Safe and Sound
12 Sonhos
Notas iniciais
Sarah retornou ao seu quarto e se preparou para dormir. Penny, sua gata deitou-se ao seu lado para dormir com a dona. Sarah afundou em seus travesseiros e logo adormeceu. O sonho que Sarah teve aquela noite era mais um pesadelo, um pesadelo que a fazia reviver uma das piores noites da sua vida.
No sonho, Sarah estava de volta a sua casa em Nova York, era dia 24 de junho, o dia de seu aniversário. Estava com sua mãe Rachel, seu pai Sirius, seus amigos e seu namorado Charles comemorando em uma festa. Estava tudo correndo bem, até que chegara Falkes, a fênix de Dumbledore carregando uma mensagem para Sirius.
— Falkes! – exclamou Sirius sorrindo segurando um copo de whisky de fogo. – Deve trazer notícias do torneio! Rache, Sarah, venham! Com certeza Harry deve ter ganhado o torneio!
— Até no meu aniversário esse Potter tem que se intrometer? – reclamou Sarah se aproximando do pai segurando uma taça de champanhe.
— Não seja assim, Sarah! – disse Rachel. – Abra a carta, amor! – pediu Rachel animada.
Sirius abriu a carta sorrindo,mas quando começou a ler, Sirius perdeu a cor do rosto e seu sorriso se transformou em uma expressão de preocupação.
— O que aconteceu? – perguntou Rachel preocupada ao ver a expressão do marido.
— Ele perdeu? Quebrou-se inteiro? – perguntou Sarah com um sorrisinho. – Já sei! Desfigurou ainda mais aquela cara deformada que ele tem!
— SARAH! – bufou Rachel. – Sirius, o que aconteceu?
— Ele venceu, mas o pior aconteceu. – disse Sirius entregando a carta para Sarah e Rachel.
‘’Almofadinhas,
Harry venceu o torneio. Mas criaram uma armadilha que o levara direto a Voldemort, Diggory que estava com ele foi morto na frente de Harry, que escapou por um triz.
Bartô Jr. sequestrou Moody e foi ele quem colocou o nome do Harry no torneio e plantou a armadilha. Voldemort retornou, Sirius. Preciso que venha a Hogwarts agora. Use a lareira da sua casa em Nova York e venha para minha sala usando Pó de Flu.
Harry precisa de você. Aqui lhe explico tudo com mais detalhes.
Atenciosamente,
Dumbledore.
PS: mande minhas felicitações a Sarah.’’
— Você vai, papai? – perguntou Sarah.
— Sim, querida. Preciso ir! – disse Sirius segurando os ombros da filha.
— Mas é meu aniversário! – reclamou Sarah. – É o primeiro que podemos passar juntos como uma família!
— Me desculpe, meu amor. Tudo o que eu mais queria era poder ficar com você, mas eu não posso. – disse Sirius. – Mais tarde eu volto e ficamos juntos, ok.
— QUER SABER? PODE IR! VÁ COM SEU PRECIOSO HARRY E ME DEIXE AQUI! – gritou Sarah aos prantos.
— Querida, entenda que Harry precisa do padrinho agora! – disse Rachel tentando acalmar a filha.
— E EU PRECISO DO MEU PAI! MAS SE ELE PREFERE ESSE TESTA RACHADA, POR MIM QUE VÁ! – disse Sarah chorando e buscando por sua bolsa em seu quarto.
— Querida, por favor tente entender! – disse Sirius.
— VÁ COM SEU QUERIDINHO! – disse Sarah. – CHARLES! VAMOS SAIR DAQUI! – disse Sarah puxando o namorado pelas vestes e saindo pela porta.
Sarah estava com Charles, no carro do namorado. Charles era bruxo mestiço assim como ela. Era um rapaz muito bonito de 19 anos de pele clara, olhos acinzentados e cabelos castanhos. E assim como ela, tinha uma queda por álcool e drogas.
Os dois dirigiam em alta velocidade pelas ruas de Nova York enquanto bebiam uma garrafa de whisky de fogo e cheiravam cocaína. Uma combinação perfeita para o desastre.
