Notas iniciais
Bem pipoquinhas, to meia sumida né ? Ai vocês me perguntam um meia né ? Faltava apenas 2 dias pra dar o "45 dias sem postar talvez o autor tenha abandonado a fic" então decidi postar antes disso, bem a história está chegando ao final esse é finalmente o capítulo 30, e a fic vai até o 35, na verdade até o 34, porque o 35 é o epilogo, desculpe a demora, obrigada pelos comentários e espero que gostem ! E tinha mais alguma coisa que eu queria dzer...ta...ta...ta...ta lembrei ! Queria agradecer do fundo do coração a recomendação da Cah Castilho Vargas, obrigada mesmo Cah, fiquei emocionada, sério obrigada mesmo Boa Leitura !

–Como entrou aqui ?

–A porta estava aberta -Violetta cerrou suas pálpebras recordando-se de ter apenas encostado a porta ao sair do jardim.

–Como sabia onde moro ?

–Te segui quando nos encontramos no parque e você desmaiou, pelo visto teve uma filha né ?

–Sim...mas o que faz aqui ? -Violetta viu Maxi dar-lhe uma risada irônica e o viu depositar em suas mãos um envelope.

–Apenas trouxe isso "querida" -As risadas daquele homem aumentaram e Violetta o viu sair daquele local, a mesma abriu o envelope, e obrigou-se a encostar-se no encosto da cadeira, murmurando a si mesma coisas como:

–Como ele conseguiu isso ? -Violetta estava literalmente pasma com a artimanha de Maxi para conseguir isso, apenas podendo sussurrar para si mesma -Desgraçado...

Violetta respirava e inspirava o ar com uma certa dificuldade e pressa, amaldiçoava o fato daquele homem ter decidido fazer-lhe uma visita, provavelmente, o sentimento de Maxi seria o mesmo do de Naty, vingança, afinal...ele deveria ter ódio ou ressentimento pela figura de Violetta, as vezes a loira se indagava se talvez, se ela não tivesse completado sua antiga façanha se Maxi e Naty ainda estariam juntos provavelmente não, afinal ele era apenas um play boy o relacionamento mais longo dele havia sido de 3 meses, com as mãos na testa, Violetta continuava a encarar seus pés, observava suas pernas, estavam termendo descompassadamente, certamente não poderia cometer o mesmo erro de seu exame de gravidez e aquele envelope em cima de sua mesa, afinal despertaria a curiosidade de qualquer um, mais um empecilho para sua vida, era a única coisa que passava pela mente de Violetta naquele sórdido momento, enquanto a mesma perdia-se mais uma vez na linha do horizonte.

Ainda concentrada no futuro daquele empecilho, Violetta fora acordada de seus pensamentos pelo barulho insistente da campainha que escoava no ambiente roubando de uma vez sua completa atenção, voltando sua mirada para suas mãos, Violetta abriu aquele livro e dentro dele depositou o que tanto a incomodava, cerrando suas pálpebras, soltou um suspiro de alivio, movendo aquele livro para a prateleira, logo levando sua mão esquerda a gélida maçaneta da porta a sua frente a girando, enquanto saia daquele comodo. Atordoada, dirigiu-se até a porta, abrindo-a logo encontrou a expressão preocupada de Leon.

O que te afinge ? -Indagou a loira vendo Leon arquear-lhe as sobrancelhas.

–Sabe o quanto é perigoso deixar a porta aberta pequena ? -Violetta abaixou timidamente a cabeça não por motivo mas para fugir daquelas iris verdes que mantinham uma expressão brincalhona mista de preocupação.

A expressão baixa de Violetta não se manteve por muito tempo, logo sentiu Leon a pegar no colo estilo noiva, a fazendo subir sua mirada, apenas não sabia se seria mais apropriado rir ou o xingar. Violetta percebeu que Leon subia as escadas com ela no colo, pouco demorou para a mesma sentir seu corpo relaxar sobre um leito macio, mas conhecido como sua cama.

Logo Violetta viu Leon deitar-se ao seu lado e dar-lhe um suave sorriso, a mesma encostou sua cabeça no peito do Leon, ouvindo-o cantarolar algo, e sentia um leve cafuné em sua cabeça, as vezes parecia que ignorava isso, o que acontecia em sua volta, que dava mais valor ao seu infeliz passado do que seu feliz presente, afinal parecia que tudo levava-se ao seu passado, era impossível esquecer, mas também não era impossível seguir em frente, coisa que ela temia fazer, pois não queria fazer o que fez no passado, deixa-lo mas uma vez mal resolvido, queria excluí-lo de seu futuro mas antes disso queria apaga-lo de seu passado o estava começando a parecer uma missão impossível aos olhos de Violetta.

–Leon...-Murmurou a loira voltando sua mirada para as iris verdes de seu noivo que sorrirá.

–O que foi minha pequena ? -Indagou aquele homem, que em muitas horas poderia ser impossível, mas que era o que ela definitivamente queria.

–Por que...-Novamente murmurou sabia que veria confusão nos olhos de Leon, certamente acertou.

