Notas iniciais
Pipoquinhas normalmente demoro 3 dias no máximo para continuar, mas estava em semana de provas e ainda acho que vou ficar de 5 avaliação em matemática no final do ano, e hoje ainda está tendo a copa, mas pelo menos finalmente entrei de férias ! Acho que to sonhando por gentileza me belisquem ! Esse capítulo escrevi u pouquinho a cada dia e finalmente está pronto ! Pipoquinhas fiquei muito feliz com os comentários, obrigada por comentar: ❤️Percabeth4ever ❤️Duda ❤️Eduarda Stoessel Blanco ❤️Betta A Dreamy Girl ❤️Cah Castillo Vargas ❤️Adry Blanco ❤️ViolettaCullenStoessel ❤️Boa Leitura ❤️

Violetta e Francesca se entreolharam e suspiraram derrotadas e se retiraram, ambas voltaram para o carro com um olhar perdido.

–Vilu me desculpe você veio a Buenos Aires por nada...

–Tudo bem, de qualquer jeito estou indo em bora Fran, vou passar no aeroporto, fico lá, você dirige o carro embora pra casa –O silencio reinou entre ambas a decepção era muita, as duas só queriam que Marco voltasse pra casa foi negativa.

Violetta já desembarcando em Barcelona foi direto para a casa de seu “pai” lá como de costume não tinha ninguém, Violetta tomou banho e foi direto pra casa de Leon, só teve uma surpresa ao chegar no prédio, como não havia ninguém na portaria foi direto ao elevador ao chegar no 12° andar desceu e encontrou a porta de Leon aberta, entrou e teve uma surpresa:

–Maria ?

Violetta abriu seus olhos, percebeu um peso em suas costas, mas não tinha a consciência de designar o que era, apenas sentiu sua respiração se acalmar, piscou muitas vezes seus olhos querendo recorda-se do que havia acontecido, se aquilo fora um mero pesadelo, ou havia desmaiado.

–Violetta...-A mesma não entendia que a chamava simplesmente voltou a sentir seu corpo tremer como uma criança perdida a baixo da chuva, aquelas palavras que seriam seu nome ecoavam feito um eco pelo ambiente a fora como se fosse a intenção de continuar a lhe atordoando em um repetitivo som que lhe fazia estremecer como se já não o estivesse feito.

Seu nome parecia um eco escoava por tudo ao seu redor, aquilo ainda lhe repetia, sua mente não trabalhava mais apenas ouvia o mesmo “Violetta” sentia um toque em seu corpo mas era imprescindível, com os olhos pesando para serem fechados, Violetta os abriu de forma ousada encontrando aquelas íris verdes que mantinham uma impressão preocupada sobre si, podendo reconhecer o dono daquela bela voz que repetia seu nome.

–Violetta...-Por mais que quisesse fechar os olhos, não podia deixar aquele homem naquele estado de desespero aparente, mas era incapaz de proferir algo, seus sentidos não a obedeciam.

Com o que lhe restava de força apenas deixou-se proferir o nome daquele homem a sua frente:

–Leon...-Violetta sentiu Leon a sentar e a abraçar como se tivesse acabado de passar por um dor piores momentos da sua vida, ainda tentando acordar a si mesma Violetta ficou repetindo em forma de murmúrio o nome de seu noivo, que demonstrava estar com lágrimas em abundancia nos olhos.

–Nunca mais me der esse susto Violetta ! –Respondeu aquele homem em tom irritado, que a abraçou novamente, mas uma coisa passava pela cabeça de Violetta, o que havia acontecido para o irritar daquela forma sendo incapaz de ligar um meio ao outro.

–O que aconteceu Leon ? –Indagou a loira vendo a mesma expressão séria de antes na face de seu noivo, como se amaldiçoa-se algo apenas com o olhar dando um pesado suspiro voltou a encarar Violetta, dando-lhe a resposta que parecia a atormentar.

–A noite você começou a resmungar algo, chamar um tal de Marco e começou a arder em febre, Violetta, quem esse tal de Marco é ? –Violetta suspirou aliviada percebendo que tudo não passou de um mero pesadelo, alias era impossível viajar tão rapidamente e voltar no mesmo dia, mas algo lhe fazia rir, o ciúme de Leon, por algo tão bobo como isso.

–Leon pra começar a frase correta seria: quem é esse tal de Marco –Violetta viu o sorriso irônico de Leon –Meu irmão...-Suas palavras saíram em tom de suspiro ao lembrar-se que seu irmão estava preso uma hora dessas e que havia deixado Francesca sozinha lá, apenas passando por sua mente que tudo pareceu ser tão real, inclusive o susto que levou ao achar que realmente era Maria, a mulher que tanto lhe proporcionava um terror sem igual.

