Notas iniciais
Hello hell cats!!! Antes de alguém querer a minha cabeça, vou explicar o motivo do capítulo ter demorado. Eu gosto de postar um capítulo já tendo o próximo pronto, por que é menos pressão, e dá tempo de refazer certas coisas. Então como eu demorei no quatro, esse demorou para sair também. Já estou no inicio do cinco. E um outro motivo foi a falta de motivação. No primeiro capítulo eu vi que teve reviews, e a ideia estava bem aceita, porém no segundo não teve a mesma coisa. Eu postei o cap e só teve review dias depois. Isso me faz pensar que não estão gostando. :( Agora eu sou vou postar o capítulo se tiver reviews... Mesmo assim, está ai o capítulo.

Rin, Luka e Gumi foram quase as últimas da aldeia na reunião. Não que houvessem muitas pessoas na aldeia, no máximo umas 150 pessoas. Todos se conheciam no local, já que era muito difícil uma pessoa se mudar ou alguém novo aparecer no lugar, o fato da aldeia ser completamente cercada por uma floresta.

As três garotas se sentaram juntas, perto da fogueira principal, um lugar que possibilitava ver todas as pessoas ali. Rin estava aliviada por estar próxima de pessoas que confiava. Depois do que tinha acontecido, o que ela mais queria era estar próxima de seus amigos.

Luka e Gumi estavam conversando sobre vários assuntos que não interessavam a garota loira ao lado delas. Rin olhava para o céu de forma distraída, ela não estava com muita vontade de falar, preferia ficar um pouco quieta.

— Rin...! — Gumi balançou a loira com bastante força.

— Ai! O que foi?! — ela disse trincando os dentes.

— Olhe ali — Luka apontou discretamente para uma direção afastada, fazendo Rin rir baixo. — Eu sabia! Sabia!

A garota de cabelos rosa estava apontando para a melhor amiga de Rin, Miku. A garota de longos cabelos turquesa conversava com um homem de cabelos azuis que obviamente era mais velho do que ela. As três meninas sempre desconfiaram sobre o que acontecia entre aqueles dois, porém nunca tiverem certeza, mas com o que estavam vendo confirmaram suas crenças.

— A Miku não pode ficar fazendo isso — Luka sussurrou. — O Kaito é casado!

— E velho — Gumi riu. — Porém conservado.

— Vocês podem por favor mudar de assunto? — Rin perguntou suspirando.

— Não! — as outras duas responderam rapidamente. — Rin, eu sei que você não gosta muito de falar de garotos, mas nos deixe ser felizes — Gumi completou.

— Você não tem namorado Gumi! Para quê ficar falando de meninos?! — a loira revirou os olhos.

— As vezes é bom, Rin — Luka apertou as bochechas de Rin, deixando-as vermelhas.

— Fácil pra você dizer — ela bufou. — Você namora, Luka.

— Eu não diria que namoro — a rosada suspirou. — Sou somente uma amante.

Rin e Gumi olharam para a mais velha com uma expressão que significava "Você só pode estar brincando", fazendo com que ela bagunçasse o cabelo das duas. Logo as três caíram na risada, atraindo olhares sérios de moradores mais velhos. Assim que elas pararam com os risos altos, voltaram ao assunto da conversa.

— Ele é um duque… Não pode ser visto comigo — Luka parecia triste ao falar.

— E eu acho que ele já tem uma namorada — Gumi disse meio pensativa.

— Mais de uma… — Rin atraiu o olhar das duas garotas, que pareciam confusas. — É o que dizem.

— Você não está ajudando, Rin! — uma nova voz surgiu na conversa. Era Miku.

A garota se sentou no lugar vago ao lado de Luka e deixou que a amiga apoiasse a cabeça em seu ombro, mexendo no cabelo rosa da mais velha.

— Ele não te merece, Luka — ela disse um pouco alto, atraindo olhares, porém Miku ignorou.

— Não merece, eu sei disso, mas eu gosto dele — Luka cruzou os braços e suspirou. — Eu queria não ter sentimentos como a Rin.

A loira pareceu indignada com a afirmação de sua amiga. Não era como se ela fosse uma pessoa sem sentimentos, somente não sabia como os expressar direito.

— Tenho sentimentos, porém não saio os demonstrando para todos que aparecem como vocês — Rin deu de ombros. — Sou discreta, só isso.

— Discreta e chata — Gumi a provocou. — Já falamos do namorado/não namorado da Luka, a próxima é você Hatsune — a esverdeada mudou de assunto.

— Conte-nos o que te atraiu no velho Kaito?

— Ele não é velho Gumi! — Miku esbravejou.

