Rachel havia dado um breve cochilo e acordou ao sentir uma respiração quente em sua nuca. Aquele momento com Garfield foi especial, e como dissera antes, não se esqueceria. Porém, agora sentindo seu corpo aquecido pelo dele percebeu o erro que cometera. Ela deveria ter esperado mais alguns dias. Finalmente estavam ainda mais próximos, mas e se ela morrer? Sabia que ele era diferente de Dick e Victor, demonstrava suas emoções. Chorava sem esconder, não reprimia a maioria dos sentimentos. Se ela morresse, com certeza o deixaria abalado, destruído. Não que fosse a única, qualquer outra pessoa que ele amasse, se qualquer um da equipe partisse o garoto ficaria assim, mas nesta situação estaria ali para acalmá-lo. Mas e quando for ela?

Lembrou da promessa que fez, sem saber se poderia cumpri-la. Depois da confissão de amor, de implorar para ela não se sacrificar, acabou mentindo para Garfield. Não acreditaria que houvesse outra forma de matar o seu pai. Se tivesse, descobriria nos seus últimos minutos. Percebeu que estava pensando demais quando sentiu uma lágrima escorrer em seu rosto e rapidamente a secou com os dedos. Teria que achar uma maneira de escapar dos seus problemas sem chamar a atenção.

Depois de sair do aperto quente de Gar que dormia profundamente, percebeu que um de seus braços estava com mais pelos do que o normal, provavelmente estava sonhando com algum animal. Riu pelo nariz enquanto se vestia, arrumou a pequena bagunça que tinha feito e foi para seu quarto, pegando o livro de capa branca que escondera mais cedo e seguiu para uma das instalações de treinamento. Lá infelizmente era um local com muita luz mesmo com o pôr-do-sol na janela, porém bem espaçoso, o que a deixaria confortável caso ocorresse algum imprevisto.

Levitou, cruzando suas pernas e abriu o livro em um capítulo específico. Respirou fundo antes de começar a ler as palavras em sânscrito. Seu objetivo era encontrar uma forma de se infiltrar em Azarath sem ser detectada e poder se aproximar de Trigon sem os seus demônios por perto, para evitar contratempos. Entretanto, para dar certo precisaria de um espaço considerável para atravessar um portal como um espectro. Invisível. Teria que deixar seu corpo na Torre e levar sua alma até a outra dimensão. E para um teste lhe surgiu a ideia de tentar atravessar o campo de força criado por Zatanna, já que ir para qualquer localização desconhecida seria arriscado caso não tivesse êxito na primeira tentativa.

Soltou o livro, o deixando levitar em sua frente enquanto reunia a escuridão para seu corpo, sentindo o seu poder aumentar conforme sua mente fluíra pelas palavras que lera em voz baixa.

— Azarath Metrion Zinthos! — exclamou com os olhos fechados, conseguindo expandir sua escuridão para fora do corpo, fazendo com que as lâmpadas no local estourassem e alguns dos pesos e esteiras batessem uns nos outros ao serem impactados pelo poder que os atingira. O teto e o chão foram danificados, e a janela rachou. Seria menos destrutivo se ela pudesse ter saído do prédio.

Seu corpo caiu imóvel sobre o ladrilho quebrado. Ali estava ela, fitando o próprio corpo. Sentia o ar gélido que passava pelo vidro quebrado da janela em sua frente e conseguira segurar o livro sem dificuldades. Aproveitou e o escondeu como havia feito anteriormente quando Garfield tentou abrir.

Colocou seu corpo em seus braços, o levando até o sofá que estava perto de si e o deitou em uma posição confortável. Se alguém a encontrasse no chão provavelmente entraria em pânico e toda confusão que houvera dias atrás se repetiria. Feito isso, tentou lentamente ultrapassar a parede protegida pela magia de Zatanna e com pouco de esforço conseguiu passar sem dores, choques, ou o que poderia sentir caso seu feitiço falhasse.

