Sacrifice

13 Não consigo ficar longe de você.


Notas iniciais
22 lindos comentários. estou fazendo a dancinha do snoop aqui...uhuul estou tão feliz gente...muito obrigada, de verdade.

Senti algo quente sobre minha mão.

Abri os olhos devagar, e encontrei seus olhos me encarando, mais havia algo errado.

O cheiro, o quarto, a cor dos olhos.

- connor? – franzi a testa, sonolenta.

- bom dia bela adormecida – ele abriu um sorriso de tirar o folego.

Meu cérebro rapidamente me encheu de informações sobre o que havia acontecido entre connor e eu, todas as vezes que tentei falar com ele, e simplesmente fui ignorada, como se não fosse importante.

Fiquei furiosa. O que ele estava fazendo aqui? Estava prestes a expulsa-lo quando connor me pegou nos braços, e enfiou o rosto nos meus cabelos.

- senti tanto sua falta – murmurou.

- jeito incrível de demonstrar- tentei me afastar.

- por favor Amanda, não fique brava comigo, me senti um idiota por te deixar sozinha, não sei o que me deu, e depois não tive coragem de olhar pra você, parecia que estava fugindo, e não gosto disso.

- não quero saber – mimei – você passou duas semanas sem me olhar.

- é e foi uma tortura – ele beijou meu cabelo – não consigo ficar longe de você.

Me afastei de leve. Só então notei que estava no meu quarto.

Franzi a testa.

- será que uma certa cabecinha está se perguntando o que está fazendo aqui? – connor sorriu – vou correr todos os dias de manhã com o conde José, assim que sai do quarto ouvi seus gritos, fiquei com o coração apertado, corri pelos corredores, e encontrei você no colo do seu professor, e estava gritando feito louca, pensei o que ele tinha feito algo com você, mais ele te trouxe para cá, e estava cuidando de você, ele disse que eu poderia ficar e ver quando você acordaria, até perguntei porque você estava se contorcendo, fiquei preocupado, mas ele disse que era o veneno saindo da sua corrente sanguínea, mais ele não queria que você sentisse dor, então adicionou um analgésico no remédio.

Nicolae me trouxe para cá nos braços? Só pela manhã? Então passei a noite no quarto dele? Corei instantaneamente olhando para baixo, estava usando uma blusa preta, de corte simples mas claramente elegante, e masculina.

- ele...ele colocou a roupa em mim? – sussurrei.

- que?

Senti meu rosto corar ainda mais.

- nada.

- Amanda, vá olhar como está o corte.

Então era isso que estava faltando, me levantei e corri para o banheiro, connor havia me abraçado mais nada mudará, não sentia mais dor. Levantei a blusa com cuidado, o espelho exibia minha cintura fina subindo lentamente até minhas costelas, e uma linha fina quase invisível, quase imperceptível a olho nu.

Sorri. Aproximei o nariz da gola da camisa, ela tinha um cheiro gostoso, másculo.

- legal neh?! – connor entrou dentro da banheira – achei muito esperto da parte dele dar um sedativo junto com o remedi, para você não sentir a dor.

Pois é. Eu tinha que agradecer.

- connor preciso tomar um banho.

- tudo bem – ele não se mexeu – pode ir, afinal já te vi nua mesmo.

- o que? – gritei – foi um acidente, e éramos pequenos.

Tínhamos 9 anos, eu estava trocando de roupa e connor entrou sem bater por que queria me mostrar o flops que seu pai lhe enviara com a foto do mais novo irmãozinho. Passamos semanas sem conseguir nos olhar depois disso.

- Qual é o problema? – connor se acomodou mais na banheira – seu corpo não mudou muito depois daquele dia.

- o que? – estreitei meus olhos em sua direção.

Vi o sorriso de connor se desfazer assim que ele olhou minha expressão.

-...ah...nada não, era brincadeira – ele correu para a porta – já estava saindo.

Peguei minha escova em cima do balcão e joguei em suas costas enquanto ele tentava se esquivar.

Mordi os lábios tentando esconder o sorriso. Era por isso que eu amava connor, ele tinha um jeito próprio de me fazer sorrir.

Tomei um banho rápido e vesti o uniforme, prendi meu cabelo em uma trança, depois disso recolhi a blusa preta que havia deixado cuidadosamente pendurada, e a coloquei atrás do meu travesseiro.

- nath, não quero que a tire daqui ouviu?