— Trinta e cinco para mim é velho – Gumi disse e Luka concordou com a cabeça.

— Não concorde com ela, Megurine! Seu namorado tem vinte e seis — Miku disse fazendo a rosada rir.

— Ele tem vinte e seis e eu vinte e três, é saudável Miku — a resposta de Luka fora ríspida.

— Existe uma diferença um pouco grande entre vinte e trinta e cinco, certo? — Rin também entrou nas provocações contra Miku, que cada vez ficava mais "irritada" com suas amigas.

De alguma maneira Rin se divertia ao lado de suas amigas. Sempre que estavam juntas o tempo parecia voar e os problemas pareciam sumir. Mesmo as achando irritantes em alguns momentos, ela gostava das amizades que tinha.

Sua melhor amiga era Miku. Embora as personalidades das duas fossem opostas, as duas quase nunca se desgrudavam. Geralmente Rin resolve os problemas de Miku e tem alguns favores feitos por sua amiga. É uma amizade estranha. A única coisa que a loira parecia não gostar na melhor amiga, era a paixão dela por homens mais velhos. Não foram poucas as vezes em que Rin passou a noite em claro por causa de uma desilusão amorosa de Miku.

Gumi era outra amiga próxima de Rin. A diferença de idade entre as duas era pouco mais de dois anos. Rin sempre achou que a amiga tinha problemas, uma pessoa não podia ser tão alegre do jeito que Gumi era. A garota de cabelos verdes era a alegria em pessoa. Gumi também achava que a mais velha tinha problemas. O fato de Rin não expressar sentimentos a assustava às vezes, mas com o tempo ela se acostumou.

E por fim tinha Luka. Na opinião de Rin, a mais velha era a única pessoa com um pouco de sanidade que ela conhecia. Rin gostava bastante de Luka pelo fato dela ser sua conselheira, quando a loira tinha problemas ia atrás da rodada para pedir ajuda. Luka era uma das poucas pessoas que Rin confiava.

Rin notou que suas amigas ainda discutiam sobre a relação amorosa de Miku, parecia que a reunião iria começar em instantes e as três não paravam de falar. A loira iria se divertir com a bronca que elas levariam depois.

— Fiquem quietas! Vocês falam demais — Oliver pareceu surgir de algum lugar e se sentou entre Rin e Gumi. — A "palestra" já vai começar.

Oliver estava correto. Assim que ele terminou de falar, os líderes da aldeia de colocaram em seu habitual lugar. Entre eles estava o pai de Gumi, Gumiya. Ele era respeitado por todos do lugar, sua sabedoria era invejada por uns e admirada por outros. Neutra na opinião de Rin.

— Fico feliz que todos estejam aqui — a voz de Gumiya soou grave como sempre. — Mesmo fazendo anos sem que nada tenha acontecido sem é muito bom tomar cuidado. Por isso vamos relembrar algumas histórias de quando éramos menores.

Rin colocou a cabeça no ombro de Oliver e apertou o braço do garoto com muita força, algo que não incomodava o loiro já que a força "máxima" de Rin era mínima.

— Me diz que ele não vai contar mais uma vez um conto sobre a floresta... — Rin murmurou.

Quando o velho Gumiya recebeu de uma anciã um livro com capa de couro bastante velho, os temores da garota se confirmaram. Mais contos sobre a floresta Rin não iria conseguir aguentar. Já não bastava ter que estar em um lugar que não queria estar, agora ela iria ter que ouvir as mesmas histórias que ouvia desde criança?

— Todos devem conhecer esse livro, mas, não conhecem todas as histórias dele — aquela frase atiçou a curiosidade de todos os ali presentes. — Que tal mudarmos o jeito que contamos os contos?

Se todos estavam confusos antes, agora mesmo é que não estavam entendendo nada. Nunca ninguém tinha falado em mudar o jeito que as histórias eram contadas, sempre fora o "líder" da aldeia quem narrava as fábulas.

— Começando essa mudança… Gumi, minha filha, gostaria de narrar a primeira história? — ele perguntou deixando transparecer um olhar severo para a garota, que apenas se levantou de onde estava e seguiu para o palco improvisado que era usado somente para aquele tipo de ocasião. — Muito bem, querida, leia assa página, você irá saber quando parar.

Quem sabia da relação entre pai e filha, tinha conhecimento das constantes brigas entre os dois. Ninguém sabia como os dois haviam chegado naquele ponto crítico. Diziam que tudo tinha começado após a morte da mãe de Gumi alguns anos atrás, porém jamais saberiam severa verdade.