Já voando afastou-se da Torre sem olhar para atrás até o limite de Jump City enquanto observava a cidade movimentada mesmo durante a noite, e fazia questão de não desviar dos pássaros, antenas parabólicas e para-raios, confirmando que conseguira se tornar espectral. Mas as pessoas lhe ouviriam? Ela poderia tocá-las ou só poderia quando trouxesse o seu corpo de volta para si? Seu objetivo era trazer seu corpo físico para fora do campo de força e já que o primeiro passo estava completo, pretendia dar o segundo amanhã.

Enquanto pensava em seus planos, sentada na beirada do terraço de um edifício qualquer, sentiu a presença de duas pessoas em especial, Dick e Victor. Se aproximou, percebendo os ferimentos do amigo que negava a ajuda do outro ao caminhar em um beco escuro. Fez o primeiro teste.

— Robin? — chamou, fazendo com que os dois parassem ao reconhecer sua voz. Olharam em volta, em alerta.

— Não é pelo comunicador? — Victor perguntou, recebendo uma resposta negativa.

— É um feitiço, — a morena continuou devagar, para não os assustar — consegui me tornar um espectro e sair do portal.

— Ravena, desde quando está aí? — Dick perguntou olhando em sua direção, seguindo sua voz.

— Virou um fantasma? — Victor sussurrou com o olho arregalado.

— Senti a presença de vocês e me aproximei. Saí de lá faz algumas horas — falou normalmente, ainda vendo Cyborg olhando em volta, aturdido — Você está ferido. O que aconteceu?

O moreno travou o maxilar olhando de relance para Victor, querendo evitar o assunto. Se ela conseguiu sair do campo de força da Torre, poderia entrar no que Slade estava e encontrar mais alguma informação. Porém era muito arriscado para Rachel devido a magia desconhecida, então fugiu da pergunta.

— Conversamos quando chegarmos na Torre.

Ela criou o seu portal em silêncio por estar desconfiada, poupando sua ida até o carro e assustou de vez o Victor, ouvindo a batida do aço vindo dele. Junto dos dois, transportou-se para dentro da Torre com sucesso, mais precisamente na sala onde Kori estava assistindo TV, deitada no sofá com comida por toda parte. A ruiva colocou as mãos no peito e foi de encontro ao namorado, aflita. Analisava os seus ferimentos enquanto fazia centenas de perguntas. Para ela parecia que ele estava morrendo. Victor a tranquilizava.

— Por que não me chamaram? Onde estavam? O que aconteceu? Meu amor, você está sangrando! — exclamou ao enxergar a ferida nas costas do moreno — Victor, você está bem? Também se machucou? — lançou o olhar preocupado para Cyborg, que negou com a cabeça enquanto se aproximava da ruiva e colocava suas mãos em seus ombros, para fazê-la parar e se acalmar.

Ravena ignorou a situação e em silêncio caminhou pelo prédio até chegar na área de treinamento onde seu corpo a aguardava, e deparou-se com Garfield ali, sentado no sofá com a sua cabeça deitada no colo. Ele afagava seus cabelos enquanto lágrimas pingavam na blusa. Chorando por ela de novo. Iria dizer alguma coisa, porém se interrompeu pensando que o assustaria, então sussurrou sua frase mística para retornar ao seu corpo.

Expirou o ar de seus pulmões, como tivesse acabado de sair de um mergulho e abriu os olhos, se deparando com os verdes que a fitavam agonizantes. Ele rapidamente a ajeitou em seu colo contra sua vontade e a beijou com ânsia em meio a um forte abraço. Ela sentia a angústia e medo vindo dele, junto com o alívio por vê-la acordada. Ela se separou, procurando o ar que ainda lhe faltava enquanto saía do colo de Garfield. Ele fungou e secou as lágrimas.

— Estava em Azarath, Rachel? — perguntou com a voz embargada — Você disse que não faria isso sozinha. Eu disse que ficaria com você! Pensei que estava morta até sentir seu coração bater, mesmo que fraco. Já é quase branca feito um papel, consegue se imaginar mais clara que isso? Você estava assim!