Vendo no rosto de Leon uma expressão aliviada, sentiu aqueles braços lhe envolverem, a loira cerrou suas pálpebras querendo sentir os braços de Leon em sua volta, sentindo o calor do corpo de seu noivo e mais nada apena isso, além de algumas lágrimas em sua face que escorriam de forma teimosa, apertando seu coração contra si, de forma dolorosa.

Encontrando aquelas íris verdes, Violetta suspirou derrotada apenas buscando palavras para dizer o que queria, mas não podia.

–Leon...o que você acha de mentiras ? –Violetta seguiu o olhar confuso de Leon, ela sabia que não era fingimento, pois nada segundo ele a levara a indagar aquilo.

–Acho, uma falta de confiança, a mentira é uma forma de ocultarmos verdades, alguns por ganancia, outro por necessidade, ou por medo, mentiras são o pior modo de traição que o ser humano pode jogar contra o outro, mas porque...? –O olhar de Leon era indiferente com uma mera interrogação que não foi atendida, Violetta posse a fitar o que havia embaixo de si, o que muitos chamariam de chão, mas para ela não, apenas um modo de fugir da verdade.

Com o coração acelerado voltou a fitar aqueles lindo olhos e lhe cobravam uma resposta, mas uma reposta que não teriam, afinal aquilo era muito mais que uma mera resposta era seu passado que não podia recorda-se, mas seu querido pesadelo, havia tirado de si a calma, Violetta nunca foi de acreditar que o destino existia, apenas deixava acontecer o que fluía era a única verdade que ela poderia enxergar, afinal o que podemos ver é nossa verdade, o óbvio é tudo em que nos baseamos, nunca iremos além por medo do que isso poderia demonstrar, uma lição de moral é a coisa mais frustrante que o ser humano há conheceu, afinal isso mexe com nossos instintos e nos faz refletir sobre tudo que estar a nossa volta.

–Sua madrasta ligou...-O único empecilho naquele momento seria as recordações que aquelas palavras lhe trouxeram sua realidade, quem não tem um mundo imaginário ? Lá que crescemos em um mundo único onde tudo que queremos acontece, ao contrário da realidade, afinal a dor só existe pra quem a sente, o amor pode ser a forma mais frustrante do ser humano, a mais frustrante de se perder, não importa como, o amor não é igual a um filme como Titanic, Idas e vindas do amor, Noviça Rebelde, Sempre ao seu lado entre muitos outros, que assistimos podemos chorar, mas vamos nos esquecer, o amor é capaz de deixar marcas em nós tanto externas quanto internas, que podem nos fazer repensar sobre o verdadeiro significado de algo.

–Leon, vou pra minha casa –A mirada de Violetta estava longe naquele momento ela ignorava existência da linha do horizonte, era de dor sua fitada, memórias a invadiam como tal.

–Eu te levo...-Violetta incapaz de raciocinar as palavras de Leon, assentiu só deu-se conta ao perceber que o sorriso estampado na face do homem a sua frente, apenas sentiu-se sendo gentilmente levantada por Leon, que lhe abraçou pela cintura encontrando os olhos do mesmo a sua frente.

–Por que me olha assim ? -Indagou Violetta, vendo uma expressão pesada na face de Leon.

–Assim como ?

–Não sei, triste, bravo, não sei...

–Você sabe o quanto me preocupou essa noite ? Nem dormi Violetta e ainda ficava chamando um tal de Marco. –A expressão de desgosto de Leon parecia aumentar a cada instante, Violetta riu irônica.

–Nunca pedi para cuidar de mim Vargas, e quer saber meu pai se foi, meu irmão está preso e eu duvido muito ele ser culpado mesmo pelo o que estou acusando meu irmão, ele sempre foi justo, mas corrupção não é mesmo a cara dele, ok ? –Ambos compartilharam um olhar de desgosto e viraram-se, os olhos de Violetta foram lentamente sendo fechados, deixando algumas lágrimas circularem pelo decorrer de sua face.

Aquele elevador parecia que nunca iria chegar ao seu destino, apenas deu um tranco e a luz do mesmo passou a piscar, anunciando uma queda de energia e que ambos ainda ficariam lá por um bom tempo...

Naquele maldito lugar, Leon e Violetta encontravam-se a mais de 1 hora sem se falar ou se fitar, aquele silencio já havia se tornado importuno a um bom tempo, Violetta encodando-se com esse empecilho cada vez mais, apenas perguntou ao homem cujo não a fitava de modo e maneiro.

