Safe & Sound
15 Velhas Amizades
Notas iniciais
–Eu estou indo para o aeroporto -Violetta estava com um sorriso bobo encarando Leon, e ao perceber isso e também que falou em um tom doce, o mesmo que falava com 16 anos, se repreendeu e fechou o sorriso, assim Leon continuou:
–Te levo ao aeroporto !
–Não precisa Leon -Violetta disse voltando por completo ao tom sério
–Faço questão! -Leon disse com um sorriso capaz de arrancar um suspiro de qualquer uma Violetta sentiu-se sendo puxada por Leon a mesma ao sentir aquele toque sorriu mas logo novamente se reprendeu, Violetta sentiu os braços de Leon rodiarem sua cintura, Violetta lançou-lhe uma praga por gostar daquilo, assim como gostava na adolescencia, logo entrou no carro de Leon, colocou Manuela que ainda dormia no banco de traz, não demorou muito e logo chegaram no aeroporto, ao sair do carro estranhou Leon sair também ele se aproximou e segurou sua cintura colando os corpos de ambos e tomando os lábios de Violetta para si, a mesma no mesmo momento passou seu braço pelo pescoço de Leon e foi a primeira a tomar iniciativa a pedir passagem com a língua, Leon segurava a cintura de Violetta com força, não existia espaço algum entre ambos, Violetta havia prensado Leon contra o carro sim Violetta enquanto o beijava, ao perceber o que estava fazendo Violetta empurrou-se de Leon o mesmo estava com um sorriso gigante no rosto, Violetta com os olhos assutado e proferiu:
–O que eu fiz ? -Os olhos de Violetta já estavam derramando lágrimas
–Violetta eu te amo, por favor seria tudo diferente me deixa explicar por favor eu...-Leon foi cortado por palavras de Violetta que foram proferidas serenamente
–Leon, eu não sei o que pensar, por favor...-Violetta não conseguiu terminar a frase voltou a chorar, mas logo viu Leon levantando seu rosto pelo queixo e lhe dando um beijo na testa, Leon sussurrou para Violetta:
–Eu te amo ! -Violetta sorriu e devolveu:
–Eu também te amo ! -Ambos se beijaram mais uma vez e Violetta pegou Manuela do carro e se dirigiu ao aeroporto mas aquelas palavras proferidas por ela e Leon não conseguiam sair de sua cabeça, mas será que ele falava a verdade, será que ele a amava ?
As vezes nossos pensamentos são capazes de confundir a nós mesmo, a dor e o rancor nem sempre são levados a sério mas no fundo esta presente no nosso interior, as vezes fantasmas do passado, nos assombram e descobrimos que somos crianças assustadas, lembranças são refletições e refletições nosso pior pesadelo a recordação de erros inadimensíveis que contorcem nosso interior querendo nos fazer esquecê-lo assim como esquecemos de coisas sem importância para nós mas de perfeita destruição para outros, somos como granadas explodimos os que estão ao nosso redor e impossível fugir da realidade, mesmo ela ser algo que manifestamos como discórdia e agrupamento, a verdadeira necessidade é algo que é inesistente que nosso inteiror inventa para nos culpar mesmo quando o gatilho da arma já foi apertado...
Violetta respirava fundo enquanto olhava a paisagem do avião sua filha havia dormido, mas Violetta não fora capaz de realizar tal ato refletia o que havia feito horas atrás antes de embarcar naquele avião, havia se declarado a aquele homem que tanto a machucou no passado, Violetta temia voltar a Barcelona passar pelas mesmas ruas que passara quando criança onde teve sua vida destruída um temor sobre o que passara desdo seus 9 anos de idade
–Por favor não ! Socorro !
–Calminha bonequinha ! Calminha !