Estava magoado, com o peito dolorido pela aflição e sensação de perda. Mesmo com ela ali, acordada em sua frente o encarando sem expressão.

— Eu disse que iria passar o dia aqui estudando, não quis te acordar. Consegui ultrapassar o campo de força, mas em forma espectral — a voz estava rouca, ainda se estabilizando. Colocou a mão gelada sobre a dele e a apertou, tentando tranquilizá-lo — Não fui vista por ninguém, inclusive encontrei Victor e Dick vindo para cá. Ele está ferido.

Após ouvir que ela não estava em Azarath, não prestou mais atenção no que disse. Ela estava ali, viva, saudável, respirando e sem estremecer pelo vento gelado que passava pela janela quebrada. Se levantou do sofá e puxou a mão dela, a levando para fora do cômodo querendo afastá-la da friagem. Na verdade, ele que estava com muito frio. Não soube quanto tempo ficara ali esperando ela acordar.

— Então funcionou? Já vai poder fazer o que tanto deseja? — falou ironicamente enquanto continuava a caminhar pelos corredores apressadamente com Rachel ao seu lado que colocava o capuz do casaco sobre a cabeça, já estava recuperada tirando uma leve dor de cabeça. Ele nem sabia para onde estava indo.

— A primeira parte sim. Amanhã pretendo tirar o meu corpo da Torre. Vou fazer o mesmo que hoje, mas vou conjurar o feitiço lá fora para —

— Para tentar se matar com esse campo de força que te deixou apagada o dia inteiro. Não vou deixar você fazer isso — não olhava para ela enquanto andava até a morena parar de o acompanhar.

— Está sendo infantil, Garfield. Não vai me impedir de fazer o necessário para proteger esse lugar. Proteger a equipe. Proteger você.

Foi irredutível. Cruzou os braços enquanto o encarava seriamente, via ele resmungar umas palavras sem nexo e puxar os cabelos verdes. Ele suspirou pesado e relaxou os ombros, derrotado. Não percebera que estavam tão tensos.

— Você está certa, Raven. Fui impulsivo, me desculpe.

— Eu sempre estou certa — falou normalmente já com um sorriso de lado, voltando a caminhar em direção ao elevador. Conseguiu acalmá-lo um pouco, ouvindo um bufado seguindo se uma risada baixa em suas costas.

Apertou o botão do elevador com a intenção de ir até a enfermaria, onde provavelmente Grayson estaria. Lembrou-se que mais cedo o moreno dissera que investigaria o local onde a Liga havia sido alertada. Ele saiu ferido e desviou de sua pergunta, não chamou Estelar e Mutano para o ajudá-lo, por mais que Victor estivesse junto dele. E estranhamente Cyborg estava intacto. Voltou a realidade ao sentir ser rodeada pela cintura e receber um beijo em seu pescoço. Se arrepiou com a respiração quente de Garfield, que a virou em sua direção, a puxando para perto de seu corpo, aproximando o rosto do seu.

— É inacreditável a sua capacidade de me deixar quase morrendo de preocupação, e depois agir como se nada tivesse acontecido.

Levou suas mãos até o rosto verde, o acariciando. Lançou seu olhar para os lábios que logo a deram um beijo lento enquanto ele percorria as mãos pela sua cintura e apertava. Iriam continuar os amassos, mas o elevador parou e abriu as portas.

— Esse elevador é muito ágil — lamentou enquanto se afastava, segurando a mão da morena que seguia em frente com certa pressa — O Dick está tão machucado assim?

— Ele está bem o suficiente para responder minhas perguntas.

— Não acha melhor deixá-lo descansar um pouco?

— Talvez não tenhamos tempo pra isso — disse sentindo uma pontada dor de cabeça enquanto abria a porta se deparando com um homem recolhendo alguns utensílios médicos — Onde ele está?

