Sacrificios
2 O Ataque
Notas iniciais
Sacrifícios
Capítulo 1 – O Ataque
72 horas antes…
Gritos de gelar o sangue percorreram o ar quente e calmo de Konoha assim que uma força inconfundível de uma explosão sacudiu o chão.
Era suposto ser uma noite pacífica para o Hokage. Os seus deveres de líder naquele dia não tinham sido nada que exigisse a sua atenção imediata, por isso ele decidiu que queria passar uma noite normal e livre de estresse com a sua família.
A sua mente relaxada rapidamente ativou o modo ativo enquanto saia a correr do lugar no sofá, ao lado da sua esposa, da sala de estar aconchegante. Saiu de casa, vagamente registando o seu filho a perguntar se podia ajudar nalguma coisa.
Rapidamente um jounin juntou-se a ele “Onde é?” perguntou ele secamente em forma de saudação enquanto os dois corriam lado a lado.
“No orfanato” respondeu o ninja ofegante, a resposta apenas fez Naruto aumentar a sua velocidade. As crianças…havia crianças sob ataque. Crianças, que estão sob a sua proteção…crianças, que são o futuro das aldeias…
“Kurama!” gritou entre dentes cerrados, rapidamente sentiu a presença da raposa materializando-se ao seu lado.
“Já não era sem tempo!” ouviu-o rosnar enquanto um sorriso sanguinário se fazia presente nos seus dentes pontiagudos.
“Agora não,” sussurrou Naruto enquanto os seus chakras se uniam um ao outro. Uma onda de poder familiar apoderou-se dele enquanto apressava ainda mais o passo, casas, natureza, tudo passou a voar por ele.
Com a velocidade adicionada, ele conseguiu alcançar os arredores da cidade em poucos minutos. O que ele viu, no entanto, fê-lo fazer uma paragem abruta apenas a uns quilómetros de distância do seu destino.
Todo o edifício estava consumido pelas chamas. O fumo, preto e sufocante subia alto no ar, que estava repleto de gritos de pânico e terror, e um cheiro horrível. Por entre as chamas e fumo, Naruto mal conseguia distinguir as cabeças de uma, duas…três cobras a mexerem-se de um lado para o outro perante o que, sem dúvida, era ataque após ataque que as enviava em várias direções, as suas caudas a girarem em volta.
“Cobras…?” murmurou ele em choque, pois apenas uma pessoa assim lhe cruzou a mente, sentiu as suas mãos a curvarem-se em punhos inconscientemente.
“Vais ficar aí a olhar a noite toda, rapaz?” rosnou Kurama “Vamos fazer aperitivos daquelas trepadeiras!”

E com essas palavras, eles partiram em direção ao caos.
Naruto deixou Kurama ir, precisava que ele tomasse conta das cobras enquanto ele entrava na instituição para salvar aqueles que conseguia.
Não era fácil. Em primeiro lugar, a instituição era verdadeiramente grande, ele ficaria confuso se não fosse o estado de emergência atual. Podia usar a Técnica da Água, mas estava demasiado quente, por isso ele não tinha a certeza se iria ajudar. E a Técnica do Vento só faria as coisas pior, espalharia o fogo. E, estrategicamente falando, ele também não sabia se as crianças já tinham sido evacuadas.
No entanto nada disso interessava. Criando o seu escudo de defesa, ele erguei a sua voz por entre as chamas crepitantes, na esperança de que alguém pudesse ouvi-lo e respondesse.
“Está alguém aqui?! Conseguem ouvir-me?!”
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Kurama ergueu-se alto no céu com um rugido poderoso. Ao ouvi-lo, todas as cobras viraram a cabeça na sua direção, uma a uma. Elas sibilaram ao verem o animal gigante.
“Oh, olhem, irmãos” disse uma delas, mostrando as suas presas “O animal de estimação do Hokage veio brincar.”
“Devia ser uma verdadeira vergonha” sibilou a outra “Foste realmente tu quem já aterrorizou, em outros tempos, esta patética aldeia?”
“Aposto que estás enferrujado, sem nenhuma ação para fazer.” Gozou o última, a luz vermelha do fogo fazia brilhar os seus olhos vidrados.
Kurama sorriu maliciosamente enquanto mostrava as suas garras “Falem o que quiserem. Veremos qual cabeça será a primeira a rolar.”
E com isso dito, ele atacou.
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Aquela…foi por pouco.
Enquanto ele corria escadas acima, viu movimento pelo canto do seu olho, e viu um grupo de crianças escondidas por baixo das escadas, tremendo de medo, demasiado apavoradas para se mexerem. Naruto correu para junto deles enquanto um dos escombros caiu do teto.
Fez uma contagem rápida. Havia…dez crianças ali, quatro delas eram clones Shin que tinham sido trazidos para ali há pouco mais de um ano. Eles e as outras crianças estavam amontoados, umas nas outras, olhos arregalados, chegou até mesmo a ver lágrimas em alguns rostos. A sua expressão suavizou, e a sua voz tornou-se mais calma.
“Corram para a porta da frente. O escudo irá proteger-vos”
As crianças debilmente murmuravam um obrigado antes de correrem. Naruto agarrou suavemente o braço de um deles.
