Saber o que queremos não é fácil.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Eu morava na rua quando criança. Não tinha ninguém. Me levaram à um centro de adoção, e fiquei lá por anos. Foi dentre esses anos que conheci o Bread.
Bread
Bread era um garoto, que estava na mesma situação na qual eu estaria, tinha olhos castanhos escuros e quando a luz da lua ficava laranja. Ele sempre partilhava os melhores momentos de sua vida comigo, mesmo estando em um lugar terrível.
Eu, eu sou bem discreta; se quer saber, já fazem por volta de uns cinco anos que estou aqui neste terrível lugar. Ele é grande, tem dois anadares, quinze quartos, supostamente cinco banheiros, um porão, um quintal, duas cozinhas, um refeitório, uma sala para castigos, uma secretaria, uma sala para visitas, uma sala para assistir tevê, um galpão, uma garagem, e uma cobertura que só eu, Bread e minha colega de quarto sabia.
Conheci o Bread no segundo ano. Eu tenho quatorze anos de idade, mas falta apenas um mês para ficar com quinze. Bread dorme perto do meu quarto, ele tem treze anos. Eu sempre gosto de conversar com ele, por isso o torna o meu melhor amigo. Na verdade, acho que só tenho ele como amigo, por que as outras crianças e adolescentes não gostam de mim e nem dele, e pra mim não é novidade.
Faltam algumas semanas para o meu mês de aniversário, e eu não estou nem um pouco ansiosa para que isto chegue, por que é só mais um ano com mais uma lembrança ruim que eu tenho. Não tenho família, eu só tinha meus pais, eles morreram no dia do meu aniversário, quando viam do trabalho para me apanhar para irmos para o Kids'dst, lá eles sempre davam uma festa de aniversário para os aniversariantes do dia; lá era um lugar bom, o atendimento era exclusivo, único, e legal.
Lembrei-me que tenho de ir buscar os casacos que deixei pendurados na janela do quarto das meninas patricinhas para que parecesse um fantasma, depois q elas caíram na brincadeirinha, é, acabei ficando de castigo. eu sempre ficava as tardes sem brincar, o que pra mim não era novidade, por que eu sempre vou para a biblioteca que fica em frente aonde eu moro. Já peguei muitos livros e devolvi-los em tempo record e em bom estado, por isso sempre fui gratificada a escolher mais de 5 livros e devolve-los até após um mês.
Ontem foi a segunda-feira mais bizarra que eu já tive em toda a minha vida. As menias patricinhas estavam fantasiadas de ursinhos de pelúcia, e realmente, elas me davam nojo de estar ali, presenciando aquilo. Enquanto isso, Bread estava estudando formas de Ler em códigos. Eu estava satisfeita por não saber o que elas estavam aprontando dessa vez. tranquei-me dentro do meu quarto com minha colega de quarto e nós ficamos escultando um pouco de musica no MP3 que ela havia acabado de ganhar na escola em um sorteio de melhor aluno(a) da classe. Ficamos ali até a nossa zeladora chagar e abrir a porta trancada com uma chave que eu não sei de onde ela arrumou. Fomos para o jantar e encontramos com o Bread que logo ia à nossa frente. Descemos as escadas e fomos direto para o refeitório, passando por corredores nada limpos.
O jantar estava bom, que era um cuscuz, suco de manga verde, pão com manteiga e água para quem quisesse beber. Eu sempre bebia água por que a comida nunca passava direito pela minha garganta. Quando terminamos fomos para os quartos. quando chego, meu quarto está cheio de bichos de pelúcia por todos os lados, Brunay está espantada por nunca ter visto aquilo na vida, ela parecia estar com nojo, mas eu acho mesmo é que ela está achando tudo aquilo fofo, por nunca ter recebido ursinhos de pelúcia. Eu não sabia muito bem o que estava havendo aqui no meu quarto, sei que boa coisa não era, e que ali estava o caos de tanta bagunça.
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