Safe and Sound
18 Saudade
Notas iniciais
Sarah passara as últimas semanas dedicando-se aos preparativos de sua festa de ano novo, dando pausas para ficar com Blásio e estudar com Hermione. Draco estava cada dia mais distante, mais pálido e mais inexpressivo, que a preocupava. O que ele estava fazendo de tão grave que não podia dividir com ela? Draco se distanciou até de Crabbe, Goyle e Blásio que eram seus melhores amigos e eles também não sabiam o que Draco fazia, ele estava se isolando cada vez mais e Sarah sentia falta de seu melhor amigo. A única esperança da garota era a festa de ano novo, onde esperava que Draco voltasse a ser o que era antes, em um ambiente diferente com pessoas diferentes.
As férias de natal se aproximavam e Sarah estava feliz com a ideia de voltar pars Nova York, mesmo que por alguns dias. Mas naquela manhã Sarah não acordou feliz, aquele era um dia que Sarah não queria ter que encarar, tudo o que a garota queria era virar-se para o lado e voltar a dormir. Mesmo assim, levantou-se e se arrumou como se não houvesse nada errado e saiu das masmorras em direção ao Salão Principal sozinha, já que Blásio estava no treino de quadribol. Estava andando distraída por seus pensamentos quando Hermione apareceu correndo e chorando em sua direção.
— Mione o que aconteceu? – perguntou Sarah preocupada.
— Rony...ele...eu não... – disse a garota entre lágrimas e soluços.
— Calma, vamos entrar ali no banheiro e você me conta tudo com calma! – disse Sarah puxando Hermione para o banheiro das garotas, que estava sempre vazio por conta do medo das meninas de toparem com a Murta que Geme. – A murta não está lá, por favor vamos conversar!
— Ok... – respondeu Hermione baixinho.
— Ok, agora me conte o que houve. – disse Sarah trancando a porta. – Abaffiato! – disse a garota fazendo um movimento com a varinha. – pronto, agora ninguém pode nos ouvir. Respire fundo e me conte logo que estou preocupada!
— Rony... ele comeu uns bombons que eram para o Harry com uma poção do amor e então Harry o levou para o professor Slughorn para receber um antídoto. Então depois de resolverem a poção do amor, o professor resolveu beber um Hidromel que estava envenenado que Rony bebeu e por mais que Harry tenha achado um antídoto pra isso, Rony esta desacordado na ala hospitalar! – disse Hermione com lágrimas nos olhos. – tudo o que eu mais quero é estar lá com ele, mas eu não posso!
— Mi, calma. – disse Sarah abraçando a amiga. – sei que o Weasley vai melhorar. E se você quer ficar com ele, vá!
— Mas nós estávamos brigados e ainda tem a Brown! – disse Hermione.
— Vocês são amigos há mais tempo que a Brown e ele são namorados! Garanto que quando ele acordar ele vai gostar de saber que você estava lá. – disse Sarah sorrindo. – por mais que eu ache que você merece coisa melhor, eu acho que você tem que estar com ele agora. Não só pelos sentimentos que tem por ele, mas pela amizade de vocês. Garanto que ele faria o mesmo se fosse você.
— Ele fez... – respondeu Hermione. – quando fui petrificada no segundo ano ele e Harry iam todos os dias me ver na ala hospitalar.
— Então esta aí sua resposta! – disse Sarah segurando a mão da amiga. – de seu apoio e se a Brown falar qualquer besteira eu quero que a confronte!
— Obrigada, Sarah. Você é uma amiga incrível. – disse Hermione sorrindo e enxugando suas lágrimas.
— Agora vamos lá, quero ver você indo em direção a ala hospitalar quando sairmos daqui. – disse Sarah destrancando a porta.
— Sarah, por quê não mostra esse seu lado pra todo o mundo? – perguntou Hermione. – você é uma pessoa maravilhosa, mas parece que não quer que ninguém saiba! Normalmente as pessoas fingem que são legais mas não são, você é o contrário.
— Não são todos que merecem esse meu lado, Mione. – disse Sarah sorrindo. – poucas pessoas me conhecem assim e são essas poucas pessoas que eu sempre protegerei.