Tremendo um pouco, Gumi tirou o olhar de seus amigos e passou a olhar para o livro, procurando um jeito de como ler as palavras escritas na página à sua frente. A menina de cabelos verdes poderia ser a mais animada do mundo, porém era tímida e seu pai sabia disso.

— H-há mais d-de 100 anos a-atrás — Gumi olhou para seu pai, que estava a olhando com raiva. Ela suspirou e reiniciou a leitura. — Há mais de 100 anos atrás, quando a aldeia ainda estava em construção, foram relatados muitos desaparecimentos de jovens, principalmente de garotas nos arredores da floresta. A maior parte das meninas desapareciam após dizerem que conhecerem um garoto, porém os pais nunca chegaram a conhecer o "tal" garoto. Alguns dias depois de desaparecidas, as garotas eram encontradas dentro da floresta mortas, com seus pescoços completamente mutilados, com muito pouco sangue no corpo — naquela hora Rin gelou, estava óbvio para ela sobre o que seria conto. — Levaram anos até que alguém finalmente achasse uma pista sobre o culpado de tudo isso, depois de quase 10 anos, uma anciã que tinha conhecimento em seres das trevas, descobriu quem estava fazendo tudo isso. Ela acusou o filho do líder da aldeia de ser um monstro que tira o líquido da vida dos humanos, ela o descreveu como um vampiro. Como o líder sempre escondeu o filho de todos, poucos eram os que sabiam do menino. A anciã, para provar que estava certa, ofereceu a própria filha para o monstro, pediu que deixassem os dois sozinhos em um celeiro por alguns dias e assim foi feito pelos moradores. Os dias se passaram, e quando abriram a porta… — Gumi parou de ler por um instante. Ela ainda parecia ler com os olhos as palavras. Ela suspirou novamente e voltou a ler — Eles encontraram o corpo inerte da garota no chão, e o jovem em um canto afastado e escuro, com muito sangue na boca. O líder, pasmo com o que via mandou que matassem seu filho, ele sabia que o filho era um monstro, sentia vergonha de ter um filho assim. A anciã disse que o único jeito de matá-lo era o jogando ao sol, e foi feito isso. Segurado por muitos homens o garoto foi retirado do celeiro e todos o viram q-queimar. E-em p-poucos minutos n-não havia mais vestígios do jovem, a-a não ser poeira n-negra — ela voltou a tremer e gaguejar muito. Gumi não notou, mas tinha outra pessoa estava em um estado pior que o dela.

Ao lado de Oliver, Rin estava pálida, a garota parecia petrificada, e sua respiração saía fraca. Como seus amigos prestavam atenção na história que Gumi narrava. Ela ainda estava apertando o braço do amigo, porém agora Oliver estava começando a ficar incomodado com as unhas de Rin fincando em sua carne.

— Rin, o que você… — Oliver não terminou de falar ao ver o estado de sua amiga. — Rin… Rin…!

— O que?! — a loira respondeu com um pouco de indiferença, já voltando ao seu estado normal.

— "O que?!"?! — o garoto disse um pouco irritado. — Você está pálida e mal respirava até alguns segundos atrás!

— Você está… — Rin não conseguiu terminar a frase por falta de ar, ganhando por isso um olhar feio de Oliver. Respirando fundo, a garota voltou a falar. — Se eu fosse você me preocuparia com a Gumi. Acho que ela vai desmaiar a qualquer momento.

Rin estava parcialmente certa. Gumi estava mal, mas não ao ponto de desmaiar como ela tinha falado. Mas sim, a esverdeada estava passando mal. De uma hora para a outra, Gumi fechou o livro, e falou algo com seu pai, baixo demais para que os outros pudessem ouvir. Ele pareceu dizer algo de forma severa à filha, porém ela saiu quieta. A garota saiu correndo o mais rápido que conseguia e se jogou no colo da amiga de cabelo rosa. Luka abraçou Gumi, e deixou que ela chorasse em seu colo.

— L-Luka… Me leva pra casa — a voz da garota saiu abafada por seu rosto estar escondido no colo de Luka, mas ainda era possível a ouvir.

— C-claro… — a mais velha disse já se levantando. — Você vem também, Miku?

— Pode ser — Miku disse ficando em pé ao lado de Luka. — Vocês dois ficam, certo?

Quando Oliver ia responder, Rin acabou sendo mais rápida que ele.

— Sim, vamos ficar mais um pouco — Rin falou pelos dois, fazendo o amigo manear com a cabeça positivamente.

Então as três garotas foram embora, chamando a atenção de curiosos e também de pessoas mais velhas. Até que não fossem mais vistas ainda tinham pessoas as observando. Alguns também olhavam para Oliver e Rin. O garoto estava vermelho de tanta vergonha, e Rin… Bem, somente um olhar frio lançado pela loira foi suficiente para fazer com que quem os olhava voltasse a prestar atenção no que Gumiya falava. Agora ele terminava o conto que sua filha contava há poucos minutos.