— Saiu com Estelar agora a pouco. Ela não deixou fazermos muita coisa, mas ele está bem.

Acenou em agradecimento pela informação e seguiu em direção ao seu portal, com Gar logo atrás perguntando o porquê de toda pressa.

— Kori, eu acho que já estou com curativos o suficiente. Eu estou bem, você estava ali quando a médica confirmou — dizia enquanto brincava com o cabelo da ruiva que se espalhava pelo seu abdômen já que ela procurava mais algum ferimento perto do seu pescoço. O cheiro dela o embriagava.

— É sempre bom se precaver. Pode pegar alguma infecção ou até coisa pior, o seu corpo é frágil — ela comentou, vendo o moreno arquear uma sobrancelha e desmanchar o sorriso — Digo, é mais frágil que o meu. Isso que quis dizer, meu querido.

Lhe deu um beijo na testa e se afastou para juntar as bandagens que espalhou pelo sofá e ele vestia a camisa. Dick não gostava quando ela dizia que era frágil. Mas não era mentira, se quisesse poderia parti-lo ao meio sem dificuldade por ele ser um humano. Inclusive tomava cuidado quando transformavam os beijos em algo a mais para não o machucar.

— Certo. Enfim, eu tenho que falar com o Bruce — disse tentando se levantar, mas foi impedido pela ruiva que segurou seu braço — é importante. Não pode esperar o meu descanso, será só uma conversa.

— Segura ele, Kori — Rachel chegou com Mutano logo atrás — Ele não vai sair daqui até me dizer o que fez. Gar, vai chamar o Victor.

Com o tom de voz da morena, ele nem contestou antes de sair para procurá-lo. Ela se sentou ao lado da amiga que estava confusa e direcionou o olhar ao moreno, que agora já sem a máscara e traje não poderia esconder seu descontentamento pelo futuro interrogatório.

— Quem fez isso com você?

— Falaremos sobre isso mais tarde, Rachel.

— Não. Quem fez isso com você? — repetiu, já perdendo a paciência.

O moreno suspirou pesado e olhou para ela com o semblante sério. Lançando uma indireta que ela percebeu, mas ainda insistiu por uma resposta.

— Ela pode nos ver, e aposto que está nos ouvindo agora. Não é seguro conversar aqui.

Rachel olhou para as próprias mãos enquanto cerrava os dentes. Estava tão distraída que não percebeu o óbvio. Zatanna observava tudo. Como conversariam sem que ela comunicasse a Liga? Ela a assistia enquanto conjurava o feitiço? Ele tinha razão, teria que conversar com Batman já que ele era o único que os ouviria, e para a segurança de todos teria que ficar de fora. E não poderia ser na Torre, era mais seguro se forem conversar pessoalmente. Fechou seus olhos com força, sentindo agora uma dor na cabeça absurda. O casal percebeu e se aproximaram para acudir, mas a morena os afastou.

— Eu estou bem, — mentiu, disfarçando o máximo que podia — o que você diz tem sentido... então... é melhor fazer o que acha certo. Não vou insistir mais — disse tentando se levantar, mas uma vertigem quase a derrubou, Kori e Dick a seguraram para não cair.

— O que fez, Rachel? — o moreno já estava de pé em sua frente, com alguns curativos soltos pelo movimento brusco. Ele recebeu pontos por um corte perto das costelas e nas costas.

Sua preocupação estava contida, tanto por ser seu comportamento normal por ser o líder da equipe quanto para não deixar Kori mais exaltada. Alguns objetos já tremiam em volta deles, e lágrimas caíam do rosto da morena que apertava sua cabeça com as mãos.

— O que está acontecendo? — Victor perguntou enquanto apressava os passos ao lado do amigo verde, que já correu na frente.

O moreno já analisava o corpo da amiga com seu olho vermelho, enquanto Garfield tentava tirar as mãos dela da cabeça. Kori estava com a morena em seu colo e Grayson fazia perguntas. Estavam perto demais.

