Safe and Sound
1 Um... um dragão?
Notas iniciais

Sinto uma dor na minha coluna. Abro meus olhos devagar. É... eu não estou acreditando que estou deitada em uma praia, toda encharcada, e não lembro de como vim parar aqui, de nada. E tem um garoto de olhos verdes e cabelos marrons me olhando, com uma roupa um tanto estranha. Levanto e olho para o lado.
– Aaaaaaah – grito
Vou me afastando de um... um dragão, grito mais ainda. O dragão parece assustado, o garoto o segura, como? Um dragão sendo controlado por um garoto, de uns désseis anos? Você está sonhando, você está sonhando, bato na minha própria cabeça, isso não pode estar acontecendo. O garoto manda o dragão ficar onde está e ele começa a se aproximar. Começo a me afastar.
– Calma, não vou fazer nada com você – ele se aproxima
Paro de me afastar, ele se agacha perto de mim. E eu o encaro, quem era aquele garoto, só podia estar sonhando.
– Por favor, diga que isso é um sonho?
– Não, desculpe, mas não é.
– Mas... mas tem um dragão aqui.
– Esse é o Banguela
– Banguela?! Ele vai nos comer – ele soltou uma pequena risada, mas percebeu que eu falava serio e parou de rir
– Não vai. Psiu – ele chamou o dragão e eu me afastei
– N-não vou tocar nele
– Calma ele não vai fazer nada – ele fazia carinho no dragão
– Não, dragões não são amigáveis, saia de perto dele – o dragão rosnou
– Eles são amigáveis, sim, você não os conhece – o garoto pareceu ficar com raiva, logo depois suspirou – Eles são muito amigáveis, toque neles
O garoto começou a se aproximar com o dragão e sai correndo, ouvi um par de asas batendo, corri mais ainda, mas não adiantou de nada, quando olho para frente. Está... está o garoto montado? Sim, montado no dragão.
– Não tenha medo do Banguela – ele desceu do dragão
– E-ele é um dragão – ainda não acreditava no fato de um dragão está aqui na minha frente
– Só tente – falou pegando na minha mão
Ele foi aproximando minha mão da cabeça do dragão, eu tremia e recuava, ele segurava minha mão para me aproximar, estava nervosa, tirei minha mão com tudo, o dragão ficou assustado. Você deve estar pensando “Que medrosa”, não é nada fácil ficar perto de um dragão.
O garoto me encara. Ele pede minha mão novamente, mas dessa vez ele aproxima o corpo dele perto do meu, ele era um pouco maior que eu, batia em seu pescoço. Virei o rosto para o lado e o deixei conduzir a minha mão, ele para a minha mão, fiquei nervosa, até que sinto uma pele, macia, de dragão, viro o rosto e minha mão está na cabeça dele, o garoto sorria satisfeito.
– Viu, ele não morde – falou sorrindo
– É... acho que não – tirei minha mão da cabeça do dragão
– Quer montar?
– Não, já fiz muita coisa por um dia
– O.k
– Aqui só tem você?
– Não, não. Tem os vikings
– O que?
– Vikings e outros dragões
– O que? – estava em estado de choque
– É... isso
– Tá.. pêra – respirei fundo – Qual o seu nome?
– Ah, meu nome é Soluço.
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