O ódio conturbou Violetta naquele estante as lágrimas rolavam com ódio e temor, temos por tudo o que passara qualquer garotinha daquela idade ela refletia-se na própria já aconteceu de refletir em sua própria filha, o ódio e a tristeza conturbadores sempre a consumiram raiva ódio era tudo o que lhe passara naqueles árduos instantes, Violetta tentava destraí-se com coisas fúteis mas sem resultado, sua paciência estava certamente se esgotando com aquela situação de modo desconfortante, Violetta virou-se para mirar sua filha que ainda dormia tranquilamente, a respiração de Violetta começou a se acelerar ou ouvir as palavras
–Senhores passageiros apertem os cintos pois estamos desembarcando em Barcelona –Aquela cidade de certa forma era seu pior pesadelo, passou a parte infeliz de sua vida desda separação de seus pais a descobrir que engravidara de Leon, Violetta começou a fazer cócegas em sua filha que ria sem parar acordando:
–Mama ! –Disse a menina que batia as perninhas e as mãos desesperadamente enquanto ria Violetta sorriu e sussurrou:
–Chegamos, meu amor
–E o papai ? –Violetta suspirou e parte de si ansiava para ignorar a pergunta infeliz que sua filha acabará de proferir, lembras de Leon e as tolas palavras que proferia a ele, antes de embarcar naquele avião, Violetta pegará sua filha no colo e a bagagem de mão, logo ao desembarcar pegou o resto da sua bagagem e andou rumo ao portão principal, logo avistou seu pai sorrindo e ao lado Angie Violetta, colocou sua filha no chão e correu aos braços de seu pai, o púnico homem anuncer Marco a quem confiava, logo em seguida abraçou Angie, sentira falta de ambos, pois German era seu pai e Angie sua figura materna, Violetta abraçara novamente ambos e Angie pegou Manuela em seu colo e Violetta foi no banco de trás com seu pai, o mesmo a contava sobre sua doença que os médicos estavam perdendo as esperanças, já haviam usado tudo cirugias, medicamentos, até a uma sensitiva ele foi indicado mas nada, seu tempo era curto, German afirmou já ter co-escrito seu testamento e que iria Violetta havia ficado com os imóveis e 50% da erança, Marco com a empresa e 30% da erança em dinheiro, já Angie com os emprendimentos no esterior, a casa em Barcelona mais 20% da erança. Os imóveis que Violetta possuíra era 2 apartamentos duplex em Paris. Uma mansão na Itália, a casa em que ela e o irmão moram em Buenos Aires, um apartamento em Barcelona, mais algumas mansões e apartamentos espalhados por Uruguai, México, Chile, Portugal e Estados Unidos. Violetta riu pois seu pai sempre lhe prometeu deixar isso na erança quando ela era pequena e sonhava viajar pelo mundo, Violetta numca levou a sério essa promessa mas pelo jeito foi realizada
Ao entrar na casa cujo viveu na sua infância Violetta sentiu lágrimas rolarem por toda sua face e um pequeno sorriso se esboçar em seu rosto, ela não sabia como expressar aquilo lembranças vinham em sua mente e ao meso tempo sensações diferenciadas, aquilo era perfeito e miserável ao mesmo tempo, Violetta sentia facadas em seu coração, só acordou de seus pensamentos por seu pai a chamando:
–Filha você vai ficar no quarto 4 e a Manu no 2, tudo bem princesa ?
–Senti sua falta pai ! –Violetta abraçou o homem de terno de lado e suspirou aliviada ele a salvou de entrar em pensamentos profundos e que ela realmente não estava em um bom dia para compartilhar consigo mesma, Violetta já sem eu quarto colocou suas roupas em cima da cama, mas não terminou sua tarefa pois foi dar um passeio na bela cidade de Barcelona, Violetta andava em passos apressados e largos estava sem rumo apenas dirigiu-se ao que vinha em sua frente, logo se viu rodeada de adolescente, não entendeu aquilo só ficou claro ao olhar para cima ela estava exatamente em frente a “Elite Way Barcelona in the Star or Pepolpe" não podia ser acidentalmente achou o lugar que tanto procurava, sem mais de longas, Violetta entrou naquele local, o mirando, não havia mudado muita coisa, ela apenas dirigiu-se a sala do diretor
–Com lincença
–O que deseja minha jovem ?
–Estudei aqui a alguns anos e estou querendo informações sobre minha antiga amiga
–Qual seria o nome da sua amiga ?
–Natália Vidal !
–Mas essa moça trabalha aqui !
–Aqui ?
–Sim ! Professora de biologia
–Posso falar com ela ?
–Claro sala 23 !
–Obrigada !
–Não foi nada –Violetta viu aquele homem desvia sua mirada de si e voltar a prestar atenção no livro que lia atentamente, Violetta marchou a tal sala com o coração na mão, ao se deparar com o número “23” respirou fundo e bateu na porta e a abriu, logo encontrou uma moça de cabelos negros encaracolados, curtos aos olhos de quem vê, pele branca e um sorriso nos lábios:
–Pois não ?
–Natália Vidal ?
–Eu mesma
–Poderia falar com você ?
–Desculpe mas te conheço ?
–Sim...
–Seu nome ?