Connor me acompanhou até o quarto de Gabriella, que ficava a exatamente, seis portas de distância do meu quarto, depois disso teria que sair pelo que me disse, haveria uma nova comunicação para os aprendizes hoje e combinamos de nos encontrar na ala de alimentação.

Esperei em frente a porta dela, até que uma voz feminina me permitiu entrar, o breu que estava lá dentro me cegou instantaneamente, nem mesmo a lareira estava ligada.

- fogo – sussurrei.

E uma pequena chama começou a crepitar alegremente, denunciando a figura encolhida entre os lençóis.

Pulei em cima da cama, puxando o lençol enquanto gritava e empurrava minha ruivinha no chão.

Apoiei a cabeça sobre o cotovelo, sorrindo inocentemente para a mare vermelha que surgia debaixo da cama.

- bom dia.

- eu te odeio – Gabriella murmurou enquanto caminhava para o banheiro – acenda a luz, Gene vivi.

O quarto se iluminou e perdi o folego, onde deveria estar a parede creme do quarto, estavam dezenas, se não, centenas de flops, com roupas, dentre masculinas e femininas, roupas de banho à roupas de gala. Um em especial, parecia estar em destaque, em cima da cama. Fiquei na ponta dos pés para alcança-lo. Aquele, sem sombra de dúvida o vestido mais lindo que eu já vira em toda minha vida. Era preto, e longo, com um decote mínimo em forma de coração, e pequenos franzidos que sustentavam os seios firmemente, logo abaixo do busto, quatro pequenos rios prateados desciam elegantemente, aumentando de tamanho conforme desciam, mais a barra grossa do vestido era de um preto mais fosco, e ao mesmo tempo brilhoso, como se os rios pratas tivesse se fundido ao preto. A alça era apenas um enfeite, feita de pedraria era apenas um toque final a elegância. E o que faltava no decote da frente, o das costas com certeza compensava, indo profundamente até a base da coluna, com as alças atravessando as costa em forma de “X” apenas para segurar as duas partes do vestido, elegância e sensualidade na medida certa. Com certeza, era um vestido pelo qual, qualquer garota daria a vida.

- você fez isso? – perguntei incrédula.

- o que? – Gabriella apareceu, cobrindo as sardas com maquiagem.

Assim que notou o que tinha em minhas mãos, soltou um gritinho agudo e correi em minha direção.

- você gostou?

- o que? – me virei atônica – está brincando? – joguei um travesseiro nela- isso é perfeito.

- obrigada – Gabriella corou de prazer tirando o modelo de minhas mãos – agora deixe-me guardar minha obra prima, só irei usá-lo em uma ocasião realmente especial.

- é justo – sorri – vamos tomar café?

- claro – ela guardou o desenho numa gaveta – vamos.

Fomos andando conversando distraidamente, quase parecia os antigos tempos, tirando aqueles uniformes que já estavam me deixando nervosa, e as fisgadas ocasionais que sentia nas costas. Que eram veementemente ignoradas por mim.

Sinceramente odiaria não ter o direito de escolher minha própria comida se não fosse pelo fato que sempre acertavam o que gostava gostaria de comer.

Nos sentamos na mesa, Gabriella com um grande prato de salada de fruta, com três tipos diferentes de molhos para salada, e eu com torradas e patê de salsinha e um gernag para acompanhar, que é um maravilhoso chá gelado com folhas de hortelã.

- Amanda, você ainda não me disse o que o tenente queria com você.

Não queria mentir para ela, só o fazia quando necessário.

- eu disse sim – comentei, de repente muito distraída com minha torrada – foi me parabenizar pelo meu desempenho.

Ela sorriu com gosto.

- também. Você é a melhor aprendiz daqui – ela garfou a salada e começou a comer.

Dei um sorriso amarelo.

- olha só, as duas mulheres da minha vida comendo juntinhas.

Connor se sentou do meu lado e mordiscou uma torrada.

- Gabriella minha gatinha – ele pegou meu garfo e comeu algumas frutas dela – eu já te disse que você fica muito mais gata sem maquiagem.

Ela corou fervorosamente.

- eu acho que fico estranha assim.

- que nada, suas sardas dão um toque final no seu rosto.

- é verdade — concordei.

- isso é algum tipo de complô? – Gabriella fez beicinho – mais mudando de assunto, connor qual era o comunicado?

- nada de especial, só a rainha querendo que terminemos de nos matar – ele bebeu meu chá – nossa, eu amo isso.

