Safe and Sound
32 Confronto
Notas iniciais
Sarah e Harry ficaram um bom tempo apenas se olhando, deitados na Sala Precisa. Harry olhava para os olhos azuis de Sarah, seus lábios avermelhados, seus cabelos bagunçados, a forma que seu corpo formava uma silhueta delicada... ele a observava querendo lembrar daquela imagem para sempre, queria lembrar daquela sensação, do cheiro que ela exalava, do sorriso, de teu toque, daquele sentimento que o fazia sentir-se capaz de fazer qualquer coisa.
— O que foi? – perguntou Sarah sorrindo e acariciando os cabelos de Harry. – está só me olhando há tanto tempo...
— Eu só quero lembrar de você assim pra sempre. – disse Harry sorrindo. – quero lembrar de você sendo apenas minha para sempre.
— Harry, eu sou apenas sua para sempre. Somente sua, de mais ninguém. – disse Sarah juntando seus lábios com os de Harry.
— Não queria sair daqui nunca mais. – disse Harry encaixando Sarah em seus braços.
— Muito menos eu.
— Estamos aqui faz tanto tempo, perdemos o café da manhã. – comentou Harry.
— Mione e Rony devem estar se perguntando onde estamos. Na verdade, acho que a escola toda deve ter percebido que nós sumimos. Argh, todo o mundo vai ficar comentando coisas! – queixou-se Sarah.
— E não ligo! Estão comentando sobre a coisa que mais me fez feliz na vida. Podem fazer um grande cartaz no Salão Principal escrito ‘’Harry e Sarah se amam’’ que eu sou capaz de tirar uma foto embaixo dele com os dois polegares pra cima! – disse Harry fazendo Sarah rir.
— Mas infelizmente, precisamos voltar para a vida real, meu amor. – disse Sarah levantando-se e começando a vestir-se.
— Odeio a vida real! – disse Harry em um suspiro.
Os dois então começaram a se arrumar para voltar para a vida no castelo. Harry estava nervoso pois naquela tarde, ele provavelmente iria sair com Dumbledore em uma missão atrás das Horcruxes.
— Sarah, hoje sairei em missão com Dumbledore. – disse Harry apoiando-se na porta parecendo preocupado.
— Provavelmente será perigoso, não é? – perguntou Sarah preocupada.
— Sim. Se algo acontecer comigo quero que saiba que eu te amo, você é a pessoa mais importante da minha vida. – disse Harry abraçando Sarah.
— Ei, nada vai acontecer com você! Vocês dois vão retornar sãos e salvos. – disse Sarah segurando o rosto de Harry.
— Mas de qualquer forma, quero que use isso. – disse Harry tirando uma caixinha de veludo do bolso e tirando de dentro dela uma corrente dourada com um pingente de coração. – Isso é meu coração, quero que esteja sempre com você. – disse Harry afastando o cabelo de Sarah e colocando a corrente em seu pescoço.
— Eu te amo, Harry Potter. – disse Sarah com lágrimas nos olhos.
— Eu te amo, Sarah Black. – respondeu Harry.
Os dois se despediram com um beijo demorado e se separaram. Harry seguiu para a sala de Dumbledore e Sarah para a Sala Comunal da Sonserina. Assim que entrou na sala, cruzou com Draco que estava aparentemente saindo.
— Vejo que já se recuperou. – disse Sarah secamente.
— Vejo que ganhou um presente do seu namoradinho. Foi um prêmio por ter ficado contra mim, imagino. – disse Draco irônico apontando para a corrente que Sarah usava no pescoço.
— De todas as pessoas do mundo, eu esperava que você ficasse feliz por mim! Feliz por eu estar me sentindo amada, por ter encontrado a minha felicidade ao lado de uma pessoa! – disse Sarah.
— De todas as pessoas você escolheu logo o Testa Rachada! Eu sei que o que você passou não foi nada fácil, mas parece que tudo só te fez cega e o primeiro babaca que diz ‘’eu te amo’’ te faz cair de joelhos! – disse Draco ríspido.