— Saiam daqui! — gritou agoniada, tentando controlar as emoções que afloraram de repente.

Alguns objetos que trepidavam já caíram da mesa, as bobagens que Kori deixara de comer para cuidar do namorado já estavam no chão, e se os seus amigos continuassem em cima dela, ficariam feridos também. Mas nenhum se afastou.

— Rachel, o que você fez para estar lá fora? Sabia o que estava fazendo? — Grayson insistia nas perguntas, começando a se irritar. Mas ela já não conseguia falar, só focava em amenizar o que sentia, seu poder estava saindo do controle e não entendia o porquê. Mutano o puxou, não ligando para os seus ferimentos, querendo o afastar da morena.

— Ela estava desacordada na área de treinamento, leu um livro de merda e —

— Eu não estou vendo nada de errado nela, acho que devemos levá-la a —

— Meninos! Saiam daqui agora! — Kori vociferou, assustando os três que pouco a ouviam daquela maneira — Levem suas discussões para fora! E tirem o restante da Torre!

A ruiva estava com raiva pela pressão que a amiga estava recebendo. Ainda acariciava os braços da morena que não tirava as mãos da cabeça. Garfield tentou se aproximar, mas com o olhar de Kori sobre eles deu alguns passos para trás.

— Minha amiga não está bem, sabemos o que pode ocorrer, então me deixem aqui com ela. Resolvam suas pendências em outro lugar!

Agora alguns móveis já saíram do lugar, e Rachel gemeu de dor. O garoto verde não estava mais aguentando ver aquilo, queria ficar com ela até o último segundo. Tudo estava acontecendo rápido demais. Cyborg o puxou pelo braço em direção às escadas para encontrarem os poucos funcionários pois não era seguro entrar no elevador. Enquanto ele e os outros dois amigos se afastavam não tirou os olhos dela com aquela dor no peito que havia sentido mais cedo.

Agora estavam apenas as duas, a ruiva recebeu alguns empurrões da amiga, que tentava a afastar, mas não se moveu. Acariciava a cabeça da morena e lançava algumas frases para a tranquilizar. A janela já estava com o vidro rachado, e os objetos voavam em volta delas.

— Querida, eu sei que seu pai não está aí, não reprima o que está sentindo. Eu vou ficar bem. — disse com a voz mansa, colocando seus dedos sobre as pálpebras dos olhos vermelhos da morena, os fechando.

Rachel sabia que Kori resistiria ao que viria, mas estava se segurando pela Torre. Não poderia sair por causa do campo de força, então o lugar que moravam ficaria em ruínas. Não estava suportando mais e não sabia o que estava acontecendo. Acenou para Kori, que se separou dela rapidamente para pegar o comunicador e pedir que todos saíssem do prédio o mais rápido possível. Não deu tempo.

Tudo ficou escuro e o único som que ouvira foi grito de dor da amiga. Sentiu o impacto de uma explosão pela sobrecarga, pedaços de concreto chocarem em seu corpo, rasgando algumas partes da roupa que vestia enquanto se aproximava de Rachel para protegê-la dos destroços que caíam sobre as duas e o chão que sedia. Mesmo usando um pouco da sua energia verde em sua mão para iluminar o local não conseguia enxergar um palmo em sua frente. Encontrou a morena ao seguir a direção em que vinha o choro e soluços altos e a abraçou enquanto sentia o poder da amiga ainda esvaindo da mesma.

Rachel estava relaxando conforme a dor de cabeça diminuía. Perdeu a noção do tempo e espaço por alguns minutos, e sentiu estar sendo abraçada por alguém que ela não estava consciente o suficiente para saber. Só fez o que mais queria depois da tensão. Adormeceu mesmo com o prédio cedendo em sua cabeça e o fogo que começava a se alastrar. Kori queria levá-la para fora, porém o campo de força a machucaria ainda mais, então decidiu servir de escudo até tudo acabasse.

Notas finais
Eita