- e eu amaria muito mais se você fosse pegar seu café de manhã – peguei a xicara – termine, o que a rainha quer?

- ela está fazendo um torneio não letal, e disse que o campeão irá ganhar algo que nunca imaginou possuir.

Fantasias tomaram conta da minha mente. O que poderíamos ganhar que nunca imaginaríamos?

- liberdade – sussurrei.

- o que você disse? – Gabriella perguntou.

- nada não — sorri – acho que quero participar.

- ei Amanda, não é hora para piadas – a voz de connor tinha um alerta silencioso.

- me parece divertido.

Me assustei com o soco furioso que ele deu na mesa, fazendo um dos potes cair.

- chega de fazer merda – ele falou levantando automaticamente o potinho antes que derramasse seu conteúdo.

Olhei para ele de uma forma que dizia claramente que ele estava falando demais. Os olhos de connor se alternavam entre eu e Gabriella, entendendo o recado.

Me levantei sorrindo, ganhando nossa discussão mental.

- vamos – puxei Gabriella pelo braço levando-a para fora da área de alimentação.

- eu não tinha terminado – reclamou – onde vamos?

- me inscrever num concurso.

Fomos imediatamente até um painel de informações. La descobrimos que o setor 1 estava sendo preparado para o concurso, e que a inscrição era voluntaria.

La já estava abarrotado de gente, alunos e seus tutores se inscrevendo para a disputa. Senti uma vontade enorme de chamar nicolae pelo comunicador, mais sabia que ele me arrastaria dali no mesmo segundo, dizendo que ainda não estava boa o suficiente.

A mulher na mesa de inscrições, franziu a testa ao me ver desacompanhada mas não fez nem um comentário. Ganhei uma tatuagem com os números “172” no braço, e fui informada que teríamos que esperar a presença da rainha.

- tem certeza que vai fazer isso – Gabriella perguntou enquanto nos aproximávamos de um dos tatames.

Eu não podia contar para ela a natureza do meu interesse, se eu ganhasse essa competição poderia pedir pela liberdade dela, Gabriella desde criança fora uma péssima aprendiz, nunca aprendia a atirar em um alvo a movimento a 400 metros de distância ou a lutar corretamente mais eu sempre estava lá, sempre fazia de tudo para protegê-la mas iriamos nos formar, e eu teria a obrigação de passar 100% do meu tempo com a princesa, não iria conseguir cumprir minha promessa. E isso despedaçava meu coração. E esse torneio era a chave que precisava.

- claro, vou quebrar a cara deles – sorri carinhosamente.

A rainha chegou instantes depois, acompanhada por seus sombras. Ela se sentou numa parte mais alta, que já havia sido preparado para esse propósito. Com seus guardas logo atrás em pé. E ao seu lado estava nicolae, sentado cordialmente.

Droga. Droga, droga, droga.

Estava a ponto de me afastar de fininho, quando meu nome foi chamado, ecoando pelo salão. Os olhos de nicolae me penetraram, como uma lamina fina e carne sensível, mas ele não disse nada, permaneceu com sua máscara de serenidade intacta.

Fui calmamente até o tatame, onde um rapas de traços asiáticos me esperava.

- bem-vindo – uma voz eletrônica verbetou – quero uma luta limpa, sem grande danos ao seu adversário, não será permitido nem um tipo de armas ou quaisquer tipos de objetos que não seja o próprio corpo, a quebra de qualquer uma dessas regras será a morte imediata do agressor.

...............

Sinceramente, fiquei decepcionada, demorei exatamente 2 minutos e 20 segundos para acabar com ele, minha tatuagem havia mudado de número, e estava sentada, esperando o próximo oponente.

Uma moça se aproximou de mim e me entregou um bilhete.

“Conversamos depois.”

“N”

Estava escrito numa caligrafia clara e nervosa, mas a letra não deixava de ser bonita. Passei a mão pelo papel, estava com relevos a onde ele havia apertado de mais a caneta. Olhei para cima, nicolae parecia que nem havia se mexido, seu rosto sustentava a mesma tranquilidade de antes.

- esse vai ser um longo dia. — conclui.

Notas finais
E ai o que acharam?
Ela deve façam suas apostas...o que vocês acham que é o prêmio? será mesmo a liberdade? alguém tem algum palpite sobre o que é?
mil beijoos ate o proximo capitulo.