Safe & Sound

28 Velhas Recordações


Notas iniciais
Demorei eu sei, mas fiquei sem internet, por 4 dias e foi aterrorizante, apesar que eu tinha meu celular mas mesmo assim, foi horrivel. Pipoquinhas obrigado por comentarem: Ale Blanco Elgort Karina Nunes isabella blanco Mia blanco Betta Domínguez Eduarda Stoessel Blanco Cah Castillo Vargas ViolettaCullenStoessel Lyns 4ever Queria agradecer especialmente há Karina Nunes, pela recomendação, obrigada mesmo, fiquei muito feliz e emocionada, cada palavrinha significou muito pra mim, obrigada pipoquinha Boa Leitura

Acho que está na hora da senhorita buscar um vestido de noiva não acha ? –Violetta sorriu com aquele ato e sentiu Leon a abraçar ainda mais forte –Nunca fui o tipo de homem clichê, mas...ainda assim com você...quero me casar na igreja católica, no civil, tudo direitinho ouviu bem ? -Sem resposta, Violetta ouviu Leon repetir suas palavras –Ouviu bem ? –Violetta dessa vez riu e assentiu em resposta se soltando daquele abraço, passou a olhar fundo nos olhos de Leon, precisava saber o que passava por trás daquelas esmeraldas e daquele lindo sorriso, tentativa falha como outras. Violetta desceu as escadas daquela residência dando de cara com Angie, que lhe sorrira.

–Angie, sempre me perguntei, como era sua vida antes de conhecer meu pai ?

–Todos temos segredos...

A madrasta de Violetta se retirou do local deixando Violetta com um ponto de interrogação sem igual em sua mente, mas alguns passados podem ser mais parecidos do que pareciam, algumas histórias podem acabar mais distintas do que do costume, mas se duas pessoas refletissem-se um pouco mais algo poderia desperta-lhes algo novo.

Violetta suspirava derrotada, observando-se no espelho tinha de concordar com Leon, ela realmente não queria casar quando a barriga aumenta-se mas isso não significava necessariamente que teria de se casar naquele mês, afinal poderia muito bem casar-se em torno de 7 meses, tempos depois que seu filho nascesse, apenas não entendia porque daquela insistência toda de Leon de se casar em no máximo 3 meses, como se precisasse com tanta urgência.

Violetta ainda admirando-se no espelho se indagava como parecia que o tempo passara rápido e que ele foi longo afinal se faz apenas 2 e meio que ela conheceu Leon, afinal por um súbito instante parece que ela se esqueceu de sua carreira, e de tudo desde 4 meses atrás quando reencontrara Leon

Um estrondo fez com que Violetta volta-se sua mirada para a janela observando algo colorido, não distinguia o porque daquilo, talvez por ser época de festa junina aquelas luzes foram libertadas, um apenas fogos de um baderneiro ou alguém que esqueceu da época que se encontra.

Voltando a dar um longo suspiro Violetta sentou-se no leito macio atrás de si, também conhecido como cama e olhando para seus pés, pose a perceber o mesmo movimento que eles realizavam aquilo lhe recordava uma batida de música, música qual ouvira com Natália, quando a morena tinha confiança total em Violetta, mas aquele dia foi subitamente um erro, também fora nesse dia que na época as amigas conheceram Maximiliano Ponte, de inocente ele só tem a cara mesmo, tanto quanto foi capaz de acabar com a “amizade” de Natália e Violetta, Violetta odiava fazer aquilo jogar para o alto milhares de lembranças como se quisesse recordar o passado, coisa que definitivamente não era a intenção de Violetta, a mesma percebia que seus olhos já deixavam lágrimas imprudentes tomarem conta da face de Violetta, era como se ela sentisse temor de si própria, ela não se orgulhava do que fizera com Natália, se pudesse mudar algo em sua vida isso estaria no topo de sua lista...

A loira ainda na mesma posição jogou o corpo para trás mantendo suas pernas para fora da cama, soltando um leve suspiro que virou um grito que estava entalado na garganta da mesma, cerrando suas pálpebras deixou seus ouvidos a alertar apenas queria as sentir fechadas como se aquilo fosse a fazer relaxar um pouco, Federico e Broduey a ligavam com insistência mas ela sempre ignorava as chamadas e nunca as devolvia naquela semana sua cabeça estava em outro mundo, um qual nem a mesma sabia o qual.

Violetta já se encontrava em frente a porta do seu quarto, do lado de fora da mesma, descendo os degraus percebia-se que aquele extenso corredor assim como a casa encontrava-se silencioso e sem ninguém. Violetta podia ouvir o barulho de seus saltos encontrando-se com a madeira daquela escada escoar pelo gélido ambiente, como sempre sua madrasta a havia deixado apenas um singelo bilhete como de costume na geladeira.

Querida,

Sai com a Manu, volto ao entardecer. Juizo !

Beijos Angie

Violetta sacou uma maça que estava ao seu alcance levando a mesma para sua boca enquanto pegava uma revista que estava no mesmo lugar de sempre, aquela manhã realmente não era do agrado de Violetta mas mentiria se dissesse que ela não gostava daquilo, afinal parecia que o mundo não gostava dela.

