Safe & Sound
19 Exagero
Notas iniciais
–Deixa eu cuidar de você pela primeira vez tenha quem lhe abrace a noite, tenha quem esteje ao seu lado, tenha quem te apoie, tenha quem seja seu porto seguro...deixe eu te abraçar a noite, deixa eu estar ao seu lado, deixe eu te apoiar , deixa eu ser o seu porto seguro, deixa eu cuidar de você...-Violetta sentiu ser tomada pelos abraços fortes de Leon que lhe apertavam como se tivessem medo que Violetta fugisse de seus braços, escapulisse de si, ali havia muito mais que um único sentimento ali sentimentos distintos e desconhecidos os mantinham unidos naquela posição, aquela fria tarde de Barcelona não lhe fazia juízo.
Amar e ser amado! Com que anelo
Com quanto ardor este adorado sonho
Acalentei em meu delírio ardente
Por essas doces noites de desvelo!
Ser amado por ti, o teu alento
A bafejar-me a abrasadora frente!
Em teus olhos mirar meu pensamento,
Sentir em mim tu’alma, ter só vida
Pra tão puro e celeste sentimento
Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
Juntos, juntos perderem-se no oceano,
Beijar teus lábios em delírio insano
Nossas almas unidas, nosso alento,
Confundido também, amante, amado
Como um anjo feliz... que pensamento!?
Violetta sentia-se em um momento tenso, acreditar em Leon era voltar para um poço sem fundo que a consumia por dentro a cada instante que passava, não sabia como sentir-se diante aquilo, as palavras daquele homem a soavam verdadeiras, mas voltar ao seu passado ? Não, ele não podia fazer o mesmo e realmente ele não estavam pronto para ouvir o que Violetta precisa dizer, ninguém estava...
Violetta se perdia nos olhos verdes do homem a sua frente que a incomodava tentando enxergar por sua trás parecendo ler até seus pensamentos que não eram dos mais agradáveis sobre aquele homem, que por mais que não admitisse nada mudará, seus sentimentos refentes a Leon são os mesmos de quando tinha 16 anos.
Uma coisa que realmente nunca faltou em Violetta foi experiencia, seu passado era um borrão em sua mente que o queima de forma desnorteada, muitas vezes sonhamos em esquecer algo que passará em nosso passado, mas não conseguimos esquecer, quanto mais sombrios, mais nos assombram...
Algo tirou a atenção de Violetta, fora os olhos de Leon lhe cobrando uma resposta a "proposta" que lhe fizera a minutos atrás, Violetta não distinguia as palavras de Leon de uma declaração a uma súplica atormentada. Violetta sentia-se pressionada por aquelas esmeraldas que a fitavam com um ponto triste no fundo com ansiedade, Violetta sentiu a respiração de Leon cada vez mais perto de si, até sentir seus lábios roçarem com os daquele homem em sua frente, assim Leon parecia não ter pressa, Violetta soltou um leve gemido, as mãos de Leon pressionavam fortemente sua cintura, aquela ação era certamente dolorosa mas não de forma incomodante, isso realmente afetava a alma de Violetta.
Ambos estavam completamente entregues um ao outro, ou melhor aquele sentimento que de forma cabulosa os entregava, de forma ágil pediu passa com a língua empurrando a mesma contra a parede e os separando de forma ainda mais ágil, aquilo surpreendeu Violetta, afinal o que realmente queria com ela ? se não mais uma noite de sexo, o que era o tanto preciso que ele precisava presenciar.
–Violetta -A voz de Leon saiu trêmula e ofegante -Eu te amo...-Violetta sentiu ser apanhada novamente por Leon, dessa vez mas feroz, mas a mesma o empurrou, com lágrimas nos olhos:
–Quando te amei ! Quando te quis ! Quanto te pedi ! Quanto lhe implorei seu amor ! Quando estive rastejando aos seus pés ! O que você fez ? Me chutou...acabou com a minha última chance de felicidade...-Leon a mirou incrédulo continuando tremulo as palavras de Violetta, assim lhe rugou uma palavras irônica:
–Violetta, você teve uma vida de luxo confortável, na melhor escola do País, o que que eu tive ? Uma vida na pobreza, tinha uma bolça de estudou na melhor escola do País, o que que tem isso Violetta ?
–Leon você não sabe da minha vida você não sofreu uma parte do que eu sofri, você teve infância por mais simples que seja eu perdi a minha aos 6 anos, você não sabe de nada ! Eu sei como a vida é cruel com inocentes então cala a boca ! Cala a boca ! -Violetta começou com berros sua sorte é que não havia ninguém em casa naquela fria tarde.
Violetta berrava e chorava descontroladamente, apenas sentiu-se ser envolvida pelos braços de Leon que a acariciou e os deitou na cama a abraçando, Leon colocou a cabeça de Violetta em seu peito com a consequência de cessar suas lágrimas que traziam soluços juntos, assim a mesma nem conseguia respirar chorava alto, sem se importar com o mundo em sua volta, não podia expressar o que realmente estava sentindo naquele doloroso momento em que flash backs com intensidade rebatiam em sua mente que se encontrava confusa.
Violetta dormirá nos braços de Leon, ela sentia muito por aquilo ter sido perfeito para si, assim levantou sua mirava e encontrou a expressão preocupada de Leon.
–Violetta, vamos fazer isso juntos, vamos criar essa criança com um pai e uma mãe.
–Não posso Leon...
–Por que não ?