— Você só diz essas coisas porque nunca amou ninguém além de si mesmo! – Sarah respondeu com lágrimas nos olhos.
— Pare com essa bobeira de amor do meu lado! – cuspiu Draco.
— Por Merlin! Quem é você?
— Como disse?
— Quem é você? Cadê meu melhor amigo? Você era a pessoa quem eu mais confiava no mundo, eu te amava como um irmão! – chorou Sarah.
— O que quer dizer com era?
— Era, Draco! Era! Eu não sei mais quem você é. – respondeu Sarah sentando-se em uma poltrona. – você deixou tudo que existe de ruim tomar conta de você.
— Sarah...
— Não quero mais ouvir você! – disse Sarah levantando-se depressa e andando em direção aos dormitórios. – Sabe, Draco eu sei que meu melhor amigo está dentro de você, perdido em algum lugar. E eu espero, do fundo do meu coração, que ele não se perca pra sempre aí dentro. – disse antes de virar-se e ir para seu dormitório.
Sarah conseguiu ouvir Draco batendo a porta da Sala Comunal antes de entrar em seu quarto. Por alguns momentos, deixou as lágrimas escorrerem e extravasar toda sua preocupação com Draco e Harry.
Tentava se distrair com alguns livros, mas nada adiantava. Não conseguia concentrar seus pensamentos em nada, perguntava-se o que Draco estava fazendo, se Harry estava seguro, tentando tirar de sua cabeça a possibilidade de Harry não voltar de sua missão com Dumbledore e que o beijo de despedida que deram há pouco pudesse ser o último.
O nervosismo foi tanto, que Sarah viu-se apelando para o maço de cigarros que tinha escondido. Abriu sua janela e apoiada nela, acendeu o cigarro com dificuldade pois suas mãos tremiam muito por conta do nervosismo. Ficou ali por um bom tempo, tentando fazer com que a nicotina a acalmasse um pouco.
Quando foi pegar mais um cigarro, percebeu que tinha fumado todo o maço e decidiu andar pelo castelo e tomar ar livre. Pensou que pudesse encontrar Hermione e tinha certeza que encontrar a amiga a acalmaria. Assim que saiu de seu quarto, pode ouvir vozes exaltadas vindo da porta da Sala Comunal.
— Eu sei que ela esta aí! Me deixem entrar, preciso falar com ela! – disse uma voz feminina estridente e familiar para Sarah, que reconheceu como a voz de Hermione.
— Eu não sei sobre a traidora de sangue da Black! Vá embora! – disse uma outra voz feminina.
— Ela não esta em nenhum outro canto do castelo! Se não me deixar entrar, eu não vou parar de gritar! SARAAAH! SAAAAARAH! – gritava Hermione.
— Cale a boca! Que droga! – disse uma outra garota da Sonserina.
— O que esta acontecendo? Mione? – perguntou Sarah confusa entrando na Sala Comunal.
— Ah! Ainda bem que te encontrei, procurei você por todo o castelo! Venha logo! – disse Hermione puxando Sarah para fora da Sala Comunal da Sonserina e batendo a porta atas delas.
— Mione me conte de uma vez o que esta acontecendo? Aconteceu algo com Harry? Ele já voltou? – perguntou Sarah preocupada.
— Não, Sarah é pior que isso. – disse Hermione nervosa. – não existe uma maneira certa de contar isso então lá vai: Draco trouxe comensais da morte para dentro do castelo, ainda não sei direito como isso aconteceu mas suspeito que tenha a ver com o armário sumidouro da Sala Precisa. Aurores estão a caminho, mas não podemos ficar parados!
Sarah ficou alguns segundos em silencio, tentando absorver todas aquelas informações. Até que respirou fundo e viu que precisava agir.
— E agora, o que vamos fazer? – perguntou Sarah com uma expressão séria e decidida no rosto.
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