–Por que, o que pequena ? -Indagou.

–Por que parece que sempre tudo da errado comigo ? Que eu sempre erro ? -Violetta, posse a desabar em lágrimas escondendo seu rosto no peito de Leon, sabia que o mesmo não entendera nada, mas desabafar com ele, não seria possível mas pelo menos teria aquele homem a consolando...

Dia seguinte

Naquele instante Violetta estava na biblioteca, ela e Angie se encaravam como se quisessem dizer algo mas tinham medo de uma rejeição que uma não conseguia compreender da outra, o casamento de Violetta aproximava-se cada vez mais, assim como a relação de Violetta com sua madrasta, ambas passavam dias conversando e escolhendo juntamente com Leon os preparativos do casamento, apesar de Violetta sempre ter gostado muito de Angie ambas nunca tiveram uma certa afinidade como estiveram tendo nos últimos dias, era como se partilhassem algo sem ao menos esse tal haver.

2 semanas após

Violetta estava de frente para um espelho, estava provando seu vestido de noiva, ao seu lado estava Francesca que contava a loira, novas sobre o caso de Marco, aquilo naquele instante pouco a importava afinal só ouvira a parte do mesmo ter conseguido liberdade, aquela vestimenta branca estava de fato magnífica e Violetta estava certa disso e não era pelo fato do vestido ser dela.

Costureiras a sua volta, Francesca resmungando as mesmas coisas, Angeles a observando serenamente, não era exatamente isso que ela imaginava daquele momento, mas não reclamaria de nada, afinal era bem mais do que já havia imaginado em sua vida, imaginava o que Leon estaria fazendo naquele momento, seu noivo andava ocupado demais, apenas não reclamava pois quando estava com ela, ele era meloso ao extremo coisa que a agradava.

Era a terceira vez que tinha que arrumar aquele vestido apenas daquela semana, seria melhor casar-se o mais depressa possível, afinal apenas se casaria quando estivesse em seu 5º mês de gestação até lá teria de arrumar aquele vestido milhões de vezes, ela não estava reclamando de forma alguma, apenas não lhe agradava o fato de provar diversas vezes o mesmo vestido e o alargar todas as vezes que fazia isso, queria casar-se ainda no 3º mês, mas Leon não concordou afirmando que era um sonho seu desde criança em quando casar-se que sua noiva estivesse esperando um filho dele, e que aquilo fosse aparente para os demais convidados no local, Violetta julgava aquilo um desejo estranho para uma criança, mas não questionou, estava curiosa pois queria saber o porque disso, mas viu que só de perguntar magoou Leon, preferiu deixar quieto o assunto, mas tinha muita curiosidade em saber além disso o passado de Leon que ela nem se quer imaginava o que poderia ter ocorrido nele.

Uma semana depois

Violetta estava em seu quarto, mais uma vez estava sozinha em casa, Angie havia saído logo pela manhã, e não disse aonde ia, Leon havia passado em sua casa algumas horas atrás, queria levar ela e Manuela para um parque de diversões, seria uma boa ideia se ela não tivesse marcado de encontrar Natália, elas haviam marcado por volta das 13:30 mas já se passara mais de 30 minutos e nada naquela outra garota, aquilo estava afligido Violetta, necessitava encontrar Natália, temia que ela desse o bolo como outra inúmeras vezes quando eram adolescentes. Tão logo a campainha tocou, Violetta que estava sentada no sofá da sala se dirigiu a porta, quando a abriu encontrou a figura de Natália com um sorriso no rosto. Antes que Violetta pudesse dizer algo sentiu Natália a abraçar, logo ambas se soltaram do abraço, e sem dizer nada se dirigiam a cozinha e sentaram naquela mesa de mármore, sem se fitar ou dizer algo olharam para cantos distintos, a primeira a proferir algo foi Natália.

–Vilu, cadê a gracinha da sua filha ?

–Saiu com o Leon...-Respondeu prontamente Violetta, afinal ela não via necessidade em prolongar aquela conversa.

–Por que está sendo grossa Vilu ?

–Não estou sendo grossa Natália simplesmente não me vem na cabeça o porque de você estar me atazanando compreende ? –Violetta estava tentando ser o mais direto possível com Natália, estranhou por ver sua antiga amiga fechar o sorriso que continha na face.

–Mas, Vilu...sempre fomos amigas...tivemos uma briga quando adolescentes, mas...mas...eu lhe perdoei, realmente, amiga, eu nunca quis te ver mal, errei também em abandonar-lhe, mas...eu realmente te considero minha amiga, sei que você só me procurou depois de tantos anos, pra manter seu segredo...mas queria que por um momento fosse compreendesse que você pode ter deixado de ser minha amiga, mas eu não deixei de ser sua...

–Mas e as armações ?

–Me arrependo de um dia ter as realizado...-Murmurou a amiga de Violetta.

–Amigas ? –Indagou Violetta murmurando, talvez não fosse tão mal assim tentar ser amiga de Natália de novo.

