Safe & Sound
35 Epílogo
Notas iniciais
Violetta e Leon separaram-se do abraço de consolo que havia à proporcionado, eles se olharam nos olhos por um instante. Leon deu uma certa distância da noiva, por um instante Violetta assustou-se imaginando que era ali que seu conto de fadas terminaria, ele caindo na real e a deixando, mas ele abaixou-se e deu um pequeno beijo na barriga de Violetta que já estava bem visível.
–Leon...-Chamou-o, o mesmo levantou-se e a olhou nos olhos -Por que você não desconfia de mim ? Por quê, não acha que Manuela pode ser filha de outro ? -Indagou, ela não se conformava com que Leon não desconfiasse de algo tão importante.
–Porque confio em você -Violetta arqueou a sobrancelha -E também porque no ano passado a Manuela precisou daquele transplante e eu era compatível -Justificou-se, Violetta o olhou indignada e o mesmo lhe deu um selinho, automaticamente ela sorriu.
–Eu te amo Leon...-Murmurou o olhando nos olhos.
–Também te amo Vilu, também te amo e muito -Afirmou Leon, que logo a puxou para um carinhoso abraço.
3 semanas depois...
Violetta sentia um frio em sua barriga, um medo que a tempos não sentia, mas era um medo bom, aquele era o dia de seu casamento. Ela admirava-se no espelho, o longo véu que era prendido em seus longos cabelos por uma "piranha" prateada com brilho, atrás de si estavam Francesca, sua ex-cunhada, Natália e sua madrasta, todas as fitavam ternamente, o vestido branco era liso — só não era reto, pelo fato de estar com uma aparente barriga de grávida — ele tinha um laço entre outros detalhes, seu vestido de noiva era bem delicado. Ela havia deixado bem claro que não queria um "Casamento de Princesa" nem um "Vestido de Princesa" contra gosto Leon concordou.
–Está linda Vilu -Afirmou Angie, dando-lhe um beijo na testa.
–Estou nervosa -Confessou praticamente em um sussurro.
–Olha só amiga, você vai sorrir radiante quando chegar lá, e aí se decidir parar no meio do caminho, entendido ? -Indagou Natália em seu tom mandão que envez de assustar Violetta apenas causava-lhe risos.
–Entendido senhora capitã -Brincou Violetta, fazendo sinal de continência.
–Suas flores Vilu -Disse Francesca dando-a aquelas belas rosas vermelhas que inalavam um aroma bem reconhecido por Violetta, mas era uma boa recordação.
Quando pequena seu pai tinha uma casa de campo, e ela, seu pai, sua mãe e seu irmão mais velho viajavam para lá todo o verão. E lá tinha atrás da casa, uma estufa repleta de rosas vermelhas. As preferidas da garota.
–No que está pensando Vilu? -Indagou Francesca estralando os dedos da frente da amiga.
–Nada...apenas me perdi em boas recordações -Respondeu com um sorriso sincero estampado no rosto. Logo a porta bareu.
–Quem é ? -Perguntou Angie.
–O irmão da noiva, conhece -Respondeu em tom de deboche e logo a porta se abriu.
–Não seja mal hoje -Pediu Violetta e em seguida deu um terno sorriso ao irmão.
–Estou apenas brincando -Respondeu -Mas e então...pronta ? A noiva costuma se atrasar mas...daqui a pouco completa uma horas que Leon está te esperando.
–Ai meu Deus ! -Exclamou Natália -Então vamos -Disse sem ao menos deixar Violetta pensar em algo.
As três que estavam acompanhando Violetta a arrastaram até o andar de baixo, Marco apenas ria, do que estavam fazendo com sua irmã. Que estava muito nervosa.
–Vilu -Marco chamou, e a mesma virou-se e se aproximou -Ainda da tempo de desistir em ? -Propões e a mesma jogou-lhe um olhar mortal.
–Vou fazer isso -Afirmou sorrindo e dirigindo-se a saída.
Não tardou muito e eles já estavam em frente a igreja. Francesca, Angie e Natália já havia entrado para anunciar que a noiva havia chegado e que ela estava pronta. Angie saiu da igreja olhou para Violetta riu.
–Cinco minutos, o noiva está mais nervoso que a noiva -Comentou Angie.
Violetta sentia suas mãos suarem frio, milhares de coisas passavam por sua cabeça, logo três seres baixinhos se aproximaram, era Manuela, Luiz e Avril. Eles seriam quem levariam as flores e as alianças.
Luiz era o filho de Camila e Broduey, amigos de Violetta, amigos de Buenos Aires, assim como Avril que era filha de Ludmila e Federico.
Logo se foi possível escutar uma doce harmonia, era a marcha nupcial que se inciava, Violetta olhou para seu irmão que sorriu e disse:
–Eu te avisei, agora é tarde demais para desistir -Brincou Marco. Violetta sorriu de lado e agarrou o braço do irmão.