Rin permanecia pálida, porém agora respirava normalmente. Oliver mesmo assim permanecia preocupado com a loira, sua camisa um pouco rasgada era a prova de que tinha algo errado com Rin. Algo que ela não iria admitir. Os dois permaneceram em silêncio por alguns momentos.

Oliver ouvia fascinado a história contada pelo líder, enquanto Rin suspirava cansada. Ela estava com bastante sono. Quando estava nesse estado, a loira ficava que nem um gato manhoso. Era a hora que o mais novo costumava se aproveitar da bondade quase rara da melhor amiga. Mas ele não parecia perceber Rin estava quase dormindo com a cabeça apoiada em seu braço.

— Rin…! — Oliver chamou a garota, porém, ela já estava apagada ao seu lado. — Era isso o que eu precisava — ele murmurou enquanto pegava Rin no colo e a tirava dali.

Todos estavam muito concentrados para perceber o que o garoto tinha feito. Se alguém tivesse visto, ele e Rin teriam muitos problemas.

A casa da loira ficava afastada do local onde ocorriam as reuniões mensais, ficava próxima à entrada da floresta. Normalmente Oliver teria medo de andar por ali sozinho, porém como estava com a amiga, mesmo ela estando desacordada, não teria problema. E também não teria nenhum curioso querendo saber o que ele fazia com a garota em seu colo.

Pelo fato da aldeia ser pequena, Oliver não demorou nem cinco minutos para chegar na casa de Rin. Com um pouco de dificuldade o garoto adentrou a casa da amiga, tomando cuidado para mantê-la dormindo. A loira não era pesada, mas Oliver não era forte, então o que ele mais queria era soltar a garota.

Ao chegar no quarto, o mais novo colocou delicadamente Rin deitada na cama, e suspirou por finalmente tirá-la dos braços. Oliver estava decidido a passar a noite na casa de Rin. Se ele voltasse pra casa agora, teria que dar muitas explicações à mãe. E isso era algo que ele não queria fazer. Um pouco receoso, Oliver se deitou ao lado da loira, ficando com muito pouco espaço na cama, já que Rin estava no meio do colchão. Oliver suspirou.

"Sempre complicando minha vida, Rin".

XxX

Deitado na cama, Len suspirava cansado. Era a hora de uma pessoa normal estar dormindo, mas ele não podia dormir, só podia admirar a luz da lua pela janela do quarto, que iluminava uma boa parte do cômodo e ele mesmo. As vezes a imoralidade o cansava, ele queria poder morrer. Não que ele fosse um suicida, não era como se ele fosse sair no sol para morrer, somente sentia vontade de morrer, mesmo já estando tecnicamente morto.

O vampiro parecia estar distraído em seus pensamentos, já que ele encara o teto de seu quarto intensamente. Por algum motivo ele pensava em Rin. A loira não saia dos pensamentos do garoto desde o dia anterior. Era estranho. Fazia tempo que ele não se sentia assim. A loira era diferente das outras garotas que já tinha conhecido. Ele havia a achado irritante. Uma boa presa.

Demorou alguns momentos para ele levantasse da cama e seguisse em direção à sala. Logo que ele entrou na sala, percebeu que tinha alguém sentado em seu sofá. Estava escuro e a pessoa estava virada de costas, mas ele já sabia quem era. Quando o loiro se deu conta, não havia mais ninguém lá.

Grunhindo, Len seguiu para o lado de fora de casa, olhando cada lugar com atenção. Sua visão podia ser aguçada, mas mesmo assim estava muito escuro, isso dificultava um pouco. Ele sabia que estava não sozinho, a pessoa ainda estava por perto. Talvez perto demais.

Ele percebeu uma sombra se mover entre as árvores, então foi fácil para ele descobrir a posição da pessoa. Eu poucos segundos o vampiro segurava a outra pessoa pelo pescoço, a prendendo em uma árvore.

Os dois estavam bastante próximos. A garota olhava um pouco assustada para o mais velho, enquanto Len mantinha um sorriso maldoso no rosto.

Olá, minha querida Irmã…

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo, e como eu já disse lá em cima, só vai ter capítulo se tiver review. Não queria por essa condição, mas não tem motivo para continuar se eu não souber a opinião de quem ler. Só uma coisa, prestes atenção nas reações do capítulo ~~não preciso dizer quais, né? Quem conseguir decifrar o que tem por trás delas vai resolver metade dos mistérios da fic. Kissuss, good-bye