Miroku olhava espantado. Os camponeses choravam, em respeito à moça e sua lembrança. A história era contada a todos os visitantes, em sinal de reconhecimento.

- Que destino terrível – disse Kagome emocionada.

- Qual foi a maldição que recaiu sobre ela? – Sango perguntou também emocionada.

- Ninguém sabe ao certo.

- Estranho...

- Amanhã vamos lá visitá-la. Não? – Kagome olhava Miroku, que concordava. O rapaz achava que ela tinha algo importante a dizer sobre Naraku.

- Se ela trabalha para o Naraku, não terei piedade – Inuyasha disse, fechando os olhos e se ajeitando ali mesmo para dormir.

Kagome sentiu uma estranha sensação. Parecia um lamento sombrio. Tentando esquecer, foi dormir.

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- Kohaku... Este é teu nome?

- Sim, Aísha-sama. Ouvi você me chamar.

- Você trouxe o que te pedi?

- Isto? — estendeu um papel à moça.

Desenrolou o papel e leu alguns escritos. Olhou para o jovem a sua frente:

- Onde ela está? A filha do demonio?

- Lá no vilarejo. Ela está vigiando teu filho.

- Mostre onde está ela. Depois podes ir. Te protegerei enquanto isso com minha barreira. Naraku não vai perceber.

Ela acompanhou o rapaz, que rápido descia a montanha. Viu Kohaku a bela mulher derrotar Kagura, e passadas algumas horas, a guardiã entregava a uma mulher longe dali seu filho, em seguida voltou.

Entrou numa cabana na aldeia.

Ao ver Kagome dormir, sentiu pena da moça. Mas nada podia fazer; era obrigada a fazer aquilo.

Começou a invocar um mantra em um tom de voz baixo. O corpo de Kagome começou a brilhar. Fitando o rosto da jovem, pediu perdão mentalmente. Fez então um pequeno desenho nas plantas dos pés da moça, e saiu de volta a montanha.

Sabia que estava fazendo algo indigno, mas esperava que aquela garota de coração tão puro e destemido a compreendesse.

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- Bom dia – Kagome levantara cedo. Sentia-se cheia de energia.

- Bom dia. Temos um dia longo, então vamos nos apressar – Miroku fitava a moça. Estranho, tinha algo diferente nela...

- Tá bem. Vamos Shippou? – Foi em direção a uma mesa cheia de comida, trazida pelos camponeses.

Inuyasha nada estranhara, os demais também. Devia estar impressionado a toa, pensou Miroku.

Logo estavam na estrada subindo em direção à montanha, quando Kagome olhou para trás.

- Sinto dois fragmentos se aproximando...

- Deve ser aquele lobo fedorento... – Inuyasha já mostava os dentes.

Nem deu tempo de tomar alguma atitude. Kouga chegou rápido, desviou de Inuyasha e logo tomou as mãos de Kagome.

- Kagome, como você está? Te ver alegra meu coração – Cheirou o ar com curiosidade. O cheiro dela estava diferente...Estava adocicado...

- Kou-kouga-kun...tudo bem? — Kagome via o rapaz cheira-la e não sabia o que fazer.

- E aí, cachorro sarnento? Já encontrou pistas do Naraku? — Kouga se virou para ver Inuyasha com os dentes a mostra, claramente irritado.

- Bah, esse lobo nojento... Encontramos sim, é a bruxa que vive na montanha. Ela trabalha pro...

- Ah aquela montanha? Já fui lá, não tem ninguém.

- Não é possível! – Miroku entrou na conversa – soubemos que uma aura negra subiu a montanha e que a guardiã a afastou.

-Eu ouvi isso também. Fui até a cabana dela e não vi nada. Nem sinal do Naraku, exceto o cheiro — e olhando para Inuyasha – tire a Kagome deste lugar úmido, cachorro sarnento. Ela pode ficar doente...

- Ora seu maldito...Quem você pensa que é...

- Kagome, continuarei procurando o Naraku. Quando encontrar, vou matá-lo e depois vamos nos casar. Te farei a mais feliz das mulheres! — Kouga nem dava atenção ao meio-youkai.

- Kouga-kun, eu...

- Até breve. E cuide dela, seu cachorro fedido!!! Eu vou busca-la em breve!

- Seu idiota!!! Volta aqui, maldito!!!

O youkai lobo correu, com Ginta e Hakkaku desesperados atrás, deixando uma ventania que mexeu os cabelos de Inuyasha.

- Bom, sendo assim vamos embora. Não devemos perder tempo — Miroku ponderava.

- Acho melhor acharmos uma caverna e descansarmos hoje. O tempo está fechando e promete chuva. Amanhã continuamos a viagem – Sango falou olhando para uma reentrância na rocha. Lá havia uma caverna grande e se recolheram nela.

A noite passou calma, apesar da chuva. Entretanto, o vento estava sombrio.

E ao amanhecer notaram que Kagome não estava lá.

- Onde está Kagome? – Shippou olhava assustado.

- KAGOMEEEEEE!!! – Inuyasha gritou, tendo um mal pressentimento.

CONTINUA...

Notas finais
Muito obrigada pelos reviews!!!
Vocês são ótimos!