–Preparada maninha ? -Indagou Marco arqueando a sobrancelha.
–Preparada maninho -Afirmou Violetta.
Logo as portas foram abertas, Avril, Manuela, Luiz, Violetta e Marco adentraram, a única coisa em que ela conseguia prestar atenção era no encantador sorriso estampado nos lábios de Leon. Aquele corredor pareci cada vez mais extenso para Violetta, claro que aquela não era a realidade, mas seus pés se moviam e a cada passo, queria desesperadamente estar nos braços de Leon.
Após uma eternidade que na realidade não levará nem ao menos cinco minutos, Violetta subiu ao altar e viu Marco sussurrar algo no ouvido de Leon o mesmo respondeu-lhe algo que ela não fora capaz de compreender e eles deram "tapinhas" na costa de cada um e seguiram. Violetta não prestou atenção em nada que o padre havia dito, apenas olhou para trás, lá estavam todos, incluindo Maxi, Clement, Nicholas, Pablo -que ela não entendia o porque de ter vindo, nem de saber que ela estaria se casando — e bem, até ela, sua...bem Maria até Maria estava lá, mas ela não esboçava nenhuma reação.
–Senhor Vargas, aceitas Violetta Castilho como sua legítima esposa prometendo ser fiel amá-la e respeitá-la na felicidade e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe ? -Indagou.
–Sim, eu aceito -Respondeu Leon sorrindo para Violetta e a mesma devolveu o sorriso.
–Senhorita Castilho aceitas Leonard Vargas como legítimo esposo prometendo ser fiel amá-lo e respeitá-lo na felicidade e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe ? -Indagou.
–Sim, eu aceito -Respondeu Violetta, olhando para o chão e esboçando um tímido sorriso. O Padre voltou a falar e Violetta a não prestar atenção a última coisa que raciocinou foi a palavra final.
–Então eu os declaro marido e mulher -O Padre sorriu e continuou -Pode beijar a noiva -Leon o fez, naquele momento Violetta ignorou seus problemas, apenas tendo uma simples certeza: agora tudo seria diferente e a dor não voltaria, Leon sabia de seu segredo e então não havia forma de a ameaçarem com o que sabiam, mas agora era um novo começo.
4 anos depois
–Charlie ! -Gritou Leon mais uma vez vendo seu filho correr pela casa inteira -Amor me ajuda aqui -Suplicou Leon, sua esposa apenas riu, ele bufou. Violetta e Manuela conversavam sobre alguma coisa que até aquele momento Leon estava ignorando.
–Ah mamãe ele é tão lindo -Suspirou Manuela e lendo arregalou os olhos e parou se correr atrás de Charlie.
–Quem é lindo Dona Manuela -Indagou Leon engasgando-se com suas palavras.
–Um menino da minha classe papai -Respondeu com a maior naturalidade do mundo.
–Você só tem 6 anos, é muito novinha para essas coisas ! -Exclamou mau-humorado.
–Filha, acho que o papei está com ciumes -Riu Violetta sendo acompanhada por Manuela.
–Não, não estou, apenas acho que ela é minha filha e eu sou o único homem que pode chegar perto dela. -Respondeu Leon.
–Meu amor ! -Repreendeu Violetta com um olhar indignado.
–Tudo bem mamãe -Disse Manuela rindo -Vou para o meu quarto.
–Cadê o...-Violetta ia terminar sua frase e perguntar pelo seu filho mais novo mas ele logo apareceu correndo.
–Charlie, você só tem dois anos não mata o papai assim, por favor -Suplicou Leon.
–Como se ele entendesse -Riu Violetta e Leon girou os olhos -Charlie vai para o seu quarto meu amorzinho -Pediu Violetta olhando para o filho que sorrindo assentiu, e correu meio desajeitado para o andar de cima. Violetta fez sinal para Leon sentar-se ao seu lado.
Leon obedeceu. Ele quando sentou-se passou seu braço por volta do pescoço de Violetta e a mesma deitou a cabeça em seu ombro.
–Amor -Violetta o chamou -Obrigada -Ela disse.
–Obrigada pelo que ? -Indagou Leon confuso.
–Por nunca desistir de mim.
–Eu te amo -Disse Leon.
–Eu também te amo -Respondeu, e ela o abraçou.
Se a 7 anos atrás quando conheceu Violetta alguém o dissesse que no final ele se casaria com a "criança mimada" ele definitivamente não acreditaria, assim como não acreditaria, que pudesse dizer um "eu te amo" sem medo de machucá-la, nunca pensou que um dia seria realmente feliz, que não se importaria com a mídia ou a imprensa, que seria um homem comum, sem os holofotes, que a doce menina que conheceu enquanto dava aula em uma escola que ele havia estudado, seria o amor da sua vida, sua esposa, sua pequena.
"Há pessoas que amam o poder, e outras que tem o poder de amar."
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