–Sabe que sinceramente não queria ter nenhum elo com você Leon não queria esperar esse filho, não queria que Manuela fosse um elo nosso, não queria saber que algo sempre me prende a você...eu não queria, se pudesse desejar uma coisa juro, que desejaria nunca ter te conhecido...-Violetta admirou-se ao ver que Leon chorava, viu seus olhos tomarem uma cor negra, apenas sentiu Leon os segurarem forte.
–Leon, está me machucando...
–Eu fiz tudo por você -Violetta observava assustada, nunca havia visto Leon se descontrolar assim, ele realmente berrava -Arrisquei tudo por você ! Arrisquei minha empresa por você ! Podia perder tudo o que contruí por você ! Podia ser preso, acusado de pedofilia (N/ACaso alguém não saiba é quando um maior de idade namora uma pessoa menor de idade)! Tínhamos ou melhor temos 10 anos de diferença ! Você era uma criancinha ! E quer saber ainda é uma, uma garota mimada que acha que tem tudo o que quer ! Nunca teve que batalhar para conseguir e atingir seus sonhos, suas metas ! -Violetta levou suas mãos a face de Leon, ouvindo um alto estalo ser espalhado pelas ondas sonoras, Violetta viu, Leon acariciar sua face e dar uma passo para trás como se quiser ver por inteira a expressão de Violetta
–Quer saber, meu passado não é nada comparado ao seu, minha vida foi uma verdadeira merda, Leon sofri a vida inteira, você não me conhece, você que é um mimado em qualquer sentido que for, você teve amo de seus pais ? Tenho certeza que sim ! Teve infância ? Aposto que sim ! Eu amadureci muito rápido por questões de sobrevivência Leon, aprendi a me virar sozinha, aprendi que só posso confiar em mim mesma...aprendi que eu sou minha própria e única confidente a lealdade verdadeira leva anos para ser construída e apenas alguns segundos para ser destruída –Violetta e Leon pareciam estar competindo para mostrar quem tinha mais raiva e magos acumulada dentro de si.
As horas não foram capazes de ajudar Violetta, ela via Leon desperdiçar sua raiva sobre si, como se quisesse puni-la por um crime que não fizera, como se quisesse finalizar algo nunca finalizado, como se busca-sé arrancar um empecilho de si mesmo e o arremessa-se sobre o peso de Violetta...
Palavras não eram precisas para definir a raiva que ambos continham um do outro naquele momento, suas amargas e pesadas miradas proferiam tudo por eles, como se a razão para aquilo fosse descarregar o que sentiram no passado e que precisava ser dito no futuro.
–Leon, saia daqui agora !
–Será um prazer ! Mimada...
–Desgraçado ! –As lágrimas voltaram a rolar sobre a face de Violetta, assim viu aquele homem sair pela porta de seu quarto levando consigo algo que ela não conseguiu distinguir o que era, Violetta começou a despi-se e seguiu a caminho do Box, lá ligou o chuveiro, assim deixando as lágrimas voltarem a rolar, Violetta passou o sabonete pelo seu corpo e pegou seu xampu assim o passando pelo seu cabelo e o massageando, assim o enxaguando e passando o condicionador também o enxaguando, assim ao terminar pegou novamente seu sabonete o passando por toda extensão de seu corpo.
Violetta saiu do Box se secando e sacando o secador, e o ligando começando a ligeira tarefa de secar seu cabelo, aquilo de fato lhe proporcionava dor de cabeça, Violetta trajava um roupão branco de veludo por fora e uma leve seda por dentro, Violetta mirou por um instante o chão vendo um sangramento vindo de sua intimidade, rapidamente colocou o secador desligado sobre a bancada, pondo-se a trajar-se e passar pela sala que continuava vazia, correndo ao hospital, pegou seu carro e dirigiu-sê ao Hospital Central de Barcelona onde temia o resultado, esperou com muita paciência na recepção daquele enorme e infelizmente único hospital que tinha na cidade, claro o mais próximo.
Assim longas horas se passaram até chegar a vez de Violetta:
–Bom dia senhorita, então me conte o que te trás até aqui ?
–Estou grávida mas tive um sangramento...
–Eu sinto muito, mas é melhor temos certeza, não ? –Perguntou o homem de cabelos grisalhos com uma cara de pena, querendo transmitir segurança a Violetta.
Assim Violetta fora fazer aqueles exames que estava lhe causando uma certa agunía, não podia estar acontecendo tudo ao mesmo tempo, uma briga uma perca e as atormentações que nunca passaram...
Violetta sentiu-se tomada pela conturbação, depois de terminar a bateria de exames que tinha a fazer, sentiu-se ainda mais tensa pela cara realmente nada boa do médico.
–Sentiu algum extrece nos últimos dias ?
–Hoje briguei com o meu...er...meu...pai do meu filho !
–Ficou muito extressada ?
–Sim, foi péssimo meu dia...
–Senhorita sinto muito mesmo...
–Tudo bem...
–A gravidez é de alto risco, gostaria de proceder com ela ?
–Sim...sim –A voz de Violetta saiu trêmula, não sabia se queria proceder com aquilo...
–Bem então já pode ir, mas lembre não faça esforços...
–Tchau doutor ! –Violetta saiu com a mão no ventre não sabia se era uma boa idéia, a decisão que tomará...aquilo lhe trazia leves recordações do passado, um passado distante...
Violetta andará quadras e quadras nem podia mais se recordar de onde deixará seu carro, lágrimas se entendiam por toda sua face...
Assim entedendo a cidade parará em uma praça, sentada em um banco apreciando a paisagem, virá uma cena que não fora de seu agrado, Leo beijando uma garota...
Fale com o autor