–O que está pensando ? –Aquilo foi uma pergunta fácil de se responder alguns falariam qualquer coisa como coelhinhos felizes, ou castelos de açúcar, talvez um filme ou um enigma, mas não foi nenhuma dessas a resposta de Leon.

–Como fui me burro envolver com uma criancinha boba feito você –Aquelas palavras foram literalmente facadas no coração de Violetta.

As lágrimas voltaram aos olhos de Violetta, lhe fazendo as soltar novamente, impossibilitando-se de segurar o soluço que vinha junto, por mais que tenta-se chorar baixinho aquilo já se tornara uma verdadeira tortura.

Violetta sentiu-se sendo puxada por Leon, e sentiu o mesmo a envolver com seus braços e pressionando levemente a cabeça da mesma contra seu peito a fazendo chorar, a loira apenas ouviu murmúrios da parte de Leon.

–Me desculpa meu amor, desculpa –As palavras de Leon eram em um doce tom de desespero que parecia ser urgente.

–Por que me disse isso ? – Indagou a loira pondo-se a fitar os olhos de Leon que pareciam estar vermelhos, não sabendo se fora da noite que segundo ele não conseguira dormir ou se fora daquele momento.

–Pequena, você só repetia Marco e também estou de cabeça quente não dormi essa noite...

–Por que seus olhos estão vermelhos ? –Indagou Violetta vendo a expressão de aflito que se formou na face de Leon

–Achei que esse Marco fosse outra pessoa –Violetta riu abraçando o homem a sua frente sentindo-se sendo correspondida, apenas sentiu um leve tranco que fez com que os dois caírem no chão entre risadas, vendo as luzes se acenderem, se recompondo.

–Sinto muito, o senhor e a senhorita estão bem ? –Perguntou o porteiro ao lado do segurança com um homem do outro lado, deveria ser ele que concertou o elevador.

–Estamos, mas pra que tanta demora –Resmungou Leon, em tom autoritário, arrancando um riso sem razão da parte de Violetta.

Violetta sentiu-se sendo “comandada” por Leon pra fora do elevador ao chegarem na garagem, as luzes acendiam conforme ambos iam andando, pelo extenso corredor, até chagarem no carro de Leon, dando uma de cavalheiro, Violetta viu Leon abrir a porta do passageiro para ela e depois se direcionar para a do motorista.

–Já decorou o caminho pra minha casa ? –Indagou Violetta em um afirmativo soltando uma leve risada.

Leon apenas estampou um radiante sorriso no rosto, continuando a fitar o caminho a sua frente, naquele dia o transito estava descompassadamente normal. Andava tranquilamente, vendo que Leon estacionara em frente á sua casa, Violetta deu-lhe um beijo na bochecha acenando um tchau, apesar de Leon ter-lhe roubado um selinho.

Já dentro de sua casa, percebeu que a mesma se encontrava aberta, assim lá entrou encontrando uma velha amiga, apenas a observou.

–Natália...-Violetta posse novamente a mirar aquelas mulher que lhe mandava um falso sorriso. Natália fora sim amiga de Violetta no passado mas assim como ela, tinhas suas armas contra o inimigo, a vida de Violetta mudou, mas obviamente a de Natália não, parecia a mesma mulher que havia conhecido anos atrás, o mesmo falso sorriso, roupas e jeito até de se sentar, Natália era uma mulher de fato traçoeira.

–Vilu, querida ! Vamos conversar um pouco no jardim ? Estava conversando com sua madrasta sua filha é de fato uma graça. –Ambas rumaram para fora do ambiente.

–O que você quer Natália ?

–Só vim te ver...

–Te conheço e não é de hoje, sei muito bem que tem um bom motivo.

–Conheço muitos segredos seus, e também preciso de alguns favores...

–Está me ameaçando ?

–Acho que seu noivinho adoraria saber de alguns podres de Violetta Castilho, não acha ?

–Nossos segredos são os mesmos, eu caio, você cai junto.

–Mas eu não tenho nada a perder, já você...

Violetta viu aquela mulher se distanciar, com um sorriso vitorioso nos lábios, apesar de tudo aquela mulher traiçoeira tinha razão, Natália não tinha nada a perder, não tinha nada mesmo, já Violetta, naquele momento apenas tinha memórias a arrebatando...

Notas finais
Pipoquinhas espero que tenham gostado, por favor eu imploro a vocês me digam o que estão achando da fic ? Estou levando em conta em revelar o segredo da Violetta no próximo capítulo, bem isso só depende de vocês ! Comentem ! Recomendem ! Favoritem ! Acompanhem !