— Vamos voltar para a festa daqui a pouco? – perguntou Charles tragando um cigarro de maconha e o passando para Sarah, que cheirava uma carreira de cocaína.
— Não. – respondeu a garota fungando e esfregando o nariz que estava já avermelhado por consumir a droga e estendendo a mão para pegar o cigarro de maconha das mãos do namorado. – Vamos nos divertir sozinhos. Vamos para um bom hotel e lá você me dá meu presente de aniversário. – disse ela tragando o cigarro e olhando Charles com malícia.
— Gosto de suas idéias, Morgan. – respondeu Charles olhando Sarah e passando as mãos por suas coxas, que estavam expostas pelo vestido curto que usava.
— Amo os trouxas por criarem isso. – disse indicando o cigarro de maconha que já havia acabado. Sarah jogou a ‘’bituca’’ pela janela, soltou-se do sinto de segurança e sentou-se no colo do namorado que dirigia o carro.
— Amo você, Sarah. – disse Charles.
— Também amo você. – respondeu Sarah depositando um beijo nos lábios do namorado.
Naquele momento, mil coisas aconteceram em poucos segundos. Quando os jovens olharam para frente, um muro havia surgido na frente deles, por estarem sob efeito de dorgas e álcool não perceberam que estavam em uma sua sem saída.
— CHARLES! – gritou Sarah quando viu o muro muito próximo deles.
Sarah sentiu um impulso que a fez praticamente voar para fora do veículo e depois disso tudo ficou escuro. Antes de apagar, conseguiu ouvir um forte som de batida e um gemido de dor de Charles. Depois daquilo, entrou dentro da escuridão.
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Sarah acordou com uma dor lancinante por seu corpo inteiro. Demorou alguns segundos até dar conta que estava viva e em uma cama de hospital. Sentiu que estava imobilizada, não conseguia virar a cabeça mas pelo canto do olho conseguiu ver Rachel e Sirius, que estava disfarçado pela poção Polissuco cedida por Dumbledore, na forma de um homem baixinho e loiro, dormindo apoiados um no outro em um pequeno sofá no quarto.
— O que aconteceu? Papai? Mamãe? – perguntou Sarah baixinho com uma voz rouca.
— Sarah? Sou eu, o papai! Estou disfarçado, minha pequena. – perguntou Sirius despertando.
— Meu amor! – exclamou Rachel chorando. Os dois foram até a cama da filha, onde a abraçavam e choravam.
— Achamos que não fosse sobreviver! – disse Sirius com lágrimas em seus olhos.
— Os médicos disseram que se não acordasse em 24 horas você não acordaria mais. – disse Sarah fazendo carinho nos cabelos da garota.
— Me deram a notícia quando eu ainda estava em Hogwarts, vim correndo! Dumbledore ajudou a me disfarçar. – disse Sirius. – Achei que tinha perdido você.
— E Charles? Com o esta Charles? – perguntou Sarah com o pouco de força que lhe restava.
— Ele estava consciente quando o tiraram do carro. Ele vai sobreviver, querida. – disse Rachel.
— Que bom que acordou, Srta. Morgan. – disse um médico entrando no quarto. – sou o Dr. Mackenzie. Agora você precisa descansar, minha querida.
— Descanse que tudo vai ficar bem. – disse Rachel.
Sarah acordou assustada sentando-se em sua cama, assustando sua gata que ficou em pé na cama. Sarah odiava sonhar com aquilo, era sua pior lembrança, a fazia reviver o dia em que sua vida mudou. Depois da recuperação no hospital, Sarah passou um mês inteiro na reabilitação e desde aquela noite nunca mais consumiu nenhum tipo de droga e conseguiu colocar a vida nos eixos.
A garota levantou-se e abriu a janela do seu quarto. Pegou seu maço de cigarros que havia transfigurado para parecer uma escova de cabelo e o ascendeu. Aquilo era algo que fazia quando tinha esse sonho, não chegava a ser um vício.
A garota pensou em Charles, o viu apenas uma vez depois do acidente. O relacionamento dos dois acabou naturalmente, mas nunca haviam conversado. Sarah terminou o cigarro e com um movimento de varinha fez as cinzas desaparecerem, voltou a sua cama e ficou deitada, mas não conseguiu mais dormir.
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