“Há alguém lá em cima? Sabes?”
O rapaz era um dos irmãos Shin. Ele tentava não engolir em seco quando viu as lagrimas transbordando por aqueles olhos sharingan escarlates. Ele não era diferente das outras crianças. Assustado. Necessitava de garantias de que tudo ia ficar bem.
“Sim.” Sussurrou o rapaz, não olhando-o nos olhos. “Meus irmãos…a maioria de nós ficar lá.”
Sentindo o seu coração a perder uma batida, Naruto assentiu. “Vai.”
Enquanto o Shin corria em direção à porta, Naruto virou-se e correu pelas escadas acima, o mais depressa que conseguia através do fumo negro que lhe encurtava o campo de visão.
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Kurama rapidamente afastou-se de uma das cobras que se lançara contra ele, agarrou a cabeça do animal, apertando-a com força. A cobra cuspia e tentava morde-lo mas sem efeito. A raposa levantou-a muito acima do chão e lançou-a o mais longe que conseguia.
Sentiu algo colidir com as suas costas e sem olhar, virou-se e deu um pontapé. A segunda cobra desviou o seu ataque, enrolando-se no chão e lançando-se de logo em seguida. As longas presas de doze centímetros, que teriam sido fatais noutra situação, cravaram-se no braço da raposa, que apenas a balançou para se livrar da cobra. Ambas as cobras ergueram-se na sua altura máxima em cada uma dos seus lados, expondo as suas presas, e então…
Kurama viu, pelo canto do seu olho, uma luz amarela por uns momentos, através da clareira a leste de Konoha. Algo que os humanos, lá em baixo, certamente não seriam capazes de ver. Se não conhecesse melhor que isso, o seu primeiro palpite seria que aquilo era um relâmpago, mas parecia improvável. Parecia mais que esta luz estava feita para ser apenas vista por…
A serpente à sua direita afastou a cabeça, de repente muito cautelosa “É o sinal. Vamos regressar.”
“Vamos.” sibilou a outra
“Vocês não vão a lado nenhum!” gritou a raposa e saltou para a frente, mas as cobras facilmente se desviaram do seu aperto esmagador.
“Isso foi fácil. Talvez devesses praticar um pouco mais.” Uma das cobras gritou de volta, provocadora.
“Tu….” Rosnou a raposa, pronta a segui-las, mas um estrondo gigante chamou a sua atenção.
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Naruto escoltava um terceiro grupo para fora do edifício quando aconteceu.
“Naruto!” ouviu Kurama gritar “O teto está a ceder, sai dai!”
Mas ainda havia crianças lá dentro!
Naruto deixou as crianças com os ninjas que se encontravam no exterior e imediatamente virou-se para trás, prestes a correr para o interior uma vez mais, quando todo o edifício se desmoronou e ele foi empurrado por Kurama.
E então…não havia mais nada senão um silêncio morto.
Naruto voltou a erguer-se nos seus pés, e nem mesmo o cenário das ruinas do orfanato, o impediram de correr na direção de correr na direção dos escombros, procurando, em vão, por alguém que ainda estivesse vivo.
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O número foi maior do que eles imaginaram.
“Trin…ta?” sussurrou Naruto, incapaz de acreditar no que ouvia.
O ninja que estava no comando da operação até ele chegar assentiu tristemente. “Meu Lorde, o piso superior…era como se conscientemente direcionaram o ataque para lá. E as crianças, estavam a dormir…”
O Hokage fechou os olhos por um momento, como se a desejar que nada disso tivesse realmente acontecido, que todas aquelas crianças inocentes não tinham morrido. Quando abriu novamente os olhos para a dura realidade, o olhar triste nos seus olhos tinha endurecido e passado a um olhar determinado.
“Não há quaisquer pistas sobre o culpado?”
“Precisamos de pistas?” uma kunoichi falou do grupo reunido “Lorde Sétimo…só conhecemos uma pessoa que usaria cobras para atacar Konoha. Orochimaru.”
Orochimaru. O lendário sannin que toda Konoha temia, se não abertamente, tanto que o seu nome quase que se tinha tornado um tabu durante anos.
Era o nome ao qual ele também tinha chegado à conclusão, quando viu as cobras pela primeira vez.
O único…antigo inimigo, do qual não ouviam falar há já algum tempo.
Porquê agora…?
“Precisamos de mais evidências antes de chegarmos a uma conclusão,” disse ele por fim, mas também implicando que não ignorava totalmente esta teoria.
“Isso não será necessário.”
Por detrás da multidão, Kabuto, o diretor do orfanato, surgiu na sua cadeira de rodas. Um olhar para o seu rosto, e Naruto não podia evitar sentir pena. Kabuto realmente, verdadeiramente amava aquelas crianças, e uma perda tão grande tinha tomado posse dele. Parecia ter envelhecido durante aquele curto período de tempo.
Antes que Naruto pudesse dizer alguma coisa, Kabuto olhou para ele com uma expressão feroz nos seus olhos. “Eu vi o homem por detrás deste ataque apenas uns minutos antes da explosão. E ele tinha uma marca de maldição no seu pescoço.”
Continua…
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