuei andando e olhei suas espadas embainhadas em sua cintura, suas bainhas eram de um claro azul com detalhes em preto, branco e dourado e continham uma gota branca de símbolo próxima ao punhal das espadas. Eu continuei meu caminho e fui até uma de minhas tavernas preferidas, pedi um quarto e um almoço. Comi bem e dormi como dormiria em casa, já estava cansado de dormir em minha barraca de folhas e galhos a luz de uma fogueira. Dormi tranquilamente esta noite e fui direto para o centro da cidade, a procura do detentor de alguma das espadas, bem provável que nesta cidade o detentor da espada seria usuário das águas. Provavelmente ele usaria uma safira encantada em uma manopla como eu, ou em algum acessório nas suas vestes, daí me lembrei de algo que meu pai disse: “Nem todas as espadas tem o mesmo formato, algumas são lâminas gêmeas e outras até parecem mais cetros ou cajados que espadas, outras tem a habilidade de se transformar em outras armas, desde arcos até canhões”.

A primeira coisa que pensei foi à garota no portão da cidade. Corri até lá a procura dela. Ela não estava lá. Pedi informação sobre a garota de cabelos azulados aos guardas que estavam lá. A única informação que consegui retirar deles foi seu nome, sua idade e seu posto: Mari, 13 anos, a minha idade, ela era guarda fazia três anos, ela sustentava sua família com isso desde a queda dos Guerreiros Santos. Automaticamente as pistas se encaixavam, ela era filha do Guerreiro Santo que manipulava as águas!

Insisti por mais informações da garota, me disseram para procurá-la naquele local no dia seguinte e para não comprar briga com ela, já que ela manipulava a água em todos os locais, desde a mínima gota de água dentro de uma árvore até rios subterrâneos e a chuva. Mostrei minhas manoplas aos guardas e fiz uma fogueira na frente deles estendendo as mãos, os fazendo ficar perplexos, eles sabiam naquele mesmo instante que eu era filho de Pyro, o “Guerreiro Ardente”.

Afastei-me deles e voltei para a taverna da noite passada, jantei e dormi por mais uma noite. No dia seguinte eu estava lá, nos portões da cidade de Heavelis. Encontrei com a garota fazendo guarda na entrada e me aproximei dela:

- Seu nome é “Mari”? – Perguntei com uma Expressão fria

- Sou eu mesma, o que deseja? – Ela colocou uma mão no punhal de uma das lâminas e eu pude ver um pequeno conjunto de safiras em uma pequena pulseira que a garota levava em seu pulso.

- Você é filha do Guerreiro Santo das águas? – Esperei uma resposta como um não ou algo do gênero, então olhei em seus olhos, que para minha surpresa eram bicolores, um era azul claro e o outro verde escuro.

-Sim, sou filha de Aquos, o Guerreiro Santo das águas. O que deseja de mim? – Sua expressão parecia ficar preocupada e enraivecida.

- Sou filho de Pyro, o Guerreiro Santo das chamas. – Levantei meu braço e mostrei minha manopla com o rubi incrustado e desembainhei minha espada, que era branca, com lâminas avermelhadas e um rubi incrustado no centro, próximo a sua ponta. Havia uma pintura negra em formato de labaredas, saindo do punhal e subindo até sua ponta. – Vim aqui para te recrutar, estou tentando formar novamente a elite dos Guerreiros Santos – Disse com um olhar frio para ela.

- Não vou... – Ela me disse com a maior calma do mundo.

- Venha comigo, por favor! – Gritei, já que estava me irritando

- Só vou com uma luta!

Ela desembainhou uma de suas lâminas e o chão tremeu, água começou a sair de um lago subterrâneo na estrada da entrada da cidade. No inicio me desequilibrei, mas logo nem mesmo um pouco de água saia do chão e ele parou de tremer, nessa mesma hora saquei minha espada e a encantei com minhas chamas, ela agora estava inteiramente em chamas, desde a ponta da lamina até o punhal. Eu entrei em posição de combate e estava preparado para lutar com a garota.

Notas finais
Espero que tenham gostado, não esqueçam de comentar, recomendar e favoritar. Bye~ õ/