–Violetta Castilho
–Violetta ???
–Sim ! –Violetta viu a amiga arregalar os olhos e pular feito uma criançinha, Violetta viu os alunos de Natália se assustarem com a reação, Natália saiu correndo da sala, e foi abraçar a amiga, ou melhor a esmagar
–Senti sua falta Vilu !
–Também senti a sua Naty !
Ambas voltaram a se abraçar Naty proferiu:
–Estou dando aula, onde podemos nos encontrar ?
–Na minha casa, a do meu pai, lembra o endereço ?
–Claro
–Ótimo amanhã de manhã ?
–Ok amiga
–Até lá –Ambas se abraçaram novamente e Violetta mirou Natália entrar naquela sala, Violetta seguiu seu caminho com um mal estar jurando ser emoção, Violetta lembrando precisar comprar remédios para Manuela, foi a farmácia, logo seus olhos encontraram algo que lhe depositou um grilo na cabeça, assim o comprou e se dirigiu a sua casa, logo encontrando sua filha pulando com Angie:
–Cheguei !
–Viu Manu ta na hora dos seus remédios ! –Exclamou Angie todos começaram a rir ao ver Manuela sentar no chão cruzar os braços e fazer bico e cara de brava –Vilu deixa que eu faço isso, vai descansar
–Obrigada Angie ! -Violetta ao entrar em seu quarto despiu-se e rumou ao Box, lá sentindo as gotas d’água quentes caírem sobre seu corpo, misturando-se em lágrimas não podia ser verdade de novo não, Violetta deslizava as costas pelo vidro até chegar no chão lá colocando a cabeça entre a perna movendo seus dedos e com eles brincando com o vapor d’água que estava no mesmo fazendo desenhos, ao perceber que muito tempo passara levantou-se e rumou ao seu closet trajando um shorts jeans bem curto branco uma sapatilha azul, e uma blusa regata azul, passou uma maquiagem básica soltou seu cabelo e se dirigiu novamente ao banheiro, Violetta lá, rapidamente saiu e esperou longos minutos que pareciam mais eternidades, logo dando-se conta que passara tempo suficiente dirigiu-se ao banheiro, lá o pegara e o encarar, Violetta quase caíra pra trás, era positivo, ali mesmo caiu de joelhos permitindo-se soltar as lágrimas que no banho foram seguradas o que restara não passaria dali não podia esperar outro filho daquele homem, não podia, tudo que ela menos queria era aquilo, Violetta começou a chutar que se encontrava em sua frente, derrubava com as mãos tudo que estava em seu alcance, Violetta jogou-se com tudo no chão permitindo sentir um leve impacto, e olhando para o lado deixou as lágrimas rolarem de suas face vendo-as se diminuir ao chão, Violetta mexia-se de um lado para o outro com a esperança daquilo não passar de um mero pesadelo, ou uma mera falseta de sua mirada mas não esperança em vão, Violetta subiu seu corpo ficando com a cabeça deitada em seus próprio joelhos querendo atola-se em lágrimas, as mesmas desciam sem rumo pela face de Violetta que as impedia com raiva, Violetta sentia nojo de si mesma por novamente ter caído na lábia barata daquele homem que sempre jurou a “amar” Violetta não podia sido tão responsável novamente, esquecer novamente a camisinha, isso era estar no olho do furacão, novamente nas mãos do tal de “destino” que tanto lhe confrontara...
Na manhã seguinte
Violetta acordara na manhã seguinte, da mesma forma que desmaiara na noite passada, seus olhos ainda estavam vermelhos, Violetta fitava-se no espelho com as mãos na barriga, imaginando gerar novamente um parzinho de olhos verdes, aquilo assustava Violetta, de novo um filho dele...aquilo de certa forma era desconfortante...
Violetta entrara no box, dessa vez sua pressa lhe venceu tomou banho rápido e ligeiramente se vestiu trajando uma blusa amarela regata, um shorts branco bem curto e uma sapatilha amarela, vez um rabo de cavalo e desceu as escadas lá encontrou os sorrisos de todos que lhe afirmara, estar saindo, Violetta suspirou e disse que não iria junto, pois marcou de se encontrar com sua antiga amiga, assim foi, horas após a campainha tocou, assim ela abriu esperando encontrar Natália do outro lado da porta, mas foi em vão ao abri-la encontrou um par de olhos verdes a fitando
–Não podia deixar você ir embora de novo, já te perdi uma vez e não posso cometer esse erro de novo
–Leon ?
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