— Um dia todos vão ver quem você realmente é. – disse Hermione. – eu espero muito por esse dia!
— Acho improvável. – disse Sarah saindo do banheiro com Hermione. – agora vá ficar com Rony, ele precisa muito de você!
— Eu vou! E obrigada de novo, Sarah! – disse Hermione. – Nos vemos no jantar de natal do Slugue amanhã, certo?
— Claro! E em Nova York depois disso! – disse Sarah sorrindo.
— Ah, meus pais não vão poder ir, mas eu estarei lá com certeza! – disse Hermione enquanto se afastava.
Sarah foi até o Salão Principal e sentou-se afastada na mesa da Sonserina, não estava no clima de conversar com ninguém. Serviu-se de café e perdeu-se em pensamentos novamente. Aquele era um dia amargo assim como o café que Sarah bebia, naquele dia sua mãe, Rachel, faria aniversário se estivesse viva. Por mais que Sarah tenha deixado o luto, a saudade e a tristeza são inevitáveis quando se perde alguém que se ama.
— Bom dia, linda! – disse Blásio acariciando seus cabelos por trás, fazendo com que Sarah levasse um susto. – se assustou? – perguntou Blásio rindo e sentado-se ao lado da garota.
— Você me pegou distraída. – disse a garota com um meio sorriso. – como foi seu treino?
— Foi ótimo! Sinto que ganharemos o próximo jogo contra a Corvinal. – disse Blásio confiante.
— Tenho certeza disso. – disse Sarah dando um selinho no garoto.
— E o que faremos hoje? – perguntou Blásio. – hoje é sábado e temos o dia livre!
— Ah, se me permite eu preciso resolver alguns detalhes da festa. – mentiu Sarah, a garota apenas queria ficar sozinha. – Preciso mandar o croqui das mesas para Angela até hoje a tarde. Fique com os meninos! Você nunca mais passou um dia com seus amigos depois que começamos a namorar, eles vão achar que eu estou roubando você.
— Tudo bem, minha linda. – disse Blásio sorrindo. – nos vemos na hora do jantar?
— Claro. – disse a garota depositando um beijo nos lábios de Blásio. – nos vemos depois.
Sarah foi até seu quarto e sentou-se em sua cama com seu álbum de fotos. Queria uma tarde sozinha, mas o riso das garotas no dormitório ao lado parecia ser mais alto que seus pensamentos.
A garota então pegou seu álbum e saiu das masmorras, perambulando por Hogwarts pensando ‘’preciso de um lugar para me esconder e não ser incomodada’’, em meio a andança, uma porta surgiu em sua frente. Sarah reconheceu como a sala precisa, conhecida como uma sala que apenas aparecia aos alunos que precisavam muito dela.
Sarah entrou na sala, que estava completamente vazia e foi apenas pensar que gostaria de uma grande almofada para se sentar que uma almofada grande e fofa surgiu no centro da sala, onde Sarah sentou-se e enquanto via suas fotos antigas mergulhava em pensamentos e lembranças.
Não longe dali, Harry fazia seu caminho da ala hospitalar para a Sala Comunal da Grifinória, perdido em pensamentos sobre Rony e ainda divertindo-se com o desespero e raiva de Lilá quando Rony disse o nome de Hermione inconsciente. Estava tão distraído que quase não reparou na grande porta de madeira que surgiu diante de seus olhos.
‘’Mas eu não preciso de nada!’’, pensou o garoto estranhando a situação, normalmente a sala precisa aparece para quem precisa de algo. A porta então se abriu e Harry pode ouvir soluços de choro vindos de dentro da sala. Harry não pensou, simplesmente entrou dentro da sala e foi então que viu uma garota de cabelos negros sentada em uma almofada com lágrimas escorrendo pelo seu rosto olhando para o que parecia um álbum de fotos em seu colo.
Harry ficou petrificado, a garota ainda não notara sua presença, tudo que conseguiu fazer foi observa-la. Harry demorou alguns segundos para ver que tratava-se de Sarah, nunca a tinha visto em estado tão vulnerável. Quando fez menção a deixar a sala, Sarah notou sua presença.
— Como entrou aqui? – perguntou Sarah fechando o álbum violentamente.
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