Algumas vezes Violetta puxava-se para o passado relembrando-se de tudo, mas de tudo mesmo era incapaz de introduzir exatidão no que, mas sua cabeça lhe parecia um filme, em que flash backs lhe tomavam conta com a possibilidade dela ser movida por eles, uma coisa que a loira não pretendia fazer com certeza era contar de seu passado a seu noivo, afinal seria indecifrável a reação de Leon, afinal né...

No jardim de sua casa Violetta sentia o doce aroma das rosas que lá se encontravam, a loira chegava a suspirar, algo que tinha em comum com seu pai sempre foi a adoração pelas flores.

–Papai...porque você não vende as flores, são tantas...? -Indagou a garotinha de um pouco menos de 6 anos enquanto via o pai rir e aproximar-se de si.

–Você venderia ? -Perguntou aquele homem com a mesma expressão brincalhona de sempre.

–Não -Respondeu Violetta vendo o pai aumentar o sorriso, o que parecia-se impossível.

–Por que não ? -Indagou German com uma pergunta em tom afirmativo.

–Porque as flores são nossas amigas papai -Respondeu a menina trocando o tom e a expressão confusa por um sorriso um tanto quanto sapeca, que passara a se formar nos lábios.

–E quem lhe ensinou isso ? -Indagou German em tom superior, claro de brincadeirinha, mas se achando o tal arrancando uma risada gostosa da pequena garotinha a sua frente.

Violetta percebeu tempos após o sorriso que estava nos lábios, ao recorda-se de seu pai, no fundo nunca terá nada a reclamar da parte dele, realmente nada, ele sempre foi carinhoso e extrovertido com todos era o que sempre pareceu aos olhos de Violetta um homem doce e gentil, mas que como todos continha defeitos, o de German era um defeito inocente não causado por ele, mas uma séria doença no coração, Violetta apenas não imaginava que a doença de German se expandiria conforme os anos fossem passando, foi surpresa para os médicos daquele homem que já não estaria mais entre nós, que ele sobrevivera tanto, eles sempre disseram que ele não teria passado de 2011 mas passou, mas passou...

Violetta estava dentro da estufa ao sul daquele jardim imenso que estava a minutos atrás era estranho mas gostava mais de ficar lá do que dentro de sua própria casa, dentro da imensidão daquele comodo onde fora criada, apreciava apenas o rustico piano e a biblioteca que lá continham, era estranho dizer mas depois dos livros as plantas acabaram virando suas melhores amigas isso definitivamente não significa que Violetta nunca teve ou tem vida social, isso era tem mas sempre foi seu antigo costume, ela tinha Francesca, Marco, Federico, Broduey, havia feito amizade com a ficante de Broduey, a Camila, e com uma amiga "intima" de Federico a Ludmila, também era noiva, tem uma bela aminimizade com Naty e Maxi, por motivos não muito agradáveis de se citar nesse momento ou em qualquer momento.

Violetta rumou sem muita pressa para dentro de sua casa parou para admirar o belo piano a sua frente, e observou aquela imensa sala os mesmos retratos de sempre, e belos retratos por sinal, havia um com uma mistura das cores em tom de lilás, verde e azul para demonstrar o mar, alguns peixes, algumas vezes quando pequena Angie a chamava e a mandava observar aquele quadro e a madrasta de Violetta cantava para mesma uma velha canção.

Gente que vem de Lisboa
Gente que vem pelo mar
Laço de fita amarela
Na ponta da vela
no meio do mar

Ei nós, que viemos
De outras terras, de outro mar
Temos pólvora, chumbo e bala
Nós queremos é guerrear

Quem me ensinou a nadar
Quem me ensinou a nadar
Foi, foi marinheiro
Foi os peixinhos do mar

Ei nós, que viemos
De outras terras, de outro mar
Temos pólvora, chumbo e bala
Nós queremos é guerrear

Quando pequena Violetta gargalhava ao ouvia Angie cantando, de fato um dos divertimentos preferidos da pequena, depois de algum tempo aprendeu a música e cantava junto, diversas vezes seu pai juntava-se a elas e começava a tocar piano acompanhando a melodia da voz de ambas...

Violetta direcionando-se a biblioteca de sua casa, abriu cautelosamente a porta observando a poeira que lá continha, ela era realmente a única que lá adentrava, seu pai e Angie nunca haviam tido esse costume pelo menos era isso que eles diziam e que os olhos de Violetta haviam visto, Violetta pegou o velho livro que tanto apreciava e que já havia lido milhões de vezes "O Conde De Monte Cristo" aquilo lhe fez novamente perde-se em um mundo desconhecido para si própria continuava a encarar aquelas palavras que por incrível que pareça já sabia de cor. Ainda perdida naquilo que seu irmão denominava como: bíblia sentiu uma mão pousar em suas costas virando para trás esperando encontrar Angie, foi surpreendida apenas podendo murmurar completamente estática:

–Vo...vo...você ?

Notas finais
Pipoquinhas espero que tenham gostado e por favor me digam o que estão achando. Comentem ! Recomendem ! Favoritem ! Acompanhem !