–Amigas ! –Respondeu a morena pra Violetta ambas se abraçaram e logo Violetta viu Natália ir embora. Violetta subiu para seu quarto de fato precisava descansar. Mas acabou dormindo.

Algumas horas depois...

Violetta, sentiu-se despertar logo ao sentir uma caricia em suas madeixas, lentamente abriu seus olhos encontrando seu noivo, sorrindo para ela, rapidamente a loira retribuiu o sorriso.

–O que faz aqui ? -Murmurou Violetta pelo fato de estar sonolenta, afinal acabara de acordar.

–Estava com saudades suas...não nos vemos a 2 dias...-Murmurou o noivo da loira, a mesma deu um pequeno sorrisinho indicando achar graça daquilo.

–Mas é pouca coisa 2 dias...

–Mas eu estava com saudades de você, poderia ao menos ter telefonado -Violetta viu que Leon estava falando sério, não sabia se ficava preocupada com ele ou se achava graça de tamanha carência.

–Meu amor...mas o que você quer que eu faça ? Já provei diversas vezes o vestido de noiva e nunca ta na medida exata, Francesca só fica falando um monte de coisa que eu não consigo acompanhar...

–Porque não pede minha ajuda, sou todo ouvidos, principalmente quando se trata de você ! -Violetta suspirou e abraçou Leon.

–Posso te fazer uma pergunta ? -Indagou Violetta.

–Sim...

–Como era sua família ? Você nunca falou dela...

–É complicado -Murmurou Leon com a cabeça baixa.

–Por favor...-Suplicou Violetta.

–Não conheci minha mãe, morreu em meu parto e meu pai...bem ele não se importava comigo, era negócios, empresa, negócios, empresa, fui criando pelo meu avô...-Respondeu Leon, parecia ser tão indiferente para ele isso –Mas é algo morto, enterrado e septado -Mas porque meu amor ?

–Nada...-Murmurou Violetta.

–Agora me conta meu amor, como foi sua infância ? –Violetta sentiu um frio na espinha, não fazia parte de seus planos contar a Leon de sua infância que praticamente não teve.

–Não quero falar sobre isso...-Murmurou Violetta.

–Eu lhe contei a minha história porque não faz o mesmo ?

–Porque não é fácil...finais felizes, príncipes e princesas, dragões e bruxas más, castelos, pessoas apaixonadas e com a felicidade eterna, eu descobri ta pior maneira possível que não existem...-Respondeu Violetta pensativa sorrindo para Leon para não deixar transparecer sua dor e rancor por seu passado.

Dias depois...

–Para Leon ! –Gritou Violetta apesar de estar se divertindo, até o final do dia estaria com um belo de um resfriado, ela e Leon estavam tomando um banho de mangueira, o calor em Barcelona naquela manhã era insuportável já deveria ter passado nos 40° graus a muito tempo, mas isso não a impediria de pegar um resfriado, ainda mais faltando poucos dias para seu casamento, ela sorria radiante, fazia tempo, que nada a acontecia depois das fotos que Maxi a mandará, nunca mais lhe aconteceu nada, já havia rezado três terços inteiros agradecendo por isso, a palavra “paz” nunca esteve incluída em seu dicionário.

Ela e Leon quiseram aproveitar o calor para viajar para o norte de Barcelona, como de costume Angie havia ficado com Manuela, mas dessa vez com a ajuda de Natália e Francesca, Marco já havia sido solto, e até agora ela não havia providenciado o enterro de German, queria o fazer antes de seu casamento, sentia não ser ele a levá-la ao altar, pelo menos seria ser irmão. Que acertava alguns últimos detalhes da empresa, enquanto pensava Violetta estava terminando uma ducha quente, vestiu um vestido largo e calçou um chinelo e viu Leon vindo até ela com uma tigela de frutas frescas, como abacaxi, uva, pêssego, kiwi, pêra, banana, melancia, frutas tropicais em geral a puxou para o sofá.

–Até quando iria me esconder que tinha uma casa na praia ? –Reclamou Violetta.

–Meu amor, eu não escondi isso.

–Nesse caso ocultou ! –Violetta cruzou os braços sentindo Leon a puxar.

–Deixa de manha, meu amor ! –Afirmou Leon, passando a mão no ventre de Violetta, já era visível sua gravidez.

–Não estou de manha, apenas...apenas...há ! –Respondeu Violetta voltando sua mirada para as unhas e revirando os olhos abaixando a cabeça, mas ela logo foi levantada por Leon.

–Não é porque estamos há 1 semana sem brigar que temos que recuperar o tempo perdido –Respondeu Leon acariciando o rosto de Violetta e logo a abraçando –Talvez finais felizes realmente não existam, mas se nos esforçamos podemos ter uma história, uma história que pode acabar com nós dois juntos para sempre, com problemas e brigas, mas juntos, compreende ?

–Sim...-Respondeu Violetta sorrindo e correspondendo ao abraço de seu noivo...

Notas finais
O que acharam ? Me digam por favor pois se acham que preciso mudar algo é a hora certa pra dizer isso ! Espero que tenham gostado ! Comentem ! Recomendem ! Favoritem ! Acompanhem !